Nota: O PiaR não conseguiu estar presente neste evento, organizado pela APCE e que decorreu na sede do Santander Totta, mas conseguimos encontrar uma enviada especial. O nosso obrigado à Liliana.
Por: Liliana de Almeida
A Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa (APCE) promoveu, no dia 2 e Março, um encontro intimista com Anne Gregory, directora do Centre for Public Relations Studies da Leeds Metropolitan University.
Foi uma “conferência” interessante na qual a oradora abordou os desafios das PR tendo em conta o panorama económico europeu. Iniciou por realçar que vivemos num período repleto de desafios políticos e económicos, consequência de uma crise iniciada pelo colapso dos Lehman Brothers, facto que se traduziu nas dificuldades financeiras que se fizeram (e fazem, acrescento) sentir na banca por toda a Europa. Por sua vez, os países europeus enfrentam problemas financeiros que conduzem à crise política e toda esta bola de neve se transforma em avalanche e abre portas para a crise social em que a Europa está mergulhada.
Certo é que, afirmou Anne Gregory, as oportunidades que existiram outrora não estão disponíveis para a geração de hoje. E realçou que como consequência dos “desperdícios”, hoje “vamos ter de trabalhar até mais tarde, mais velhos, enquanto os mais novos desesperam à procura de emprego”. “É ridículo!”, sublinhou.
Segundo esta oradora, a comunicação está no centro de todas as soluções que são necessárias realizar com um último objectivo: a união de interesses. E enunciou quatro factores condutores a ter em conta: time compression (o conhecimento adquirido na última década foi largamento superior ao conseguido no último século); complexidade (o conhecimento dos assuntos aumenta necessariamente a sua complexidade, a tudo está inter-relacionado e a própria tecnologia leva a decisões políticas e dentro das ameaças existentes a mais temida pelos Governos é o ciberterrorismo); a interdependência da aldeia global; o contexto. “Nenhum Governo isolado pode lidar com todos estes factores. Mas há que pensar que a união faz a força”, afirmou Anne Gregory apelando ao desenvolvimento daquilo que denominou de “responsabilidade global”.
A convidada da APCE defendeu que tudo aquilo que uma organização faz é comunicação com os seus públicos-alvo e sublinhou que a reputação “é uma forma de medição do desempenho organizacional, à semelhança das PR”.
Anna Gregory disse algo curioso: “Um novo conceito de gestão das organizações é definido pela comunicação.” E dentro daquilo que considera ser as good communications (éticas e efectivas) salientou quatro atributos:
Depois de apresentar os quatro níveis de contribuição para a comunicação (sociedade, corporativo, stakeholders e funcional) Anne Gregory salientou que o ROI em termos de comunicação deve ser a avaliação equilibrada entre os factores reputação, relacional e cultural. “O valor de uma organização não é financeira”, afirmou.
Após a apresentação houve um período para perguntas e respostas, das quais destaco duas situações.
Estar ou não presente nas redes sociais. Anne Gregory acredita que é melhor estar e participar. Na sua opinião “uma organização beneficia da sua presença nas redes sociais ao conseguir concentrar e «controlar» a informação num sítio dedicado, ao invés de ter informação dispersa nos social media sem qualquer tipo de controle”. Além disso, acrescentou que a presença nos social media é uma mais-valia para as organizações dado que esta tem acesso fácil à percepção que os seus públicos-alvo/stakeholders têm sobre si.
A outra situação diz respeito à reputação de uma organização que é, atrevo-me a dizer, mal-amada por muita gente. Como mudar este cenário? Como melhorar a sua reputação? Segundo Anne Gregory a resposta é flexibilidade. “Os colaboradores podem ser assertivos no trabalho que realizam, mas têm de ser formados para serem flexíveis. Em cinco casos podem «perdoar» três e não podem esquecer que comunicam a organização.” Afinal, é uma questão de flexibilidade.
Deixo aqui este meu contributo, mas reconheço que falta alguma informação. Por isso, agradeço a quem esteve presente que a acrescente e que critique algo que, eventualmente, aqui reportei de forma menos correcta.
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