Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

sobre Public Affairs

Várias vezes deparei-me com o facto de não ser claro para algumas pessoas o que são Public Affairs. Algumas pessoas, e até percebo esse raciocínio, acham que é apenas uma designação "bonita" para substituir o Lobby, algo que em Portugal muitos evitam em falar e reconhecer, formal ou informalmente. Por razões como esta e por valorizar as Public Affairs para uma organização gostei de ler este texto que coloca as coisas na perspectiva certa. Como diz e bem o Andras Baneth «As described above, looking at the public affairs function merely as ‘lobbying’ is an oversimplification of the job description.». Fica a partilha.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 17:05
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

As forças negras ao serviço do Faraó concentradas em três letras: PLM

Tony Podesta, Bob Livingstone e Toby Moffet/The Altantic

 

Uma das notícias mais interessantes dos últimos dias para quem gosta destas coisas do lobby e das Public Affairs foi revelada pela luz que se fez sobre as movimentações em Washington de homens ao serviço da defesa dos interesses do Governo egípcio nos Estados Unidos.

  

Interesses que valem o investimento de 1,1 milhões de dólares por ano em fees de lobby a serem pagos desde 2007, ano em que o Presidente do Egipto, Hosni Mubarak, celebrou um contrato com o PLM Group – uma espécie de “Estrela da Morte”, concentrando todo o poder do Dark Side, já que reúne três das empresas mais influentes nos corredores do poder em Washington.

 

O Podesta Group foi criado em finais dos anos 80 pelos irmãos Tony e John Podesta, este último viria a afastar-se do negócio para assumir a chefia de Gabinete do Presidente Bill Clinton. Tony, num tom a fazer lembrar os filmes de gangsters, tinha como slogan: "If you want something done in Washington, DC, you go to Tony Podesta."

 

As outras duas empresas são o Livingston Group, liderado por Bob Livingstone, antigo congressista republicano, e o Moffet Group, de Toby Moffet, outro ex-congressista, neste caso democrata. Tudo gente de muito poder e bem relacionada.

 

Estas três empresas forjaram uma joint venture em 2007 e criaram o PLM Group para fazer lobby junto do Congresso para: “To facilitate approval of commercial and non-subsidized government-to-government arm sales, and to improve the terms of the aid package. PLM would also provide general, high-level strategic advice relative to the Egyptian image among American decision-makers." 

 

Estes três homens são lobistas de grande poder político em Washington, sendo Tony Podesta considerado um dos mais influentes.

 

Veja-se, por exemplo, o que estes senhores fizeram entre Janeiro e Julho de 2010:

 

“The three lobbying firms reported 366 contacts with government officials, lawmakers, congressional staff, military officials, and non-governmental organizations. The vast majority of those contacts were made with lawmakers and their staff. Lobbyists made sixty-nine contacts with sixty-one members of Congress and 179 contacts with 141 different congressional staffers."

 

Já agora, vale a pena olhar para o que os mesmos senhores tinham feito em 2008:

 

"Lobbyists for Egypt had at least 279 contacts on military issues, the bulk of which occurred when PLM Group accompanied delegations of Egyptian military officers to meet members of Congress, administration officials and representatives from defense contractors — including BAE Systems, General Dynamics, General Electric, Raytheon and Lockheed Martin. All five have done business with the Egyptian government, selling tanks, fighter jets, howitzers and radar arrays to its military."

 

O mais recente feito do PLM Group foi ter travado os esforços do poderoso senador republicado John McCain e do seu colega democrata Russ Feingold para fazer aprovar a resolução “Supporting democracy, human rights, and civil liberties in Egypt”, apresentada no Senado em Julho de 2010.

 

Uma bill que não era do agrado de Mubarak e que, segundo a imprensa americana, nunca conseguiu ser submetida a voto, consequência das inúmeras manobras de bastidores do PLM Group.

 

Lobby puro e duro e apenas ao alcance daqueles que se entregam verdadeiramente ao Dark Side.

 

Sabe-se também que o Governo egípcio, talvez por necessitar de umas apresentações em power point ou de enviar uns comunicados, contratou os serviços de Public Relations da Hill and Knowlton. Na verdade, e maldade à parte do autor destas linhas, aquela empresa foi contratada para promover a indústria das tecnologias de comunicação do Egipto.

