Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial II)

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

2. Do Pombo-correio ao Twitter – As Redes Sociais

 

Se no primeiro post escrevi sobre a diferença entre a comunicação de massas e das massas focando a mudança que tal provocou no papel do assessor de imprensa, desta feita são as “Redes Sociais” a provocar uma alteração profunda. É a segunda parte da trilogia.

 

Quando em 1999 surge o blogger, em 2004 o facebook e em 2006 o twitter, o assessor de imprensa tradicional começou a ver a vida a andar para trás e a tornar-se, rapidamente, uma espécie em vias de extinção.

 

Num século passamos do Pombo-correio da Reuters para o passarinho do Twitter e boa parte dos responsáveis de inúmeras instituições ainda nem se aperceberam da mudança – olham pela janela do seu escritório e julgam que as mensagens que a filha envia ao namorado voam na pata daquele pombo que acabou agora de passar. Hoje, quase cinco milhões de portugueses têm acesso à internet passando cerca de 15 horas por semana a navegar e 42% consideram a internet imprescindível (apenas 34% consideram da mesma forma a televisão)*. Segundo dados da Netscope de Julho de 2010, o número de visitas diárias a blogues do Sapo é superior ao número diário de circulação paga dos principais jornais diários portugueses. O caso do Facebook é tão flagrante e esmagador que nem vale a pena atirar com os números.

 

Volto a questionar: perante este cenário para que serve o assessor de imprensa tradicional? Melhor dito, será que uma qualquer instituição para comunicar com o seu público-alvo vai enviar um press? Uma nota informativa? Convocar uma conferência de imprensa? Levar meia dúzia de jornalistas a jantar? Organizar um curso de formação intensiva aos seus colaboradores sobre escrita jornalística?

 

Já sei, num ápice e seguindo uma velha tradição de incompetência muito nossa, a instituição vai contratar um expert em informática para lhe criar uma página no facebook, um blog corporativo e um site todo catita, daqueles que são actualizados quando o Rei faz anos. A seguir, pede ao assessor de imprensa que convoque os senhores jornalistas para mais uma maravilhosa conferência dos sentados explicando que criou umas coisas engraçadas na internet e já está preparada para este novo mundo das redes sociais. Ao estilo daqueles projectos digitais apoiados por fundos comunitários que foram criados como cogumelos no nosso país e que, depois de tudo bem espremido, o resultado foi: sites sempre desactualizados e nada “user-friendly”, incapacidade de criação de múltiplos espaços wi-fi de acesso gratuito, bases de dados criadas nessa altura e que nunca mais foram actualizadas e aquisição maciça de material informático rapidamente obsoleto. Em suma, amadores a tratar de coisas sérias com o dinheiro dos outros. Portugal no seu melhor.

 

Foi aqui, entre 1999 e 2006 (do nascimento do Blogger ao Twitter) que o assessor de imprensa tradicional começou a definhar. A sua função foi ultrapassada pelos acontecimentos. Em suma, morreu. Mesmo sabendo que persistem alguns. A extinção das espécies nunca é instantânea.

 

Porém, parte substancial do seu trabalho continua a ter de ser feito. Como? Quem?

 

(continua… amanhã)

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:16
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial)

 

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

Depois de uma discussão de facebook que passou para os blogues (aqui, aquiaqui e aqui ) nada como continuar o debate sobre o tema aqui no PiaR.

 

Um título tenebroso (e o que dizer de dividir a coisa em três partes? Um verdadeiro “The Texas Chainsaw Massacre”) para um tema delicado.

Vou procurar explicar dividindo em três posts aqui no PiaR (graças à amabilidade do Rodrigo): Da Comunicação de Massas à Comunicação das Massas; Do Pombo-correio ao Twitter – as Redes Sociais; A Comunicação Integrada e o Consultor de Comunicação.

 

 

1.Comunicação de Massas vs Comunicação das Massas

 

Os primeiros assessores de imprensa surgem da necessidade de intermediação entre as instituições e os diferentes órgãos de comunicação social de molde a que as primeiras consigam, através das segundas, chegar às massas.

 

Eram tempos de vias de sentido único: Instituição – OCS – Público. Os leitores/ouvintes/espectadores liam/ouviam/viam aquilo que os diferentes órgãos de comunicação social transmitiam. Os Assessores de Imprensa serviam de elo entre o seu cliente e o OCS. As mensagens transmitidas pelas diferentes instituições passaram a adoptar uma linguagem jornalística e o assessor procurava ser uma espécie de nanny. Ainda hoje, em inúmeras instituições, olham para o assessor de imprensa como aquele tipo(a) que vão contratar para “colocar” notícias, apaparicar os jornalistas e, eterno desejo secreto, evitar as más notícias. Acreditando piamente que todos os jornalistas são parvos. Enfim.

