Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

mais um mito que cai...

publicado por Antonio Marques Mendes às 13:03
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012

´tá explicado porque é que há gente que não larga o blog e o facebook e o twitter e tudo o que é social...

publicado por Antonio Marques Mendes às 18:36
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Sexta-feira, 16 de Março de 2012

exercício solidário

‎15 000 € x 12 = 180 000 €

De acordo com o Correio da Manhã, o ex-primeiro-ministro irá gastar num ano em Paris 180 000€. Partindo do principio que o dinheiro foi justamente apropriado, ninguém, rigorosamente ninguém, tem que criticar o uso que lhe é dado. 

Dito isto, e partindo do pressuposto de que a notícia do CM é verdadeira, façamos um exercício solidário, exercício muito querido à esquerda:

De acordo com uns cálculos grosseiros feitos aqui ao lado na calculadora, o preço médio de uma refeição em Portugal custa (a preços de mercado,o que implica ir comprar e fazer, mesmo contabilizando os custos exploratórios de energia, que o mesmo senhor nos legou) 1,60€.

 

Por favor façam contas para saber quantas refeições para pessoas necessitadas poderiam ser asseguradas com o montante de 180.000€. Disse.

publicado por Antonio Marques Mendes às 14:22
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Sem escrúpulos, sem ética, sem honra

 

 

 

Será que sou só eu que estou indignado com a divulgação absurda e desprovida de ética, pela TVI, da conversa privada entre o Ministro Vítor Gaspar e o Ministro Alemão das Finanças?

publicado por Antonio Marques Mendes às 10:07
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

reflexões sobre a comunicação como negócio (parte 3 e última)

 

 

"The Association exists to raise standards in PR and communications, providing members with industry data, facilitating the sharing of communications best practice and creating networking opportunities" (do site da PRCA, consultado a 08/02/2012)


Olhemos agora a questão do valor dos serviços prestados. Ao contrário do que a citação possa sugerir não me vou referir (exclusivamente) ao associativismo da indústria. O leque daqueles que afectam e são afectados pelo tema (as chamadas partes interessadas, ou na linguagem corrente, e no original "stakeholders")  é vasto.

 

Salientaria apenas alguns:

-empresários/empresas do sector

-empregados do sector

-associações sectoriais (J)

-universidades e politécnicos (órgãos dirigentes e técnico-científicos)

-docentes e formadores

-media (trade e económicos)

-ministérios (no topo dos quais se identificam: educação, economia, emprego)

 

Todos estes (e mais alguns) contribuem para a criação de valor do sector. Uns porque formam os futuros profissionais, outros porque dele falam e escrevem, outros porque têm competências regulamentares e legais, alguns porque supostamente representam ou deveriam representar o sector junto de outras classes profissionais e socioprofissionais,  outros porque diariamente executam qualquer tipo de tarefa que exemplifica e demonstra aquilo que é o contributo da comunicação para a vida das organizações e para as empresas em particular.

 

Mas para estarmos onde estamos algo não está a funcionar como deveria. Alguma destas partes profissionais não estão a contribuir para a geração de valor, e outras, inclusive, estão a destruir valor.

 

A ideia de valor é central para a análise. Do ponto de vista mais filosófico valor pode ser vista como a capacidade intrínseca de um bem ou serviço produzir utilidade funcional. De um ponto de vista mais prático, e numa perspectiva mais empresarial, algo tem valor porque nós preferimos e o consideramos mais ou menos fundamental na nossa existência e acção.

 

"Value refers to physical objects, services, or activities that are perceived by an individual or a social group as desirable. Value is a judgment made by individuals and communities that emerge in the context of interactions among economic actors and those that seek to influence them. Together they enact the specific value provided " (Maas: 2009)

 

Ora se tomarmos como boa a perspectiva apresentada por Maas, o valor de um serviço vai variar de acordo com a percepção existente sobre o mesmo. O mesmo bem ou serviço para pessoas diferentes ou em diferentes momentos do tempo poderá ter avaliações diferentes.

