«10 razões que demonstram que o presente e o futuro da Comunicação pertence às Relações Públicas», um pragmático e pertinente post do Renato.
O PiaR tem a honra e o prazer de anunciar os dois reforços deste poleiro.
Sem mais demoras, podem dar as boas vindas ao António Marques Mendes e à Virginia Coutinho.
As apresentações mais sérias (ou não) ficarão para os próprios nos posts de abertura. É como se fosse uma conferência de imprensa, mas sem direito a perguntas, embora tenham sempre os comentários ao vosso dispor.
Em resumo, são duas contratações que vão trazer novos pontos de vista, novas perspectivas, ao PiaR. O António que tem mais anos a virar frangos, mais experiente, e que conjuga traquejo em várias agências / consultoras com um percurso académico e a Virginia, que começa a dar os primeiros passos no percurso profissional, mas a quem reconhecemos uma capacidade empreendedora, comprovada na organização dos Encontros de Estudantes de Marketing e Comunicação e, mais recentemente, no Upload Lisboa.
Com esta chegada do António o seu on prosperity, que estava ali na barra “do métier”, passa para o “torre do tombo”.
Venham de lá essas postas! Vamos a isto!
Foi com um sushi alentejano à mesa que o PiaR assinou contrato com os dois reforços que amanhã serão apresentados.
Duas pessoas, cada qual com as suas características, que vêm reforçar o plantel bloguista deste poleiro.
Não houve necessidade de exames médicos e chegam a custo zero, o que em tempos de crise é sempre bom.
Elas estão e vão tomar conta do negócio. O aviso é do Luís Paixão Martins.

Parece que a blogosfera da Comunicação não mais será a mesma a partir do dia 15 de Outubro.
Durante uns tempos eu e o Alexandre lá nos fomos aguentando com a concorrência dos buzzófias, no que diz respeito a blogs colectivos, mas parece que vem aí artilharia de meter Respeito.
Alexandre, será que temos de reforçar fileiras?
a foto acima é tirada daqui.

O título acima, da notícia de ontem no Diário Económico, deixa-me preocupado!
Eu não gosto de fazer futurologia, mas daqui a um ano o sector arrisca-se a ter notícias a dizer que decresceu, e muito!
Eu também não sou contabilista e posso estar a ver mal a coisa, mas … se temos uma agência (Cunha Vaz & Associados) que obteve excelentes resultados, perto dos 20 milhões, estes 70 sem CV&A serão 50. Se o próprio António Cunha Vaz já referiu que as suas previsões para o mercado internacional neste ano serão cerca de 4 milhões, há um diferencial de 13. Ora retiremos estes 13 aos 70.
Alguém acredita que o restante mercado terá capacidade para compensar estes 13, de forma a que o sector se mantenha nos 70 milhões no próximo ano?
Ou está a escapar-me alguma coisa ou a visão estratégica foi de curto prazo. Curto prazo ou a velocidade da estratégia foi inimiga da razão.
Luta de classes
por: Luís Paixão Martins
Uma mão-cheia de apontamentos sobre o PR After Work e o associativismo do sector convocaram-me para esta pequena reflexão, agradecendo o acolhimento simpático do PiaR (já que atravesso período sem espaço próprio para o meu spin). E, como tirei um curso prático de marxismo pela vivência do PREC, sinto-me especialmente atraído pelo perfume de luta de classes que realça deste (“o sector não são só 30 directores de empresa”), este (“focando-se apenas nos lucros das suas empresas”) e este post (“normalmente assumidas pelos ‘donos’ das empresas”).
Sendo assim, gostaria de deixar a reflexão de um consultor transformado em administrador de uma empresa de Comunicação, aliás aquela que é, de longe, a maior empregadora do sector, procurando apresentar a minha visão sobre aqueles que são os obstáculos centrais ao desenvolvimento da nossa actividade.
Em primeiro lugar, entendo que o Conselho em Comunicação não tem o mínimo problema de notoriedade. Nos últimos anos, a notoriedade cresceu muito, em parte devido à visibilidade das nossas acções em disciplinas com maior atenção mediática, como a Comunicação Política, Comunicação Pública e Grupos de Interesses. Podemos dizer que não existe empresa, instituição, personalidade em Portugal que não recorra a serviços de Conselho em Comunicação.
Em segundo lugar, fatia importante desse crescimento de notoriedade deveu-se à propagação dos estereótipos associados à imagem do “dark side”, por muito que isso possa surpreender aqueles que julgam que somos uma espécie de meninos de coro do mundo do Marketing. É assim em todos os mercados do Mundo. Todas aquelas marcas globais a que consultoras portuguesas gostam de estar associadas (Burson-Marsteller, Hill&Knowlton, Edelman, etc., etc.) têm problemas de reputação. Sim, eu sei, é uma injustiça.
Em terceiro lugar, são os atributos de poder e influência associados à percepção das nossas marcas que muitos clientes procuram. Gosto de dizer que esses são os clientes mais sofisticados, no que à Comunicação respeita, porque são exactamente aqueles que a consideram mais crítica e, consequentemente, estão disponíveis para investir mais em Comunicação.
Quero com isto dizer que os obstáculos ao desenvolvimento do nosso sector não estão do lado da procura, estão do lado da oferta porque a nossa expansão será sempre limitada pela escassez de profissionais com formação e experiência suficientes para abraçar projectos de consultoria. Tal deve-se às características da formação universitária (muito académica, pouco virada para a relação com a prática) e à relativa juventude do próprio sector.
Neste contexto, seriam bem acolhidas estruturas associativas que visassem a melhoria da qualificação dos consultores de Comunicação, isto é, que se dedicassem ao “trabalho de casa”, numa escala que é difícil obter num sector muito pulverizado em termos empresariais, à sua informação, à vulgarização de ferramentas de trabalho.
A APECOM não serve, infelizmente, esses interesses dos operadores do mercado.
Nem serve os interesses de uma representação aos níveis social, económico e político, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com a APAP – Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade e Comunicação e, até, com a recém-criada APAME – Associação das Agências de Meios, que são reconhecidas como parceiros das indústrias dos Media e do Marketing. Pelo contrário, a APECOM parece continuar ocupada em servir apenas de palco à promoção empresarial do seu presidente.
Colegas consultores envolvidos nesta espécie de luta de classes: que fique claro que sem a melhoria da qualificação dos Consultores não teremos melhores consultoras de Comunicação. E que sem boas empresas não haverá lugar para bons (ou medíocres) consultores de comunicação. E que sem representatividade política, social e económica não receberemos acolhimento institucional. Por muitas associações que nasçam e sejam felizes.
PS: O “arrefecimento” que sentimos agora deve-se à conjuntura e não á notoriedade. Levantado o manto diáfano da fantasia a realidade é que a agregação das vendas em Portugal das consultoras mais representativas estagnou em 2009 e estou à vontade para fazer este registo porque a LPM foi uma excepção.
PS2: Será que, entre os associados da APECOM, ainda ninguém reparou que os anunciados novos prémios do sector são baptizados de “de reputação”, exactamente a proposta de valor da empresa de que o presidente da APECOM é accionista?
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