Como se pode ver no comentário deixado neste post, bem como neste novo post do Jorge Azevedo, não havia bruxas. Apenas coincidência na solução e estratégia criativa encontrada para uma mesma necessidade.
Felizmente que é este o caso, pois situações há em que Agências (independentemente da disciplina de actuação) são levadas, por solicitação do cliente, a colocar em prática uma acção ou estratégia e nem sabem que a origem da ideia esteve num "vizinho".
Este não é o primeiro caso, nem será o último, seja nas Public Relations, na Publicidade, em outras disciplinas e até em outras áreas de negócio. Situações há em que haverá copy/paste e em outras será apenas coincidência criativa. Já passei por ambas.
Já participei em concursos, não ganhos, onde foram apresentadas ideias que mais tarde vi serem aplicadas pela mesma empresa ou marca do concurso (infelizmente, pelo que sei, na maioria dos casos opta-se por não ir a tribunal). E já tive ideias que não avançaram a uma velocidade desejável que depois vi aplicadas por outros. Perdeu-se o timing.
Não sei, pegando nos exemplos acima, qual dos casos será este. Mas seja ele qual for, imagino o estado de espírito na Guess What.


E finalmente, 4 meses depois do habitual, é publicado o ranking das Consultoras de Comunicação, tendo como factor de análise a facturação.
Embora haja algumas mudanças, como a descida da F5C, Imago e Unimagem, a troca de posições entre a JLM e Parceiros e a descida da barreira do milhão da C&C e Frontpage, esta última também derivado da sua integração na Lift, o panorama do mercado nacional não apresentou grande alteração. Em termos globais, como expressa o artigo, o grande diferencial está nas presenças internacionais, com uma aguardada e relevante descida, como aqui tinha referido e com a preocupação do que agora se poderá dizer mediaticamente.
Todos estes resultados do sector não me surpreendem. Aguardo sim, com curiosidade e expectativa, os resultados do ano corrente, que acredito venham a demonstrar já consideráveis mudanças, quer em termos globais como de algumas consultoras.
Os próximos 2 anos, que com o corrente serão 3, irão demonstrar um sector diferente, seja pela conjuntura económica, erros acumulados ou por apostas estratégicas de algumas Consultoras, seja nos recursos humanos, em aquisições ou as já conhecidas fusões que tiveram lugar e outras que possam vir a acontecer.
Aguardamos agora as notícias dos jornais económicos, sempre atentos a este tema.

Depois do percalço, a notícia já foi solta e é oficial.
Conheço pouco as realidades da M e da Corpcom. Com o Miguel falei uma vez e com o José umas trocas de mensagens, pelo que a opinião que tenho desta notícia tem por base a percepção criada pelo que se vai analisando e sabendo, de clientes ganhos, projectos desenvolvidos e postura no sector. E à primeira vista, parece-me um "casamento" interessante e com potencial de crescimento para além da mera soma das partes. Ao Miguel e José e equipas desejos de sucessos.

Quer por anúncios feitos recentemente, como por conversas que vão acontecendo, o final de 2011 pode ser a confirmação de diversas movimentações no sector nacional das public relations. Por aqui ficamos a saber (ou não?!) de mais uma.
... e em Portugal qual será o movimento do MSLGroup? A Publicis passará a ter um braço armado de PR em Portugal?
O Renato Póvoas elenca aqui um conjunto de ingredientes para um sector mais eficaz, em especial na criação de mais oportunidades e mais espaço para os profissionais colocarem em acção todas as suas competências. Nos três campos de actuação indicados pelo Renato é no último, nos Empregadores, que encontro aquele que, na actualidade, é o principal ingrediente. Até porque só é possível por inerência de outros referidos, como a honestidade e a ética. Refiro-me ao “desejar criar valor”. E sejamos pragmáticos e mais específicos: cobrar um valor justo pelo suporte em Public Relations.
Cobrar um valor que permita às Consultoras (as empresas) terem as condições para recrutarem mais profissionais, dando espaço e condições para que os seus colaboradores possam dar o melhor de si aos clientes e projectos. Mas o que é certo é que, pelo que vou assistindo, só com uma utopia isto seria realmente possível de forma a ser alargado a todo um sector. Essa utopia era quase criar uma tabela de preços (fees) e que todos por ela se regessem e a cumprissem. Pelo menos nos limites mínimos estabelecidos. Mas como tal não é realista lá continuaremos a ser confrontados com valores de fees surrealistas e a ter que dizer a um potencial cliente que, por muito estimulante fosse o projecto, não vamos “casar” e que seja feliz com o vendedor de ocasião.
A crise é bem real, mas não pode justificar tudo.
A emirec e a ipsis confirmaram hoje a fusão das suas operações.
Aos profissionais destas duas históricas consultoras desejo sucessos, em especial à Cláudia, Filipa e Tiago.
Mas ficaremos (o sector) por aqui?
Já por diversas vezes neste poleiro se falou de possíveis fusões entre empresas do sector. Recentemente, no dia 8 de Agosto, perguntava-se se ainda em 2011 voltaríamos a falar deste assunto …
Quer-me parecer que sim.
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