Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Estudo: Trabalhos em comunicação

No ano passado fiz um pequeno estudo para poder apresentar os resultados numa conferência, dirigida a estudantes de comunicação. 

Analisei todos os anúncios de emprego da Carga de Trabalhos de Junho e Julho (local preferencial para se recrutar pessoas com pouca experiência) e partilho alguns dos dados:

  • Foram identificados 138 anúncios para profissionais de comunicação e marketing, dos quais 100 pediam conhecimentos em marketing digital ou social media.
  • Dos 100 anúncios, 57 eram para agências e 43 para o cliente.
  • 80% dos anúncios pediam pessoas sem experiência ou não especificavam a mesma (12% pediam 1 anos de experiência e 7% mais de 2 anos).
  • Desses anúncios, 38% pediam "conhecimentos em Marketing Digital" e 36%, "conhecimentos em social media".
  • Dos anúncios que pediam pessoas sem experiência, ou não especificavam a experiência pretendida, 87% pediam um dos 3 perfis "com conhecimentos em gestão de páginas de Facebook", "com conhecimentos de social media", "com conhecimentos de marketing digital".

Gráfico dos pedidos em agência:

 

 

Com isto só me interrogo como estão as instituições de ensino, e os recém-licenciados, tão mal preparados para esta realidade....

publicado por Virginia Coutinho às 12:19
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012

a revolução continua ...

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:46
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Word-of-Mouth - Miguel Reis

 


 

Consumo: 10 L(ikes) / 100km

 

por: Miguel Reis

Account na Parceiros de Comunicação

 

  

Há uma mística no mundo automóvel. É inegável. A eterna combinação homem - máquina move paixões. A procura da afinação perfeita. Os cabelos ao vento, a liberdade. O domínio absoluto.

 

Há um brilho que fica nos olhos sempre que (re)vemos Steve McQueen em Bullitt.

 

Algo mexeu connosco quando vimos o MadMax. pela primeira vez. Há algo que nos faz sentir vivos quando vemos a volta perfeita de Airton Senna em Donington Park. Mais recentemente em Death Proof ou nos vídeos virais da DC Shoes centrados na arte de condução do Ken Block. Estes e tantos outros episódios ajudaram a posicionar o automóvel como um objecto de culto e respeito e a construir heróis em seu redor.

 

Mas como será o futuro? Será que os teenagers de hoje ainda sentem esta adrenalina? Será que a relação de idolatração se mantém?

 

De acordo com este artigo da Business Insider, a relação dos teenagers norte-americanos face aos automóveis tem vindo a mudar. Há cada vez menos jovens a adquirir a licença de condução e conduz-se cada vez menos no país de forma geral. A culpa tem fundamentos económicos, pois claro, mas uma análise ao tema revela uma curiosa tendência que demonstra o impacto das redes sociais em sectores tão emotivos como o automóvel. Refira-se que este impacto é ainda mais supreendente pela ligação histórica do país ao mundo automóvel... olhe-se para o peso da GM ou Ford no país.

 

O estudo refere que esta tendência deve-se também à internet. A deslocação já não é assim tão essencial para manterem contacto com os amigos. A vida dos jovens é vivida online. A sociabilização faz-se cada vez mais ao computador, no telemóvel, tablets e afins, sem que tenha de haver uma deslocação física. As 4 rodas são substituídas pelas 2 mãos.

 

O consumo vai deixar de ser feito em gasolina, mas em tempo e não será medido em litros, mas em likes. Será esse o preço a pagar para manter e reforçar a estrutura sociológica do grupo.

Será em likes que os teenagers visitam os seus amigos, os seus ídolos e os seus heróis.

 

Curiosamente, o Facebook, esteve presente na Consumer Electronics Show onde apresentou  uma versão da rede social optimizada para automóveis. A nova versão do Facebook foi desenvolvida em conjunto com a Mercedes e vai ser integrada no sistema de navegação de alguns modelos da fabricante automóvel alemã.

 

Times of change...

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:15
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Word-of-Mouth - João Gomes de Almeida

 

O que irá acontecer às marcas na websocial em 2012?

 

por: João Gomes de Almeida

Social Creative Barman, na BAR, claro.

 

As marcas começarão a investir no Google +

 

Este foi o ano em que nasceu o grande concorrente do Facebook. O funcionamento é userfriendly e as políticas de privacidade estão muito aperfeiçoadas em relação ao Facebook.