 

De repente, tudo muda. As massas ganham poder comunicacional próprio e os OCS deixam de ser o único veículo de transmissão de informação. A “Era Digital” transforma a comunicação de massas em comunicação das massas – o recente caso “Ensitel vs Maria João Nogueira” é disso um bom exemplo:

 

No tempo da “Comunicação de Massas” a Maria João até podia enviar uma “carta do leitor” a contar o seu caso com a Ensitel e, com alguma sorte, a cartita lá seria publicada. Até podia colocar um anúncio de jornal e a coisa duraria um, dois dias com muita sorte e talvez algumas centenas de pessoas tropeçassem no assunto.

 

Neste tempo da “Comunicação das Massas” a Maria João publicou um post no seu blogue, alguns milhares leram e chegou aos ouvidos da empresa em causa. Esta, pensando que ainda vivia nos primórdios da “Comunicação de Massas” utiliza o músculo e processa judicialmente a blogger. Resultado? Um verdadeiro fim do mundo para a Ensitel com a blogosfera e as redes sociais solidárias com a Maria João e milhares, muitos milhares, de consumidores a pintar de negro as cores da empresa. Esta recuou e agora vai procurar, naturalmente, gerir os danos por ter acordado muito tarde para uma nova realidade.

 

O que pode fazer o Assessor de Imprensa tradicional num caso como este? Uma nota informativa? Um press release? Com que tipo de linguagem, jornalística? Para que meios? Onde está o “inimigo”?

 

Pois é, de repente…tudo mudou.

 

(continua… na segunda-feira)

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:10
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

podia ser um word-of-mouth

O Assessor de Imprensa e o Emplastro”, uma interessante posta do Fernando Moreira de Sá no Albergue Espanhol.

 

E já agora, o Albergue, outro poleiro blogosférico onde também escrevo, festeja hoje o seu primeiro aniversário.

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 17:28
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

frase do dia

«Companies are as big as they deserve to be.» - (David Ogilvy)

 


por: Pedro Reis

Partner da Imago

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:34
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá

  

  

 

 

O Assessor Morreu. E depois?..

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

 

Nem de propósito, meu caro Rodrigo. Primeiro foi aquele Fernando e agora é este Fernando a analisar a tua entrevista. Uns melgas estes “fernandos”, uns melgas.

 

PR Interview: E como é o trabalho do assessor de imprensa?

Rodrigo Saraiva: As agências de assessoria de imprensa de Portugal começam a conquistar um espaço que vai além da assessoria, tornando-se agências consultoras, com uma dimensão crítica relevante. Neste contexto, os profissionais trabalham no modelo “dois em um”, ou seja, como assessores e consultores, demonstrando pró-atividade e não se limitando somente ao repasse de informações.

PR Interview: Esta pró-atividade contempla a atuação nos blogs?

Rodrigo Saraiva: Qualquer profissional de comunicação que queira prestar o melhor e mais atual serviço a seus clientes precisa contemplar em suas estratégias os blogs e novas mídias. Isso porque pesquisas indicam que as pessoas passam cada vez mais tempo na Internet, seja para procurar ou compartilhar informação. Qualquer pessoa é hoje em dia um formador de opinião. Em Portugal, temos um interessante fenômeno em que muitos dos colunistas e jornalistas da imprensa escrita tradicional têm presença em blogs e redes sociais.

 

No início da semana, a convite da Professora Fábia Ortega do ISMAI, fui fazer uma apresentação/palestra sobre “Assessoria de Imprensa” aos finalistas das licenciaturas de Relações Públicas e de Ciências da Comunicação. E o que lhes fui eu dizer? Algo muito simples: informar que o “Assessor de Imprensa” morreu. Uma morte macabra às mãos do universo comunicacional 2.0 que, por sua vez, fez gerar uma nova figura, um rebento chamado Consultor de Comunicação.

 

Olhemos então para o defunto e façamos a devida autópsia dividindo as eras: a.RS e d.RS.

 


Antes das Redes Sociais (a.RS):

 

O Assessor de Imprensa era o profissional responsável por fazer a ponte entre a Instituição/Organização para a qual prestava o seu serviço e os Órgãos de Comunicação Social que a rodeavam.

