Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

“The godfather of modern PR”

Inspirados nos Founding Fathers dos Estados Unidos da América, outras lógicas sociais destacam um conjunto de individualidades por terem sido pioneiros e deixado relevante legado. E as Public Relations não escapam a essa celebração. Há por isso um conjunto de nomes que são incontornáveis, sendo ou não coetâneos. Edward Bernays, Ivy Lee, Moss Kendrix ou Carl Byoir, mas também aqueles que deixaram o seu nome timbrado nas grandes consultoras mundiais como Dan Edelman, John Wiley Hill ou Harold Burson, são nomes incontornáveis das Public Relations.

Pelo que disseram, fizeram ou escreveram, temos muito a apreender e aprender com eles.

Por isso fica a partilha para um fantástico artigo da PR Week sobre aquele que designam como “The godfather of modern PR”. Um artigo onde haveria muito para destacar, pelo que deixo apenas aqui esta passagem: "I think PR has two components; behaviour and communications. You can have the best communications in the world but if you don’t live up to the promise you will not reach the objectives of your campaign or programme."

publicado por Rodrigo Saraiva às 23:33
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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

um comunicador a perder o norte

Goste-se ou não de Jorge Nuno Pinto da Costa é preciso reconhecer que, ao longo de muitos anos, um dos factores de sucesso do percurso que foi trilhado pelo FC Porto deve-se à importância dada à Comunicação. Fosse na estratégia, na escolha dos momentos, mas principalmente na utilização das características do próprio Pinto da Costa, sempre com muita mestria, nomeadamente no uso da ironia. O presidente do FC Porto sempre foi um comunicador nato, com clara noção de quem eram os seus targets e de como os queria atingir ou envolver.

O que ontem se assistiu foi a um irreconhecível Pinto da Costa, que se resume em bom português a um perder as estribeiras.

Quando um Comunicador nato perde o norte é sinal de que algo, de facto, mudou.

publicado por Rodrigo Saraiva às 00:55
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

associação profissionais de comunicação ... here we go again!

A criação de uma associação de profissionais de comunicação não é assunto novo. Tenha ela o âmbito ou figura de mera associação ou algo mais específico como Ordem. Opiniões há muitas e o debate já existiu. O que é certo é que nunca se avançou de facto. E eu tenho a minha culpa. Em tempos dinamizei um movimento. Infelizmente, vicissitudes da vida profissional e pessoal, deixei cair o tema. Vejo por esta notícia que um grupo de profissionais encontrou a motivação. O meu desejo é que consigam ir por diante, que tenham as condições para tal, nomeadamente tempo. Isto do associativismo, em especial quando em modo voluntariado, é algo que precisa de tempo. Aguardarei mais novidades. E para já deixo o link onde podem ver vários posts sobre o tema, em especial a discussão se o objectivo se deve ficar por associação ou evoluir já para Ordem (o que tenho muitas dúvidas, como poderão ver).

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:30
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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

Abraham Lincoln, um Comunicador

A 12 de Fevereiro recorda-se um dos mais carismáticos e relevantes presidentes dos EUA. Abraham Lincoln nasceu nesta data em 1809. Foi um político que percebeu a importância da opinião pública e a relevância da influência e persuasão. No The Museum of Public Relations destacam o seu percurso.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:07
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

reforços para prosperar

O PiaR começou a sua vida em 2008 com dois autores. Eu e o Alexandre Guerra. Depois, em Janeiro de 2011, o painel de autores foi alargado com a chegada da Virgínia Coutinho e do António Marques Mendes. Estamos no início de 2014 e decidimos mais uma vez reforçar o nosso plantel. E estamos muito satisfeitos. São duas contratações de luxo.

 

É com muito orgulho e confiantes num grande futuro deste poleiro que damos as boas-vindas ao Pedro Correia e Telmo Carrapa. Distintos percursos de vida, diferentes visões e percursos blogosféricos, mas ambos de enorme valor.

