Sábado, 9 de Agosto de 2014

Quem não tem cão ...

Acabado de ler o caderno principal do Expresso, certamente derivado de defeito profissional, o que mais se destaca são dois comunicados publicados enquanto publicidade. Comunicados pagos. Cada qual em página inteira.

Um da Associação Portuguesa de Casinos e outro do Automóvel Club de Portugal.

Quem não tem cão, caça com gato??

Au au au auuuu

publicado por Rodrigo Saraiva às 19:41
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Terça-feira, 6 de Maio de 2014

O que há de bom nessa profissão?

"Relações Públicas" é uma das profissões mais stressantes (partilhado aqui) que existe... Relações públicas é uma das profissões que mais engorda, segundo um artigo da Forbes (aqui).

 

Digam-me um segredo... O que há de bom nessa profissão?

 

 

publicado por Virginia Coutinho às 17:43
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014

vida dura a de PR

Via Alda Telles no facebook, mais um divertido e pertinente link sobre a vida de um Public Relations.

São 24 situações. Peguem numa folha e contem aquelas em que se vão rever.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:15
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Segunda-feira, 17 de Março de 2014

"Never hire a PR firm"

Através do downshifting deparei-me com a “novela” em que Mark Cuban se envolveu com a indústria das Public Relations.

Numa prepotente aleivosia este empreendedor tubarão (sim, sou fã do Shark Tank) considera que é um gasto de dinheiro e tempo uma startup contratar uma agência defendendo, de forma simplista, que devem fazer contactos directos. Podia contrariar isto dizendo que uma PR Agency faz mais do que media relations ou tentando explicar que nem todos nascem com dotes comunicacionais e de interacção, mas o Miguel já defendeu bem o ponto de vista. Resta-me só deixar a nota que tendo em conta que a principal razão de Cuban é o gasto de dinheiro, pois as agências são caras e as startups não nadam em dinheiro, parece-me que em Portugal, tendo em conta o que muitos praticam, ao contrário do que pregam, o tubarão empreendedor teria opinião diferente.

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:08
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

“The godfather of modern PR”

Inspirados nos Founding Fathers dos Estados Unidos da América, outras lógicas sociais destacam um conjunto de individualidades por terem sido pioneiros e deixado relevante legado. E as Public Relations não escapam a essa celebração. Há por isso um conjunto de nomes que são incontornáveis, sendo ou não coetâneos. Edward Bernays, Ivy Lee, Moss Kendrix ou Carl Byoir, mas também aqueles que deixaram o seu nome timbrado nas grandes consultoras mundiais como Dan Edelman, John Wiley Hill ou Harold Burson, são nomes incontornáveis das Public Relations.

Pelo que disseram, fizeram ou escreveram, temos muito a apreender e aprender com eles.

Por isso fica a partilha para um fantástico artigo da PR Week sobre aquele que designam como “The godfather of modern PR”. Um artigo onde haveria muito para destacar, pelo que deixo apenas aqui esta passagem: "I think PR has two components; behaviour and communications. You can have the best communications in the world but if you don’t live up to the promise you will not reach the objectives of your campaign or programme."

publicado por Rodrigo Saraiva às 23:33
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

Public Relations no UK ... radiografia 2013

Mais um excelente trabalho da PR Week numa radiografia à indústria de Public Relations no Reino Unido. Quanto vale, quantos são e muitas outras conclusões. A nós resta-nos olhar, esmiuçar, analisar e comparar. Com tempo, pois visto na diagonal a conclusão parece ir de encontro à percepção. Temos muito que trabalhar. Muito para construir. Individual e, principalmente, colectivamente. E aqui é que as dúvidas surgem.

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:28
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

what is PR?

daqui.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:02
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

a mais antiga profissão do mundo?

a evolução das Public Relations e outras visões sobre uma profissão bem antiga.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 08:41
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

é isso ... e muito mais ...



publicado por Rodrigo Saraiva às 09:36
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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014

brand journalism ...