 

A forma como a comunicação é percepcionada neste momento do tempo e espaço é resultado dos factos passados e presentes. É fruto do comportamento dos actores. São eles que emitem os sinais que vão ser considerados pelos decisores nos momentos-chave. E se os sinais são de uma certa natureza inevitavelmente as avaliações vão ser de uma certa ordem.

 

As consequências são públicas e notórias do percurso até ao momento: as empresas do sector ganham, em unidade monetária hora/homem, menos do que outras áreas de consultoria (serviços jurídicos, contabilísticos, estratégicos e de gestão, etc..), um director de comunicação ganha em média menos do que qualquer outro director, as áreas de comunicação são as que mais rapidamente são afectadas em movimentos de optimização orçamental (desculpem-me o eufemismo), de reengenharia de funções e de concentração organizacional (com ou sem deslocalização). 

 

A área de comunicação é das que menos conta nas arenas empresariais.

 

Em minha opinião isto tem causas claras:

-desconhecimento por parte dos decisores do perfil da área e dos seus graus de intervenção;

-a comunicação enquanto área funcional não disponibiliza demonstrações claras do seu contributo para o sucesso (seja ele financeiro como social) das organizações;

-existe pouca ou deficiente formação técnica daqueles que trabalham na área;

-não existem movimentos de concertação dos vários stakeholders do sector no sentido de dotar o sector de capacidade de influência sobre mercado e sociedade.

 

Aquilo que me surpreende (que ando há uns anos nestas coisas) é que há 20 anos atrás nós íamos a Espanha e, com ilustres excepções, o panorama era idêntico ao Português, ou seja, a percepção de valor dos serviços era idêntica em ambos os lados da fronteira. Passados estes 20 anos a diferença é abissal.

 

Nota final: com este texto concluo as minhas reflexões sobre a comunicação como negócio. Enquanto as Universidades não criarem parcerias com a indústria, enquanto não houver mais investigação científica sobre a área, enquanto não se começarem a aplicar os modelos de avaliação de comunicação que um pouco por todo o lado vão demonstrando a sua utilidade , enquanto não se criarem associações, uniões, federações (whatever) que focalizem interesses e que contribuam para a dignificação do sector e dos seus actores, nada vai mudar. Nunca vi nenhuma batalha ou guerra ser ganha na história da humanidade (por muito infeliz que seja o exemplo)  por causa do número de medalhas que os generais tinham ao peito, nem tampouco vi algum exército sair vencedor quando no quartel-general os oficiais discutiam a qualidade e o mérito dos seus regimentos, entre si.

publicado por Antonio Marques Mendes às 18:33
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

reflexões sobre a comunicação como negócio (parte 2)

 

 

“There are three kind of companies, those that make things happen, those that watch things happen –and those that wonder what happened.” (anónimo)

 


 

Dizia eu que a questão que se colocava aos operadores da indústria da comunicação era como aumentar a percepção de valor dos serviços prestados e dos prestadores de serviços.  Para já a minha preocupação prende-se com os segundos.

 

Desde sempre que a sobrevivência e o sucesso depende das empresas conseguirem atingir e manter uma melhor situação competitiva, ou seja, conseguirem vencer os concorrentes graças a uma vantagem que têm sobre eles.  De acordo com a clássica formulação de Porter existem 2 grandes tipos de estratégias que permitem às empresas atingir esta vantagem competitiva e por isso terem a preferência dos clientes: preço e diferenciação; ou seja, uma empresa faz o mesmo que os outros, mas melhor, através de um modelo organizacional que lhe permite níveis de eficiência organizacional acrescida , ou então, simplesmente consegue fazer coisas diferentes dos seus concorrentes que lhe permitem a liderança sectorial, de nicho ou de indústria. Claro está que previamente tem de existir uma sólida e clara definição de mercado e em quais se pretende estar.

 

O sucesso depende, por isso, da capacidade de sermos mais baratos mas rentáveis, ou de uma constante capacidade de adaptação ao contexto de negócio e à contínua capacidade de nos diferenciarmos.