 

Recentemente, permitiu a entrada das marcas e mesmo em Portugal conseguiu que elas aderissem em força à rede. Durante o próximo ano, teremos a integração de publicidade no Google+ e novas funcionalidades estarão disponíveis para utilizadores e marcas. Este será um ano Plus na websocial.

 

A ativação do on-line ocorrerá no off-line

 

Flash mobs virais, qr codes, mupis interativos, geolocalização, passatempos, publicidade de TV e anúncios de imprensa, tudo servirá para as marcas ativarem as suas redes sociais através do off-line, percebendo que podem capitalizar nas ruas e principalmente nos pontos de venda, a sua presença no on-line, gerando posteriormente brandawareness.

 

Paralelamente, mobile será uma verdadeira trend para a comunicação de todas as marcas e produtos.

 

Nova Timeline do Facebook irá forçar à profissionalização das páginas

 

O ano de 2011 chegou ao fim com uma nova timeline para os perfis (pessoais). No entanto, as páginas (empresariais) continuam na mesma. Tudo aponta para que 2012 seja o ano do nascimento de uma nova timelinetambém para as páginas.

 

Isto obrigará as marcas a profissionalizarem ainda mais a gestão dos seus Facebooks, adaptando-se rapidamente a um novo paradigma de funcionamento desta rede social.

 

Marcas vão acordar para as potencialidades do Twitter, Blogues e Foursquare

 

O Twitter é atualmente a rede dos influenciadores e dos utilizadores de redes sociais que se fartaram da massificação ocorrida no Facebook, sendo o melhor meio para veicular informação e medir a reputação das marcas. A blogosfera continua a crescer e começou este ano a profissionalizar-se em vários sectores, como por exemplo na moda e no desporto. O Foursquare cresceu no nosso país e a venda de smartphones aumentou, principalmente de aparelhos Android, o que fará de 2012 um óptimo ano para a websocial de geolocalização.

 

Tudo isto e a saturação que os consumidores têm das marcas no Facebook, irá força-las a testarem novas campanhas e formas de comunicar nas outras redes sociais.

 

 

O sucesso das marcas na websocial será a Criatividade

 

O ano que agora acaba foi marcado pela afirmação das marcas nas redes sociais. Atualmente, a grande maioria já está no Facebook e opta por começar a profissionalizar a sua gestão, quer com recurso a agências, quer fazendo-o internamente. Muitas recorreram a passatempos para aumentar os seus seguidores nas redes e perceberam que a boa gestão das mesmas implica bom conteúdo.

 

Qual o nextstep? A criatividade. Num panorama em que a postura das marcas se confunde na websocial, é cada vez mais importante que estas consigam inovar e estar mais próximas dos seus seguidores.

 

O lema será sair da confusão. A criatividade será o bom caminho para as marcas em 2012 na websocial.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:03
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

não é colocar em bicos de pés, mas ...

Devido à EDP volta-se a falar da presença das marcas nas redes sociais, nomeadamente no facebook. Do muito que poderá ser dito, destaco esta frase da Alda Telles: «Para além de investimento e estratégia, a presença das empresas nas redes sociais exige capacidades de gestão de crise.».

Há agências, de publicidade, criatividade, digital e afins que criam dinâmicas muito giras, com muita qualidade e potencial, e até conseguem engagement. Mas quando a coisa aquece, convém que se tenha skills de gestão da comunicação em situações de crise. E nesse campo acho que sabemos bem onde está o know-how, a solução.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:07
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

Ponha as redes sociais a trabalhar...

... para si. Um interessante e pertinente artigo. Valoriza algumas redes já defuntas e outras ainda a gatinhar e tem ali umas análises discutíveis, mas genericamente transmite bem o potencial de se "saber estar" nas redes sociais.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 22:55
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Social Media Revolution 3

A versão actualizada ...

 

 

créditos: apanhado no facebook da Cátia Domingues.

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:50
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

e no dia de aniversário do twitter ...

... no âmbito do especial “redes sociais” da edição impressa da Meios & Publicidade de hoje, fui desafiado a escrever um artigo sobre o twitter.

 

Um especial interessante com artigos e citações de diversos profissionais, que aconselho a atenta leitura.

