Terça-feira, 5 de Novembro de 2013

WOBI - Tom Peters

Como tinha aqui mencionado estou a assistir ao WOBI Milano, conferência onde alguns portugueses vieram marcar presença.

 

Esta conferência, de dois dias, abriu com a palestra de Tom Peters, um dos pensadores (e inspiradores) de gestão empresarial mais influentes das últimas 3 décadas. A par de Peter Drucker é visto como um dos maiores impulsionadores da gestão moderna. 

Tom Peters começou com a afirmação de que não trazia nada de novo, que apenas iria lembrar-nos de coisas banais que fazem a diferença. E assim foi! A palestra trouxe pouco de conhecimento mas muito de inspiração.

 

(Por mais díficil que possa ser resumir uma palestra que foi, acima de tudo, inspiracional e não formativa, vou tentar!)

 

De forma a simplificar este artigo, organizei algumas das ideias principais:

 

1.Não percam tempo com a estratégia

Se a execução é boa, não importa a estratégia!”. Já dizia Fred Malek “Execution is Strategy”. Bloomberg chegou a afirmar que “a nossa vantagem competitiva é que agirmos desde o dia 1... e quando os outros estão a lançar o primeiro produto nós estamos a lançar a quinta versão. Porquê? Perderam meses a planear como planear

 

2.Formem os vossos recursos

Enquanto líderes muitas vezes esquecemo-nos de formar as pessoas da nossa empresa. Um líder deverá aspirar não ter seguidores mas criar mais líderes!

Tom Tib´s mencionou” Your principal moral obligation as a leader is to develop the skillset, “soft” and “hard,” of every one of the people in your charge (temporary as well as semi-permanent) to the maximum extent of your abilities. “ .

 

3. Aprendam a ouvir

Num estudo realizado constatou-se que, em média, um médico interrompe o paciente após 18 segundos. Muitos chefes têm o mesmo comportamento. A capacidade de ouvir é uma profissão e pode aprender-se. A parte má é que os homens não o conseguem fazer… é genético.

 

4.Mulheres são melhores chefes e líderes

As mulheres são melhores chefes e são também responsáveis por 80% das compras. Homens não sabem desenhar produtos para mulheres!

Headline do “The Economist”: “Forget China, India and the Internet: Economic Growth Is Driven by WOMEN.”

(APARTE: concordo :D)

 

5. Mostrem que valorizam os vosso recursos

As pessoas querem-se sentir valorizadas e, enquanto parte de uma empresa, também! As 4 palavras mais importantes numa organização são “What do you think ?”. Já dizia Mark Sanborn “Se os funcionários não se sentirem significantes, não farão contribuições significantes”.

Valorizem os managers de “primeira linha”. "As pessoas não abondondam empresas, abandonam (maus) chefes!" (Dave Wheeler).

Os líderes deverão ter o compromisso de contribuírem constantemente para o crescimento e felicidade dos seus funcionários.

Tratem os vossos recursos humanos como se fossem vossos clientes e façam pelo menos duas promoções por ano.

 

6. Aproveitem as LBTs

A LBTs (Little Big things) é que poderão levar às grandes ideias. Dificilmente se tem uma grande ideia, mas uma pequena que se tornou grande. (Kevin Roberts, orador deste primeiro dia, também reforçou esta ideia)

 

7. Façam do banal algo extraordinário

Tornem-se CXOs (Chied EXperience Officers)! Usem as redes sociais e outras plataformas para construir relações.

 

 

E deixo-vos uma quote que adorei “BE THE BEST! It is the only market that is not crowded”.

publicado por Virginia Coutinho às 20:09
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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

o homem da rádio em TIP Talk

Ontem tive a felicidade de assistir a uma TIP Talk, conferência organizada pela Marketeer.

 

Embora qualquer formato fique sempre dependente do(s) orador(es), este é daqueles que ajuda a bons momentos de partilha. E a juntar a este modelo, a escolha de um espaço agradável e um orador e um moderador/entrevistador que estavam descontraídos e cumpriram muito bem o seu papel. Ou seja, o resultado final foi sucesso.

 

Já aqui referi várias vezes neste poleiro que a Rádio é o media que mais gosto, o mais apaixonante, e também aqui expressei a minha opinião sobre o Pedro Ribeiro, pelo que foi com especial agrado que assisti, com especial atenção, a esta TIP Talk.

 

A certa altura anotei duas perguntas que queria colocar ao Pedro. Dois assuntos que abordei neste post. A primeira sobre a importância dos anunciantes / marcas neste crescimento da Comercial e a fórmula por eles pensada para envolver e respeitar as marcas. A segunda era mais para obter a confirmação da minha ideia, aqui expressa, de que o Pedro teria o desejo secreto de ter o Governo Sombra na Comercial.

 

Acabei por não colocar ou partilhar estas questões. Não por falta de vergonha, mas simplesmente porque a TIP Talk fluiu de uma forma frontal e aberta que o Pedro acabou por abordar estes temas e lá ficou claro para todos que se ele pudesse teria ido buscar o Governo Sombra, bem como o respeito que tem pelas marcas.

 

Para concluir, os Parabéns à Marketeer por mais esta organização e o obrigado pela oportunidade de ter estado a ouvir o homem da rádio.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 16:25
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

Conferência "Comunicar: O Valor do Marketing"

 

É já amanhã que se realiza, em Águeda, a conferência “Comunicar – O Valor do Marketing”, que contará com a participação do Rodrigo para falar sobre “O Poder da Comunicação”.