 

Esta diferenciação resulta de uma empresa possuir capacidades distintivas e uma combinação de recursos internos que as suportem.  São estas capacidades distintivas que, correspondendo às necessidades do mercado, serão capazes de produzir preferência e por isso retorno.

 

“Competitive strategy is about being different. It means deliberately choosing a different set of activities to deliver a unique mix of value.” Porter (1996:64)


É na diferença produzida pela conjugação irreproduzível de capacidades distintivas únicas  que está o segredo das maiores companhias mundiais de comunicação. Aquelas que não conseguiram produzir diferença e ter uma engenharia de capacidades distintivas continuadamente actualizada desapareceram, fundiram-se ou foram adquiridas, e a história da comunicação está cheia de estórias de "excelentes" empresas que simplesmente desapareceram sem deixar memória.

 

Em termos gerais distinguem-se 3 grandes tipos de capacidades distintivas que sozinhas ou em combinação, originam a tal diferença (Kay, 1993): arquitectura, posicionamento e inovação. Cada empresa deverá ter a tal combinação única que lhes dá visibilidade, reputação e, consequentemente, comportamentos de suporte do mercado.

 

Quando se fala de arquitectura pretende-se referir a qualidade possuída por certas empresas  de gerarem relacionamentos sólidos e únicos que se tornam uma vantagem (com empregados, com parceiros, com fornecedores, com KOL's). Posicionamento refere-se ao espaço conceptual ocupado pela empresa que lhe proporciona um lugar único na cabeça de quem decide (vectores força dos produtos, serviços etc). Inovação diz respeito à capacidade de gerar sustentadamente novos serviços/produtos, únicos, impossíveis de serem replicados pelos concorrentes.

 

O mercado nacional é rico em empresas indiferenciadas e essa indiferenciação torna indiferentes os clientes. Poucas são as empresas que inovam, poucas são aquelas que têm posicionamentos claros, poucas são as que têm arquitecturas relacionais diferenciadoras. 

 

Indiferenciação gera indiferença. E onde há indiferença há menor percepção de valor. Todos valem o mesmo e por isso há uma depreciação do valor absoluto dos prestadores de serviços: para a maioria dos clientes o "revolving" é uma prática habitual porque os prestadores são percebidos como semelhantes. Daí ser tão comum na indústria da comunicação nacional o conflito e a crítica por causa dos preços: esse é o factor decisivo no momento presente; é por aí que se nivela a concorrência.

 

Se houvesse diferenciação e competências distintivas, se o valor acrescentado pelos prestadores de serviços fosse mais elevado, tenho a certeza que os clientes considerariam esse valor acrescentado nas suas decisões. 

 

Enquanto isso não acontecer vamos continuar a ver o ciclo vicioso a acentuar-se: preços baixos, recursos fracos, má percepção dos serviços, preços mais baixos, recursos mais fracos…

 

 

Nota final: a Edelman foi considerada pelo Holmes Report como a Consultora do Ano a nível global com um crescimento de cerca de 20% em  2010-2011 e com um fee income de cerca de USD 540 milhões. A Edelman mudou em 2008 o seu posicionamento, desenvolveu metodologias inovadoras e construiu uma rede de parcerias irreproduzível pelos seus concorrentes e estreitamente ligada ao seu posicionamento. Segundo as ideias de Kim e Mauborgne eles seguiram uma estratégia Blue Ocean….e estão a ser felizes.

publicado por Antonio Marques Mendes às 17:59
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

reflexões sobre a comunicação como negócio (parte I)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há cerca de 2 anos sugeri que o volume de negócios do sector da comunicação (considerado nas suas variadas vertentes pub, rp, digital e outros) iria sofrer um decréscimo acentuado por culpa do contexto económico. Hoje é claro que os negócios da comunicação sofreram uma retracção significativa. Sem ter dados oficiais, acho que não me enganarei muito ao dizer que a evolução 2010-2011 trouxe uma depreciação generalizada dos indicadores de gestão e uma redução do valor total das empresas do sector. E se o clima económico explica parte desta situação há outros factores que devem ser contabilizados.

