Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

À procura do "modelo perfeito" de comunicação

A propósito das recentes declarações de Vitor Constâncio, que espoletaram, mais uma vez, o debate do nuclear em Portugal, o  autor destas linhas foi remetido para um texto do jornal The Guardian de Ulrich Beck, professor de sociologia na Universidade de Ludwig-Maximilians e na London School of Economics, no qual é abordado a questão da simbologia como forma de comunicação para tempos vindouros.

 

Neste caso em concreto, a história remonta a alguns anos, quando uma comissão de especialistas nos Estados Unidos foi incumbida de desenvolver símbolos que pudessem informar e comunicar possíveis ameaças provocadas pelos desperdícios das centrais nucleares num futuro longínquo.

 

O mais interessante é que a forma de comunicação que essa mesma comissão procurava definir não tinha como objectivo um público-alvo contemporâneo, mas sim a opinião pública daqui a 10 mil anos. Para superar esse desafio, a referida comissão incluía antropólogos, físicos, artistas, neurocirurgiões, académicos, linguistas, biólogos moleculares, entre outros.

 

Estes especialistas tentaram encontrar um modelo universal de comunicação que, além de ter que ser compreendido por todas as pessoas, teria que ser decifrado em todas as épocas.

 

Nos esforços para obter um modelo aplicável num futuro a 10 mil anos, os membros da comissão estudaram formas ancestrais de comunicação, tais como as pirâmides ou Stonehenge. O problema é que nenhum dos casos analisados perdurou tanto tempo enquanto modelo de comunicação válido.

 

Quando ao desafio proposto à comissão de investigadores, o "modelo perfeito" de comunicação continua por descobrir.

publicado por Alexandre Guerra às 11:39
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