 

Para quem não conhece (é muito provável que conheçam), o Telmo foi um dos colaboradores do Imagens de Campanha e já teve o seu blog dedicado à Comunicação (ou não). O Pedro pode (e deve) ser acompanhado no Delito de Opinião ou (aqui o "deve" é capaz de ser um pouco forte) no És a Nossa Fé.

 

Bons posts e boas leituras. 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:04
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Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

Português com responsabilidades globais. E eu gosto.

Sou daqueles que não duvidam do elevado valor dos portugueses. Temos características que são quase uma garantia de sucesso em desafios internacionais.

E fico orgulhoso de ver compatriotas a vingarem profissionalmente em outras geografias, especialmente quando assumem responsabilidades globais.

É o caso do Luis Ramos, que depois de 13 anos com responsabilidades de gerir a comunicação da Bombardier em alguns mercados, vai agora assumir a gestão global da comunicação da ThyssenKrupp Elevator AG.

Desejos de sucessos ao Luis e que seja mais um a mostrar ao mundo as skills e competência dos portugueses, contribuindo assim para que as portas se vão abrindo a mais compatriotas neste mundo globalizado.

publicado por Rodrigo Saraiva às 13:09
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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2014

a stressar menos ...

A Alda Telles já aqui abordou, e de forma pertinente, o estudo anual da CareerCast. Este ano os profissionais de PR são classificados como a 6ª profissão mais stressante. Tentando sempre ver as coisas de forma positiva note-se que o ano passado o lugar era o 5º. Mas a Alda questiona se não será por haver menos trabalho? Será? A ser, então fiquemos preocupados, pois em 2011 o nosso lugar do ranking do stress era no pódio, mais exactamente o 2º.

Vida dura esta. A chatice é quando se gosta do que se faz.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:44
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Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013

Jolie, a comunicadora do ano

Gostei da nomeação e da justificação dada por Nancy Duarte, acompanhada de uma pequena análise de alguns discursos de Angelina Jolie.

 

 

Um artigo recomendado a todos os comunicadores, disponível aqui.

publicado por Virginia Coutinho às 09:28
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Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

Comunicadores de Excelência

Agora que se aproxima o Natal fica já uma sugestão de prenda. Mas na verdade, acho que não devem esperar pela época natalícia.

O Renato Póvoas desta vez não escreveu um livro. Mas é dele a responsabilidade deste “Comunicadores de Excelência” estar nos escaparates. Uma iniciativa com apoio da APCE.

Um conjunto de textos, de cases, de várias empresas e marcas, nacionais e internacionais, a operar em Portugal, que da comunicação externa à interna, da responsabilidade social ao social media, demonstram muito do que se vai fazendo na Comunicação neste nosso país. E não só, pois ainda há 3 comunicadores lusos que trabalham em outras geografias a contribuir para este apanhado. E para além destes casos o livro é complementado com um muito interessante prefácio do João Adelino Faria.

Uma leitura que vale a pena.

E este livro é ele próprio um interessante projecto de comunicação. Não apenas pelo abdicar das receitas em favor de um projecto universitário, mas também por ser um inteligente projecto de promoção e networking da Guess What, agência do duo Renato Póvoas e Jorge Azevedo, dois dos profissionais (e empresários) deste sector por quem nutro grande simpatia e respeito e admiração profissional.

E convém recordar o que aquiaqui foi dito sobre o primeiro livro do Renato.

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:49
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2013

[Word of Mouth] O país das aparências


 

O país das aparências

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação

 

A escrita de discursos políticos por terceiros é uma profissão quase tão antiga como a outra. Todos sabem quem escreve os discursos de Obama, quem escrevia os de Aznar (e também se sabia quando era o próprio, para mal dos seus pecados e alegria dos humoristas), já para nem lembrar Sarkosy e se vamos continuar a dar exemplos seria uma sucessão interminável que nem algumas listas telefónicas.

