Terça-feira, 1 de Abril de 2014

Os Consultores - Gestores de comunidades

Este ano tive presentes nas minhas formações de gestão de páginas de Facebook consultores de 3 das Top 10 agências de comunicação. Todos participaram com o mesmo objectivo: adquirir conhecimentos para começar a gerir as redes sociais de alguns dos seus clientes de consultoria em comunicação. Isto é, além da função de consultor de comunicação/assessor de imprensa, passam a acumular a função de gestores de redes sociais.

 

(Imagem de Lera Blog) 

 

Tenho tentado perceber o porquê desta tendência. Se numa fase inicial as agências criaram departamentos independentes de comunicação online, agora estão a delegar esse tipo de trabalho para os seus consultores de comunicação (tradicional). Será por uma questão de redução de custos? Será pela crença de que pelo facto de conhecerem bem o cliente o irão fazer/gerir melhor?

 

A isto acrescento outras questões:

- Estão os consultores de comunicação habilitados para fazer a gestão de redes sociais dos seus clientes?

- Terão os consultores tempo para fazer uma boa gestão,que exige muito tempo, muitas das vezes trabalho em horário pós-laboral e aos fins-de-semana?

- Terão os consultores tempo para se manterem actualizados na área, à velocidade a que tudo muda?

 

Assumir que alguém que sabe escrever bem será um bom gestor de redes sociais é errado. Um escritor de romances não será por consequência um bom RP. Um bom RP não será por consequência um bom gestor de redes sociais, apenas porque sabe escrever. Conhecimento profundo das plataformas, capacidade analítica são alguns dos requisitos básicos desta gestão que poderão estar a faltar a estes profissionais.

 

Fica o aviso para as agências de comunicação que têm adoptado esta estratégia: será difícil manterem-se competitivos e  actualizados e concorrerem com empresas especializadas em social media ou com empresas com departamentos com profissionais especialistas na área.

 

publicado por Virginia Coutinho às 10:40
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Domingo, 13 de Janeiro de 2013

Where Are We Now?

 

Os últimos dias voltaram a demonstrar que as chamadas "redes sociais" excitam-se com o lado mais "voyeur", mais mesquinho, com o lixo cibernético, com a futilidade, com o vazio intelectual, com a humilhação ou com imagens de gatinhos a brincar com cãezinhos. Ainda por estes dias, um vídeo promocional da Samsung, de conteúdo infeliz e medíocre, gerou um tráfego intenso nas "redes", com milhares de "partilhas". Certamente que cada um lá terá tido os seus critérios comunicacionais para perpetuar uma mensagem de valor quase nulo.

 

Contrastando com esta "febre viral", e na mesma altura em que o vídeo da tal Filipa Xavier fazia furor nas "redes", era lançado o sublime teledisco da nova música de David Bowie. Um verdadeiro trabalho artístico e com um conteúdo de grande valor. O assunto até foi bastante noticiado nos meios de comunicação social tradicionais, fazendo incluindo uma primeira página do Público, já que é a primeira música original de Bowie em dez anos.

 

Mas, curiosamente, não há registo que o teledisco tenha sido alvo de grande entusiasmo ao nível das "partilhas" e dos "likes" nas redes sociais e muito menos motivo de análises por essa blogosfera fora. Perante isto, é caso para dizer que o título da música de Bowie se adequa que nem uma luva: Where Are We Now?

publicado por Alexandre Guerra às 23:18
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

O novo desafio de 2013

 

Irei escrever quinzenalmente na Meios & Publicidade sobre Redes Sociais.

 

Para os que têm interesse no assunto poderão encontrar aqui o primeiro artigo.

publicado por Virginia Coutinho às 10:57
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Sábado, 24 de Novembro de 2012

O contacto com "fontes" através do Facebook ao serviço do bom jornalismo

 

Os artigos de Margarida Santos Lopes, no Público, e de Margarida Mota, no Expresso, ambos publicados este Sábado sobre a situação no Médio Oriente, são bons exemplos de como é possível, com criatividade e competência, fazer excelente jornalismo e descobrir nova (e boa) informação, recorrendo-se ao Facebook para se estabelecer contactos com "fontes" em locais distantes e, muitas das vezes, localizadas bem no centro da acção.   

publicado por Alexandre Guerra às 16:23
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Para o bem e para o mal

 

Tinha aqui sugerido um fantástico vídeo sobre o papel da Internet na democracia, quer seja pela liberdade que dá aos cidadãos (para bem e para o mal), quer seja pela possibilidade de ser usada como "polícia política" ou forma de identificar transgressores da lei.

 

Falando concretamente sobre os tumultos do Reino Unido... Esta semana o Rodrigo mencionou um artigo onde o Twitter é identificado como um catalisador destes actos de vandalismo mas, por outro lado, as redes sociais estão a servir para identificar os saqueadores.

 

No website "Catch a looter", onde são colocadas fotografias dos saqueadores, reconhece-se que muitos exibem orgulhosamente os seus saques nas redes sociais, sendo que algumas das fotos colocadas são tiradas de tweets ou de perfis de Facebook. (veja aqui algumas)

 

Como tudo, nas redes sociais, há um lado mau e um lado bom.

 

publicado por Virginia Coutinho às 09:21
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