Sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Os bastidores de uma campanha à portuguesa observados pelo Observador

Poderá não ser do interesse de todos os consultores de comunicação, e muito menos do grande público, mas é um registo delicioso para todos os que gostam e trabalham em comunicação política, aquele que o Observador dá a conhecer. Dois trabalhos de reportagem de invulgar qualidade para os dias que correm, assinados por Miguel Pinheiro e Gonçalo Bordalo Pinheiro, que retratam os bastidores da campanha das europeias da Aliança Portugal e do PS.

 

PS: O autor deste poleiro confessa que já há algum tempo não lia nada com tanto entusiasmo na imprensa portuguesa.

publicado por Alexandre Guerra às 16:26
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2014

A música que os assessores de Ronald Reagan nunca perceberam

  

Faz hoje 30 anos que foi lançado o álbum "Born in the USA", o primeiro grande sucesso comercial de Bruce Springsteen e que o catapultou para um outro nível de notoriedade. Estava-se em plena campanha presidencial e Ronald Reagan preparava a sua reeleição para a Casa Branca, através de um discurso em que apelava aos valores conservadores e republicanos da América. 

 

Com uma icónica capa (fotografia de Annie Leibovitz) e um espírito menos "dark" de que o anterior álbum "Nebraska", rapidamente houve quem visse naquele álbum, e sobretudo na música Born in the USA, uma espécie de ode ao "american way of life" na sua vertente mais tradicionalista.

 

Alguns círculos mais conservadores e membros do próprio staff de Reagan não hesitaram em fazer uma "colagem" dos valores defendidos pelo Presidente à mensagem transmitida pela música. Reagan chegou mesmo a materializar essa estratégia numa declaração pública proferida durante um acção de campanha, em que dava a entender que poderia haver alguma proximidade entre o que o Presidente defendia e aquilo que o "Boss" escreveu nas suas canções.

 

De certa forma, essa ideia resistiu aos tempos e muitas pessoas olham para a música "Born in the USA" como uma espécie de hino patriótico. Mas, efectivamente não é. Não só Bruce Springsteen nunca teve qualquer proximidade a Ronald Reagen, como a letra daquela música está longe de representar aquilo que muitos pensam que representa.   

 

Ainda hoje a BBC News referia-se à música "Born in the USA" com uma das letras pior interpretadas de sempre. E de facto, a música é sobre o regresso de um soldado americano aos EUA após ter estado na guerra do Vietname, e retrata as dificuldades que enfrenta na reintegração na sociedade.

 

Além de todos aqueles que nunca voltaram do Vietname, a música chama a atenção para a forma dramática como os veteranos de guerra regressaram a casa, encontrando um país que parecia não ter lugar para eles. A maioria eram pessoas da classe operária que tinham abandonado os seus trabalhos para integrarem as forças armadas e irem combater numa guerra em nome da sua pátria. No regresso aos EUA apenas encontram desemprego e desespero.

 

Há quem veja esta música como um lamento profundo da crise da classe operária dos EUA, que desde a década de 70 começou a sofrer as consequências da desindustrialização da América, nomeadamente no sector automóvel.

 

O problema de alguns conservadores e dos assessores de Reagan que retiraram leituras desta música é que se agarraram apenas ao refrão do Born in the USA.

 

Walter Mondale, o candidato rival presidencial, ainda tentou aproveitar-se da situação ao atacar Reagan, e afirmando que era ele que contava que o apoio de Bruce Springsteen. Algo que foi de imediato desmentido pelos "public relations" de Bruce.

 

Em Novembro desse ano, Reagan vencia as presidenciais de forma avassaladora para um segundo mandato na Casa Branca.

 

publicado por Alexandre Guerra às 15:32
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Ricardo Costa, director do Expresso, vs Ricardo Costa, irmão do político

A "carta a um irmão político" de Ricardo Costa é um documento bonito, emotivo e sincero. É um tipo de registo raro no jornalismo em Portugal. O problema é que a questão não é aquilo que Ricardo Costa agora pensa, sente ou perspectiva, mas, sim, o que a realidade e as contingências da política ditarão nos próximos tempos. E aí, outros sentimentos, dilemas e dúvidas poderão surgir.

 

Muito provavelmente, há de chegar o dia em que Ricardo Costa, o director do Expresso, se irá "confrontar" com o outro Ricardo Costa, o irmão do político. É uma questão interessante e que não é de fácil resolução. Para já, Ricardo Costa materializou aquilo que lhe vai na alma e na razão numa espécie de carta de intenções para com os leitores do Expresso e para com o seu irmão.  