 

Preparava os press releases, os comunicados, as notas à imprensa e contactava com os OCS, servindo de intermediário. Não tratava nem tão pouco coordenava as campanhas de publicidade nem a área das chamadas relações públicas.

 

Depois das Redes Sociais (d.RS):

 

Tal como os dinossauros, extinguiu-se. Quer dizer, está prestes a extinguir-se. O motivo? O surgimento de uma espécie mais evoluída e adaptada à nova realidade, o Consultor de Comunicação.

 

O Consultor faz exactamente o mesmo que fazia o Assessor de Imprensa mas acresce a coordenação das campanhas de marketing, a estratégia comunicacional global da organização e a supervisão das chamadas Relações Públicas. Sem esquecer a velha e temível “Gestão de crises” e um domínio dos novos instrumentos de comunicação 2.0

 

É um verdadeiro “Processo de Comunicação Integrado” ou de comunicação global. O tempo do assessor de imprensa que se limitava a intermediar entre a instituição que representava e os diferentes órgãos de comunicação social e pelo caminho fazia umas jantaradas (fossem no Pabe ou no Pajú) com jornalistas foi chão que deu uvas. E o tempo não volta para trás.

 

Nos tempos que correm, nesta dRS, dificilmente se concebe a existência de um assessor de imprensa nem tão pouco se pode acreditar que uma só pessoa, sozinha, consiga tocar todos os instrumentos de uma orquestra. Pode existir um, um “special one”, mas é tão raro e tão único que já está tomado. Por isso mesmo, existem as empresas de comunicação, as consultoras, com diferentes equipas especializadas e que podem prestar um verdadeiro serviço completo, chave na mão.

 

A Comunicação mudou. O Mundo mudou.

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:10
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

frase do dia - lido no facebook

A necessidade está para o marketing como o gancho está para a comunicação!

 

daqui.

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:09
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Word of Mouth - Virgínia Coutinho

 

 

 

O 25 de Abril das redes sociais

 

 

por: Virgínia Coutinho

Organizadora do Upload Lisboa

 

 

Que a maioria das marcas quer estar nas redes por “ver estar os outros”, não é novidade para ninguém.

 

Que dessa maioria uma grande parte não contrata agências,  porque “o filho do patrão, que ultrapassa a média de horas gastas no Facebook o ensinou a trabalhar com essa ferramenta/meio” também já tínhamos percebido. Há, no entanto, a outra parte que caminha a passos largos para a maioria. Falo das empresas que entregam as suas contas a agências que pouco sabem da área.

 

A moda de as empresas estarem presentes nas redes sociais criou a moda de as agências passarem a disponibilizar serviços de comunicação online e gestão de redes sociais, mesmo sem terem um conhecimento efectivo sobre o assunto.

 

Há uns meses fiquei alarmada quando um representante de uma agência,  e responsável pela área online, me confidenciou que se queriam posicionar como “líderes de mercado no fornecimento de serviços de comunicação digital para PMEs”. Até aqui tudo bem, não fosse o desconhecimento que demonstrou relativamente às diferenças entre um perfil e uma página, cinco minuto depois de ter revelado a sua visão.

 

Este episódio serve apenas de prelúdio à análise que gostaria de fazer acerca de uma outra situação.

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:27
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Word of Mouth - Armando Alves

 

 

Há vida para além do Facebook 

 

por: Armando Alves

Web Strategist e Responsável pelo departamento de media social da Fullsix Portugal

 

Com pouco mais de 400 mil utilizadores em 2009 para mais de 2.8 milhões em Novembro de 2010, o Facebook tem vindo a assistir a um notável crescimento em Portugal, com muitas empresas, organizações e celebridades a usarem a o serviço criado por Mark Zuckerberg para comunicação. Mas nem o tão poderoso Facebook consegue ultrapassar a catástrofe de Malthus: a assímptota de crescimento do serviço está a atingir o seu patamar máximo, com uma taxa de penetração na ordem dos 90% nos segmentos demográficos principais.

O crescimento de pessoas pode estabilizar mas aumentam as páginas criadas pelas marcas, os passatempos (a maior parte deles contra os termos de serviço do Facebook), os anúncios. E com cada vez mais ruído, apetece apenas citar Yogi Berra: “Nobody goes there anymore. It's too crowded.”

 

A miopia pelo alcançar do maior número de fãs impede também as marcas de reflectirem sobre o que é realmente importante para essas comunidades e quão relevante é para os objectivos de negócio, agravado pela ilusão que todos os fãs são valiosos, quando muitos deles são extremamente voláteis, motivados por pechinchas e baixa fricção no acto de “Gosto”.