 

O sucesso de qualquer agência/consultora resulta do encontro entre as necessidades sentidas pelos clientes com as qualidades disponibilizadas pelas consultoras. No limite a decisão de contratação de uma consultora/agência resulta de uma decisão racional do decisor empresarial/institucional com base na percepção de valor associado ao serviço e ao prestador desse serviço. Nesta perspectiva o contratante define a sua noção de valor e encontra o preço de equilibrio para a noção de valor definido.

 

Estou convencido que os negócios da comunicação em Portugal sofrem de problemas por estas duas vias (para além do contexto económico): pelo valor atribuído aos serviços e aos prestadores de serviço. Se há honrosas excepções (que se saúdam e incentivam), para a maioria das empresas a situação tenderá a piorar, e se os gestores das empresas de comunicação nada fizerem sobre a construção de valor do lado da oferta, o sector tenderá para ganhos marginais mínimos. E se esta análise fôr válida, a percepção do valor do serviço e a dos prestadores de serviço terão de aumentar de modo a haver uma sobrevivência dos operadores (isto considerando os factores estáveis no actual paradigma de mercado).

 

A questão que se coloca, seguindo este raciocínio, é, como aumentar a percepção de valor sobre os serviços prestados e sobre os prestadores de serviço (considerando estes, como factores críticos de sucesso desta indústria)?

 

É que sem estes problemas resolvidos, não serve de muito queixarmo-nos das avenças, e dos preços, e da concorrência. Sem haver diferenciação do lado da oferta, ninguém se pode queixar que a procura anda a esmagar a indústria.

publicado por Antonio Marques Mendes às 11:30
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

badvocacy ou "o dia em que lhes saiu a fava"

E vão dois...a Edp (já há algum tempo) e a Mcdonalds (recentemente) tiveram que suspender a sua presença nas redes. Querem fazer "engagement" e tal e ser modernos e activos e tornar os negócios "social businesses" e depois sai-lhes a fava...chama-se badvocacy...e é nisto que os estrategas podem ajudar.

publicado por Antonio Marques Mendes às 11:11
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Sobre blogs de comunicação

Há sensivelmente 1 ano  e 1 mês escrevi para o blog do Telmo, o texto que abaixo reproduzo. Ao tempo chamei-lhe jardim das (pr)osas.  O texto era sobre os blogs de comunicação da nossa blogosfera, e decidi apresentá-lo aqui novamente devido ao post da Alda e à iniciativa do Aventar. Confesso que esta coisa dos blogs do ano, agências do ano, consultoras do ano e dos rankings, me provoca alguma erzipela. Não sendo irrelevantes, são para mim indiferentes, embora reconheça que para quem "emprenha pelos ouvidos" isto dos prémios é um sinalizador importante. Sinceramente não sei o que são blogs de comunicação e media, categoria em que aparentemente o PiaR foi incluído no referido concurso do Aventar. Acho que facilmente poderíamos (nós e qualquer outro dos indicados) ter sido incluídos em qualquer outra categoria, e se tivéssemos sido incluídos no leque dos "eróticos" não ficaria surpreendido: provavelmente teríamos mais votos do que temos agora (que sinceramente não sei quantos são). Dito isto, aqui fica o referido texto, esperando que o jardim, no futuro, se torne relevante e incontornável para a vida da cidade que o alberga.