 

O mesmo se passa em Portugal, certo? Errado, segundo as leis do politicamente correcto. No nosso quadradinho das falsas aparências semelhante surge como forte hipótese criminal. Na verdade, a esmagadora maioria dos políticos portugueses, tal como nos outros países, recorrem aos chamados "speechwriter". Só não se assume. Obviamente, existem excepções, as tais que confirmam a regra. Vou ser franco, alguns recorrem a verdadeiros "speechwriter" enquanto outros preferem o Miguel ou a Maria que tiveram mais de 60% nos exames de português. O que, embora possa não parecer, acaba por fazer toda a diferença. Porém, não se pense que são apenas os políticos. O mesmo se diga quanto a empresários, artistas e outras espécies sempre que necessitam de intervir publicamente.

 

Tudo isto a propósito da polémica (?????) peça da "Vespa" do Diário de Notícias. Na sua edição do passado domingo (18 de agosto, página 10) a "vespa" descreve o diálogo no facebook entre António Cunha Vaz e o João Gonçalves. Ainda Pedro Passos Coelho estava nos primeiros minutos do seu discurso e já o consultor de comunicação António Cunha Vaz afirmava, na sua página de facebook, estar na presença do melhor discurso de sempre do Primeiro-ministro levando João Gonçalves a comentar o seguinte: "Mas o homem mal começou a falar, António. Que notável presciência", tendo tido como resposta do autor:"João, pois, por que será". Ora, foi esta resposta que levou a "Vespa" a concluir que o discurso em causa tinha sido escrito por António Cunha Vaz. Ignorando, se de forma propositada ou não desconheço, que mais tarde o autor do post tivesse esclarecido que não tinha sido ele.

 

Não seria nenhum crime se tivesse sido ACV a escrever o tal discurso. Estou certo que já o fez com outros clientes como, certamente, os autores deste blogue que são, igualmente, consultores de comunicação o fizeram com alguns dos seus clientes. Eu já o fiz e faço com muito prazer e não me caíram os parentes na lama (nem aos clientes). Faz parte do nosso trabalho e em nada se está a inovar. O problema é outro.

 

Ao contrário do que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos e nalguns países europeus, em Portugal este tipo de trabalho é quase secreto. Quase. Faz lembrar a maçonaria em Portugal: é vista como uma sociedade secreta mas todos a conhecem e a lista dos seus membros até surge publicada nos jornais. Segredos de polichinelo. 

publicado por Rodrigo Saraiva às 08:53
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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

o homem da rádio em TIP Talk

Ontem tive a felicidade de assistir a uma TIP Talk, conferência organizada pela Marketeer.

 

Embora qualquer formato fique sempre dependente do(s) orador(es), este é daqueles que ajuda a bons momentos de partilha. E a juntar a este modelo, a escolha de um espaço agradável e um orador e um moderador/entrevistador que estavam descontraídos e cumpriram muito bem o seu papel. Ou seja, o resultado final foi sucesso.

 

Já aqui referi várias vezes neste poleiro que a Rádio é o media que mais gosto, o mais apaixonante, e também aqui expressei a minha opinião sobre o Pedro Ribeiro, pelo que foi com especial agrado que assisti, com especial atenção, a esta TIP Talk.

 

A certa altura anotei duas perguntas que queria colocar ao Pedro. Dois assuntos que abordei neste post. A primeira sobre a importância dos anunciantes / marcas neste crescimento da Comercial e a fórmula por eles pensada para envolver e respeitar as marcas. A segunda era mais para obter a confirmação da minha ideia, aqui expressa, de que o Pedro teria o desejo secreto de ter o Governo Sombra na Comercial.

 

Acabei por não colocar ou partilhar estas questões. Não por falta de vergonha, mas simplesmente porque a TIP Talk fluiu de uma forma frontal e aberta que o Pedro acabou por abordar estes temas e lá ficou claro para todos que se ele pudesse teria ido buscar o Governo Sombra, bem como o respeito que tem pelas marcas.

 

Para concluir, os Parabéns à Marketeer por mais esta organização e o obrigado pela oportunidade de ter estado a ouvir o homem da rádio.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 16:25
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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Um comunicador nato, nas tribunas e através da escrita

Em Portugal existem alguns (poucos) actores políticos que se destacam pela sua capacidade comunicacional. Goste-se ou não das suas opções políticas, concorde-se ou não com os seus alinhamentos ideológicos, é legítimo reconhecer que Pedro Santana Lopes é um dos políticos que domina a arte de comunicar.