Nos tempos actuais, com o permanente desenvolvimento das plataformas digitais, onde a velocidade da informação é cada vez maior, ou seja, mais curta e onde todos os investimentos são bem ponderados, o jornalismo enfrenta grandes desafios. Mas não é só o jornalismo, nem o mundo dos media, que deve estar atento às novas dinâmicas. Até os que desenvolvem a sua profissão no mundo das PR devem estar bem atentos. Vejam este caso da Chrysler e boas reflexões.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:25
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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

cá como/e lá

Interessante e pertinente post da Alda Telles sobre a história das Relações Públicas no Brasil e Portugal. Com apontamentos actuais e históricos que são sempre bom recordar.

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:20
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

enquanto o Scandal não regressa ...

Não é a primeira vez e estou certo que não será a última, mas já não falávamos de Scandal há alguns meses.

Estava eu nas minhas navegações e deparo-me com um interessante post que elenca a opinião de diversas profissionais americanas sobre a série.

Arik Hanson começou a ver recentemente a série e deparou-se com a questão se Scandal estaria a representar bem a indústria das Public Relations? Entendendo que ainda não tinha visto o suficiente para justas conclusões, socorreu-se de colegas que afirmam acompanhar religiosamente a série. Opiniões diversas e interessantes. Ide ler. Enquanto a série não regressa há sempre forma de manter a chama acesa.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:26
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Sem as ferramentas certas não há boa comunicação

Quantas vezes um consultor de comunicação, no quotidiano da sua profissão, se terá confrontado com altos responsáveis pela gestão de uma empresa ou de uma organização desprovidos dos princípios mais elementares da comunicação? Provavelmente, algumas… Mais do que as que seriam desejáveis.

 

E é por isso que o mais recente livro de J. Martins Lampreia, “Ferramentas de Comunicação para Gestores”, pode ser uma grande ajuda para esses profissionais, porque de forma muito objectiva e concisa proporciona um conhecimento sistematizado dos princípios e das normas da comunicação institucional.   

 

J. Martins Lampreia recorre à sua experiência de mais de 30 anos no sector da comunicação empresarial, sendo uma das principais referências na área do Lóbi em Portugal e na Europa, trabalhando há muito em Bruxelas junto das instituições europeias.

 

Com os temas bem arrumados em quatro capítulos – “comunicação interpessoal”, “comunicação empresarial”, “gestão de crise” e “relações institucionais e lóbi” –, o livro tem o prefácio de Pedro Luiz de Castro, também ele um homem da comunicação, com quem, aliás, o autor deste poleiro já teve o privilégio de trabalhar.

 

E a pergunta de partida não podia ser mais pertinente: “Acha mesmo que sabe comunicar?” Porque, efectivamente, e ao contrário do que muitos gestores pensam, comunicar é uma área de especialização como tantas outras que são fundamentais para o sucesso de qualquer empresa. O problema, lê-se ainda no prefácio, é que muitos gestores e decisores vêem a comunicação com uma “disciplina menor, no vasto universo empresarial, institucional ou até político”. A questão é que “a comunicação deve ser, hoje em dia, uma actividade transversal a toda a empresa”.

 

De tal forma que J. Martins Lampreia fala em “subsectores de especialização” dentro da comunicação. No entanto, é compreensível que um gestor no topo da pirâmide queira obter um conhecimento mais abrangente do processo de comunicação, sobretudo por quatro razões: para o gestor ter “um certo controlo do processo” dentro da empresa; por haver um“envolvimento cada vez maior por parte do gestor”; pelo facto da imagem da empresa ser “cada vez mais indissociável da imagem do seu responsável máximo”; e por causa da evolução dos meios de comunicação digitais, ou seja, “o responsável máximo não pode estar arredado desta tendência, sendo mesmo ‘obrigado’ a participar”.  

 

As primeiras “ferramentas” que J. Martins Lampreia apresenta são focadas para relação que o gestor tem com os seus colaboradores ou outros interlocutores. Ferramentas, por exemplo, para gerir a distância física entre pessoas, para ler a linguagem corporal, para falar em público, para fazer melhor uso das técnicas de neuromarketing, ou para, simplesmente, tirar o melhor partido de reuniões.