 

Deixo o artigo que escrevi:

 

O passarinho que deve ser monitorizado

 

Um homem vai fazer uma viagem de negócios Toronto – Londres – Lisboa. No aeroporto canadiano escreve no twitter que lhe falta quarto de hotel em Lisboa. Recebe uma resposta de um hotel lisboeta a perguntar-lhe datas e necessidades, ao que responde antes de iniciar viagem. Ao chegar a Londres tem um tweet que lhe confirma a reserva do quarto. Surpreendido e satisfeito pela eficácia, aceita e partilha com a sua rede o facto.

 

Uma jornalista questiona, já com pouco tempo, se alguém conhece projectos inovadores que envolvam produtos com base em materiais recicláveis? Um consultor minutos antes tinha ouvido um colega falar que precisava de reforçar comunicação de um produto com essas características. Colocou os dois em contacto e a peça, televisiva, aconteceu.

 

Os dois exemplos acima são reais. E demonstram bem o potencial desta rede através de dois factores bem distintos, mas que não deixam de estar interligados: atenção e sorte! E podemos conjugá-los numa acção fundamental para quem olha para o mundo das redes sociais a nível profissional, a monitorização.

 

O twitter é atractivo pela sua simplicidade e quando bem “vivido” é, também, uma excelente ferramenta de construção e solidificação de network (relacionamentos e confiança) algo essencial nos dias que correm.

 

Como todas as redes, mais que a decisão de lá estar, o desafio é o saber estar. Quanto melhor se souber utilizar os “truques”, como as hashtags ou os RT, mais os níveis de influência e confiança serão maiores. Os utilizadores mais activos são exigentes e, por vezes, sente-se que existe um código não escrito. Muitas pessoas acham que tudo e todos estão no facebook; visão errada. Pois há pessoas que dedicam quase todo o seu tempo nas redes a esta plataforma do passarinho azul.

 

Mesmo para marcas e entidades, é uma plataforma com potencial. Embora algumas se aceite que apenas façam ouvir a sua voz, muitas não percebem o potencial de interagirem. Então se o fizerem aliado à tal monitorização que acima referi, aceleram o seu percurso, o seu negócio.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 16:18
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011

reclamações nas redes sociais

A reportagem da RTP

 

 

O vídeo referido na reportagem

 

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:59
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Sexta-feira, 4 de Março de 2011

“O valor de uma organização não é financeira”, Anne Gregory em palestra organizada pela APCE

Nota: O PiaR não conseguiu estar presente neste evento, organizado pela APCE e que decorreu na sede do Santander Totta, mas conseguimos encontrar uma enviada especial. O nosso obrigado à Liliana.

 

Por: Liliana de Almeida

 

A Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa (APCE) promoveu, no dia 2 e Março, um encontro intimista com Anne Gregory, directora do Centre for Public Relations Studies da Leeds Metropolitan University.

 

Foi uma “conferência” interessante na qual a oradora abordou os desafios das PR tendo em conta o panorama económico europeu. Iniciou por realçar que vivemos num período repleto de desafios políticos e económicos, consequência de uma crise iniciada pelo colapso dos Lehman Brothers, facto que se traduziu nas dificuldades financeiras que se fizeram (e fazem, acrescento) sentir na banca por toda a Europa. Por sua vez, os países europeus enfrentam problemas financeiros que conduzem à crise política e toda esta bola de neve se transforma em avalanche e abre portas para a crise social em que a Europa está mergulhada.

 

Certo é que, afirmou Anne Gregory, as oportunidades que existiram outrora não estão disponíveis para a geração de hoje. E realçou que como consequência dos “desperdícios”, hoje “vamos ter de trabalhar até mais tarde, mais velhos, enquanto os mais novos desesperam à procura de emprego”. “É ridículo!”, sublinhou.

 

Segundo esta oradora, a comunicação está no centro de todas as soluções que são necessárias realizar com um último objectivo: a união de interesses. E enunciou quatro factores condutores a ter em conta: time compression (o conhecimento adquirido na última década foi largamento superior ao conseguido no último século); complexidade (o conhecimento dos assuntos aumenta necessariamente a sua complexidade, a tudo está inter-relacionado e a própria tecnologia leva a decisões políticas e dentro das ameaças existentes a mais temida pelos Governos é o ciberterrorismo); a interdependência da aldeia global; o contexto. “Nenhum Governo isolado pode lidar com todos estes factores. Mas há que pensar que a união faz a força”, afirmou Anne Gregory apelando ao desenvolvimento daquilo que denominou de “responsabilidade global”.