 

 

(clicar para ver maior) 

 

Não deixa de ser irónico que marcas que sempre quiseram controlo sobre a sua comunicação, estejam a entregar de mão beijada toneladas de informação a uma plataforma externa, onde têm poucas capacidades de trabalhar relações com os seus consumidores e qualificar os seus comportamentos, eventualmente criando as bases para o que se poderia chamar de social CRM.

 

Mas há vida para além do Facebook. Perguntem às mommy bloggers, que de ausentes digitais antes da gravidez, alteram o seu comportamento para criadoras de conteúdo regular. Ou para fóruns de tecnologia que geram milhares de comentários por dia, com opiniões qualificadas que ajudam à tomada de decisão por parte dos consumidores. Ou ainda para o 3º maior motor de busca, o YouTube, que além da Katyzinha tem também webcasts de maquilhagem ou reportagens sobre eventos.

 

Pensar fora da caixa do Facebook é assim um dos passos mais importantes para equilibrar o défice de estratégia de media social.

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:22
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Word of Mouth - Bruno Amaral

 

 

Monitorização na Web 

 

por: Bruno Amaral

 

No passado dia 28 de Outubro tive a oportunidade de estar em Zagreb como orador convidado na Conferência Anual de Relações Públicas. Foi o resultado de um convite da Associação Croata de RP para falar um pouco daquilo que é a Escola de Sistemas de Valores e de como a tecnologia tem impacto nas Relações Públicas.

 

A apresentação pode ser vista no blog "A Different Perspective".

 

Não é segredo que a tecnologia se tornou mais acessível, mais fácil de usar e mais fácil de adaptar às nossas necessidades. Os "especialistas" chamam-lhe a Web 2.0, mas a verdade é que é a Web que sempre existiu.

 

De qualquer modo, por já ser usada por metade da população Portuguesa e ser uma forma de comunicação tão versátil, a web apresenta uma série de desafios às Relações Públicas.

 

A maior parte dos desafios que a web nos coloca estão relacionados com a necessidade de uma Monitorização e Avaliação precisos.

 

Por si só, a monitorização pode ser dividida em duas vertentes. A primeira é um panorama em "Bird's Eye View" com tudo o que é dito sobre a organização, o sector ou um conjunto de temas especialmente sensíveis.

 

Isto é possível aplicando pesquisas diárias e organizando-as num painel de observação que facilite a leitura. Neste plano não é necessária uma análise muito profunda e o resultado pode facilmente ser distribuído junto de Públicos Internos e Externos consoante os objectivos da Organização.

 

Mas as campanhas ou outros projectos de comunicação requerem uma monitorização mais cientifica.

 

Se por um lado é extremamente fácil resumir o diálogo online a um conjunto de Conceitos Chave, por outro nem todas as ferramentas de monitorização permitem analisar o sentimento ou identificar os principais canais onde se dá o diálogo (twitter, jornais, blogs, forums ... etc.). As que de facto o fazem não permitem aceder a informação em tempo real e isso dificulta a nossa capacidade de adaptar as estratégias e tácticas de Comunicação.

 

Por parte dos profissionais de Relações Públicas falta por vezes a capacidade de alinhar estas métricas com os indicadores mais tradicionais como por exemplo pageviews, Click Through Rates, Acções e "Referal Links". E tudo isto cai por terra se não for devidamente transmitido à gestão de topo, para que da monitorização possam resultar acções concretas e uma tomada de decisão mais estratégica.

 

E não estamos a falar de um futuro distante, as ferramentas que permitem este género de monitorização já existem e já as podemos usar. Mas para as usar é necessário que as empresas aceitem que a comunicação online deve ser completa, em não limitada à criação e manutenção de páginas no Facebook.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:17
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

Word of Mouth - Virgínia Coutinho

 

 

 

Porque está a Família Real Britânica nas redes sociais? 

 

por: Virgínia Coutinho

Organizadora do Upload Lisboa

 

A página oficial de Facebook da Família Real Britânica foi lançada esta segunda-feira, contando já com cerca de 200 000 seguidores.

 

Antes do seu lançamento oficial já o Daily Mail tinha dado a conhecer o aspecto da página, não deixando de também fazer humor, e muita especulação havia em redor desta nova aposta online.

 

No seguimento dessa notícia, no passado domingo, por volta das 21h, foi criada uma página (falsa) intitulada “The British Monarchy”, tal como a que fora previamente anunciado.