 

Já no campo da comunicação empresarial, J. Martins Lampreia avança com noções que devem ser dominadas pelos gestores, nomeadamente, ao nível da estrutura das organizações que lideram e das suas dinâmicas internas. É muito interessante ler sobre a dinâmica de relacionamento entre a comunicação interna e a esfera do endomarketing.

 

Com aquelas ferramentas apreendidas, o gestor poderá e deverá então ficar a conhecer os princípios e normas que norteiam sub-sectores da comunicação tão importantes para uma empresa, como é a “gestão de crise”, as “relações institucionais” e o “lóbi”. Porque, como escreve J. Martins Lampreia, "nos dias de hoje, qualquer pessoa com uma posição de liderança precisa não apenas de ser um bom comunicador, como também de entender toda a engrenagem e as regras básicas, que moldam o universo da comunicação".

publicado por Alexandre Guerra às 08:46
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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

ROI-te de inveja

A Alda Telles (obrigado pela referência) volta aqui a puxar por uma questão que já parece eterna. Até hoje nunca houve consenso, nunca se encontrou a "fórmula perfeita" para mensurar a actividade de Public Relations. Até quando? Será mesmo esta dificuldade eterna? Que dizem? Um dia lá se encontrará uma métrica que satisfaça marketers e deixe os comunicadores confortáveis.

 

Marketing_ROI_Cartoon.jpg

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:59
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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2014

a stressar menos ...

A Alda Telles já aqui abordou, e de forma pertinente, o estudo anual da CareerCast. Este ano os profissionais de PR são classificados como a 6ª profissão mais stressante. Tentando sempre ver as coisas de forma positiva note-se que o ano passado o lugar era o 5º. Mas a Alda questiona se não será por haver menos trabalho? Será? A ser, então fiquemos preocupados, pois em 2011 o nosso lugar do ranking do stress era no pódio, mais exactamente o 2º.

Vida dura esta. A chatice é quando se gosta do que se faz.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:44
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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

2013 foi o ano em que …

E chega o momento do ano em que são feitos balanços, listas e afins. Aqui no PiaR temos mantido a tradição de fazer um post de resumo do ano. Um post que tem como base o próprio PiaR e aquilo que aqui fomos postando e falando. Infelizmente 2013 não foi dos anos mais produtivos, pelo que este resumo pecará certamente por ausências. Mesmo assim, embora curta, ainda nos leva numa interessante viagem pelo ano que agora finda. E serve também para que possamos fazer um balanço ao poleiro e, considerando que não há a vontade de o fechar, tomar algumas decisões para que em 2014 tenhamos mais tempo e disponibilidade, mais energia, mais conteúdos, mais partilhas.

 

Faleceu Dan Edelman, uma figura incontornável das PR. Daqueles que daqui a muitos anos continuará a ser falado e recordado.

 

Garrett McNamara (re)colocou mediaticamente Portugal, especificamente a Nazaré, no mapa mundo ao surfar uma onda gigante.

 

O Sporting esteve fortemente presente no palco mediático, começando pela negativa, passando por umas eleições e terminando com elevada moral.

 

A “crise” manteve-se em permanência na espuma mediática.

 

As manifestações e protestos quase que incidiram na base diária, correndo o risco da banalização, enquanto ferramenta de comunicação.

 

O Alexandre Guerra continua sem perfil no facebook.

 

Muitos media insistem na resistência azabumbada de evitar menção a marcas quando a notícia é positiva.

 

A APECOM elegeu novos órgãos sociais, logo novo Presidente, em Março e no final do ano já se fez notar mediaticamente.

 

Através de algumas campanhas, em especial a Real Beauty da DOVE, o mundo voltou a dar atenção à criatividade dos portugueses.

 

Os comunicadores passaram a ter a sua novela, através de Scandal.

 

Foi feito, em Maio, apenas um PR After Work.

 

Ano de Autárquicas, com várias agências a terem meses de muito trabalho. E a Virgínia a seduzir-se pela comunicação política.

 

O Lóbi foi tema de debate na Assembleia da República. Curiosamente no dia em que a palavra “irrevogável” entrou no léxico político nacional.