 

São conhecidos os seus dotes oratórios, a sua capacidade combativa e a forma como nunca, com os custos inerentes, se inibiu de dar a sua opinião, mesmo em momentos que supostamente não faria sentido puxar por determinado tema.

 

E mais uma vez assim é. Chega hoje às livrarias o seu mais recente livro, “Pecado Original: O Choque Constitucional entre Belém e São Bento”. Um trabalho que iniciou há dois anos e “pretende compreender o sistema de Governo português, tradicionalmente definido como semipresidencialista, com particularidades únicas, quando comparado com os restantes casos europeus. Depois de 37 anos de vigência da Constituição, é tempo de questionar os impasses que este sistema misto origina. Afinal, o Presidente da República e o Primeiro-Ministro têm sensivelmente os mesmos poderes constitucionais desde 1982, ou seja, há mais de 30 anos”.

 

É um livro que propõe a clarificação do sistema político português, porque “enquanto nada for feito, o equívoco constitucional continuará a ser gerado por este braço de ferro, certamente com períodos de maior acalmia. Mas, pela história destas mais de três décadas de sistema constitucional, em Portugal, o mais certo é a instabilidade permanente, real ou potencial”.

 

Esta terça-feira, na Fundação Arpad Szense-Vieira da Silva, às 18h30, haverá um debate de apresentação do livro com a presença de Pedro Santana Lopes, do Professor Manuel Braga da Cruz, ex-reitor da Universidade Católica, e da jornalista do Expresso, Luísa Meireles.

 

Se Pedro Santana Lopes é reconhecido como um tribuno de excelência, recordo diversos discursos seus em congressos do PSD, não se pode deixar de o reconhecer como um Comunicador nato fora dos palcos de um congresso. Seja na rua em campanha, seja num estúdio de televisão a comentar, seja a postar no seu blog ou numa crónica num jornal, seja, cá está, através de um livro.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:22
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Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Coerência e decência

Pacheco Pereira, uma espécie de virtuoso e iluminado do comentário nacional, está constantemente a atacar o "espaço mediático", esquecendo-se, certamente, que é nesse mesmo "espaço mediático" que se tem "alimentado" vorazmente ao longo de muitos anos.

 

Enfim, a coerência e a decência são virtudes cada vez mais raras nos intervenientes de sempre que ocupam esse "espaço mediático".

 

PS: O autor deste poleiro considera que o "espaço mediático" em Portugal está moribundo, mas a grande diferença é que não "alinha" e, muito menos, se "alimenta" dele.

publicado por Alexandre Guerra às 13:21
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012

leitura de verão

 

A ler na edição desta quarta-feira do Diário Económico. Aqui um resumo.

Para já só não percebo esta parte "E, publicamente, ninguém quer aparecer a falar, de um ou de outro, ou de ambos."

Espera-se um dia animado no facebook.

publicado por Rodrigo Saraiva às 01:26
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

o homem da rádio

Foi recentemente tornado público, através do Bareme Imprensa, que pela primeira vez a rádio líder de audiências está fora do grupo Renascença (R/Com). E este foi um feito da Rádio Comercial.

 

Acho que ninguém se dirá surpreendido. Nos últimos tempos o produto estava (cada vez) melhor, com natural destaque para as Manhãs, onde passo a passo foram sendo adicionados ingredientes que acrescentaram valor. E como o nome da Rádio diz, a estação estava mais comercial. Não numa perspectiva da música que passa, mas na forma como se ajusta aos anunciantes, integrando-os.  Ou na forma como vivem as parcerias, levando-as para além do mero acordo comercial.

 

É certo que tudo isto é fruto de uma equipa, do seu trabalho afinado, daquela cujas vozes conhecemos e da outra que fica atrás do microfone. Mas nada se alcança sem liderança. E na Comercial a liderança tem cara. Pedro Ribeiro é um homem dos media, em especial da rádio. O Pedro é já uma certeza do panorama dos media em Portugal. Tal como há uns bons anos atrás existiu Emídio Rangel que lançou a TSF e depois a SIC, na actualidade o nome de sucesso é (já era, mas agora confirma-se) Pedro Ribeiro. E o Pedro para além de gestor e criador é também um bom comunicador.