 

A falta de dados na parte das infos (ver aqui), a não actividade (ver aqui), a não formatação de tabs, o reduzido conteúdo (quer em fotos, falta de vídeos, etc), o lançamento num domingo ao final da tarde e  o facto de não corresponder à previamente anunciada por alguns meios, levaria a pensar que se trataria de uma página falsa. No entanto, apesar dessas evidências, em 3h de existência a página arrecadava já mais de 5000 seguidores.

 

Curiosamente (ou não) na manhã de segunda-feira a página tinha desaparecido e todos os seguidores tinham sido transferidos para a página oficial, onde a liberdade para se fazer comentários como este e este não eram possíveis (restam apenas estes screen shots).

 

O que choca neste caso é que o canal Youtube também não permite comentários, bem como o Flickr. A conta no twitter não segue ninguém, nem responde aos seus seguidores.  A questão que se coloca portanto é: Porque está a Família Real nas redes sociais?

 

É caso para dizer, ovelhas não são para mato…

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:07
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

Word of Mouth - warning

O Alexandre anda por terras de oriente (mas é capaz de dar um ar da sua graça). Eu tirei férias de Lisboa oriente. O PiaR está ao serviço dos convidados. Queiram eles ocupar o poleiro. Fica a dica.

publicado por Rodrigo Saraiva às 22:28
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Word of Mouth - Renata Militão

 

 

 

 

É tudo uma questão de ego

 

por: Renata Militão

mestranda em Marketing Management no ISCTE

 

O tema da satisfação no trabalho, liderança e o desafio de gestão de equipas não é novidade. Para além de inúmeras teses sobre o assunto, o Alexandre e o Telmo já abordaram este tema e eu subscrevo o que foi dito por ambos.

 

Este assunto é recorrente, até porque, por muito que se fale dele, pouca coisa se altera. E porquê?...

 

Numa aula recente com Pedro Moreira (aproveito para fazer publicidade ao mestrado de marketing management do ISCTE), levantou-se uma questão interessante: a comparação entre sociedades católicas e sociedades protestantes e os reflexos dessas diferenças culturais nos nossos comportamentos.

 

Nós, Portugueses, como qualquer outro povo Católico (Espanhóis, Italianos, Sul Americanos), temos necessidades afiliativas muito superiores aos povos protestantes (Ingleses, Alemães, Norte Americanos), para além de uma organização hierárquica também ela bastante diferente.

 

A figura do chefe está, para nós, como o padre está para os católicos praticantes. É aquela figura inquestionável que tem a chave para a absolvição de todos os nossos pecados. Questionar o chefe é como questionar a existência de Deus – e nós sabemos que isso dá entrada directa no Inferno!

 

Nas sociedades católicas, a hierarquia é piramidal e assenta na base do medo, uma espécie de inquisição moderna. A crise e a taxa de desemprego estão, para nós, como a forca estava para os hereges. Servem de desculpa para tudo. A recompensa não é pela positiva é pelo “menos mal”.

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:54
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Word of Mouth - Virgínia Coutinho

 

 

  

Quanto vale um fã? Nada! 

 

por: Virgínia Coutinho

Organizadora do Upload Lisboa 

 

No seguimento do meu último post no PiaR, onde critico a forma desmesurada com que as marcas tentam obter fãs no Facebook, surge a discussão de quanto vale um fã/seguidor, ao que firmemente respondo: um fã ou seguidor por si só, não vale nada!

 

O inevitável desejo de se querer quantificar os retornos de investimento (return on attention, return on engagement, return on,… são difíceis de calcular e dificéis de explicar a um cliente) , leva a que muitas empresas se tenham já debruçado sobre o valor de um fã do Facebook/seguidor no Twitter (“How much worth a fan?” on Google).

 

Se em Abril de 2010, um estudo da Vitrue afirmava que um fã de uma marca, no Facebook, valia 3,6 doláres americanos (valor variável), em Julho de 2010 um outro estudo da Syncapse, defendia que o valor era de 138 dólares americanos (considerando que o valor era variável de empresa para empresa).

 

Este tópico do valor dos fãs, e a necessidade de transpôr tudo para métricas exactas (estámos a falar de relações senhores!!), tem-me tocado particularmente… Seria difícil de adivinhar que um fã não valeria nada, se não se criasse uma interacção com ele que fizesse com que se pudesse traduzir em ganhos “monetários”? Uma empresa como X, que tem 10000 fãs, mas os deixa “a ganhar pó”, tem uma rede mais valiosa do que a Z, que promove constantemente brainstorms, ouve os seus fãs, pergunta a sua opinião?