 

 

"há um jardim no meio da cidade onde as comadres se encontram e falam de trivialidades. e as comadres por lá se passeiam, conforme as artroses as deixam. o jardim está por vezes repleto, como se fora dia de procissão. noutros dias nem tanto, tamanho é o desalento. nos dias de canícula o jardim enche-se, e as comadres não param de falar dos seus calos e dos seus rebentos. é um jardim engraçado que mais parece de aldeia, e do muito que acontece pouco é o que se diz: a Jacinta, arrastada pelo Cocas, rafeiro de pelagem curta, não diz a ninguém que o seu homem lhe chega a casa todos os dias entornado pelo vinho, nem que a Amélia compra Tena todas as semanas. guarda para si estes apartes "que não ficam bem dizer às gentes". a Amélia odeia a Rebeca "essa espanhola desconfiada que canta à janela pela manhã". a espanhola toma normalmente um garoto lá no café do jardim e apesar de antes de chegar a esta cidade portuguesa, nunca ter saído da sua badajoz natal, fala de barcelona e de madrid, como se tivesse passado toda a sua vida no bairro gótico ou na chueca. a Filomena é a mais nova das "raparigas" daquela geração, embora já tropece por vezes na combinação e a Felismina é distraída e revela segredos sem intenção.  a Gertrudes é a Gertrudes e toda a gente lhe desculpa os truques. é um jardim igual a tantos outros da cidade. só com a diferença que a Jacinta, a Amélia, a Rebeca, a Gertrudes, a Filomena, a Felismina lhe chamam seu."

 

 

NOTA 1: Quando o autor escreve sobre "Jardim" não pretende dar qualquer subliminar sinal de actualidade

NOTA 2: O autor não escreve de acordo com o acordo ortográfico porque não sabe, não quer e porque se está a borrifar.

NOTA 3: O autor afirma que não existe qualquer ligação entre as personagens do seu pequeno conto e os blogs (seguindo a terminologia aventaresca) de "comunicação e media"

publicado por Antonio Marques Mendes às 11:37
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

tendências 2012

Antes que qualquer outro (nem sei se é verdade, mas apeteceu-me dizê-lo) o PiaR apresenta as verdadeiras tendências da área para 2012:

 

trends (fica bem dizer desta maneira) by (outra palavra obrigatória)  ANTÓNIO MARQUES MENDES (o responsável a quem devem ser imputadas as responsabilidades, já que isto ainda não é um colectivo ao jeito da Coreia do Norte...lá está..o PiaR a dar o toque de actualidade que se impõe, já que o "grande líder" morreu algures entre sábado e hoje):

 


1. Orçamentos a encurtar, gestão ao tostão
2. Fusões, downsizing e despedimentos, desadesaparecimento de empresas com crescente influência de "sole players", especialistas em alguma área
3. estratégias de comunicação centradas no lado positivo das coisas com características inspiracionais (é a única coisa que consumidores e outros vão querer ouvir)
4. ano dos profissionais de conteúdos: mais do que nunca este é o ano das comunidades, da partilha, do envolvimento, das experiências comuns marcas-consumidores, da co-criação: quem estiver aí está bem
5. ano dos profissionais do relacionamento: quem souber gerir comunidades e redes, vai estar um passo à frente
6. transmedia: ano em que se vai afirmar a centralidade dos conteúdos transmediáticos e das marcas transmediáticas
7. aqueles que acrescentarem valor pelo entretenimento e na passagem de mensagens pelo entretenimento vão levar vantagem
8. quem souber contar boas histórias sobre as empresas, marcas e pessoas, vai entrar na intimidade dos stakeholders e ultrapassar as barreiras racionais que hoje têm
9. ano da comunicação público-política....quando diminui a qualidade das economias, crescem os níveis de conflito social e político; aqueles que tiverem algum valor a acrescentar nesta área vão estar bem
10. mobile, go and live well: eles estão em todo o lado mas não estão em lado nenhum: desafios acrescidos na descoberta dos verdadeiros touchpoints com influenciadores ou consumidores

publicado por Antonio Marques Mendes às 11:43
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Sábado, 12 de Março de 2011

Young Lions também em RP

O 58º Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions está aí, integrando no programa o já conhecido Young Lions, que este ano abre à categoria RP. Aparentemente, Portugal é o 4º país que mais prémios conseguiu nesta competição. Os Young Lions arrancam a 4 de Abril, com a apresentação de briefings para as categorias a concurso, e está aberta a todas as duplas de jovens profissionais inseridos no mercado de trabalho do sector da comunicação, com idade até aos 28 anos.  Mais uma boa oportunidade para os novos talentos de RP se mostrarem, e, na pior das hipóteses viajarem à borla até Cannes.