 

A convidada da APCE defendeu que tudo aquilo que uma organização faz é comunicação com os seus públicos-alvo e sublinhou que a reputação “é uma forma de medição do desempenho organizacional, à semelhança das PR”.

 

Anna Gregory disse algo curioso: “Um novo conceito de gestão das organizações é definido pela comunicação.” E dentro daquilo que considera ser as good communications (éticas e efectivas) salientou quatro atributos:

 

  1. Marca: a importância dos valores e da missão e a forma como a organização as operacionaliza dão o significado à marca.
  2. Liderança: objectivos e visão organizacional, tendo em atenção que, disse, “a tomada de decisão deve ser feita na base de uma organização e não no topo”. Além disso, referiu ser imperativo que haja um alinhamento entre os valores da marca na organização e a realidade, para que os colaboradores conheçam e partilhem da visão da organização.
  3. A comunicação como uma competência essencial (enquanto membros de uma organização todos somos seus comunicadores, somos os representantes do seu sistema).
  4. Planeamento (estratégia, planeamento, execução, aferição de resultados).

 

Depois de apresentar os quatro níveis de contribuição para a comunicação (sociedade, corporativo, stakeholders e funcional) Anne Gregory salientou que o ROI em termos de comunicação deve ser a avaliação equilibrada entre os factores reputação, relacional e cultural. “O valor de uma organização não é financeira”, afirmou.

 

Após a apresentação houve um período para perguntas e respostas, das quais destaco duas situações.

 

Estar ou não presente nas redes sociais. Anne Gregory acredita que é melhor estar e participar. Na sua opinião “uma organização beneficia da sua presença nas redes sociais ao conseguir concentrar e «controlar» a informação num sítio dedicado, ao invés de ter informação dispersa nos social media sem qualquer tipo de controle”. Além disso, acrescentou que a presença nos social media é uma mais-valia para as organizações dado que esta tem acesso fácil à percepção que os seus públicos-alvo/stakeholders têm sobre si.

 

A outra situação diz respeito à reputação de uma organização que é, atrevo-me a dizer, mal-amada por muita gente. Como mudar este cenário? Como melhorar a sua reputação? Segundo Anne Gregory a resposta é flexibilidade. “Os colaboradores podem ser assertivos no trabalho que realizam, mas têm de ser formados para serem flexíveis. Em cinco casos podem «perdoar» três e não podem esquecer que comunicam a organização.” Afinal, é uma questão de flexibilidade.

 

Deixo aqui este meu contributo, mas reconheço que falta alguma informação. Por isso, agradeço a quem esteve presente que a acrescente e que critique algo que, eventualmente, aqui reportei de forma menos correcta.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:04
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Terça-feira, 1 de Março de 2011

Word of Mouth - Luís Spencer Freitas

 

Microblogging – o irmão dos Blogs

 

por: Luís Spencer Freitas

Web Strategist @ The Grand Union Portugal

 

Confesso ter um gozo pessoal quando leio sobre a morte dos meios. Os anúncios da morte da Televisão, da Imprensa, enfim, dos meios intitulados “tradicionais” são sempre fascinantes, pois lembram-me sempre os senhores de gabardine e cabelo despenteado no meio de Nova Iorque que anunciam a aproximação do fim do Mundo. Existe uma necessidade de filtragem nos meios que diga à Sociedade que devem parar de olhar para um meio e prestar atenção ao novo. Por várias vezes eu abordei o tema da Imprensa e da literatura em geral à luz destes alarmismos – e repito o que disse sempre: nenhum meio está a morrer, estão simplesmente a evoluir.

