Terça-feira, 29 de Julho de 2014

A morte em directo

 

Foi o primeiro filme de grande impacto que nos mostra um estadista assassinado quase em directo. Aconteceu a 9 de Outubro de 1934, em Marselha, momentos após o desembarque na segunda maior cidade francesa do Rei Alexandre da Jugoslávia. O cortejo automóvel em que seguia, ao lado do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, rodara poucas centenas de metros quando o monarca foi assassinado à queima-roupa por um anarquista búlgaro, no banco traseiro de uma viatura parcialmente aberta.

Tudo aconteceu a curtíssima distância de um operador de câmara da Pathé, que colhia imagens para um cinejornal (precursor dos telejornais naquela época). O facto de o motorista ter também morrido de imediato, com o pé pressionando o travão do automóvel, facilitou a recolha de imagens, que não tardaram a dar a volta ao mundo, exibidas nas salas de cinema.

Tudo isto aconteceu, note-se, três décadas antes de outro magnicídio com imagens captadas em directo: o do presidente norte-americano John Kennedy, em 22 de Novembro de 1963. Apesar de haver dezenas de fotorrepórteres e operadores de câmara profissionais no local, apenas um cineasta amador, chamado Abraham Zapruder, captou o preciso instante em que o crânio do inquilino da Casa Branca era estilhaçado pelo terceiro tiro disparado da mortífera carabina de Lee Oswald.

Vinte e seis segundos que a América jamais esquecerá. Mas que só foram vistos na íntegra em 1975: na altura, as imagens foram consideradas demasiado chocantes para serem exibidas na televisão.

 

publicado por Pedro Correia às 17:50
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2014

Podemos

 

Formada nas redes sociais no início do ano, Podemos tornou-se a quarta maior força eleitoral de Espanha nestas europeias - e a terceira mais votada em Madrid - com uma mobilização clara e eficaz contra a "casta" que domina a cena política do país há quatro décadas. Conquistou mais de 1,2 milhões de votos, correspondendo a quase 8% dos votos expressos, e elegeu cinco eurodeputados.

Houve logo analistas que se apressaram a rotulá-la, procurando reduzir ao esquematismo das fórmulas já gastas pelo uso um fenómeno como este, que é novo. E complexo. E sintomático do desencanto de uma larga fatia dos cidadãos perante a representação política tradicional.

Este escrutínio de 25 de Maio deixou bem claro: ou os partidos mudam radicalmente ou verão fugir cada vez mais eleitores em futuras eleições. Em Espanha, PP e PSOE perderam em conjunto mais de cinco milhões de votos e recuaram cerca de 30 pontos percentuais face aos resultados de 2009. Funcionou como um sinal de alarme que deve ser levado a sério.

Entretanto vale a pena espreitar um dos spots de propaganda televisiva com a marca Podemos. Para se perceber como os votos começam a ser conquistados por esta via. Com profissionalismo e competência.

E aqui não há empates: ou se ganha ou se perde. Na televisão, quem concebeu esta campanha jogou para vencer. Como bem se vê.

publicado por Pedro Correia às 01:23
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

O dia seguinte

Atenção aos especialistas em marketing político: os slogans eleitorais devem ser sempre avaliados em função não só da véspera mas também do dia seguinte. Aquela que parecia a melhor mensagem, a do Bloco de Esquerda, transforma-se numa das piores à luz dos resultados concretos. "De pé" anteontem, de rastos agora.

publicado por Pedro Correia às 12:49
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

Isto nada tem a ver com jornalismo

Há quem lhe chame jornalismo cor-de-rosa, amarelo ou de qualquer outra cor. É um erro. Por uma questão de elementar decência, ninguém deve considerar isto jornalismo.

publicado por Pedro Correia às 14:04
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2014

Já não há paciência

 

Para a palava maldição e para esta tendência tão portuguesa de justificar desaires próprios com a suposta intervenção de forças ocultas. Basta percorrer os olhos pelas capas dos jornais de hoje e lá salta o famigerado lugar-comum que nada explica e dá uma imagem muito pálida do nosso talento jornalístico:

«Maldição» (Record)

«Derrota na maldição dos penáltis» (Correio da Manhã)

«Beto foi maldição que chegue» (O Jogo)

«A maldição de Beto Guttman» (Jornal de Notícias)

publicado por Pedro Correia às 12:09
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2014

Valor e preço

 

Vale a pena reflectir sobre o valor noticioso do silêncio: na maior parte dos casos, o preço aumenta na razão inversa das declarações que justificam sonoros títulos propagados pelos tambores mediáticos. Incluindo aqueles que não hesitam em fazer do mau gosto uma permanente senha de identidade.

Monica Lewinsky rompe agora um silêncio de uma década em sóbrias confissões à Vanity Fair. Talvez a mais relevante seja a de que chegou a ser aliciada com dez milhões de dólares para ampliar de viva voz o escândalo que a ligou ao ex-presidente Clinton.