 

A fasquia está elevada mas, como se pode ler nesta entrevista recente do Pedro Ribeiro (vale a pena ler na íntegra), na Comercial os pés estão bem assentes na terra. Trabalharam para atingir a liderança, sabiam que a iam atingir e já trabalham no futuro.

 

Olho para a programação das rádios e pergunto-me: que programa haverá que o Pedro Ribeiro ouça e pense “raios, porque não fui eu a fazê-lo”? Embora à primeira pareça que não é um programa para a Rádio Comercial, não tenho dúvidas em afirmar que o Pedro Ribeiro se pudesse levaria o genial “Governo Sombra” para a sua Rádio. Ficaria ainda mais líder.

 

Eu cá fico a aguardar os próximos ingredientes a serem adicionados.

 

Já o afirmei várias vezes e não me canso de repetir: a rádio é o media mais apaixonante. E quando se ouve a Comercial sente-se que eles têm muita paixão no que fazem.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 19:54
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Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Um comunicador genial nunca se esquece

Foto:Ricardo Moraes - Folhapress

 

Por ocasião dos seus 16 anos, o então jornal Independente publicou uma colecção de livros que tinha como objectivo “pesquisar e resgatar” todo o tipo de textos publicados na imprensa de escritores portugueses e brasileiros “jamais reunidos em livro”. Era um projecto de raiz e que, efectivamente, estava muito bem feito.

 

Dos vários livros publicados, houve um em particular que o autor deste poleiro nunca esqueceu. Era aquele livro cuja antologia tinha sido organizada por João Pereira Coutinho e que apresentava um nome grande da língua portuguesa, Millôr Fernandes.

 

Desde o primeiro contacto com a sua obra, que o nome de Millôr Fernandes nunca mais foi esquecido pelo autor destas linhas. E ainda bem que essa descoberta foi feita, mas a verdade, e como se pode ler no It's PR Stupid, é que "os portugueses não conhecem muito de Millôr". Por isso, o PiaR deixa a sugestão para que o leitor descubra ou redescubra a obra de Millôr que, certamente, trará um pouco mais de humor a estes tempos de tantas dificuldades. 

 

Escritor, colunista, jornalista, desenhador, activista político, roteirista, Millôr Fernandes, foi acima de tudo um comunicador de excelência que, através da língua portuguesa, criou textos humorísticos, sobretudo para a imprensa, que espelhavam a sua visão da sociedade e da política brasileira.

 

Millôr morreu na Terça-feira com 88 anos, na sua casa no Rio de Janeiro.

publicado por Alexandre Guerra às 22:46
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

PR After Work :: Boutique Edition :: a acta

O Café BA, no Bairro Alto Hotel, quase que foi pequeno para receber os muitos participantes desta VII edição do PR After Work, baptizada de Boutique Edition.

 

Mais uma vez o convívio e networking desenrolaram-se em bom ritmo. Algumas caras foram repetentes, existindo já um grupo, que não é pequeno, de fiéis, mas o mais interessante é que surgem ainda em número considerável caras novas, dando um novo alento a este evento, demonstrando assim que é uma dinâmica que é para manter. De tal forma que para a próxima edição já existe um potencial patrocinador.

 

A adesão ao desafio solidário foi simpática, tendo sido entregues à Associação Moinho da Juventude cerca de 40 livros. Os comunicadores a interagir, mesmo que à distância, através da disponibilização de um canal de Comunicação por excelência.

 

Como habitual deixamos uma lista das agências, marcas e entidades que marcaram presença através dos seus profissionais. E como nunca é possível registar visual e mentalmente todas as presenças, a caixa de comentários está aberta para que se acusem.

 

Ficamos a aguardar outros relatos, como por exemplo a acutilância do Rui Calafate.