 

Quanto ao PLM Group, segundo noticia a imprensa americana nos últimos dias, tem estado bastante activa nos corredores do poder em Washington.

 

Aviso: Documentos do Dark Side que podem perturbar leitores mais sensíveis.

 

Registos para a prática de Lobby: Podesta, Livingston e Moffet.

Contrato entre o PLM Group e o Governo egípcio.

 

publicado por Alexandre Guerra às 07:45
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010

Polivalência

Decorreu hoje, em Lisboa, o Seminário “Sustentabilidade, o Desafio para a Reputação”, numa organização do BCSD Portugal, em parceria com a Abreu Advogados, Grupo GCI e a Inspire.

 

Estava a acompanhar os tweets do Nuno Mendão (GCI), quando leio este relativo à intervenção de João Rosado Correia, Sócio da Garrigues.

 

Não estando presente não sei ao certo o enquadramento em que o advogado afirma: "Monitorizar opinião pública e as tendências legislativas são papel das sociedades advogados"!

 

Já se sabia que as sociedades de advogados têm uma política empresarial aguerrida e que não é de agora que não limitam a sua actuação à advocacia. E acho muito bem! Como qualquer outra empresa, independentemente da área de negócio. Desde que assumam e, já agora, defendam a transparência dessas mesmas actividades.

 

Estou certo que outras empresas, nomeadamente as Consultoras, de Gestão, de Comunicação e outras áreas, estão perfeitamente à vontade para uma concorrência leal.

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:58
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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

no país da diversidade

«Extensive government regulation at both a national and local level means that public affairs is a mature and sophisticated practice area in the country. It is also one of the world's most tightly regulated and transparent lobbying markets (...)»

Num país como o Canadá não seria de esperar algo diferente. Ler aqui, em mais uma viagem da PR Week.
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publicado por Rodrigo Saraiva às 15:29
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

PR, quem não precisa? III

Independentemente das avaliações à actuação do actual Governo (e anteriores) e considerações sobre se existem conteúdos que permitam recuperar a imagem de Portugal no exterior, nomeadamente junto dos mercados financeiros, para quem trabalha no sector da comunicação e acredita nas mais valias e pertinência das public relations e de algumas áreas especificas como as public affairs, a notícia que o Governo contratou uma agência, neste caso a Kreab Gavin Anderson, só pode ser vista como positiva. Daquelas que puxa o sector para cima.

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:33
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Clientes, quem não os tem ...

Há uma situação no mundo das agências / consultoras, e não apenas em Portugal, que não apresenta ter regra: o publicitar clientes (lista nos sites ou comunicado a anunciar). Não quero com isto dizer que deva existir uma qualquer norma legal ou regulamentar para definir se as agências / consultoras o devam ou não fazer, nem como. Na actualidade esta é matéria que deve ser definida por cada uma das empresas.
 

 

Mas existem alguns pontos que devem ser claros. Para as empresas que têm por regra apresentar a sua lista de clientes deve existir uma separação clara entre actuais e antigos. Só assim estão a demonstrar a realidade a quem quer ter em conta este factor aquando de uma prospecção ao mercado.
 

Outra questão é a área de actuação para a qual a agência / consultora foi contratada. Penso existir uma que não deva ser tornada pública, se a contratação for em exclusivo a este serviço, falo de Gestão de Crise. Esta opinião prende-se pelos assuntos que podem estar na génese da contratação. É o potencial de estar a “levantar a lebre” imagine-se, por exemplo, a um processo de despedimento colectivo.
 

Existe ainda outra área onde fico algo indeciso, as Public Affairs e Lobbying. Se por um lado é algo que pode contribuir, e bem, para demonstrar que este sector quer o reconhecimento da actividade, com regras de transparência bem claras, por outro temos a forma como a questão é, infelizmente, ainda vista aos olhos das pessoas.
 

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:45
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Quem não quer ser lobbyista, não lhe veste a pele

Em Portugal a atitude perante o lobbying é de enfiar a cabeça na areia ou assobiar para o lado. Em outras paragens, como é o caso actual no Reino Unido, para além do reconhecimento da actividade ser uma realidade, a discussão passa por novas regras que impliquem mais transparência. Mas não está fácil.