Numa época fértil em propostas irrecusáveis, a recusa em falar ao longo deste tempo tornou cada palavra sua ainda mais cobiçável pela comunicação social de todos os matizes. Mas haverá justo preço para a dignidade que apenas o silêncio voluntário permite preservar?

"Todo necio / confunde valor y precio", escreveu Antonio Machado. Tinha razão, como sempre acontece com os melhores poetas.

publicado por Pedro Correia às 11:10
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2014

Não havia necessidade

 

Alguém deveria lembrar ao primeiro-ministro que em comunicação política importa muito mais a qualidade do que a quantidade. Foi o que pensei esta manhã ao ouvi-lo discursar uma vez mais em directo nas televisões. Falava em Braga, numa iniciativa de "empresas inovadoras". Naquele registo anódino a que habituou os portugueses nove em cada dez vezes que discursa: números, estatísticas, estimativas, dados macro-económicos. Qualquer CEO de uma empresa cotada no PSI-20 falaria assim.

Problema? Estas declarações ocorreram horas depois de uma boa intervenção de Passos Coelho ontem à noite, na qualidade de líder do PSD na concorridíssima celebração do 40º aniversário do partido realizada no Porto. Uma intervenção com forte cunho político, em que Passos se libertou enfim do seu estilo isento de emoção, excessivamente defensivo. Numa altura em que este discurso devia estar ainda a ser digerido já ele produzia outro, condenando o anterior a uma irrelevância que não merecia.

Um erro de comunicação somado a outro que já vinha de véspera: ao aceder participar horas antes da festa de aniversário do PSD na inauguração do Museu dos Descobrimentos, fazendo-se fotografar numa espécie de embarcação que vogava junto de animais exóticos e prestando declarações avulsas aos jornalistas, Passos entrou em concorrência consigo próprio.

Essa seria a primeira de três intervenções públicas em menos de 24 horas. Desvalorizando, no fundo, a única que valeria a pena destacar. Neste caso com um factor agravante: o que mais deu nas vistas foi a fotografia do evento, pouco lisonjeira para o chefe do Governo, e que não tardou a destacar-se nas redes sociais.

Não havia necessidade.

publicado por Pedro Correia às 15:32
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2014

Combate ao lugar-comum

Em jornalismo, muitas vezes, a melhor regra é não haver regra. Voltei a pensar nisto há dias, depois de ler na imprensa um chorrilho de confrangedores lugares-comuns a propósito da recente morte de Gabriel García Márquez. Parecia um concurso de clichês, qual deles o pior.

Até que peguei na revista Veja, que raras vezes me decepciona. E leio enfim um obituário imaginativo sobre o grande escritor colombiano. Que começa assim:

«Passados muitos anos, diante da notícia da morte do escritor, seus leitores haveriam de recordar o dia em que Gabriel García Márquez os levou a Macondo e os apresentou aos Buendía, uma estirpe trágica condenada a 100 anos de solidão, e cujos membros eram propensos aos mais estranhos fins - um ancião da família fundiu-se à vegetação do quintal, uma moça reclusa em um convento fugiu voando, alçada por borboletas, um bebê com rabinho de porco foi carregado por formigas.»

Brilhante paráfrase, afinal, do parágrafo de abertura de Cem Anos de Solidão. Uma fórmula imaginativa a que chegaram os autores da prosa, Jerônimo Teixeira e Rinaldo Gama. Numa lógica de combate ao lugar-comum.

Confirma-se: a melhor regra é não haver regra alguma.

publicado por Pedro Correia às 16:11
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Grande capa

 

 

A melhor capa do dia. Que foge aos lugares-comuns da palavra e da imagem para assinalar a conquista do 33º título nacional de futebol pelo Sport Lisboa e Benfica. Uma capa que eu gostaria de ter feito, se fosse benfiquista.

Parabéns ao jornal i: no campeonato da inovação o título é dele.

publicado por Pedro Correia às 12:12
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Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Sobre a arte de titular

 

A arte de bem titular está ao alcance de poucos nas redacções de jornais. E é pena: um bom título é fundamental para agarrar o leitor - podendo, em certos casos, agarrá-lo para sempre.

Falo por mim: nunca mais esqueci o título do obituário do Professor Horus, um astrólogo que chegou a estar na moda em Portugal durante as décadas de 70 e 80. Quando morreu, o Diário de Notícias dedicou-lhe um excelente texto necrológico em que revelava facetas desconhecidas da sua biografia, designadamente ter sido praticante amador de pugilismo na juventude. O título era um achado: "O astrólogo que veio do boxe".