 

Recentemente cruzei-me com um destes casos – o anúncio da morte dos Blogs. Desde 2008 que surgem os cavaleiros do Apocalipse do Blogging que indicam que, com o surgimento do microblogging e das redes sociais em geral, os blogs perderam a sua importância e relevância. Neste caso especifico, estou a falar de uma instituição de renome, o New York Times. Apesar de não assumir, a meu ver, uma posição absoluta quanto a esta afirmação, existe uma certa aura de “DANGER DANGER” para os blogs. Se olharmos para dados dos Estados Unidos, sabemos que as visitas do Blogger, serviço de blogging da Google, teve menos visitas em Dezembro do que no período homologo no ano anterior em cerca de 2%. No entanto, globalmente cresceram 9%. Da mesma forma, services mais flexiveis como o Wordpress não sofreram mudanças significativas ao seu crescimento – talvez por terem sabido integrar as ferramentas sociais com perícia e ainda a própria natureza dos bloggers presentes em cada uma das plataformas.

 

Os Blogs e as plataformas de microblogging – entendam-se Twitter e Facebook, que não se limitando a microblogging, são entendidas por muitos enquanto concorrentes directos dos Blogs – servem propósitos claramente diferentes. Existe uma migração efectiva de alguns bloggers para as redes sociais pelas razões mais óbvias – é mais fácil ter leitores do que andar a recrutar pela Web fora, não requer o mesmo tipo de investimento de tempo e é, muitas vezes, mais sustentável ao nível de trabalhar temáticas (shares automáticos de feeds de outros utilizadores). No entanto, sou da mesma opinião que a Elisa Page, dona do blog Blog Her - quando indica que os serviços de microblogging não permitem a exploração de um tema de forma tão aprofundada e complexa que, por norma, encontramos nos blogs. Poderá haver quem argumente contra isto referindo as zonas de notas no Facebook, mas na realidade, sabemos que não são utilizadas nem percebidas pelas maioria dos utilizadores enquanto zonas de aprofundamento de temas que não podem sobreviver no curto espaço de um Post.

 

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 16:34
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

web trends: marcar na agenda

A apresentação do livro Web Trends - 10 cases made in web 2.0, uma iniciativa da comunicarte, em Lisboa está marcada para dia 3 de Fevereiro, às 18h30, no El Corte Inglés.

 

Tive a honra e o prazer de ser um dos convidados a participar, pelo que deixo os meus agradecimentos à Ana Sofia Gomes, bem como os merecidos desejos de sucesso.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:30
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial III)

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

3. A Comunicação Integrada e o Consultor de Comunicação

 

Após a exposição sobre a comunicação de e das Massas e o surgimento das Redes Sociais apresentando os factos que levam ao desaparecimento do assessor de imprensa tradicional e seguindo a velha máxima de “Rei morto, Rei posto”, convém esclarecer como se resolve a lacuna.

 

As redes sociais provocaram tamanha revolução na comunicação que podemos dividir o tempo comunicacional em duas eras: aRS (antes das Redes Sociais) e dRS (depois das Redes Sociais).

 

Na primeira o assessor de imprensa tradicional reinava. Na segunda ele desapareceu para dar lugar ao Consultor de Comunicação numa lógica de comunicação integrada. A nota informativa, a conferência de imprensa, a criação e manutenção dos diferentes instrumentos de comunicação digital da instituição (facebook, twitter, youtube, site institucional, etc.), as campanhas de publicidade e o marketing, a comunicação interna, a monitorização de todos os meios, as relações públicas, entre outras valências passam a estar integradas numa mesma filosofia de comunicação que não pode, em nome do seu sucesso, ser vista/criada/pensada de forma separada. Ora, por muito bom que seja nenhum ser humano o pode fazer sozinho. Ninguém consegue dominar tantas e tão diversificadas matérias a solo. Simultaneamente, o papel de proximidade entre o assessor de imprensa tradicional e o assessorado não se pode perder.

 

Por isso, hoje, o Consultor de Comunicação e as empresas do ramo são fundamentais para toda a comunicação da instituição, do cliente. Dotadas de vários especialistas nos diferentes “braços” elas substituem o velho assessor de imprensa tradicional através da figura do “consultor de comunicação” que mais não é do que o cérebro deste corpo que, no seu conjunto, vai permitir o correcto funcionamento de toda a comunicação agora perfeitamente integrada e composta por vários elementos especializados nos diferentes meios.

 

A necessidade de transformar a filosofia de comunicação das instituições no âmbito desta verdadeira revolução, passando a prioridade comunicacional de um só sentido (Instituição – OCS – Público) para uma comunicação múltipla (Instituição – Público; Instituição – OCS; Público – Instituição) vai obrigar a implementar esta nova lógica comunicacional empresarial de duplo sentido (Consultor/Empresa). Hoje, a instituição comunica para o seu público através das redes sociais e das campanhas publicitárias independentemente dos tradicionais media (que continuam a ser fundamentais mas que deixaram de ser “o único” meio) e é aqui que reside a mudança.