 

Agradavelmente, na semana passada recebi mais um post que defendia esta posição e o qual achei que merecia algum destaque. Para além do ponto de vista muito assertivo e claro sobre o valor dos fãs “Até que a marca faça algo para criar valor e interagir com os fãs, eles não têm nenhum valor”, o autor faz excelente distinção entre técnicas de pushing e pulling na comunicação online, clarificando algumas vantagens e desvantagens de ambas as técnicas.

 

Fica um apelo, caros colegas, deixem de lado a quantidade para “inglês ver” e criem estratégias e dinâmicas que se traduzam em verdadeiro valor.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 08:32
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Word of Mouth - Cátia Domingues

 

Alguém pediu um estágio de Relações Públicas?

 

 

por: Cátia Domingues

ainda aspirante a comunicóloga

 

 

Bem, este será o meu segundo Word of Mouth para este poleiro (sem a conotação negativa usualmente utilizada). O primeiro foi este. E sim, é de facto o meu poleiro porque foi daqui que parti há três meses atrás. Foi através deste blogue que consegui um bilhete de entrada para a Hill&Knowlton.

 

Se olharem com devida atenção para a zona de comentários do post, irão reparar no feedback da Neusa Almeida que numa primeira abordagem se dirigiu a mim como Cláudia e hoje já diz o meu nome na perfeição. Pois é. Ela é hoje a minha coordenadora de estágio e das pessoas responsáveis por me ensinar coisas difíceis como vocabulários de IT e que é possível uma mulher ser 3 em um: mãe, profissional , professora e que, às vezes, ainda se consegue malabaristicamente arranjar tempo para Pilates.

 

O interessante e curioso da questão é que graças a esse post posso dizer que em três meses a minha vida mudou. Mudou porque consegui a tal oportunidade de que falava. Mudou porque dei o primeiro passo da minha carreira. Mudou porque aprendo e aprendi coisas novas. Mudou porque entraram pessoas novas na minha vida. Mudou porque saíram também. Mudou porque acabei uma licenciatura. Mudou porque já possuo uma viatura automóvel e toda a gente sabe o que é a satisfação de ter o primeiro carro. Mesmo aos 23. Mudou porque todos os dias realmente importam. Mudou porque eu mudei.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:04
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Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

Word of Mouth - teaser

Estão recordados deste post? Como quase tudo na vida, teve consequências. Aguardem por amanhã.

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 19:44
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

podia ser um word-of-mouth

O Fernando Moreira de Sá, meu colega de outro poleiro blogosférico e o último convidado que aqui recebemos, escreveu um post no Albergue Espanhol em que começa a falar da Liberdade de imprensa e depois disserta sobre outros temas relacionados, em especial o estado actual e perspectivas de futuro dos media tradicionais.

 

Destaque ainda para a imagem que o Fernando escolhe para acompanhar o post. Uma fantástica ideia da brasileira AlmapBBDO.

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:01
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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá

 

  

 

 

O Jornalismo de Agência (de Comunicação) Não Existe

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

Não é que seja raro, não, não é. Mas por vezes detesto ter de concordar com Pacheco Pereira. Detesto, ponto. E como por vezes essa concordância me irrita. Olhem, assim como escrevo estas palavras irritado por ter de concordar com estas outras dele. Como me arrelia.

 

Não é jornalismo, não senhor, quando se escreve/descreve que Sócrates namora com fulana. Não é jornalismo publicar reportagens sobre as férias de Sócrates num qualquer paraíso algarvio. Não é jornalismo descrever as férias de Passos Coelho numa qualquer casa arrendada. Não é jornalismo publicar fotografias de Passos Coelho a escrever junto à piscina da tal casa. É lixo, é voyeurismo puro e duro. Igualzinho, sem tirar nem por àquele outro que pulula pela web em sites de pornografia. Uma vez vi Saramago, numa entrevista a Jô Soares, afirmar que pornográfica é a fome. Eu digo, pornografia não é apenas mostrar as maminhas da Britney Spears num topless numa qualquer praia das Caraíbas, esta invasão da privacidade é tão pornográfica como aquela outra de que vos falei no início.

 

Obviamente, para quem já o conhece e já se habituou aos seus escritos, Pacheco Pereira culpa as agências. Aliás, é Juiz, Advogado de acusação e Magistrado do MP nestas matérias. Tomando a nuvem por Juno. Pelo menos encontro, nesta matéria, um ponto para contrariar JPP e com isso me sentir mais aliviado. Mas não chega. Pois não.

