O Alexandre não gostou do Scandal. Eu a cada episódio gosto mais. Por muito "folclore de cinema" que exista na realização, para quem trabalha em PR é uma série imperdível. Um follower mais atento consegue descortinar ali apontamentos muito interessantes. Por isso gostei de ler este artigo onde são enumeradas 6 lições retiradas da série. Gosto particularmente da 2 e da 4. Let's go gladiators.

Gosto quando leio um artigo/post e chego ao fim a pensar "é mesmo isto!". Foi o que aconteceu ao ler este "Three Ways a PR Firm Can Help You". Recomendo a leitura. E recomendo a partilha, aos profissionais do sector mas também (e em especial) com quem está em funções de gestão de entidades, sejam estas de que âmbito forem, porque como aqui disse: tudo e todos precisam de trabalhar a comunicação.



“Pioneiro da indústria” das public relations. Foi desta forma que a PRWeek se referiu a Dan Edelman, que morreu esta Terça-feira com 92 anos, depois de ter dedicado grande parte da sua vida à credibilização e à inovação de um sector que ganhou notoriedade sobretudo nas últimas décadas.
Homem do jornalismo e da comunicação em geral, Dan Edelman viria a fundar a Edelman no ano de 1952, em Chicago, sendo um dos primeiros homens a perceber as virtudes do conceito de “engagement” entre jornalistas e as empresas/produtos.
Em apenas poucos anos, Dan começou a construir uma empresa que tinha características muito próprias e que a iriam distinguir de outras agências de public relations.
A par da inovação nos conceitos e nos métodos, talvez a principal característica de que Dan Edelman mais se orgulharia seria o carácter familiar da empresa. Aliás, este foi um lema que a Edelman sempre presou e fez questão de enaltecer.
Essa lógica familiar, incutida por Dan, vai muito além da presença dos vários familiares Edelman nas estruturas da empresa, reflectindo-se também no próprio posicionamento independente no mercado internacional. Aliás, a Edelman, que em Portugal é representada pela sua afiliada GCI, orgulha-se de ser a maior consultora privada e independente de public relations do mundo.
Uma das grandes virtudes de Dan Edelman foi a sua resiliência e capacidade de enfrentar e superar desafios, mantendo ao longo dos anos uma constante inovação de conceitos, paradigmas, abordagens e metodologias.
Como se pode ler no texto de homenagem da empresa, Dan estava sempre preparado para o próximo desafio e foi essa capacidade de antecipação que lhe permitiu ser pioneiro na área das públic relations.
Mais uma vez faço o exercício de percorrer cronologicamente os posts do PiaR e fazer uma resenha do ano que finda. Ora vamos a isto.

Os oráculos das televisões somaram gralhas e mais gralhas. Quem não se lembra do “Car(v)alho da Silva” ou do “Paços Coelho”? E até do “Passos de Ferreira”.
As redes sociais, em especial o facebook, se assumiram como muros de lamentações e indignações. Sofreram (e sofrem) com isso várias marcas, diversos políticos, mas também outras pessoas.
Os media enganaram-se, confundiram-se e foram enganados. E 2012 foi o ano em que ficou “institucionalizada” a crise nos media e eventuais consequências e soluções. Exemplos aqui, aqui e aqui. E quando se analisa o sector, analisa-se a profissão.
Foi comemorado o primeiro Dia Mundial da Rádio. Um meio que parece ser aquele que melhor vai resistindo à crise dos media. E 2012 teve um momento de mudança do panorama nacional.
Os PR After Work, embora com menor cadência, mantiveram-se em agenda.
Através do Word-of-mouth continuámos a dar palco à opinião dos profissionais.
Casamentos no sector eram esperados, divórcios nem por isso.
O plantel aqui do poleiro produziu menos posts que em anos anteriores, mas não deixaram de andar agitados. Uns a darem palestras aqui ou ali, … ou a acompanhar eventos, como o Verge. E não se pode esquecer o papel central da Virginia na organização do Upload Lisboa.
Na comunicação política os olhares viraram-se para França e, claro, Estados Unidos. Até para Angola, embora menos.
A PRWeek voltou a olhar para Portugal.
O PiaR festejou 4 anos a piar.
O sector da comunicação foi também alvo de análise nos media.
Sim, muito mais aconteceu. Muito mais haveria para recordar. Para isso mesmo é que temos ali o Arquivo na barra da direita --»
E para além do arquivo do poleiro faço um rewind à memória e chego à conclusão que este ano o PiaR deixou passar diversos temas em branco. Este plantel tem que voltar a ganhar energias.
ah! E o mundo não acabou.
O Alexandre acha que Scandal é “escandalosamente mau”.
Percebo esta opinião pois ele confessa que só viu 10 minutos do primeiro episódio.
O inicio não foi grande coisa. aquele diálogo inicial a uma velocidade vertiginosa foi tudo menos natural. Ficou-se logo com uma percepção demasiado hollywoodesca da série.
Mas o Alexandre devia ter visto o episódio até ao fim.
Estou certo que Scandal não irá prender os profissionais da comunicação de forma tão emocional como acontecia com Mad Men, mas há ali conteúdo que vale a pena seguir.
Também é verdade que foi criada uma expectativa enorme e agora é preciso entrar na lógica do “dar desconto”.
Os gladiators in suits não são uma PR Agency convencional. São fixers, logo aquilo que mais veremos será aproximado de crisis management, com public affairs e media relations como ferramentas a utilizar quando necessárias. E no primeiro episódio foi isso que se viu, para além dos 10 minutos. E é isso que é interessante assistir nesta série.
Pelo que vi não posso concordar com o Alexandre. Scandal está longe de “escandalosamente mau”. Com os próximos episódios veremos se é série para me agarrar religiosamente ao ecrã.

Nos últimos anos dedicámos muita da nossa atenção televisiva à série Mad Men. Embora retratasse a vida numa agência de publicidade, nos loucos anos 60, havia muito que nos inspirava e prendia aos episódios.
Agora chegou a nossa vez de ter nos canais nacionais uma série inspirada no “lado negro” da comunicação. Scandal! Venham eles.
depois de ter que acompanhar à distância a edição de 2012 que decorreu na Austrália, em 2014 o WPRF terá lugar em Madrid.
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