Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Word of Mouth "especial aniversário" - Pedro Correia

 

 

Alguém aí falou em Aldeia Global?

 

por: Pedro Correia

 

 

1. O professor britânico Cary Cooper, especialista em saúde laboral, veio pôr o dedo na ferida: o e-mail é hoje uma das principais causas de stress laboral. Por este motivo, os britânicos totalizam 14 milhões de dias de trabalho em falta por ano.
 

Surpreendidos? Também eu. Mas o assunto é tão importante que mereceu recentemente duas páginas de investigação do diário El País, assinadas pelo jornalista Javier Martín.
 

As dezenas de milhares de milhões de mensagens electrónicas que circulam em todo o mundo fazem perder cada vez mais tempo a toda a gente. Uma hora, duas horas, três horas diárias. Uma equipa de investigadores na Grã-Bretanha analisou recentemente o comportamento de uma empresa com 200 trabalhadores: um terço deles “confessou sentir stress pela quantidade de correio recebido e pela necessidade de lhe dar resposta”.
 

De um grupo de 120 executivos, também analisados, apenas um admitiu não sentir pressão nervosa com tanta cibercarta.
 

É já uma questão de vício: 53% dos internautas norte-americanos consulta o correio electrónico na cama, 37% consulta-o no WC, 12% na igreja, 43% ao levantar-se, 40% a meio da noite. Mas de toda esta gente, só 15% admite ser mesmo viciada...
 

A reportagem do El País não se limita a fazer o diagnóstico: deixa também vários “conselhos para não enlouquecer”. Conselhos bem pertinentes. Eis alguns.
- O dia de trabalho deve começar com a limpeza da caixa de correio. Sem contemplações.
- Não devem ser adiadas as respostas à rara correspondência que as merece. Nada de deixar para depois.
- Muitas mensagens são substituídas com vantagem pela comunicação telefónica.
- Terminar o dia de trabalho limpando a caixa de correio. Para que a manhã seguinte decorra melhor.
 

 


2. Quem circula nas redes sociais da Internet – Facebook, MySpace – ignora muitas vezes que ao partilhar informação pessoal com amigos e “seguidores” (palavra detestável) está a torná-la disponível a todo o universo informático. O Instituto de Tecnologias de Comunicação e a Agência de Protecção de Dados, em Espanha, acabam de fazer uma inspecção que apurou pelo menos um caso de usurpação de identidade a um menor.

 

Ao fazerem a apresentação do relatório sobre o caso, responsáveis daqueles dois organismos alertaram os utentes das redes sociais para “não publicarem nos seus perfis excessiva informação pessoal e familiar, nem dados que permitam localizá-los fisicamente”.

 

Neste momento, em Espanha, há já oito mil pessoas inscritas nestas redes que começam agora também a tornar-se populares em Portugal. Mas muitos não sabem que os seus perfis podem ser consultados por nada menos de 276 milhões de utentes em todo o mundo.
 

Alguém falou em aldeia global? Deve ser isto.

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:53
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