publicado por Antonio Marques Mendes às 16:33
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011

"indignai-vos!" ou "por uma nova responsabilidade profissional, também nas RP"

"Indignai-vos!"   Se calhar passou despercebido a muitos no passado fim-de-semana, a referência que o  Expresso fez  a este livro de Stéphane Hessel, 93 anos, herói da Resistência francesa, sobrevivente dos campos de concentração nazis e um dos redactores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. São 35 páginas de Manifesto, com edição em Português pela editora Objectiva, em que uma figura com relevância moral, se indigna, pela escrita, com o actual estado de coisas mundial. O opúsculo é um sucesso em França sobretudo por ser um grito: um grito pacífico.

 

Esta obra é particularmente interessante no presente contexto que Portugal vive. Um dia antes da manifestação marcada para Lisboa por membros de uma certa geração, e no dia em que Teixeira dos Santos anunciou mais uma série de medidas de austeridade, vale a pensar no que nos conduziu até aqui.

 

E por muito que nos custe assumir, os culpados da situação a que Portugal chegou, não são o PS, PSD, Cavaco ou Sampaio. Os culpados somos todos nós, que desde há dezenas de anos, aceitamos placidamente aquilo que uma "pseudo-elite" vai, alegadamente, fazendo por nós. A manifestação de amanhã é completamente irrelevante porque os elementos centrais do sistema político e social se vão manter.

 

Durante os últimos anos abstivémo-nos, rigorosamente, de verificar o desenvolvimento do nosso país; não nos indignámos, simplesmente aceitámos tudo, acreditando cegamente que a Divina Providência nos iria continuar a prover. A culpa é nossa porque não fomos e somos exigentes, competentes, profissionais, porque não somos rigorosos e competitivos, porque tudo se arranja, se desenrasca, porque há sempre um subsídio, um apoio, uma ajuda, uma cunha, que nos há-de "safar desta vez, mais uma vez". Há sempre uma boa desculpa: porque o Estado "está lá para nos ajudar", porque não vale a pena fazer nada porque isto "é tudo uma grande panela", porque o mérito não é compensado, porque, porque, porque!

 

Há minha volta só ouço vítimas, desculpas e "deixa-andarices", há sempre uma razão para as coisas não acontecerem, para as incompetências sucessivas quotidianas que sofremos se sucederem, há sempre um segurança que puxa do seu pequeno poder para emperrar os processos e barrar inexplicavelmente a passagem, uma pessoa "dos serviços administrativos" que cometeu mais uma vez o mesmo erro, o funcionário que não está de momento porque foi tomar mais um café e fumar mais um cigarro,

 

De que interessa "macro-indignarmo-nos", se nada fazemos ao nível da "micro-indignação"? Para variar olhemos para nós, tomemos o nosso dia-a-dia nas mãos, responsabilizemo-nos, façamos pela vida, sejamos profissionais, rigorosos e competentes, responsáveis, todos os dias, todos os minutos, em todos os actos, em todas as actividades; sejamos fiáveis e confiáveis, cumpramos a palavra dada, a promessa feita, lutemos honrada e eticamente pelos nossos objectivos, respeitemos o nosso adversário e o próximo, olhemos olhos nos olhos as pessoas e digamos "sim" ou "não" sem receio, sem olharmos para o chão ou para o lado, assumamos as nossa convicções e façamos o que temos a fazer.