 

O mundo do marketing assistiu à mega-fusão entre Publicis e Omnicom.

 

Portugal descobriu que tinha um Lorenzo e se por alguns momentos se achou que o espaço mediático era apenas nas revistas cor-de-rosa a TVI deu-lhe prime-time informativo.

 

O mundo descobriu um Papa Comunicador.

 

A WPP lançou mais uma PR Agency em Portugal, a YR PR, ficando afiliada da Burson-Marsteller.

 

O Renato Póvoas lançou mais um livro – Comunicadores de Excelência, desta vez a reunir casos de estudo de diversas empresas.

 

O PiaR foi conseguindo acompanhar alguns eventos, como o World Business Forum em Milão e o Eurobest em Lisboa.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:45
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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

Há quem seja prescindível

Recordando o que aqui o Alexandre escreveu e as notícias dos últimos dias … O sector da Comunicação (do Conselho em Comunicação, das PR) em Portugal tem sofrido, como quase todos os sectores de actividade, com a crise e os inerentes desinvestimentos, quer por falta de budget como de confiança. Mas tem também sofrido por culpa própria, por nunca se ter valorizado. Nem todos são culpados deste factor, mas há muitos players que têm dado o seu permanente contributo. E alguns com o descaramento e desplante de seguirem a máxima de "faz o que eu digo, não o que eu faço". Infelizmente continuamos a assistir a posturas destas. E mais grave se torna quando num momento em que podia ser dado um forte sinal de valorização alguns optam por não o fazer, não contribuindo para a valorização do todo e, por miopia, não se valorizarem a si próprios e às suas organizações e por consequência aos seus profissionais.

publicado por Rodrigo Saraiva às 18:32
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

A galeria dos imprescindíveis

São várias as histórias desprestigiantes que vão chegando ao autor deste poleiro sobre os contornos caricatos de alguns concursos (públicos e privados) para a contratação de consultoras de comunicação. Luís Paixão Martins conta aqui mais uma dessas histórias mortais para o sector das Public Relations

 

De um lado estão as "gentes" das entidades contratantes -- dotadas de uma ignorância crónica e sem qualquer visão esclarecida de como funcionam as sociedades democráticas ocidentais do XXI -- que apresentam cadernos de encargos totalmente desajustados à realidade do valor do que é pedido. Mas, do outro lado, estão as agências -- muitas delas asfixiadas e desesperadas para "agarrar" qualquer conta -- a aceitar, por vezes, condições draconianas, que as empurram para o pantanoso mundo do "dumping".

 

Se isto já acontecia antes da tristemente célebre"crise", a verdade é que se acentuou nos últimos tempos de forma descarada. Descaramento esse, por exemplo, bem visível no texto que LPM assina ou no tão badalado concurso -- entretanto abortado -- lançado há uns tempos pela empresa Metro. E já antes a CP tinha feito uma "brincadeira" do género para um concurso na área da publicidade. Apenas para citar alguns casos que vieram a público.

 

Visto deste ângulo parece que  se está perante uma "pescadinha de rabo na boca": As empresas e entidades vão diminuindo os orçamentos e as agências vão aceitando o que lhes dão. Está-se, assim, perante uma situação sem solução? Não necessariamente.

 

Acima de tudo é preciso perceber que a evolução do sector das Public Relations estará sempre dependente da evolução das próprias mentalidades, e não apenas dos decisores das entidades contratantes, mas também de quem está à frente das agências.

 

Os primeiros devem perceber o valor acrescido para o seu negócio de ter um serviço profissional de consultoria de comunicação.. Como aliás, já há muitos anos perceberam a mais valia de ter uma boa consultora financeira ou jurídica (aqui os preços não se discutem nem se impõem pelas entidades contratantes, quanto muito negoceiam-se).

