Terça-feira, 19 de Outubro de 2010
uma reflexão sobre o sector

Hoje na Meios vemos a notícia de uma aquisição internacional, por parte da Lewis PR. Já recentemente tinham sido notícia duas aquisições pela Edelman, no Brasil e Holanda.

 

Pode ser um lugar comum, mas há quem na crise esteja atento às oportunidades. Serão compras a baixo custo? Talvez. Curiosamente o Alexandre neste post falava de aquisições de Consultoras nacionais, das principais, e do seu putativo fraco potencial de atracção. E estes apontamentos levam a uma reflexão sobre o sector. Daquelas análises que, de tempo a tempo, se fazem.

 

No mercado nacional temos exemplos de aquisições pelas multinacionais, em alguns casos foi a sua forma de entrada em Portugal. Outras entraram directamente e há as que estão presentes através de acordos de parceria / filiação. E estas últimas certamente em permanente monitorização e de olho no estado da arte.

 

Como bem se sabe, e nem seriam precisos rankings para esta conclusão, o sector nacional do Conselho em Comunicação é liderado por empresas nacionais. Curioso num país que nem sempre sabe defender e promover os seus. E olhando a nuestros hermanos, sempre tão prontos a cerrar fileiras, há multinacionais muito bem colocadas na liderança do sector.

 

Quase que podemos dizer que o sector da Comunicação dá lições de patriotismo. Mas será só isso? Não. O principal factor é humano. Lá está a tal questão da influência. Esta constrói-se. Ao longo do tempo. Bastaria a força de uma marca? Sim. Mas nesta actividade as marcas internacionais não são (ainda?) reconhecidas.

 

E isto é tendo por base factos concretos. Pois muitas vezes existem boatos. Recordo um de uma possível fusão entre duas das principais Consultoras nacionais para uma posterior aquisição por uma multinacional. Mas de possíveis investidas internacionais também existem notícias.

 

Pensando nestas questões não fica também ausente de análise as empresas nacionais que têm apostado na sua internacionalização. Larga maioria no universo lusófono, mas outras com diferentes apostas geográficas.



publicado por Rodrigo Saraiva às 16:22
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
o que é nacional é bom

 

A GCI (já assim era chamada mesmo com a anterior designação de Grupo GCI) anunciou um novo posicionamento, apresentando-se agora como uma consultora de Public Engagement.

 

É uma designação, uma área de actuação e objectivo, que gosto e em que acredito. Envolver / engajar os públicos, criar relações, é um dos principais objectivos da Comunicação em geral e das Public Relations em particular.

 

Como diz e bem o António Marques Mendes e o Rui Calafate reforça, este posicionamento é uma evolução. E uma evolução natural perante aquilo que o José Manuel Costa tem vindo a implementar e seguindo os exemplos da sua afiliação internacional, a Edelman.

 

No mundo actual, globalizado e “digitalizado”, estar atento ao que se passa a nível internacional é imperativo. Só assim podemos melhor evoluir. O benchmarking não deve ser apenas feito para os clientes. Mas não sou daqueles que acredita que a galinha da vizinha é sempre melhor. Pelo contrário, acredito e promovo que o nacional é bom, mesmo que tenha nas suas origens um exemplo internacional!

 

Recentemente fui orador numa conferência sobre “O Poder da Comunicação” e na apresentação que levei referi que agora era moda dar sempre exemplos com Barack Obama, pelo que não o faria e apresentaria exemplos nacionais. Exactamente porque acredito que o que é nacional é bom, como acima referi.

 

Admiro Barack Obama enquanto comunicador e a forma como a sua campanha soube aproveitar e potencializar as novas formas de relacionamento, as plataformas na internet, as redes sociais. Mas Barack Obama não inventou. Evoluiu, adaptou e incrementou. E mantém agora, e bem, essa filosofia e práticas enquanto Presidente. Também acompanho com bastante interesse o percurso de David Cameron, um ex public relations practitioner.