 

Nem toda a assessoria de imprensa se rege por estas regras pornográficas. Nem toda a assessoria de comunicação entende a mentira como caminho para o sucesso. Uma coisa é maquilhar, outra é mentir. Uma coisa é valorizar um dado relativamente a outro e depois esperar que o receptor tome uma de duas decisões: ou seguir a dica ou estudar a dica. Outra, muito diferente, é falsear os dados. A verdadeira “obra de arte” da assessoria é conseguir olhar para os dados a divulgar e encontrar neles a perfeição. A mentira é querer transforma-los em excelência. Logo me lembro da “perna curta”.

 

Porém, e se foi o cliente a exigir ou a permitir a invasão de privacidade? Se foi a Pamela que colocou o vídeo com o Lee a circular na net? Hummm. Aqui a coisa pia mais fino. Nestas matérias recordo algo que escrevi no passado sobre um outro político português que, recentemente, convidou uma determinada revista do coração a entrar em sua casa, fotografando a dita e respectiva família: “Quando deixamos entrar a imprensa para o nosso quarto, já nada a pode impedir de fornicar connosco”. É a vida, como dizia o outro. E sendo-a, caro JPP, que não se culpe o “book”.

 

Sim, caro JPP, o “jornalismo de fretes e de encomenda” não é jornalismo entre aspas pois não é jornalismo de todo. Não sendo, da mesma forma, “de agência” pois este, quando é do bom, estilo “Barca Velha”, parte sempre de um pressuposto essencial: o nosso receptor não é parvo.

 

Fernando Moreira de Sá

 

Caro Rodrigo, aqui está a resposta ao teu desafio. Um pouco tardia, é certo e logo num dia em que estou de maus fígados mas é um prazer e um orgulho escrevinhar umas coisitas mal-amanhadas como estas para o teu magnífico PiaR. Um forte abraço para ti e para os leitores(as) do blogue.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:07
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

frase do dia

«Muitos teriam sido sábios se não tivessem acreditado demasiado cedo que já o eram.» - (Séneca)

 


por: Pedro Reis

Presidente Imago

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:43
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010

Word of Mouth - Virgínia Coutinho

  

 

 

Bater no ceguinho

 

por: Virgínia Coutinho

 

 

Esta altura do ano foi sempre propícia a passatempos...

 

Com o advento, e hoje império, do Facebook, esta foi a ferramenta eleita para os “passatempos de verão”! O prémio costuma passar pelos bilhetes para festivais (ver aquiaqui) e, mesmo quando o prémio difere a mecânica continua a mesma : fazer com que o maior número de amigos votem na nossa frase, foto, vídeo, … (aqui, aqui e aqui)

 

Esses passatempos de "likes” têm algumas vantagens evidentes, tais como:

- Aumento do número de fãs da página (especialmente se somos uma agência que tem de mostrar trabalho ao cliente - tendo o número de fãs como a métrica mais evidente)

- Maior buzz (os participantes têm um papel activo na sua vitória através da conquista de “votos”)

- Maior número de participações

- Decisão final facilitada

 

É sobre este último ponto que me vou debruçar…

Isso costumava ser assim e poderia ser desta forma caso fossem todos idóneos / jogassem segundo as regras (este tipo de passatempos é hoje muito discutido quanto à sua eficácia!). A criação de perfis falsos (e outras técnicas mirabolantes de angariação de votos) tem dificultado o “apuramento” de vencedores, causando descontentamento geral entre os participantes.

 

A parte pior é que todos sabem disto e continuam a… “bater no ceguinho”!

 

Como utilizadora do Facebook, que já participou neste tipo de concursos, a existência dos mesmos não me incomoda(embora incomode muitas outras pessoas ao ponto de se formarem grupos como este e este), mas como interessada na área era algo que tentaria não fazer: criar um destes concursos.

 

Para todos os que fizeram ou pensam fazer um “passatempo de likes”, fica a reflexão e já agora… uma enumeração das principais desvantagens:

- É raro ganhar o melhor (quantidade em detrimento de qualidade)

- As amostras (e por consequência o universo de estudo) ficam viciadas, o que significa que apenas terão um conjunto de “marmanjos” desinteressados e um outro conjunto de pessoas que nem sequer existem

- O descontentamento pode gerar situações de crise

 

Sintam-se à vontade para acrescentar mais alguns pontos que lhes pareçam pertinentes!