 

Quanto aos líderes das agências, têm que interiorizar, precisamente, a importância crescente da sua profissão no seio das organizações e não ter medo de assumir essa responsabilidade na hora das grandes decisões. E aqui é preciso ser-se arrojado e destemido para fazer valer o "conselho" do consultor em situações de incerteza, onde, por vezes, outros actores se impõe no processso de decisão, com resultados catastróficos. Quantos casos não resultaram em crise de reputação porque os decisores das empresas deram primazia a todas opiniões menos àquela que deviam ter ouvido: a do consultor de comunicação.

 

É claro que nestas coisas das mentalidades, cada um segue o seu caminho e ao seu ritmo. Mas uma coisa é certa, qualquer entidade ou empresa que queira estar ajustada às exigências das sociedades vai ter que, obrigatoriamente, fazer esse caminho... mais cedo ou mais tarde. Mas também do lado das agências há muito caminho a percorrer.

 

Acima de tudo, devem tornar-se mais exigentes e conscientes daquilo que representam para uma entidade ou empresa. Além do mais, os líderes das agências devem também perceber, de uma vez por todas, que o mais importante são os seus recursos humanos. Porque é o seu consultor que anda no "terreno" e é esse que "agarra" os clientes" (e que também os pode levar quando muda de agência).

 

O consultor, por seu lado, deve estar num processo evolutivo constante e deve aspirar a passar para a galeria dos imprescindíveis da organização para a qual fornece serviços. E será nesse momento, em que se torna imprescindível, que a empresa ou entidade contratante dos seus serviços lhe reconhecerá o seu verdadeiro valor. E a partir daí, tudo será diferente.

publicado por Alexandre Guerra às 12:54
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Domingo, 8 de Dezembro de 2013

“As PR têm de ser mais ambiciosas e puxar pelo seu lado criativo”

Auditório principal do Cinema São Jorge durante o Eurobest 2013/Foto: Eurobest

 

O PiaR esteve este ano no Festival Eurobest, que pela terceira e última vez se realizou em Lisboa, e não podia perder a oportunidade de falar com Colin Byrne, uma das grandes referências internacionais das Public Relations, com quase 30 anos de experiência, nomeadamente em Public Affairs e campanhas políticas. Byrne é CEO da Weber Shandwick para o Reino Unido e região EMEA.

 

Byrne esteve no Eurobest 2013 enquanto presidente do júri na categoria de PR e, apesar da sua preenchida agenda, aceitou de imediato o convite que o PiaR lhe fez para uma conversa bem cedo no Tivoli, no último dia de festival.

 

Por motivos de força maior [leia-se gripe], acabou por ser o Rodrigo o único privilegiado deste poleiro a falar com Byrne. E, daquilo que o Rodrigo contou, parece ter sido uma conversa imperdível… Sobretudo, porque Byrne desafia a imagem estereotipada um pouco acinzentada dos “patrões” da comunicação. A boina e o estilo cool dão-lhe um registo altamente descontraído e genuinamente interessado em estar à conversa com alguém que ele não conhecia de lado algum, de um blogue do qual nunca tinha ouvido falar.

 

Para lá do simpático convívio social entre dois profissionais da comunicação, o mais importante da conversa entre o Colin e o Rodrigo foram algumas das considerações que o CEO da Weber teceu em relação ao sector das Public Relations.

 

O PiaR deixa aqui alguns excertos dessa conversa.

 

Colin Byrne

 

Rodrigo: Alguns festivais de criatividade, como Cannes ou o Eurobest, abriram-se às PR, mas aquilo a que se assiste é que há agências de advertising a ganharem os prémios de PR. Porquê? Prémios nunca foram o nosso foco? O "problema" está na criatividade do nosso sector?

 

Colin: Temos prémios e eventos apenas dedicados às PR, como os Sabre, mas olhando para Cannes ou para o Eurobest, que têm uma outra dimensão e realidade, a Publicidade (as pessoas e agências) sempre teve o seu foco, está no coração da sua actividade, na criatividade. Agora, nos últimos anos, as PR começam a valorizar a criatividade. Por exemplo, este ano na Weber Shandwick criámos a função de Chief Criativity Officer.

 

Depois, as pessoas da Publicidade são melhores a contar as histórias das suas campanhas. É o que fazem… e fazem bons filmes.

