Há quem tente culpabilizar o twitter por ser a plataforma incendiária dos tumultos que estão a acontecer em Londres.

... no âmbito do especial “redes sociais” da edição impressa da Meios & Publicidade de hoje, fui desafiado a escrever um artigo sobre o twitter.
Um especial interessante com artigos e citações de diversos profissionais, que aconselho a atenta leitura.
Deixo o artigo que escrevi:
O passarinho que deve ser monitorizado
Um homem vai fazer uma viagem de negócios Toronto – Londres – Lisboa. No aeroporto canadiano escreve no twitter que lhe falta quarto de hotel em Lisboa. Recebe uma resposta de um hotel lisboeta a perguntar-lhe datas e necessidades, ao que responde antes de iniciar viagem. Ao chegar a Londres tem um tweet que lhe confirma a reserva do quarto. Surpreendido e satisfeito pela eficácia, aceita e partilha com a sua rede o facto.
Uma jornalista questiona, já com pouco tempo, se alguém conhece projectos inovadores que envolvam produtos com base em materiais recicláveis? Um consultor minutos antes tinha ouvido um colega falar que precisava de reforçar comunicação de um produto com essas características. Colocou os dois em contacto e a peça, televisiva, aconteceu.
Os dois exemplos acima são reais. E demonstram bem o potencial desta rede através de dois factores bem distintos, mas que não deixam de estar interligados: atenção e sorte! E podemos conjugá-los numa acção fundamental para quem olha para o mundo das redes sociais a nível profissional, a monitorização.
O twitter é atractivo pela sua simplicidade e quando bem “vivido” é, também, uma excelente ferramenta de construção e solidificação de network (relacionamentos e confiança) algo essencial nos dias que correm.
Como todas as redes, mais que a decisão de lá estar, o desafio é o saber estar. Quanto melhor se souber utilizar os “truques”, como as hashtags ou os RT, mais os níveis de influência e confiança serão maiores. Os utilizadores mais activos são exigentes e, por vezes, sente-se que existe um código não escrito. Muitas pessoas acham que tudo e todos estão no facebook; visão errada. Pois há pessoas que dedicam quase todo o seu tempo nas redes a esta plataforma do passarinho azul.
Mesmo para marcas e entidades, é uma plataforma com potencial. Embora algumas se aceite que apenas façam ouvir a sua voz, muitas não percebem o potencial de interagirem. Então se o fizerem aliado à tal monitorização que acima referi, aceleram o seu percurso, o seu negócio.
Faz hoje 5 anos que "o pássaro mais famoso do Mundo" foi lançado.
Esta rede social (embora para muitos seja um microblog), tem hoje cerca de 200 milhões de utilizadores e as suas funcionalidades e vantagens continuam a não ser aproveitadas por muitos portugueses / empresas portuguesas.
Até o Papa!
Microblogging – o irmão dos Blogs
por: Luís Spencer Freitas
Web Strategist @ The Grand Union Portugal
Confesso ter um gozo pessoal quando leio sobre a morte dos meios. Os anúncios da morte da Televisão, da Imprensa, enfim, dos meios intitulados “tradicionais” são sempre fascinantes, pois lembram-me sempre os senhores de gabardine e cabelo despenteado no meio de Nova Iorque que anunciam a aproximação do fim do Mundo. Existe uma necessidade de filtragem nos meios que diga à Sociedade que devem parar de olhar para um meio e prestar atenção ao novo. Por várias vezes eu abordei o tema da Imprensa e da literatura em geral à luz destes alarmismos – e repito o que disse sempre: nenhum meio está a morrer, estão simplesmente a evoluir.
Recentemente cruzei-me com um destes casos – o anúncio da morte dos Blogs. Desde 2008 que surgem os cavaleiros do Apocalipse do Blogging que indicam que, com o surgimento do microblogging e das redes sociais em geral, os blogs perderam a sua importância e relevância. Neste caso especifico, estou a falar de uma instituição de renome, o New York Times. Apesar de não assumir, a meu ver, uma posição absoluta quanto a esta afirmação, existe uma certa aura de “DANGER DANGER” para os blogs. Se olharmos para dados dos Estados Unidos, sabemos que as visitas do Blogger, serviço de blogging da Google, teve menos visitas em Dezembro do que no período homologo no ano anterior em cerca de 2%. No entanto, globalmente cresceram 9%. Da mesma forma, services mais flexiveis como o Wordpress não sofreram mudanças significativas ao seu crescimento – talvez por terem sabido integrar as ferramentas sociais com perícia e ainda a própria natureza dos bloggers presentes em cada uma das plataformas.
Os Blogs e as plataformas de microblogging – entendam-se Twitter e Facebook, que não se limitando a microblogging, são entendidas por muitos enquanto concorrentes directos dos Blogs – servem propósitos claramente diferentes. Existe uma migração efectiva de alguns bloggers para as redes sociais pelas razões mais óbvias – é mais fácil ter leitores do que andar a recrutar pela Web fora, não requer o mesmo tipo de investimento de tempo e é, muitas vezes, mais sustentável ao nível de trabalhar temáticas (shares automáticos de feeds de outros utilizadores). No entanto, sou da mesma opinião que a Elisa Page, dona do blog Blog Her - quando indica que os serviços de microblogging não permitem a exploração de um tema de forma tão aprofundada e complexa que, por norma, encontramos nos blogs. Poderá haver quem argumente contra isto referindo as zonas de notas no Facebook, mas na realidade, sabemos que não são utilizadas nem percebidas pelas maioria dos utilizadores enquanto zonas de aprofundamento de temas que não podem sobreviver no curto espaço de um Post.
Explicar o que é o Twitter e as suas potencialidades, a quem não está na rede, é extremamente difícil. Podemos sempre mencionar a recolha de informação, o networking, mas quando explicamos que pessoas que não se conhecem interagem, há uma automática comparação com o mIRC e o desespero de um miúdo de 14 anos, à procura da primeira namorada na internet…
O Twitter não é uma rede sexy, quer para uma grande parte dos potenciais utilizadores, que desistem na primeira ou segunda vez que o "tentam utilizar", quer para as marcas portuguesas que, tirando dois ou três caso, subaproveitam a rede ou nem sequer a incluem nos seus planos…
Fica aqui um momento de humor, certamente entendido por todos os que têm um @ antes do seu nome...
Depois disto, tanto que poderia ainda ser dito sobre a novela Ensitel, mas quando já outros o disseram, mais vale linkar.
Ensitel e o pesadelo das redes sociais da Alda Telles
Ensitel (The Streisand Effect) do Pedro Aniceto
Ensitel vira assunto do dia nas redes sociais...pelas piores razões da Daniela Espírito Santo
Imaginem uma empresa que se depara com uma crítica de uma cliente na social media e em vez de ligar para a Agência / Consultora de Comunicação liga para o Escritório de Advogados … conseguem imaginar? O que será que acontece? Eu, assim de repente diria: uma crise em escalada! Ora pois!
Não precisam de imaginar mais, comecem por ler este post e depois deliciem-se.
No momento que escrevo este post a dita empresa é bem capaz de estar como trending topic no twitter.
adenda: olho de manhã para o twitter e o assunto continua a dar que falar. Que falar e mais! Já existe vídeo sobre esta "novela". Ora vejam ... (tirado daqui)
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