 

Porém, e na modesta opinião deste poleiro, tendo em conta as regras do "jogo" do jornalismo e da comunicação política, o instinto de Ricardo Costa foi certeiro quando se disponibilizou para abandonar o cargo de director do Expresso. Num gesto de compreensível confiança, a administração da Impresa recusou. Assim sendo, logo se verá se as convicções de Ricardo Costa resistirão à truculenta lógica político-partidária portuguesa.

publicado por Alexandre Guerra às 15:01
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Terça-feira, 6 de Maio de 2014

Os euros por detrás da comunicação política das Europeias 2014

Alertado hoje pelo jornal Público, o PiaR ficou a saber que os partidos já apresentaram na Entidade das Contas do Tribunal Constitucional as verbas previstas para a campanha das eleições europeias do dia 25. Das verbas que os partidos pretendem gastar em marketing e em comunicação política, e que podem ser consultadas no site daquela entidade, há algumas particularidades interessantes quanto à sua distribuição nas diferentes rubricas. Por um lado, reflectem novas tendências comunicacionais, mas, por outro, demonstram que os partidos ainda apostam em formatos clássicos para transmitir a sua mensagem.

 

Das contas apresentadas é sem grande surpresa que a CDU se apresenta como o partido com maior orçamento, um milhão e 150 mil euros. O PS pretente gastar apenas menos 10 mil euros. Já a Aliança Portugal (PSD/CDS-PP) estima que sejam gastos 855 mil euros na sua campanha. Com um valor bastante inferior encontra-se o Bloco de Esquerda, tendo previstos 338 mil euros.

 

Ao analisar-se a forma de como os diferentes partidos pensam gerir as respectivas campanhas, chega-se à conclusão que quase todos eles privilegiam o formato clássico do comício. Por exemplo, o PS vai investir 615 mil euros na organização daquele tipo de iniciativas. Também o BE vai gastar quase metade do seu orçamento total em comícios, mais concretamente 150 mil euros. O mesmo valor que a CDU pretende gastar. Já a Aliança Portugal irá investir um pouco mais, quase 200 mil euros.

 

Numa lógica que mistura a habitual abordagem clássica do folheto e afins com as novas realidades digitais, a CDU e a Aliança Portugal vão dirigir parte substancal dos seus orçamentos para "publicidade, comunicação impressa e digital". Os comunistas pretendem gastar 410 mil euros e a Aliança Portugal 300 mil. Aqui, nesta rubrica, seria interessante perceber-se qual a distribuição das verbas, já que "publicidade e comunicação impressa" estão conotadas com uma certa forma obsoleta de fazer campanha, estando o futuro a apontar cada vez mais para a "comunicação digital".

 

Um dos aspectos mais interessantes que se retira da análise aos orçamentos dos partidos é a quase ausência de verbas para outdoors por parte da campanha da Aliança Portugal. Estão apenas destinados 9 mil euros, que é praticamente nada, tendo em conta os avultados investimentos que historicamente sempre se fez (e ainda se faz, embora cada vez menos) neste tipo de suporte. Mas, olhando também para os valores da CDU, constata-se que os comunistas pretendem gastar pouco mais do que 107 mil euros, um valor relativamente baixo quando comparado com o seu orçamento total.

 

Para a rubrica "concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado", a Aliança Portugal dedica uma verba interessante de quase 100 mil euros, um pouco mais do que o PS, que se fica pelos 92 mil euros. Não surpreendendo, a CDU e o Bloco de Esquerda não dedicam qualquer euro a esta rubrica. 

publicado por Alexandre Guerra às 13:54
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014

O Imagens de Campanha de volta ao activo

Estas serão as primeiras Europeias alvo de análise no Imagens de Campanha. O blog sai da hibernação entre actos eleitorais e fica desperto para estas eleições que são aquelas que costumam despertar menos atenção dos eleitores.

Um projecto blogosférico que muito prazer e diversão me dá a desenvolver. Onde informalmente fazemos análises sérias.

Ao longo deste mês é ir visitando em Imagens de Campanha.

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:56
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Terça-feira, 22 de Abril de 2014

A maior estrela da comunicação política da actualidade é, imagine-se, um idealista

David Axelrod, um consultor político idealista que sempre se deu bem com candidatos "ingénuos"

 

Foi um dos grandes estrategos não apenas da primeira vitória presidencial de Barack Obama em 2008 (e também em 2012), mas da euforia comunicacional que se gerou à volta daquela que era então a grande esperança para os Estados Unidos e para o mundo. Amigo íntimo de Obama do círculo de Chicago, David Axelrod tornou-se numa estrela mundial da comunicação política.

