Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Outro Poleiro

O PiaR, criado por mim e pelo Alexandre, embora temático na nossa área profissional, Comunicação em geral e Public Relations em particular, é um blog pessoal. Mas sendo pessoal também não esconde a empresa onde trabalhamos, o Grupo GCI, que tem o seu próprio blog, tal como anunciado pelo José Manuel Costa na última edição da Meios & Publicidade.

 

Independentemente de termos sido desafiados a escrever no Blog GCI, é mais um que merece ir aqui para a barra da direita ---»

 

Boas viagens!

 

Aproveitando este post deixamos os textos que já publicámos no Blog GCI.

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Afinal ...

(Rodrigo Saraiva)

 

Sindicatos, Associações Profissionais, Comerciais, Industriais e afins. Ordens, Associações Ambientalistas, Organizações Não Governamentais, Associações de Estudantes, Federações e Confederações.

 

Para além de serviços e actividades que cada uma tem adequadas ao seu âmbito de actuação, todas funcionam como grupos de pressão. Pressão pela positiva, a defesa dos seus interesses e dos seus associados.

 

Na maioria dos os casos, os associados pagam quotas, pelo que se pressupõe o pagamento dos serviços referidos.

 

Ora, grupos de pressão ou de defesa de interesses não são mais do que alguém que faz lobbying (ou lóbingue).

 

Ou seja, em Portugal existem entidades que, mediante um pagamento, prestam serviços de lobbying.

 

Se assim é, porque não assumir de vez? Se assim é, porque não é “normal” que existam empresas que prestem esses serviços?

 

Ou já é?
 

 

 

 

 

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Da escassez do petroleo...

(Alexandre Guerra)

 

James Howard Kunstler, crítico social e autor de alguns livros polémicos relacionados com a temática do fim do petróleo nas sociedades pós-modernas, escrevia a 25 de Maio de 2008 no The Washington Post que a indústria da aviação comercial se estava a desintegrar devido aos custos crescentes dos combustíveis.

 

Ao mesmo tempo, depositava nos sistemas ferroviários grande confiança enquanto formas de transporte viáveis e libertas dos constrangimentos energéticos que condicionam outros meios de transporte.

 

Efectivamente, são as próprias transportadoras áreas que parecem estar a depositar cada vez mais confiança nos sistemas ferroviários. A AIR France-KLM anunciou que pretende criar uma sociedade com a Veolia para lançar um novo serviço ferroviário de alta velocidade na Europa. Este acordo confidencial terá sido assinado em Junho com o objectivo de criar “um novo player no TGV europeu”.

 

Não deixa de ser interessante constatar o modo de como as transportadoras aéreas tentam procurar novos modelos de negócio de modo a fazer frente a um cenário de escassez de petróleo e que Kunstler descreve como inevitável.

 

Talvez, por isso, a alta velocidade ferroviária surja na Europa e no mundo como uma opção em termos de transporte rápido, eficaz, seguro, eficiente, económico e ambientalmente sustentável. Portugal, enquanto país europeu e parte integrante de um sistema, adoptou esse novo paradigma que, na opinião de Kunstler, será um dos que caracterizará o mundo pós-petróleo.
 

 

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Influenciar, defendendo interesses

(Rodrigo Saraiva)

 

Apenas com este pequeno titulo alguns (pseudo) puritanos, defensores do status quo, podem entrar em histeria e começar a bradar aos céus “cuidado, lá vem o monstro!”

 

Não é um problema apenas de Portugal e, infelizmente, partilhado pelos ares latinos. Palavras como “influenciar” assustam alguns, quanto mais se formos directos ao assunto e falarmos em “lobbying”.

 

Felizmente que existem países, que esses (pseudo) puritanos até consideram (ainda bem) como evoluídos, onde não existem receios de colocar “as cartas em cima da mesa”. Sem ilegalidades ou sequer irregularidades a Influência é um direito individual e colectivo. Se tenho as minhas ideias e objectivos, porque razão não os posso defender e lutar pela sua obtenção junto dos necessários stakeholders?

 

Os exemplos são muitos. Recentemente ficamos a saber, através de noticia na PR Week UK, que três marcas de Água - Nestle Waters, Danone and Highland Spring, se juntaram e criaram a NHC - The Natural Hydration Council, com o objectivo muito especifico de fazer lobby em nome da indústria de Água “engarrafada”.

 

E junto de quem quer a NHC fazer lobby? Sem problemas são assumidos os público-alvo: Governo, investigadores, indústria, órgãos de comunicação social e o público em geral.

 

E a NHC irá, pois claro, contratar uma Agência de PR.

 

E em Portugal? Continua-se a assobiar para o lado. Receio do (pseudo) puritanos?
 

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Por falar em lobby...

(Alexandre Guerra)

 

A actividade profissional do lobby, tal como hoje é entendida, começou no século XIX em Washington quando algumas pessoas com ligações a várias áreas de interesse (desde a agricultura a companhias ferroviárias, passando pelas multinacionais e pela indústria tabaqueira) sentiram necessidade de influenciar os políticos em Washington na defesa dos seus interesses.

 

Tal exercício só seria possível, obviamente, se os lobistas conseguissem chegar à fala com os congressistas. E aqui reside a grande diferença na origem da prática do lobby: uns autores dizem que tudo começou no Capitólio, com os lobistas a esperarem longas horas nos corredores pelos congressistas de modo a poderem interceptá-los; outros autores defendem que o prática do lobby moderno terá começado nalguns hotéis das imediações do Capitólio onde se reuniam os congressistas para almoçar ou descansar, ficando os lobistas à sua espera, precisamente na entrada (loby) do hotel.
 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 00:04
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