Quinta-feira, 15 de Maio de 2014

Já não há paciência

 

Para a palava maldição e para esta tendência tão portuguesa de justificar desaires próprios com a suposta intervenção de forças ocultas. Basta percorrer os olhos pelas capas dos jornais de hoje e lá salta o famigerado lugar-comum que nada explica e dá uma imagem muito pálida do nosso talento jornalístico:

«Maldição» (Record)

«Derrota na maldição dos penáltis» (Correio da Manhã)

«Beto foi maldição que chegue» (O Jogo)

«A maldição de Beto Guttman» (Jornal de Notícias)

publicado por Pedro Correia às 12:09
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Grande capa

 

 

A melhor capa do dia. Que foge aos lugares-comuns da palavra e da imagem para assinalar a conquista do 33º título nacional de futebol pelo Sport Lisboa e Benfica. Uma capa que eu gostaria de ter feito, se fosse benfiquista.

Parabéns ao jornal i: no campeonato da inovação o título é dele.

publicado por Pedro Correia às 12:12
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As mamas e as mini saias das cerimónias ligadas ao futebol e afins.

Uma pertinente reflexão de João Tocha, daqui.

 

As mamas e as mini saias das cerimónias ligadas ao futebol e afins.
Quando comecei a acompanhar as andanças do futebol reparei numa prática primária e engraçada. Sempre que havia a apresentação de uma competição, um sorteio ou uma cerimónia transmitida pelas televisões eram colocadas estrategicamente ao lado dos troféus, dos jogadores, dos palcos, dois ou quatro pares de mamas bem apertadas dentro de um vestido curto, onde as pernas e as ancas também sobressaíam. 
Há 10, 9 e 8 anos dei comigo a pensar nas diversas perspectivas e dimensão deste fenómeno promo-comunicacional.
Se o acto de comunicação era abrilhantado pelo Troféu apresentado, pelas estrelas do futebol ou pelos dirigentes que usariam da palavra qual o papel das mamas e das pernas?
Se o objectivo era passar as mensagens dos dirigentes, qual o papel das mamas e das pernas?
Se os patrocinadores queriam ver as suas marcas em evidência, qual o objectivo das mamas e das pernas?
Se o futebol ( e as diversas modalidades) e as suas estrelas influenciam comportamentos e divulgam valores sociais, quais os valores e o papel para a mulher que as marcas querem transmitir?
Sempre que fui escutado fui alterando este comportamento colocando os diversos atributos nos lugares devidos: os argumentos singulares do futebol em evidência, as marcas a valerem por si e as mamas nos lugares adequados (até por respeito a todos os intervenientes e às suas proprietárias).
Ontem, na cerimónia de entrega do Troféu na Luz, lá reparei que elas voltaram à cena. Não sei se as pessoas repararam bem na taça, nos patrocinadores, nas medalhas ou nas mamas comprimidas que as transportavam.
Sei que há práticas que se impuseram ao longo de décadas sem que as pessoas parem para pensar sobre a eficácia e ou os valores do que estão a fazer e a transmitir.
Umas leituras sobre neuropublicidade ou sobre o ruído e sobreposição de mensagens ajudaria os patrocinadores e os decoradores de cerimónias oficiais a perceberem se o que fazem é proveitoso e acrescenta algo.
Por fim, e se as mulheres estão em maioria, então comecem a meter uns gajos também, e descascados.
De qualquer modo pertenço àquela escola que aprecia belas mulheres e homens bem vestidos e onde os atributos da elegância vão sendo descobertos e realçados normalmente e não atirados para a cara das pessoas como peças de carne num talho de segunda categoria. 
A questão que coloco é se as marcas patrocinam aquele tratamento ostensivo e discriminatório da mulher? Se vendem mais produtos assim? Se a marca é mais memorizada? Se os dirigentes e as suas mensagens sobressaem mais no acto? 
A bola tem curvas e argumentos que não precisam de mais condimentos dentro das quatro linhas.

 

foto daqui

publicado por Rodrigo Saraiva às 11:53
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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

"Nunca serei verde e rubro, serei sempre azul e branco"

Os monárquicos andam cromaticamente eufóricos com o equipamento alternativo da seleção. Ao que dizem, vão lançar uma petição, que não apresentarão na AR, devido à completa irrelevância da instituição, para o transformar em equipamento principal. Na imagem um dos monárquicos que mais têm feito pela causa monárquica em Portugal, posa com o equipamento da seleção.

 

publicado por Antonio Marques Mendes às 11:12
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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

um comunicador a perder o norte

Goste-se ou não de Jorge Nuno Pinto da Costa é preciso reconhecer que, ao longo de muitos anos, um dos factores de sucesso do percurso que foi trilhado pelo FC Porto deve-se à importância dada à Comunicação. Fosse na estratégia, na escolha dos momentos, mas principalmente na utilização das características do próprio Pinto da Costa, sempre com muita mestria, nomeadamente no uso da ironia. O presidente do FC Porto sempre foi um comunicador nato, com clara noção de quem eram os seus targets e de como os queria atingir ou envolver.

O que ontem se assistiu foi a um irreconhecível Pinto da Costa, que se resume em bom português a um perder as estribeiras.

Quando um Comunicador nato perde o norte é sinal de que algo, de facto, mudou.

publicado por Rodrigo Saraiva às 00:55
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Domingo, 9 de Fevereiro de 2014

Sempre mais do mesmo

Pluralismo? Qual pluralismo? Os canais televisivos portugueses especializados em informação contínua vão-se plagiando mutuamente, concedendo cada vez mais espaço e cada vez mais tempo a um só tema. O desporto. Melhor dizendo, a uma só modalidade desportiva. O futebol. Melhor dizendo, apenas a três clubes de futebol. Benfica, Porto e Sporting.

Tudo gira em função disto. Nada sabemos do que se passa no mundo vendo estes canais. Mas sabemos tudo - mesmo tudo - do que decorre em redor de três estádios de futebol.

Não adianta mudar de canal. Porque todos mostram o mesmo. Mais do mesmo, sempre mais do mesmo, sempre mais do mesmo.

publicado por Pedro Correia às 20:08
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

separados à nascença

José Peyroteo Couceiro                          José Couceiro

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:34
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Mourinho, outra vez.

Não é a primeira vez que aqui falamos de Mourinho, um Comunicador de excelência. Hoje, 1º de Dezembro, não podia haver capa mais adequada vinda do país vizinho. Basta ver a capa abaixo e ler a introdução aqui. Um cocktail de azia e inveja com admiração e respeito. Lá está, é Mourinho. E sim, é um português de sucesso. É preciso dizer mais alguma coisa?

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 13:00
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

o Futre é que a sabe toda

60 milhões de chineses viram três golos de Ronaldo e sete do Real Madrid

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:51
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Is that hard selling?

A relação entre as marcas e o futebol é já antiga e sabida por todos. O desporto rei desperta paixões, e esse é também o objectivo primordial da maior parte das marcas.

 

Ter uma “Liga Zon Sagres” ou mesmo uma “Liga Orangina” já é algo que é encarado com normalidade, mas … e a imagem abaixo (jogo de dia 22 de Janeiro de 2011)?

Is that hard selling?

 

 

Villas-Boas

 

publicado por Virginia Coutinho às 13:00
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