 

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:43
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Word of Mouth - Luís Paixão Martins

 

  

 

 

Luta de classes

 

por: Luís Paixão Martins

 

 

Uma mão-cheia de apontamentos sobre o PR After Work e o associativismo do sector convocaram-me para esta pequena reflexão, agradecendo o acolhimento simpático do PiaR (já que atravesso período sem espaço próprio para o meu spin). E, como tirei um curso prático de marxismo pela vivência do PREC, sinto-me especialmente atraído pelo perfume de luta de classes que realça deste (“o sector não são só 30 directores de empresa”), este (“focando-se apenas nos lucros das suas empresas”) e este post (“normalmente assumidas pelos ‘donos’ das empresas”).

 

Sendo assim, gostaria de deixar a reflexão de um consultor transformado em administrador de uma empresa de Comunicação, aliás aquela que é, de longe, a maior empregadora do sector, procurando apresentar a minha visão sobre aqueles que são os obstáculos centrais ao desenvolvimento da nossa actividade.

 

Em primeiro lugar, entendo que o Conselho em Comunicação não tem o mínimo problema de notoriedade. Nos últimos anos, a notoriedade cresceu muito, em parte devido à visibilidade das nossas acções em disciplinas com maior atenção mediática, como a Comunicação Política, Comunicação Pública e Grupos de Interesses. Podemos dizer que não existe empresa, instituição, personalidade em Portugal que não recorra a serviços de Conselho em Comunicação.

 

Em segundo lugar, fatia importante desse crescimento de notoriedade deveu-se à propagação dos estereótipos associados à imagem do “dark side”, por muito que isso possa surpreender aqueles que julgam que somos uma espécie de meninos de coro do mundo do Marketing. É assim em todos os mercados do Mundo. Todas aquelas marcas globais a que consultoras portuguesas gostam de estar associadas (Burson-Marsteller, Hill&Knowlton, Edelman, etc., etc.) têm problemas de reputação. Sim, eu sei, é uma injustiça.

 

Em terceiro lugar, são os atributos de poder e influência associados à percepção das nossas marcas que muitos clientes procuram. Gosto de dizer que esses são os clientes mais sofisticados, no que à Comunicação respeita, porque são exactamente aqueles que a consideram mais crítica e, consequentemente, estão disponíveis para investir mais em Comunicação.

 

Quero com isto dizer que os obstáculos ao desenvolvimento do nosso sector não estão do lado da procura, estão do lado da oferta porque a nossa expansão será sempre limitada pela escassez de profissionais com formação e experiência suficientes para abraçar projectos de consultoria. Tal deve-se às características da formação universitária (muito académica, pouco virada para a relação com a prática) e à relativa juventude do próprio sector.

 

Neste contexto, seriam bem acolhidas estruturas associativas que visassem a melhoria da qualificação dos consultores de Comunicação, isto é, que se dedicassem ao “trabalho de casa”, numa escala que é difícil obter num sector muito pulverizado em termos empresariais, à sua informação, à vulgarização de ferramentas de trabalho.

 

A APECOM não serve, infelizmente, esses interesses dos operadores do mercado.

 

Nem serve os interesses de uma representação aos níveis social, económico e político, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com a APAP – Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade e Comunicação e, até, com a recém-criada APAME – Associação das Agências de Meios, que são reconhecidas como parceiros das indústrias dos Media e do Marketing. Pelo contrário, a APECOM parece continuar ocupada em servir apenas de palco à promoção empresarial do seu presidente.

 

Colegas consultores envolvidos nesta espécie de luta de classes: que fique claro que sem a melhoria da qualificação dos Consultores não teremos melhores consultoras de Comunicação. E que sem boas empresas não haverá lugar para bons (ou medíocres) consultores de comunicação. E que sem representatividade política, social e económica não receberemos acolhimento institucional. Por muitas associações que nasçam e sejam felizes.

 

 

PS: O “arrefecimento” que sentimos agora deve-se à conjuntura e não á notoriedade. Levantado o manto diáfano da fantasia a realidade é que a agregação das vendas em Portugal das consultoras mais representativas estagnou em 2009 e estou à vontade para fazer este registo porque a LPM foi uma excepção.

 

PS2: Será que, entre os associados da APECOM, ainda ninguém reparou que os anunciados novos prémios do sector são baptizados de “de reputação”, exactamente a proposta de valor da empresa de que o presidente da APECOM é accionista?

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:26
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