 

De repente…tudo mudou.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:31
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

vida e morte do Assessor, mais uma acha para a fogueira

Eis mais uma reflexão sobre o assunto com que o Fernando Moreira de Sá fez take over aqui ao poleiro. Desta vez o Luis Spencer Freitas no seu O Segundo Que Passou.

 

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:21
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Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial II)

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

2. Do Pombo-correio ao Twitter – As Redes Sociais

 

Se no primeiro post escrevi sobre a diferença entre a comunicação de massas e das massas focando a mudança que tal provocou no papel do assessor de imprensa, desta feita são as “Redes Sociais” a provocar uma alteração profunda. É a segunda parte da trilogia.

 

Quando em 1999 surge o blogger, em 2004 o facebook e em 2006 o twitter, o assessor de imprensa tradicional começou a ver a vida a andar para trás e a tornar-se, rapidamente, uma espécie em vias de extinção.

 

Num século passamos do Pombo-correio da Reuters para o passarinho do Twitter e boa parte dos responsáveis de inúmeras instituições ainda nem se aperceberam da mudança – olham pela janela do seu escritório e julgam que as mensagens que a filha envia ao namorado voam na pata daquele pombo que acabou agora de passar. Hoje, quase cinco milhões de portugueses têm acesso à internet passando cerca de 15 horas por semana a navegar e 42% consideram a internet imprescindível (apenas 34% consideram da mesma forma a televisão)*. Segundo dados da Netscope de Julho de 2010, o número de visitas diárias a blogues do Sapo é superior ao número diário de circulação paga dos principais jornais diários portugueses. O caso do Facebook é tão flagrante e esmagador que nem vale a pena atirar com os números.

 

Volto a questionar: perante este cenário para que serve o assessor de imprensa tradicional? Melhor dito, será que uma qualquer instituição para comunicar com o seu público-alvo vai enviar um press? Uma nota informativa? Convocar uma conferência de imprensa? Levar meia dúzia de jornalistas a jantar? Organizar um curso de formação intensiva aos seus colaboradores sobre escrita jornalística?

 

Já sei, num ápice e seguindo uma velha tradição de incompetência muito nossa, a instituição vai contratar um expert em informática para lhe criar uma página no facebook, um blog corporativo e um site todo catita, daqueles que são actualizados quando o Rei faz anos. A seguir, pede ao assessor de imprensa que convoque os senhores jornalistas para mais uma maravilhosa conferência dos sentados explicando que criou umas coisas engraçadas na internet e já está preparada para este novo mundo das redes sociais. Ao estilo daqueles projectos digitais apoiados por fundos comunitários que foram criados como cogumelos no nosso país e que, depois de tudo bem espremido, o resultado foi: sites sempre desactualizados e nada “user-friendly”, incapacidade de criação de múltiplos espaços wi-fi de acesso gratuito, bases de dados criadas nessa altura e que nunca mais foram actualizadas e aquisição maciça de material informático rapidamente obsoleto. Em suma, amadores a tratar de coisas sérias com o dinheiro dos outros. Portugal no seu melhor.

 

Foi aqui, entre 1999 e 2006 (do nascimento do Blogger ao Twitter) que o assessor de imprensa tradicional começou a definhar. A sua função foi ultrapassada pelos acontecimentos. Em suma, morreu. Mesmo sabendo que persistem alguns. A extinção das espécies nunca é instantânea.

 

Porém, parte substancial do seu trabalho continua a ter de ser feito. Como? Quem?

 

(continua… amanhã)

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:16
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial)

 

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

Depois de uma discussão de facebook que passou para os blogues (aqui, aquiaqui e aqui ) nada como continuar o debate sobre o tema aqui no PiaR.

 

Um título tenebroso (e o que dizer de dividir a coisa em três partes? Um verdadeiro “The Texas Chainsaw Massacre”) para um tema delicado.

Vou procurar explicar dividindo em três posts aqui no PiaR (graças à amabilidade do Rodrigo): Da Comunicação de Massas à Comunicação das Massas; Do Pombo-correio ao Twitter – as Redes Sociais; A Comunicação Integrada e o Consultor de Comunicação.