 

O trabalho das PR é mais below the line, menos visível. O trabalho das PR é mais difícil de contar e muito dele, especialmente ao nível corporate, é confidencial e não podemos andar a falar dele. Mas as coisas estão a mudar.

 

E as agências, as pessoas da publicidade trabalham para e com o director de marketing, que são mais focados e valorizam mais os prémios. Mas as coisas estão a mudar, as PR estão a saber ocupar o território da criatividade, especialmente em digital e consumo, e há jovens acabados de tirar um curso, que há 10 anos iriam para Publicidade (ou para Jornalismo), e hoje vêm para as PR.

 

As PR devem focar-se nos festivais e prémios?

 

Claro que sim, mas não apenas pelos prémios, sobretudo pelos festivais em si mesmo. Pela realidade de partilha de conhecimento e experiências: para aprender, para estar com outras áreas e beber deste “mix” de culturas, de ideias, de mentalidades. Cannes sim. Eurobest também. Participem. Envolvam-se. As PR têm de ser mais ambiciosas e puxar pelo seu lado criativo.

 

Deixando a luta entre Publicidade e PR em festivais e prémios, como vês a luta no dia a dia?

 

A Publicidade sempre conseguiu mostrar/demonstrar melhor o seu trabalho. Sempre conseguiram demonstrar melhor os resultados. O desafio está na medição, na demonstração do ROI, e isso tem que mudar. Tem que haver mais criatividade e mais números, mais informação. Temos que aprender a trabalhar com números. É o único caminho… e em digital, que não é território de ninguém. É mesmo fulcral. Neste momento as agências de PR já contratam especialistas em research e data analysis. E se em termos corporate ainda podemos ir por outras opções, pois o trabalho é mais "silencioso", em consumo é mesmo preciso ter medição e poder demonstrar que as PR influenciam comportamentos e vendas.

 

Ao contrário da realidade anglo-saxónica, em Portugal, o sector das PR não é valorizado, como se constatou ainda há uns dias quando uma empresa, neste caso pública, lançou um concurso para a contratação de uma agência de comunicação com valores inacreditáveis para os serviços solicitados. Trata-se de um sector "personalizado", em que mesmo as grandes agências são conhecidas e escolhidas pelo seu dono.

 

A problemática custos/preços baixos é uma realidade noutros países. Infelizmente, combate-se com "concorrência" de agências pequenas, muitas de apenas uma pessoa e quando o trabalho é apenas de media relations isso é uma realidade ainda mais difícil de esconder esconder. Porém, quando envolve outras áreas, como digital, criatividade, em que é preciso uma equipa, com outras valências e mais pessoas, isso já não é bem assim e aí as grandes agências têm mais espaço de manobra de fazerem vingar a sua posição e preço e poder mostrar o seu real valor.

 

Não esquecer que o negócio das PR começou com pessoas. Edelman, Burston, Shandwick... As grandes multinacionais começaram por ser a agência “daquela” pessoa. E as agências não se podem esquecer onde e como nasceram. Isto é um negócio de pessoas. O Edelman e o Al Golin (o da Golin Harris) ainda hoje trabalham junto de clientes.

publicado por Alexandre Guerra às 17:00

editado por Rodrigo Saraiva às 21:55
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Quinta-feira, 5 de Dezembro de 2013

Os portugueses finalistas do Eurobest 2013

Radio

Categoria "Travel, Entertainment & Leisure"

Agência: Fuel Lisboa

Projecto: Pink Hollywood

 

Film

Categoria "Entertainment & Leisure"

Agência: Fuel Lisboa

Produtora: SYNC Lisbon

Projecto: Pride Heart 

 

Categoria "Fundraising & Appeals"

Agência: MSTF Partners Lisbon

Produtora: Garage Films Lisbon

Projecto: First Time

 

Design

Categoria "Stationery"

Agência: MSTF Partners Lisbon

Projecto: Tell a Story

 

Promo & Activation

Categoria "Best New Product Launch/Re-Launch/Shopper Marketing)"

Agência: O Escritório Estoril

Projecto: A Small Demonstration

publicado por Alexandre Guerra às 13:37
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