Certos títulos fizeram história na imprensa portuguesa. Alguns incorporaram-se até no léxico comum. Eis um deles: "De vitória em vitória até à derrota final", publicado no extinto semanário O Jornal, durante o atribulado mandato de Francisco Pinto Balsemão como primeiro-ministro, num executivo de coligação PSD-CDS, entre 1981 e 1983. Da autoria do chefe de Redacção daquele periódico, Manuel Beça Múrias, desaparecido demasiado cedo. Poucos como ele dominavam tão bem a arte de fazer títulos. Este - que se generalizou ao ponto de se tornar um aforismo dos nossos dias - foi importante também pelo seu carácter premonitório: o governo Balsemão cairia pouco tempo depois.

Hoje predomina a banalidade: muitas peças ficam estragadas com títulos incapazes de ultrapassar o lugar-comum. Quando surge uma excepção a esta regra anoto-a logo, com entusiasmo. Aconteceu-me a 15 de Dezembro, ao ler no El Mundo (em papel, pois na edição em linha lá surgiu um dos habituais títulos deslavados) o obituário de Peter O'Toole: enquanto outros periódicos se rendiam à linguagem formatada, inundada de clichés, o jornal espanhol deslumbrava com uma frase em título que era quase um poema: "Arenas doradas, mirada celeste". 

T. E. Lawrence, o Lawrence da Arábia, haveria de gostar.

publicado por Pedro Correia às 13:02
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Um jingle histórico

 

Um minuto que se tornou histórico: este foi a primeiro jingle especialmente concebido para uma campanha eleitoral na televisão. Revolucionando a linguagem publicitária na política. Um jingle que pôs milhões de americanos a cantar "I like Ike" e foi uma peça fundamental na vitória do general Dwight Eisenhower na corrida à Casa Branca em 1952. O republicano derrotou claramente o adversário democrata, Adlai Stevenson, por 55,2% contra 44,3%, obtendo a maioria dos votos em 39 dos 48 estados.

publicado por Pedro Correia às 17:41
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

A ler

Politico: eis como o jornalismo pode reinventar-se constantemente, seja em que suporte for.

publicado por Pedro Correia às 18:30
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Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

Um texto que eu gostaria de ter escrito

Este, assinado por Ferreira Fernandes, um dos melhores colunistas da imprensa portuguesa. Sob o título "Jornalistas sóbrios e manchetes alcoólicas":

 

"Um jornalista tipo CM vai para uma reportagem e salta-lhe ao caminho o advogado da empresa: "Fulano, vamos lá ao nosso exame de deontologia!" O advogado aponta a linha reta feita a giz que o jornalista, de braços abertos, tem de percorrer sem bambolear. Exame conseguido, o jornalista já pode ir fazer, por exemplo, a manchete de ontem do CM: "Pai de Sicrano em fuga por tráfico de droga". Não importa que o Sicrano, de 19 anos, não tenha culpa dos tráficos do pai. Leva com o seu nome, o traje de trabalho (Sicrano é jogador de futebol) e a foto na primeira página. Algumas almas piedosas podem não achar isto bonito, mas o importante, não é?, é que aquela manchete não foi feita por um bêbedo. Um jornal com manchetes alcoólicas, fontes anónimas e jornalistas sóbrios."

 

O pano de fundo da questão é este. E este. Razões suficientes, na verdade, para citar Pessoa, por exemplo através do seu semi-heterónimo Bernardo Soares: "Cada qual tem o seu álcool. / Tenho álcool bastante em existir. / Bêbado de me sentir, vagueio e ando certo. / Se são horas, recolho ao escritório como qualquer outro. / Se não são horas, vou até ao rio fitar o rio, / Como qualquer outro. / Sou igual. E por trás de isso, céu meu, / Constelo-me às escondidas e tenho o meu infinito."

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publicado por Pedro Correia às 15:31
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Sábado, 22 de Fevereiro de 2014

Já aí está

Um novo jornal, só na Rede: A Batalha.

publicado por Pedro Correia às 23:44
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Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Ja som Ukrajinec

 

Na Ucrânia, por estes dias, não se luta apenas nas ruas e nas praças. As batalhas da propaganda política também são decisivas, com o recurso às novas tecnologias. Este vídeo, por exemplo, teve rápida difusão mundial: já recebeu 3,5 milhões de visualizações.

Dois minutos: não é preciso mais. Uma jovem chamada Yulia difunde a mensagem, clara e directa, recorrendo à técnica do vivo televisivo: "Queremos ser livres".

É quanto basta para o essencial ficar dito. E para o eco se propagar: "Ja som Ukrajinec".

Um marco na luta contra o Governo de Kiev. E uma lição de eficácia comunicacional também.

publicado por Pedro Correia às 16:33
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Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

Mau jornalismo

 

Se há modalidade desportiva onde custa superar um recorde é o salto com vara. De tal maneira que há quase 21 anos não era derrubado. Aconteceu este sábado, quando o francês Renaud Lavillenie saltou 6,16 metros em pista coberta, superando o máximo estabelecido em 1993 pelo ucraniano Serguei Bubka. Ninguém tem dúvidas: esta é uma notícia digna de realce em matéria desportiva.

