Segunda-feira, 7 de Junho de 2010

Word of Mouth - Cátia Domingues

 

Estagiários PRECISAM.

 

por: Cátia Domingues

Aspirante a comunicóloga

 

 

Licenciatura na sua recta final. Uma licenciatura interessante pelas sua vertentes: Publicidade, Marketing e Relações públicas. Uma ambição pessoal de ser comunicóloga.

 

Agora segue-se o complicado, e não estou a falar dos exames finais, estou a falar do ingresso no mundo do TRABALHO. Uma palavra interessante, pelo contexto actual que encerra.

 

Sugeriram-me, então, que escrevesse sobre o meu dia-a-dia profissional, e neste caso decido escrever pelo meu inexistente dia-a-dia profissional e as incertezas e dúvidas do meu futuro como finalista de um curso de comunicação.

 

Tenho um problema gravíssimo, a escolha. Optar por uma das áreas é como dizer que se gosta mais do pai do que da mãe. A verdade é que tanto a publicidade como as relações públicas inspiram-me, movem-me e desafiam-me especialmente. Foi por esta paixão, que decidi aprofundar o meu conhecimento e enveredei por uma especialização em assessoria de imprensa. O balanço final foi muito positivo,até tive uma nota alta, aprendi e adquiri ferramentas importantes. Também conheci pessoas que me ajudaram bastante a perceber para o que fui talhada e descobri que a minha vocação é o planeamento estratégico. Como na publicidade estou para copy, nas Rp's estou para planeamento. É isto.

 

O mais complicado vem com as oportunidades que são oferecidas. Carga de trabalhos. Castingstars. Net-empregos. A concorrência é muita e as oportunidades são poucas. São muitos cães a um osso. Os requisitos cada vez são mais específicos e mais exigentes. Mesmo para estágios curriculares e profissionais. É do tipo: licenciatura em comunicação; 3 anos de experiência profissional; inglês, mandarim e eslavo; conhecimentos em photoshop, indesigns, auto cad, programação e final cut; saber tocar com a língua no nariz e fazer o pino com uma mão. Querem um 2 em 1, ou, na maioria das vezes, um 10 em 1.

 

E eu, que curiosamente sempre desafiei a minha criatividade, muitas vezes incompreendida pelos demais, e que estou, constantemente, a complementar a minha formação com cursos e workshopzinhos, sou prejudicada porque não tenho 3 anos de experiência e não sei tocar com a língua no nariz

 

Bem, mas a verdade é que já sei aquilo que gosto e que sou boa a fazer. Sou um ser pensante, e como eu, sem dúvida, que existem muitos, e só estamos à espera que nos dêem uma oportunidade para começar, de mostrar que somos bons e que queremos aprender. Muitos de nós a custo 0.

 

A maioria das pessoas que conheço em comunicação acabaram por optar pela vertente de marketing, pois  existe em todo o lado, até numa empresa de pregos e parafusos, ou então em Telemarketing, que há quem tenha mestrados e lá esteja a trabalhar na "área".

 

Programas de estágios internacionais é outra opção, opção essa que começo a considerar seriamente. Arriscar e dar um salto de fé, num país e numa empresa noutro lugar do mundo, tudo por nossa conta e risco. Se não correr bem, existe sempre aquela máxima: "o que não nos mata torna-nos mais fortes".

 

Nos dias que correm,o  mundo do trabalho é uma selva, e nós frágeis gazelas só queremos ter a oportunidade de andar na savana, mesmo correndo o risco que nos metam os dentes em cima.

 

Atenção: se quiserem deixar o vosso contacto e proposta estão à vontade pois este post pode ser, muito facilmente, convertido num anúncio de emprego ;)