 

E, olhando ao que digo acima, se me pedirem um exemplo de Public Engagement, até poderei referir o Office of Public Engagement da Casa Branca, ou a recente iniciativa lançada por David Cameron. Mas não deixaria de falar de uma experiência já desenvolvida em Portugal, e que teve a sua génese no Brasil na década de 70, os Orçamentos Participativos, mesmo que desenvolvidos ainda por pouco mais de uma dezena de autarquias, entre Municípios e Freguesias.

 

Agora, alguns até se podem questionar do que é isto dos orçamentos participativos e onde decorre em Portugal? Mas aí o problema já é de Comunicação. É que uma estratégia de Public Engagement não pode passar sem a sua própria estratégia de comunicação, seja ela executada através de media relations, publicidade, public affairs, eventos ou outras.

 

E qualquer semelhança do Office of Public Engagement de Obama ou o Spending Challenge de Cameron com os orçamentos participativos, asseguro-vos, não é pura coincidência.

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 15:43
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
Weber Shandwick "rouba" lugar a Edelman

Depois de a Advertising Age ter colocado a Edelman na sua Agency A-List de 2008, na edição de 2009 é a Weber Shandwick a ser distinguida. Mais um exemplo do reconhecimento da transversalidade das Public Relations.



publicado por Rodrigo Saraiva às 12:55
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
A Internet e as ferramentas digitais na relação entre políticos e eleitores

A Edelman publicou um estudo em Novembro último, mas só agora detectado pelos radares do PiaR, que merece um apontamento aqui neste espaço, atendendo à pertinência da temática: O impacto da Internet e das ferramentas digitais na definição de estratégias em diferentes sistemas políticos transatlânticos.

 

O Capital Staffers Index: A Trans-Atlantic Analysis of Digital Media’s Impact on Shaping Police começa por revelar algo muito interessante, ao circunscrever o seu universo de análise a cinco microcosmos políticos, representados nos membros do Congresso em Washington, do Parlamento inglês em Londres, do Parlamento Europeu em Bruxelas, da Assembleia Nacional em Paris e do Bundestag em Berlim.

 

Em termos globais, o estudo pretendeu saber a importância que os políticos atribuem à Internet e plataformas digitais para se informarem e para se relacionarem com os seus eleitores.

 

Uma das primeiras conclusões prende-se com a forte dependência que os decisores políticos já depositam na Internet. É interessante, por exemplo, constatar que mais de metade dos políticos inquiridos tiveram conhecimento de um determinado “issue” via online.

 

Outra conclusão a reter do estudo é a importância crescente que os políticos estão a dar à monitorização de blogues, seja para tomar conhecimento de notícias, seja para captarem as tendências de opinião do público. E mais óbvio é o facto de quase metade dos decisores políticos verem os blogues como uma excelente ferramenta para comunicarem directamente com os seus eleitores. Um valor que sobe para os 65 por cento quando se está a falar de plataformas como o Facebook.

 

No entanto, quando se trata de confiar na informação recolhida para análise política, os meios tradicionais em formato digital continuam a ser os privilegiados pelos políticos. Washington Post, Libération, BBC News, Politico, são apenas alguns dos exemplos. Dos meios emergentes, apenas o Google/News merece referência nos cinco universos políticos, embora em percentagens muito reduzidas.

 

De realçar ainda que na hora dos políticos comunicarem com os seus públicos os canais tradicionais continuam os mais eficazes, embora os websites já surjam em sexto lugar à frente dos press releases e dos tempos de antena.

 

Por outro lado, quando é o eleitor que pretende contactar o seu representante, o e-mail surge em segundo da lista, com 87 por cento de eficácia, apenas atrás da convencional carta. O problema é que as outras ferramentas digitais, tais como os blogues ou as redes sociais, ainda estão subaproveitadas. Isto significa que as novas realidades comunicacionais da social media têm ainda muito potencial para ser desenvolvido.

 

Em síntese, entre as várias conclusões que o estudo apresenta, há duas que merecem ser destacadas. A primeira tem a ver com o facto dos políticos estarem a olhar cada vez mais para o Facebook como um suplemento ao tradicional encontro “cara a cara” entre o representante e o eleitor. A segunda conclusão está relacionada com a importância que os blogues têm vindo a assumir junto dos decisores como um importante canal de pesquisa e de influência política.