 

A culpa é nossa e não das elites ou da geração "rasca" ou "à rasca": nossa!  O mal deste povo é que não se governa e não se deixa governar, é não fazer e invejar quem faz, é não ganhar e lutar contra os que ganharam em vez de aprender com as falhas e fazer melhor da próxima vez, é deixar as coisas andarem e não se envolver, é não aprofundar os temas e pedir aos outros para fazerem resumos. É falar na surdina e não exigir justiça e reparação. Este é um povo que hipotecou o seu futuro por muitas décadas porque simplesmente "há sempre alguém que nos há-de ajudar". Nunca a fábula da cigarra e da formiga, foi tão aplicável a um país e a uma comunidade como os nossos. E nestas alturas, face aos protestos e acusações de uns contra outros, só apetece dizer "Get a life!  A culpa é TUA"

publicado por Antonio Marques Mendes às 12:35
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

Tristeza dos Santos

Entristece-me que o Ministro das Finanças de Portugal seja chamado à pressa a uma reunião no norte da Europa,para a qual não tinha sido convocado, e...vá!

publicado por Antonio Marques Mendes às 11:15
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O Aachen Memorandum, Andrew Roberts e as RP em Portugal em 2027

Li o "Aachen Memorandum" de Andrew Roberts há muitos anos atrás. Andrew Roberts, um eurocéptico, escreveu um trama bem urdido e de consumo rápido alertando para os perigos da manipulação de informação. Em síntese, o livro relata o que se vai passando nos Estados Unidos da Europa em 2045, alguns anos após os países do espaço europeu se terem federado num super-estado, com base num processo fraudulento de voto electrónico.

 

Se hoje me lembro deste livro, é precisamente por causa da ideia de logro que tem consequências mais vastas, porque em cadeia, sobre processos que ultrapassam as meras incidências da situação original. Ontem relatava-se em alguma "comunicação social" a intervenção da APCT sobre os números de circulação de jornais e há alguns dias saiu mais uma notícia sobre a novela da medição de audiências televisivas.

 

Os media vivem de publicidade, vivem de números, vivem de consumo de informação. O perverso sistema de avaliação do impacto dos media e dos efeitos da publicidade, conduziu a este estado de coisas: um estado em que se aceitam modelos de avaliação que alimentam um status quo, sem haver a razoabilidade de questionar, na origem, a validade e os reais efeitos da publicidade.

 

E por mais estudos que demonstrem que a publicidade tem um retorno mais baixo do que outras modalidades de relacionamento e de comunicação, por mais relatórios que haja dando conta da incapacidade da publicidade para produzir efeitos de longo prazo sobre o capital intelectual das empresas, nada consegue fazer com que os administradores de empresas e os todo-poderosos directores de marketing portugueses fujam do quadrado e decidam fazer alguma coisa para alterar o estado das coisas.

 

Desde há dois anos que por esse mundo fora se começou a perceber que as tendências estão a virar. Os grandes grupos mundiais de comunicação desde 2009 têm-se virado para as RP/PR como a "next big thing" e os processos de aquisição, fusão ou investimento simples têm-se multiplicado a par dos investimentos em digital e em research (análise dos R&C dos grupos Omnicom e WPP, anos 2009 e 2010). 

 

Pode ser que em Portugal, com o atraso que nos é típico, estas coisas comecem a acontecer lá para 2027 (partindo do princípio que os players do nosso sector decidem, também, fazer alguma coisa, para melhorar a notoriedade e compreensão das empresas relativamente ao que fazemos: e definitivamente nós não fazemos só "press's" e eventos com mini-chamussas).

publicado por Antonio Marques Mendes às 10:44
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

UpC, porquê uma União para a Comunicação?

Na sequência de uma discussão iniciada a partir de um post meu no FB, aqui ficam as minhas razões para a criação de uma União para a Comunicação (como repararão é uma transcrição integral do texto fundador da CEP):

 

"a) Representar, interna e externamente, as actividades económicas nacionais ligadas à indústria da comunicação;

b) Contribuir para o progresso da economia de mercado e da iniciativa privada;

c) Apoiar empresas de todas as dimensões e sectores associados e relevantes, com autonomia e independência;

d) Ser porta-voz das empresas, assumindo e defendendo os seus legítimos interesses e formulando propostas junto de instâncias políticas, económicas, sociais, culturais, incluindo as organizações sindicais, a nível nacional, europeu e internacional;

e) Ser um parceiro essencial do diálogo social e negociar, em nome das empresas, com os parceiros sociais e o poder político, tanto a nível nacional como europeu e internacional;

f) Ser um agente de mudança em diálogo com a sociedade civil, promovendo e assegurando o crescimento sustentável das empresas e da economia portuguesa, no quadro da globalização.