Nunca ninguém saltou tão alto.

 

Como procederam ontem os três jornais "desportivos" portugueses nesta matéria?

Só um esteve bem: A Bola, que lhe deu destaque na primeira página, com o título "Lavillenie nas nuvens". Os outros ignoraram esta notícia nas respectivas capas, integralmente preenchidas pelo futebol doméstico. O Jogo remete a proeza de Lavillenie para o topo da página 36, num texto de quatro parágrafos, considerando o francês "já uma lenda" do desporto mundial. O Record faz pior ainda, escondendo a notícia numa peça de escassas 30 linhas, sob o título "Recorde de Bubka batido". Nada mais.

Este jornal, sublinho, chama-se Record. Foi pena ter desperdiçado uma oportunidade soberana de fazer jus ao nome. Será que daqui a duas décadas, quando for batido novo máximo mundial no salto com vara, ainda vigorará em Portugal esta absurda regra editorial dos jornais "desportivos" que teimam em não destacar mais nada além do futebol?

publicado por Pedro Correia às 00:14
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Bom jornalismo

Uma boa entrevista é aquela que selecciona alguém com coisas interessantes para dizer. Alguém capaz de nos seduzir com um fio discursivo. E, se for polémico, tanto melhor.

Uma boa entrevista é aquela em que o entrevistador nunca cede à tentação de sobrepor o seu ponto de vista ao do entrevistado. É a que concede espaço, tempo e protagonismo a quem se elege como interlocutor.

Uma boa entrevista é a que desvenda facetas ignoradas de alguém que julgamos conhecer.

Uma boa entrevista é aquela que regista, com a minúcia necessária, uma voz diferente de todas as outras.

 

Querem um exemplo muito recente de uma boa entrevista? Leiam a que vem hoje no W, o caderno de sexta-feira do Jornal de Negócios. Seis páginas de estimulantes declarações de Baptista-Bastos, a poucos dias de festejar o 80º aniversário. "Ainda bem que tive a sorte de ter tido muitas dificuldades", confessa este homem de "voz toniturante" que se emociona ao mencionar a mulher que permanece há meio século a seu lado.

À conversa com Celso Filipe e Lúcia Crespo, jornalistas que demonstram o dom cada vez mais raro de saber escutar.

 

publicado por Pedro Correia às 22:34
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Na cama com Clooney

 

Por estes dias, uma das maiores ameaças ao jornalismo é a sua aparente rendição total à frivolidade por efeito de contaminação das chamadas "redes sociais". Leio por exemplo que na conferência de imprensa concedida por George Clooney sábado passado, no Festival de Berlim, houve jornalistas credenciados que lhe fizeram perguntas inteligentíssimas como esta: "O que acha da cerveja e das mulheres belgas?"

Nada que deva espantar: já houve quem, munido de cartão de imprensa, se despisse perante o célebre astro de Hollywood. Já houve quem lhe propusesse casamento, quem gemesse de forma bem audível como se estivesse na cama com o actor e quem confessasse ter "sonhos húmidos" ao pensar nele.

Sem cumprir patamares mínimos de exigência e credibilidade, nenhum jornalismo é levado a sério. Passa a ser outra coisa qualquer, muito diferente. Chamam-lhe até infotainment, com esta mania agora tão comum de usar palavras americanas para designar tudo.

Depois admirem-se de que as pessoas fiquem à distância. Pois ainda bem que ficam. É um sinal evidente de bom critério. E de sanidade mental.

publicado por Pedro Correia às 14:38
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Domingo, 9 de Fevereiro de 2014

Sempre mais do mesmo

Pluralismo? Qual pluralismo? Os canais televisivos portugueses especializados em informação contínua vão-se plagiando mutuamente, concedendo cada vez mais espaço e cada vez mais tempo a um só tema. O desporto. Melhor dizendo, a uma só modalidade desportiva. O futebol. Melhor dizendo, apenas a três clubes de futebol. Benfica, Porto e Sporting.

Tudo gira em função disto. Nada sabemos do que se passa no mundo vendo estes canais. Mas sabemos tudo - mesmo tudo - do que decorre em redor de três estádios de futebol.

Não adianta mudar de canal. Porque todos mostram o mesmo. Mais do mesmo, sempre mais do mesmo, sempre mais do mesmo.

publicado por Pedro Correia às 20:08
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Sábado, 8 de Fevereiro de 2014

O futuro incerto do 'Libération'

 

(capa do Libération de hoje)

 

Quem disse que os jornalistas não devem ser notícia?

publicado por Pedro Correia às 20:00
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