 



publicado por Alexandre Guerra às 00:45
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Efeitos do UpLoad

Na semana passada e em sequência do lançamento do TweetLevel da Edelman, publiquei o meu resultado.

 

Por essa altura ainda estava em sabática do twitter. Passaram 4 dias e devido ao UpLoadLisboa voltei a twittar.

 

Resultado: o nível de influence aumentou simpaticamente, a popularity e o engagement tiveram ligeiras subidas e foi no que diz respeito ao trust que se verificou a maior subida de nível.

 

Interessante esta ferramenta.
 



publicado por Rodrigo Saraiva às 15:55
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Mensurar

Uma excelente ideia da Edelman para quem atribui a devida pertinência ao Twitter.

 

Embora esteja em período de sabática e desintoxicação do Twitter, lá fui ver o TweetLevel.

 

Não tenho os níveis do Perez Hilton, mas é o que se arranja. Eis o resultado.
 



publicado por Rodrigo Saraiva às 10:38
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
GoodPurpose 2009 confirma tendência dos consumidores a favor das boas causas

A Edelman apresentou há poucos dias, pelo terceiro ano consecutivo, o GoodPurpose 2009, um estudo internacional que pretende apurar as percepções e as sensibilidades dos consumidores face ao comportamento das marcas e das empresas em termos de responsabilidade social

 
Apesar da contracção económica vivida no último ano, o estudo revela que os consumidores continuaram a optar por marcas com um forte pendor de responsabilidade social, mesmo que isso representasse na maior parte dos casos gastar mais dinheiro.
 
Em entrevista à FOX Business, Richard Edelman explica porque é que as pessoas optam cada vez mais por marcas e empresas que tenham políticas efectivas de responsabilidade social como parte do seu negócio, fazendo neste ponto uma distinção importante com o conceito de filantropia.
 
Por isso, quando se fala em boas causas 61 por cento dos inquiridos estão dispostos a pagar mais por um produto que seja sustentado por uma forte política de responsabilidade social. No mesmo sentido, 83 por cento das pessoas ouvidas pela Edelman estão receptivas a mudarem os hábitos de consumo se isso implicar um contributo para um mundo melhor.
 
Aqui, nota-se uma tendência nova face à abordagem tradicional verificada até há poucos anos nas sociedades industrializados, levando a que hoje 67 por cento das pessoas diga que preferia ter um carro híbrido em vez de um veículo de luxo, sendo que no Japão este valor chega aos 89 por cento e em França aos 84.
 
Também não é de estranhar que o estudo chegue à conclusão que em termos globais 68 por cento das pessoas prefira viver numa casa ambientalmente sustentável do que numa residência muito grande.
 
O estudo ouviu 6 mil pessoas em 10 países, sendo que 57 por cento destes consideram que as empresas conseguiram conquistar mercado em período de recessão através de boas práticas. Um número que sobe para os 85 por cento na China e 84 por cento na Índia.
 
Nestas economias emergentes existe claramente a noção de que as empresas empenhadas na responsabilidade social estão a ser beneficiadas na sua área de negócio.
 
Outro dos resultados interessantes prende-se com o facto de em termos globais dois em três inquiridos estar disposto a mudar de marca de um produto semelhante se aquela estiver a adoptar políticas socialmente responsáveis. Os consumidores valorizam também as marcas que acrescentam valor às comunidades produtoras.
 


publicado por Alexandre Guerra às 18:05
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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Prémios

A Edelman UK está de parabéns. Na cerimónia dos PRWeek Awards 2009 a agência recebeu o prémio mais desejado, o de Consultancy of the Year.
 

Outro destaque vai para a Diffusion PR, designada New Consultancy of the Year, o que ajudará certamente a que a agência criada em Abril de 2008 ouça o seu telefone a tocar mais vezes.