 

Media Alta; Lx Consulting; Parceiros de Comunicação; LPM; Special One; Cunha Vaz & Associados; Bloom Consulting; Tinkle; M Public Relations; D&E Weber Shandwick; GCI; BAR; NextPower; Fonte; Guess What; Wake UP!; Samsung; Câmara Municipal de Lisboa; Secretaria de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território; Inatel; B Marketing; i advisers; Rádio Comercial; Meios e Publicidade; Diário Económico; RFM e Associação Moinho da Juventude.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 16:29
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Mourinho, outra vez.

Não é a primeira vez que aqui falamos de Mourinho, um Comunicador de excelência. Hoje, 1º de Dezembro, não podia haver capa mais adequada vinda do país vizinho. Basta ver a capa abaixo e ler a introdução aqui. Um cocktail de azia e inveja com admiração e respeito. Lá está, é Mourinho. E sim, é um português de sucesso. É preciso dizer mais alguma coisa?

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 13:00
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Desapareceu um comunicador influente dos últimos 50 anos

Paul Motion (b), Joe Lovano (ts) e Bill Frisell (g) no mítico Village Vanguard em Setembro de 2005

 

A música é uma das formas sublimes de comunicação e uma das mais ancestrais. Os seus intérpretes acabam por ser comunicadores de mensagens, através dos sons, das melodias, dos fraseados, das harmonias, dos temas... É por isso que quando desaparece um destes músicos, desaparece ao mesmo tempo um comunicador. Paul Motion, baterista de jazz, morreu na passada Terça-feira com 80 anos.

 

Para quem gosta de jazz habituou-se a ouvir Paul Motion em diferentes estilos e na companhia de inúmeros artistas. Porque, tal como dizia o New York Times, foi sem dúvida um dos músicos de jazz mais influentes dos últimos 50 anos.

 

publicado por Alexandre Guerra às 12:03
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

O "monstro" da crónica portuguesa está de parabéns pelos seus 70 anos

 

Vasco Pulido Valente faz hoje 70 anos, aquele a quem o arquitecto Saraiva chamou em tempos de “monstro” (no bom sentido) da crónica portuguesa, pela sua dimensão inigualável na conversão da leitura da realidade política para a arte da escrita regular na imprensa.

 

Indiscutivelmente uma das referências da “opinião” política e social no pós 25 de Abril em Portugal, Vasco Pulido Valente é hoje, no entanto, um homem cansado nas ideias e previsível no seu comentário, esgotada a sua fonte inspirativa, o que é natural ao fim destes anos todos de exigência analítica e produção intelectual.

 

Em Fevereiro de 2008, o autor deste poleiro, escrevia, a propósito da “previsibilidade” de cronistas como Vasco Pulido Valente, que  “muitas das vezes as ideias ou as observações iniciais são pertinentes, mas a forma de as trabalhar obedecem ao tal modelo de pensamento já esgotado e conhecido pelos leitores. Consequentemente, esfuma-se a capacidade de resolver de forma inovadora e surpreendente as questões (muitas vezes boas questões) colocadas à partida. Ora, o que se pede aos colunistas, sobretudo aos mais bem pagos, é que confrontem o leitor com algo de novo e em que nunca tenham pensado. É para isso que existem, de outro forma tornam-se irrelevantes no seu propósito”. 

 

Como o próprio diz numa intensa entrevista feita pelo Pedro Lomba, publicada hoje no Público, “a decadência do corpo nunca vem sozinha. As pessoas perdem capacidade de concentração, o interesse pelas coisas.” Pulido Valente recusa-se, no entanto, a ser retrospectivo, e diz que o grande prazer da idade avançada é “reler” para compreender melhor.   

 

Sendo um homem de grande inteligência, Vasco Pulido Valente talvez terá a noção de que hoje o seu contributo, enquanto comunicador, é menos acutilante e profícuo. Mas, mesmo assim, o seu nível coloca-o numa galeria ilustre à qual poucos cronistas têm acesso. Porque, como o autor deste poleiro escreveu em 2008, “Pulido Valente foi, efectivamente, talvez um dos maiores colunistas que Portugal teve no pós-25 de Abril” e sem dúvida um dos maiores comunicadores.

 

publicado por Alexandre Guerra às 12:23
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