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:03
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7 comentários:
De ANdre Rabanea a 7 de Junho de 2010 às 11:30
Cátia, pra gente trabalhadora e criativa sempre tem espaço, os seus concorrentes na maioria são fracos e preguiçosos, não sei o teu caso. de 50 pessoas que entrevisto 2 ou 3 são bons.
Ou as vezes os que parecem bom estão mais preocupado com a praia ou com o adamastor ou com o msn. destes tem de monte. agora voce se for boa voce tem todas as opções que voce escreveu no teu texto, se for igual aos outros, é melhor ter pais ricos ou cunhados e tios que trabalham em agencia de publicidade ou pr.
De Catia Domingues a 7 de Junho de 2010 às 14:53
Pois, mas o mais parecido que tenho sao uns tios que teem um cafezinho. Agora em agencias nem por isso.
Mas acredito que a maioria dos candidatos assim o sejam,ate porque
Se muitos passam 3anos de universidade com
Esses interesses e passam torna-se dificil mudar certos(maus) habitos.
E no fundo acredito que se formos bons as coisas acontecem,mas como em tudo na vida, a sorte tambem desempenha um papel,nao descurando porem o merito proprio.
.
As oportunidades muitas vezes teimam em surgir,o contexto em que vivemos tambem nao esta para brincadeiras e em nada nos ajuda.

Uma das coisas que quero dizer com isto e que um licenciado,nomeadamente em comunicacao,esta a merce de qualquer um que insinue dinheiro ao final do mes.
Porque a vida nao esta facil,a independencia chega cada vez mais tarde, e muitos de nos so pede uma oportunidade para brilhar, e alimentar a sua fe em si mesmo ao acreditar que consegue fazer a diferenca.

E tudo uma questao de oportunidade,talento,trabalho e alguma sorte.
De Carolina Enes a 7 de Junho de 2010 às 15:16
Olá Cátia! Infelizmente não tenho pais ricos nem tios com agências de RP, portanto emprego é coisa que não te posso propor! Mas de quem anda no admirável mundo da comunicação há um pouco mais de três anos posso deixar-te o conselho de seguires em frente nesse teu salto de fé e tentares que o teu mérito seja economicamente reconhecido fora de Portugal. Porque nesta savana à beira-mar plantada há demasiadas gazelas dispostas a andar na selva a custo zero e ainda mais leões dispostos a utilizar o talento dessa gazelas e a pavoneá-las junto da concorrência a troco de remunerações que não dão para pagar um semestre de propinas, que não chegam para comprar uns coelhos para a refeição!

Segue o teu instinto e passeia o teu lustroso pêlo numa savana mais próxima da Europa e mais distante de África. Ainda que aí também te possam pôr os dentes em cima, tens sempre a possibilidade de pagares o veterinário!
De Catia Domingues a 7 de Junho de 2010 às 16:05
Obrigada pelo feedback Carolina,e sempre bom receber conselhos de quem subsiste no meio.

Ir para fora e tao bom profissional como pessoalmente. E a troca de experiencias da forma menos artificial e comoda. O que so pode ter bons resultados,mais que nao seja aprender a estar por conta propria. Dar continuidade aquela liberdade um pouco mentirosa de quem fez erasmus como eu,levar essa \"liberdade\" ao patamar seguinte.

Nao quero que me interpretem mal. Nada disso. Nao estou somente a queixar-me e a arranjar desculpas.
Isto e simplesmente um desabafo de quem comeca a dar os seus primeiros passos.
Se ficasse em casa a receber do subsidio sem qualquer iniciativa e tambem,verdade seja dita, mesmo que quisesse nao dava,pois para tal e preciso um ano a trabalhar.

Ha uma frase que um amigo meu costuma dizer ”se tiver que acabar a trabalhar num supermercado,ao menos que seja fora daqui que sempre e melhor”. Acho q isto resume um pouco o espirito de quem tem o dito canudo na mao.
O problema e q imigrar,desde a altura dos meus pais,se alterou substancialmente e a globalizacao da crise em nada ajuda.

Mesmo assim, tenho vontade de arriscar e seja o que Deus quiser,porque se ele nao quiser nada feito.
De Neusa Almeida a 15 de Junho de 2010 às 17:34
Olá Claudia,

Gostaria de falar consigo mas precisava de um contacto mais directo, pode ser?
Obrigada,
Neusa Almeida
De Cátia Domingues a 15 de Junho de 2010 às 19:17
Suponho que se esteja a dirigir a mim Neusa.

deixo aqui o meu contacto de email para qualquer eventualidade:

catia.domingues@hotmail.com

De Neusa Almeida a 16 de Junho de 2010 às 09:24
Claro que sim Cátia, mil desculpas.
Até breve.
Neusa

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