 

 

Por cá, depois dos prémios Meios & Publicidade em Maio, iremos assistir amanhã à primeira edição dos Prémios Marketeer, que resultam de votação online. Da responsabilidade da revista foi a escolha dos nomeados.

 

Na categoria “Agências de Comunicação” estiveram a votação: Cunha Vaz & Associados; Grupo GCI; Imago e LPM Comunicação.
 

 

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 12:43
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Private sector diplomacy

Qualquer agente que opere na área das public relations, dotado de uma dose mínima de conhecimento, chegará facilmente à conclusão de que a dinâmica comunicacional na sociedade em sentido lato sofreu profundas alterações nos últimos anos. Seja quais forem os portadores ou receptores da mensagem, todos, desde pessoas, empresas, instituições, organizações, governos, ou outro tipo de entidades, procuram responder aos desafios daquilo que David Brain chama de “esfera da informação cruzada”.

 
O advento de novos paradigmas e ferramentas tecnológicas no princípio dos anos 90 (uma temática tão bem explicada pelo sociólogo Manuel Castells na sua célebre obra a Era da Informação) promoveu uma evolução comunicacional que se foi exprimindo desde a sua vertente global até às realidades mais micro. 
 
As empresas, o sector da sociedade que constitui a maior fatia de clientes das consultoras de comunicação, não fugiram a essa metamorfose e já há muito se percebeu que a ostentação do lucro, enquanto fonte de matéria-prima noticiosa para a valorização empresarial, é hoje apenas uma parte da equação.
 
Na verdade, o envolvimento de determinada empresa com os seus vários públicos, sejam eles clientes, colaboradores, accionistas, credores, entre outros, tem de ser feito a vários níveis, o que requer um esforço comunicacional mais complexo, integrando diferentes variáveis. 
 
Richard Edelman, Presidente e CEO da Edelman, em entrevista à McKinsey Quarterly toca precisamente nesse ponto ao avançar com o conceito de private sector diplomacy que, de certa forma, encontra inspiração na public diplomacy (o paralelismo é da responsabilidade do autor destas linhas).
 
Repare-se no seguinte exemplo: Quando na ressaca dos atentados de 11 de Setembro alguns analistas avisaram a administração de George W. Bush de que a América precisava de uma nova abordagem de relacionamento e de envolvimento para se enquadrar à sua nova realidade de “guerra ao terrorismo”, uma das medidas que estava em causa era a implementação de “uma comunicação mais eficaz das políticas norte-americanas”. Ou seja, não bastava colocar homens no terreno de conflito para derrubar regimes e aniquilar terroristas.
 
Leia-se agora o que escreveu Peter G. Peterson, antigo Secretário do Comércio de Richard Nixon, na edição da Foreign Affairs de Setembro/Outubro de 2002: “No foreign policy can succeed without a sustained, coordinated capability to understand, inform, and influence people and private organizations, as well as governaments.”
 
Ora, com pequenas nuances, esta fórmula é perfeitamente válida para uma empresa que veja na comunicação uma verdadeira estratégia para criar valor.  Ou seja, segundo Edelman, a private sector diplomacy é: “The range of actions and behavior that companies can use to engage the widening network of consumers, organizations, communities, and governments that make up stakeholder groups.”
 
É por isso que Richard Edelman defende que a private sector diplomacy deverá ser uma relação constante de negociação e de diálogo entre as empresas e três sectores fundamentais: ONG, comunidades e sindicatos/associações.
 
Desta relação comunicacional constante, mas transparente, há-de acabar por verificar-se uma regulação da actividade do mercado, que beneficiará a empresa e o consumidor. Porque, como diz Edelman, e sustentado no estudo Good Purpose, hoje em dia os consumidores já estão dispostos a pagar mais por um produto com uma “boa história”.
 


publicado por Alexandre Guerra às 07:18
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
E por outros mercados

A Weber Shandwick decidiu abrir escritório próprio na Coreia do Sul e não entrou "de mansinho". Para liderar a nova sucursal foram contratar o Director Geral do escritório local da Edelman.

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 09:14
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