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:24
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Cada macaco no seu galho

A group of Lords last week proposed that peers should be banned from paid lobbying as part of a package of measures aimed at ending a culture of 'peers for hire'.
 

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:05
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque II

A notícia no Briefing.

 

O estudo na totalidade.

publicado por Rodrigo Saraiva às 18:33
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Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque

Fancy lobby receptions don't work, say Brussels politicians

 

via psicolaranja

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:03
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Lobbying in UK ... fumo branco?!

Segundo a nova Ministra Angela Smith, parece que a "novela" terminará ainda antes do Verão.

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:41
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Lobbying in UK ... mais uma voltinha

No seguimento dos posts Lobbying in UK Descubram as diferenças, ler esta notícia na PR Week UK.

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:58
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Chamem-lhe o que quiserem, mas que é preciso, isso é!

Através do 31 da Armada temos conhecimento do texto de Henrique Burnay publicado no Meia Hora.

 

Uma iniciativa de louvar e que, mais que pertinente, é urgente!

 

Chamem-lhe network, rede de influência, partilha de informação e necessidades ou outra coisa, mas que Portugal precisa de Lobby isso é certo!

 

Precisa Portugal, enquanto Estado, como precisam as pessoas, instituições e empresas.

 

Não é explicado se há uma entidade organizadora, mas se fosse o próprio Estado, através da REPER por exemplo, não viria mal ao mundo.

 

Temos interesses enquanto Estado? Sim! Então que sejam devidamente defendidos e promovidos!

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:18
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Descubram as diferenças

No seguimento deste post aconselho vivamente a leitura deste guest post - Regulating Public Affairs - de Michael Burrell, Public Affairs Practice da Edelman Europa, publicado no sixty second view de David Brain.

 

É certo e sabido que o panorama no Reino Unido é diferente, mas depois de ler o texto do Michael Burrell não ficam com uma certa sensação de "e é tudo a mesma ... coisa"!?

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:15
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

o ano que passou - 1

Desafio: colocar na agenda uma patologia!

Plano apresentado, avancemos!

Prescritores, Decisores e Influenciadores envolvidos e a fazer endorsement. Momentos e acções realizados em unidades de saúde e em locais de decisão política debatendo a temática. Encontros informais entre Prescritores e Decisores. Envolvimento de Prescritores do futuro. Artigos de opinião em vários jornais e revistas, generalistas e especialistas. Entrevistas em jornais, rádios e televisão. Fóruns em rádio e televisão. Noticias, muitas!

Desafio ganho!

Foi um prazer! Um trabalho de equipa! Parabens!

Um case study de comunicação integrada!

 

 

post publicado aqui.

 

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publicado por Rodrigo Saraiva às 12:27
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Um caminho (longo) ainda a percorrer

Em Bruxelas existem cerca de 5000 lobbystas credenciados, apenas um é português.

 

Na Conference for Public Affairs & Political Communication, a decorrer por estes dias em Bruxelas, em cerca de 100 speakers apenas um é português (calculo que seja).

 

Temos ainda um caminho longo a percorrer.

 

Sobre a conferência ficamos a aguardar as histórias do Rui, que com esta presença dá o seu contributo. 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:00
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

PR como "arma de guerra"

Já temos abordado (aqui e aqui) no PiaR a utilidade das Consultoras de Comunicação como "armas de guerra" ou o apoio que podem dar a instituições militares ou policiais.

 

Desta feita lemos, através da PR Week US, que é o exército norte americano a querer contratar uma Agência, tendo bastantes necessidades e condições:

 

«Work for the account involves a wide range of communications activities, including monitoring and analyzing Arabic and Western media; spokesperson training; and development and dissemination of TV, radio, newsprint, and Internet “information” products».

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 17:57
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Domingo, 3 de Agosto de 2008

In the navy

A edição americana da PR Week noticia que a Marinha dos Estados Unidos abriu concurso para a contratação de uma consultora de comunicação.

 

Segundo documentos da US Navy a necessidade e objectivos são:

«A “significant amount” of the work will occur outside the continental US, according to the RFP, and will include strategic counsel, media relations, community outreach, marketing, and development of information materials covering a “broad spectrum” of public affairs issues.»

 

Imaginemos uma noticia destas em Portugal ...

publicado por Rodrigo Saraiva às 00:23
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