Este autor sempre considerou o jornalismo com a forma superior de comunicação. E dentro daquela categoria, a reportagem de guerra ocupa um palco privilegiado.
Esta pequena introdução vem a propósito das recentes reportagens feitas pelos enviados/correspondentes das televisões portuguesas no Médio Oriente e que estão a cobrir o conflito na Faixa de Gaza.
Ontem à noite, o Henrique Cymerman, correspondente da SIC há vários anos na região, voltou a demonstrar porque razão é um dos mais premiados jornalistas no que diz respeito à cobertura de notícias no Médio Oriente.
Na SIC Notícias passou um trabalho de sua autoria de excelente qualidade (ao nível de uma BBC News ou da CNN), no qual se vêem imagens inéditas de militantes do Hamas a preparem todo o tipo de utensílios, desde roupas a rockets. De acordo com Cymerman, as imagens são proveniente de uma cassete que lhe terá chegado às mãos.
Dirá o leitor: assim também eu!!! Mas, na verdade, são precisos muitos anos de trabalho árduo e de investigação e reportagem intensas nos meandros da acção até que o jornalista adquira uma espécie de "propriedade" que atraia a informação que faz notícia.
Cymerman além de atrair a história, procura-a. E é essa simbiose que faz um bom repórter de guerra. Além das imagens do Hamas, já por si fortes em termos de notícia, a reportagem foi reforçada com relatos e informação adicional.
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