Domingo, 23 de Junho de 2013

A Starbucks percebeu que os impostos são mesmo uma das duas certezas na vida

A Starbucks foi obrigada a ceder à pressão da opinião pública britânica, que parece ter esgotado a paciência com o regime fiscal escandalosamente generoso da "city" para com  as grandes multinacionais que ali operam e facturam milhões anualmente.

 

A polémica arrastava-se há meses, com a Starbucks (e outras empresas) a ser confrontada com o facto de ter pago impostos (IRC) insignificantes quando comparados com as receitas. Aliás, o próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, tinha criticado no Fórum Económico Mundial em Davos, no passado mês de Janeiro, a baixa contribuição fiscal de algumas grandes empresas internacionais a operar em Inglaterra. 

 

O regime fiscal da "city" para estas empresas permitiu que, por exemplo, a Starbucks pagasse apenas 8,6 milhões de libras em IRC desde que chegou a Inglaterra em 1998, sendo que nos últimos três anos não chegou sequer a contribuir com nada. A empresa alegava que não tinha lucro no Reino Unido, apesar das vendas da Starbucks em 15 anos de actividade já estarem acima das 3 mil milhões de libras.

 

Mas veja-se o caso da Amazon britânica, que em 2011 facturou 3,35 mil milhões de libras. Em IRC pagou apenas 1,8 milhões. Embora apresente números menos díspares, mesmo assim a Google inglesa pagou em 2011 aos confres de Sua Majestade a quantia de 6 milhões de libras face a vendas de 395 milhões.  

 

Os tempos de austeridade que se vivem, mesmo em Inglaterra, e de enormes sacríficos para as populações, obrigaram, este Domingo, a Starbucks a anunciar em comunicado que, após o descontentamento manifestado pelos consumidores em Dezembro passado, já pagou ao longo deste ano 5 milhões de libras e que pagará outros tantos no segundo semestre. Em 2014 pagará mais 10 milhões de libras.

 

As contribuições são irrelevantes se se tiver, por exemplo, em consideração a taxa de IRC actualmente em vigor em Portugal. Mas, seja como for, é um primeiro passo para atenuar algum descontentamento dos consumidores e que demonstra uma resignação inteligente da Starbucks perante uma realidade que não lhe deixava margem para tomar outro caminho.  

publicado por Alexandre Guerra às 18:21
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Afinal, ainda há consumidores de música que mantêm padrões de qualidade

 "Tattoo" é o primeiro single do álbum A Diferent Kind of Truth

 

Os Van Halen acabaram de lançar o seu mais recente álbum A Diferent Kind of Truth, que junta, pela primeira vez em 26 anos, o vocalista original, o inconfundível David Lee Roth. Era um regresso há muito esperado e o resultado da talentosa dupla Lee Roth/Edie Van Halen parece não ter defraudado expectativas, como aliás tem sido referenciado por quase toda a crítica.

 

Por isso, numa altura em que as editoras, através de estratégias agressivas de marketing e com a ajuda das várias plataformas de comunicação, constroem e amplificam produtos musicais de qualidade (no mínimo) duvidosa (perante a ausência de espírito crítico e exigente), notícias como esta não podem deixar de ser recebidas com uma certa dose de esperança, de que há consumidores que ainda mantêm alguns padrões de qualidade, contribuindo para que o álbum dos Van Halen, na sua semana de estreia, possa estar em condições de disputar o número um da Billboard.

publicado por Alexandre Guerra às 23:10
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Oups... as marcas!

 

Um estudo da Havas Media conclui que a maioria dos consumidores não se importaria se 70% das marcas presentes no mercado deixasse de existir.

 

Não resisiti a colocar aqui a imagem que o PRDaily usou para ilustrar esta situação.

 

 

 

Fontes: aqui

publicado por Virginia Coutinho às 11:17
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