 

 

1.Comunicação de Massas vs Comunicação das Massas

 

Os primeiros assessores de imprensa surgem da necessidade de intermediação entre as instituições e os diferentes órgãos de comunicação social de molde a que as primeiras consigam, através das segundas, chegar às massas.

 

Eram tempos de vias de sentido único: Instituição – OCS – Público. Os leitores/ouvintes/espectadores liam/ouviam/viam aquilo que os diferentes órgãos de comunicação social transmitiam. Os Assessores de Imprensa serviam de elo entre o seu cliente e o OCS. As mensagens transmitidas pelas diferentes instituições passaram a adoptar uma linguagem jornalística e o assessor procurava ser uma espécie de nanny. Ainda hoje, em inúmeras instituições, olham para o assessor de imprensa como aquele tipo(a) que vão contratar para “colocar” notícias, apaparicar os jornalistas e, eterno desejo secreto, evitar as más notícias. Acreditando piamente que todos os jornalistas são parvos. Enfim.

 

De repente, tudo muda. As massas ganham poder comunicacional próprio e os OCS deixam de ser o único veículo de transmissão de informação. A “Era Digital” transforma a comunicação de massas em comunicação das massas – o recente caso “Ensitel vs Maria João Nogueira” é disso um bom exemplo:

 

No tempo da “Comunicação de Massas” a Maria João até podia enviar uma “carta do leitor” a contar o seu caso com a Ensitel e, com alguma sorte, a cartita lá seria publicada. Até podia colocar um anúncio de jornal e a coisa duraria um, dois dias com muita sorte e talvez algumas centenas de pessoas tropeçassem no assunto.

 

Neste tempo da “Comunicação das Massas” a Maria João publicou um post no seu blogue, alguns milhares leram e chegou aos ouvidos da empresa em causa. Esta, pensando que ainda vivia nos primórdios da “Comunicação de Massas” utiliza o músculo e processa judicialmente a blogger. Resultado? Um verdadeiro fim do mundo para a Ensitel com a blogosfera e as redes sociais solidárias com a Maria João e milhares, muitos milhares, de consumidores a pintar de negro as cores da empresa. Esta recuou e agora vai procurar, naturalmente, gerir os danos por ter acordado muito tarde para uma nova realidade.

 

O que pode fazer o Assessor de Imprensa tradicional num caso como este? Uma nota informativa? Um press release? Com que tipo de linguagem, jornalística? Para que meios? Onde está o “inimigo”?

 

Pois é, de repente…tudo mudou.

 

(continua… na segunda-feira)

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:10
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

Ensitel vs redes sociais, segundo o Expresso

 

Miguel Martins, editor de multimédia do Expresso, faz um comentário áudio, com um toque literário e interessante, ao caso Ensitel, já abordado neste poleiro pelo Rodrigo.

 

publicado por Alexandre Guerra às 23:09
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isto com jeitinho ...

… o juiz do caso decreta que a @jonasnuts tem de dar espaço direito de resposta à ensitel e institucionaliza os blogs como Media.

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:39
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ensithell

Depois disto, tanto que poderia ainda ser dito sobre a novela Ensitel, mas quando já outros o disseram, mais vale linkar.

 

Ensitel e o pesadelo das redes sociais da Alda Telles

 

Ensitel (The Streisand Effect) do Pedro Aniceto

 

Ensitel vira assunto do dia nas redes sociais...pelas piores razões da Daniela Espírito Santo

 

Notas sobre o caso Ensitel do Hugo Silva

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:05
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número errado, só pode! (actualizado)

Imaginem uma empresa que se depara com uma crítica de uma cliente  na social media e em vez de ligar para a Agência / Consultora de Comunicação liga para o Escritório de Advogados … conseguem imaginar? O que será que acontece? Eu, assim de repente diria: uma crise em escalada! Ora pois!

 

Não precisam de imaginar mais, comecem por ler este post e depois deliciem-se.

 

No momento que escrevo este post a dita empresa é bem capaz de estar como trending topic no twitter.

 

adenda: olho de manhã para o twitter e o assunto continua a dar que falar. Que falar e mais! Já existe vídeo sobre esta "novela". Ora vejam ... (tirado daqui)

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 01:04
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