 

A conferência vai ter ainda a participação de Gil Nadais, da Câmara Municipal de Águeda, que irá falar sobre “Marketing Territorial”, de Vera Cela, do Intermarché, que abordará os “Desafios do Marketing”, e de Diana Almeida, da B4Profile, que iniciará a sessão.

 

publicado por Alexandre Guerra às 12:53
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Debate promovido pela GCI revela os temas fracturantes da comunicação

O Grupo GCI iniciou esta Quarta-feira as comemorações do seu 15º Aniversário, sob o tema “15 Anos: Rewind and Forward”, com o primeiro de quatro debates previstos para este mês e Junho, com o objectivo de analisarem e debaterem a comunicação em todas as suas vertentes. Este encontro, a que se deu o nome de “A Era da Comunicação” , serviu para percorrer os últimos 15 anos da comunicação em Portugal e para antecipar tendências e modelos para a próxima década e meia.

 

Na mesa de oradores no Café Concerto do São Jorge estiveram Edson Athayde (publicitário), Pedro Bidarra (vice-presidente BBDO), Pedro Casquinha (Chief Marketing Officer ANF), Rita Torres Baptista (Directora de Marketing de Comunicação BES), e Kika Samblás (Managing Director Grupo de Consultores).

 

Entre os presentes, Pedro Bidarra foi talvez o mais crítico e polémico nas suas intervenções, referindo que os meios ignoram a fragmentação da comunicação em Portugal. Para o vice-presidente da BBDO é incompreensível que os anunciantes continuem a canalizar os seus investimentos para os três canais generalistas, ignorando por completo a nova realidade dos públicos e dos meios por cabo. Ou seja, os anunciantes estão a tomar decisões com base em dados errados.

 

Não é de estranhar, por isso, as duras críticas que Pedro Bidarra fez à Marketest, por considerar que os seu estudos são “mal feitos”.Também Pedro Casquinha considerou que os modelos de segmentação existentes estão desajustados.

 

Embora partilhando algumas destas ideias, Rita Torres Baptista foi mais comedida na sua análise, admitindo haver alguns desajustamentos na medição de audiências. Mas, rejeitou por completo que os anunciantes estejam apenas focados nos três canais generalistas: “As agências de meios com quem o BES trabalha têm em conta todo o cenário audiovisual.”

 

Ainda quanto ao problema da fragmentação, na óptica dos meios, Rita Torres Baptista sublinhou que, por exemplo, o fenómeno do YouTube não veio substituir a televisão ou o jornal. “Todos os meios devem trabalhar em orquestra.”

 

Meios esses que na perspectiva de Edson Athayde servem sobretudo de suporte a uma “boa história”. No fundo, quando se fala de comunicação é disso que se trata: como contar uma boa história. Athayde diz que uma boa história pode começar e terminar onde se bem entender, no entanto, os formatos têm que estar integrados.

 

A história da Susan Boyle é uma das mais bem inventadas do ano, considera Athayde. Perante a boa história de Boyle, provocaram-se reacções e a partir daí propagou-se a mesma pelos vários meios, como o YouTube.

 

Mas, alerta para a tentação das marcas e das instituições usarem indevidamente as ferramentas da comunicação para inventarem o que supostamente são boas histórias. “O público está cada vez mais atento à desatenção", avisa Athayde.

 

A isto junta-se um outro problema suscitado por Pedro Casquinha: "Falta de paciência por parte das pessoas para descodificar mensagens muito complexas." Também nesta lógica, Kika Samblás refere que o consumidor exige cada vez mais responsabilidade por parte das marcas, ao mesmo tempo que pretende participar de uma forma mais envolvente com as mesmas.

 

E porque este debate era também sobre o futuro, Kika Samblás refere que em 2024 as marcas já não vão "mandar" nos consumidores, apenas vão poder influenciar os seus comportamentos. Kika Samblás disse ainda que dentro de 15 anos não vão haver agências, vão haver "criadores de ideias".

 

publicado por Alexandre Guerra às 21:51
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Silas Siakor dá uma "perspectiva humana" sobre a sustentabilidade

Silas Siakor no base da ONU em Monróvia/Foto Andy Black

 

Nos dias que correm são muitas as conferências e as iniciativas realizadas com o objectivo de abordar a temática da sustentabilidade. Algumas delas com interesse, outras nem tanto... Em muitos casos, as ideias vão-se repetindo ou sendo recauchutadas de orador para orador, sem que isso acrescente valor ao debate.

 

O debate da sustentabilidade passou em muitos casos a ser um tema da "moda" dos países desenvolvidos. Empresários, activistas, políticos, gestores, não há quem queira ficar de fora desta problemática.  

  

Mas, a verdade é que apesar dos esforços, nalguns casos meritórios, admita-se, são raras as vezes em que o debate é feito em toda a sua amplitude. E porquê? Precisamente porque o conceito da sustentabilidade tem sido abordado sob pressupostos existentes apenas nos países desenvolvidos. Por isso, não é de estranhar que este tema tenha sido quase sempre trabalhado numa óptica empresarial ou política. 

 

Ora, em muitas regiões do mundo a ausência de um tecido empresarial forte e de sistemas políticos eficazes inviabilizam qualquer potencial enquadramento do conceito de sustentabilidade debatido nos moldes em que é procurado para países como, por exemplo, os Estados Unidos, França ou Portugal.

  

É nesta lógica que o liberiano Silas Siakor, considerado um dos heróis do ambiente de 2008 pela revista TIME, introduz uma "perspectiva humana" ao debate da sustentabilidade.

 

publicado por Alexandre Guerra às 07:25
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