g) Reflectir sobre o futuro, sobre o posicionamento do Estado, da Sociedade Civil e da Comunidade empresarial, indicando caminhos para um novo modelo"

 

Acho que muitos ainda não perceberam que a divisão só produz entropia, e com ela só se perdem oportunidades a nível nacional e internacional...o que seria uma estrutura destas, por exemplo, a negociar interna e internacionalmente, condições para o desenvolvimento das diferentes empresas constituintes das associações de referência?

 

Esta proposta não invalida outras que para aí circulam relativamente a um orgão regulador do acesso à profissão de comunicador  e de regulação do seu exercício.

 

Gostava mesmo muito que todas as pessoas responsáveis pensassem mais no que une as diversas partes , do que naquilo que as separa. Doutra forma nunca se irá a lado algum. É uma questão de atitude.

publicado por Antonio Marques Mendes às 22:58
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

da epifania ao pianço

Em 1992, quando frequentava o último ano da licenciatura em RP e Publicidade,  Manuela Serrão (grande profissional e grande professora) convidou-me para account da então Lintas. Durante dias reflecti sobre o desafio. Amadureci ideias e acabei por não aceitar ir para o mundo da publicidade. Nesse tempo a publicidade florescia, viviam-se os seus anos de ouro. A decisão tomada foi dificil, mas resultou de um processo longo de discernimento.

 

Acreditava, como ainda hoje acredito, que há um campo da vida das organizações, que é mais central e vital para a sua sobrevivência e sucesso nos mercados e sociedades, do que qualquer outro: os relacionamentos.

 

Uma empresa que não os estabeleça e não os saiba manter não vai a lado nenhum.

 

Esta epifania conduziu-me a uma vida ligada às RP; muitos anos a acreditar que esta área iria ser um negócio e se iria transformar numa indústria. Hoje começamos a vislumbrar qualquer coisa parecida com isso...mas há uns anos  enveredar por esta área era, no mínimo, aventureiro. Quantas vezes para explicar o que fazia, não parafraseei Ségalla: "é mais fácil dizer que sou pianista num bordel".

 

Durante estes anos fiz muitas vezes o caminho das pedras, trabalhei em áreas que não me agradavam, estudei aqui e no estrangeiro em programas de mestrado e doutoramento que, acreditava eu, me levariam a um melhor entendimento da essência desta área. Trabalhei em empresas, consultoras, fui consultor e cliente, avaliei e fui avaliado, discuti e fui discutido. Conheci grandes e péssimos profissionais. Tive sucessos e insucessos. Mas sobretudo ao longo destes anos fui aprendendo. Mesmo dando aulas na melhor instituição de ensino superior deste país na área de RP (Escola Superior de Comunicação Social) fui continuamente aprendendo. Esta curiosidade foi sendo apurada ao longo do tempo, e hoje em dia, nem tudo me fascina como me fascinava, mas continuo a envolver-me  com uma boa ideia, a emocionar-me com um novo conceito e a entusiasmar-me com boas aplicações, bons projectos, bons programas de RP.

 

Esta ligação às RP está entranhada, e faz com que eu tenha uma obrigação moral de as tentar proteger dos curiosos, dos encantadores de serpentes, e dos vendilhões que invadem este templo. Há vários modos de efectuar esta defesa. O meu é escrevendo. Mais academicamente ou mais profanamente, tenho vindo a escrever sobre as RP sob diversas perspectivas, registos e incidências.

 

A partir de hoje passo a fazê-lo na  boa companhia do Alexandre, da Virginia e do Rodrigo.

 

Alguns dirão...tarde piaste... eu acredito que mais vale à tarde do que nunca.

publicado por Antonio Marques Mendes às 19:41
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