 

Após ter reeleito Obama em 2012, Axelrod afastou das lides da Casa Branca para se dedicar sobretudo à sua empresa de consultoria, mas sem nunca deixar meter ao serviço do Presidente as suas “skills” comunicacionais. Agora, mais liberto das suas responsabilidades políticas, Axelrod tem aparecido por várias vezes nos meios de comunicação social a fazer a defesa de algumas políticas de Obama. Um trabalho que também tem desenvolvido nas redes sociais.

 

Embora em muitos aspectos seja um profissional da comunicação política como tantos outros, Axelrod tem alguns traços que o diferenciam num sector, por vezes, marcado por algum mimetismo. Sempre se assumiu como um homem de causas, algumas bastante progressistas, e partiu desta sua maneira de pensar e viver para trabalhar, sobretudo, campanhas de políticos afro-americanos nos Estados Unidos. Com bastante sucesso, diga-se.

 

Esta vertente é, aliás, uma das suas imagens de marca. Assim como a abordagem inovadora às novas tecnologias no âmbito da comunicação política. Como alguém escrevia no The Guardian, Axelrod tem mais razões para clamar créditos do que muitos outros.

 

Axelrod é, de certa forma, um idealista político e, talvez por isso, o seu trabalho só seja eficazmente compatível com candidatos dotados de um perfil específico. À luz desta lógica não será de estranhar a tímida experiência comunicacional que Axelrod teve com Mário Monti na campanha para as eleições gerais em Itália do ano passado. Monti pode ser tudo, menos um homem de paixões ou convicções. É sobretudo um académico e tecnocrata sem qualquer chama, aclamado apenas pelos “mercados” e por alguns ministros das Finanças.

 

Já mais sentido para Axelrod poderá fazer a recente contratação do Labour britânico. Soube-se há uns dias que Ed Miliband vai contar com os serviços de homem de Chicago para ajudar na campanha das eleições legislativas de 2015. “Usefully for Miliband, Axelrod has an impressive record with ingenue candidates, having first helped hone Obama as a distinctive post-Clinton era politician, when he ran for the Senate in 2004”, lia-se ainda no The Guardian.

 

Em declarações dadas por Axelrod é evidenciada a sua vertente mais idealista na forma como encara comunicação política, ao justificar a assinatura do contrato pelo facto de ter tido algumas “longas conversas” com Miliband, menos políticas e mais filosóficas, de como se poderá criar modelos económicos sustentáveis para o século XXI, com oportunidades alargadas.

 

Depois da experiência pouco entusiasmante em Itália, vai ser muito interessante acompanhar o trabalho a desenvolver por Axelrod em Inglaterra, um país com uma tradição comunicacional mais próxima da dos Estados Unidos, mas que tem na sua sociedade a matriz civilizacional europeia.  

publicado por Alexandre Guerra às 17:49
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Comunicação política da boa

 David Miliband (Labour), Nick Clegg (Dem. Lib) e David Cameron (Tories)

 

A discussão sobre a Europa está ao rubro no Reino Unido. Aqui, vê-se uma promoção dos Democratas Liberais de Nick Clegg do debate agendado para esta Quarta-feira na BBC2, que o opôs a Nigel Farage (UKIP). 

publicado por Alexandre Guerra às 19:20
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Quarta-feira, 19 de Março de 2014

Os "golden visas" vistos pela BBC News

Se há coisa que não se pode dizer em matéria de comunicação governamental é a de que a medida para a atribuição de "golden visas" tenha tido pouca cobertura mediática em Portugal. No entanto, faltava-lhe ainda o reconhecimento internacional. Ora aí está, a BBC News publicou há horas uma reportagem sobre esta medida. 

publicado por Alexandre Guerra às 10:07
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

Comunicar política através de latas de tinta

O Monumento para o Exército Soviético, no centro de Sófia, Bulgária, foi pintado por artistas no Sábado à noite com as cores da bandeira da Ucrânia. Foi mais um "statement" político em forma de arte naquele monumento.  

 

Em Agosto de 2013, a estátua também já tinha sido pintada, desta vez com o significado da "Bulgária pedir desculpa", referindo-se à invasão da Checoslováquia em 1968. 

 

Também em Agosto do ano passado, as estátuas foram adornadas com adereços semelhantes aos utilizados pelas Pussy Riot, numa homenagem à banda anti-Putin.

 

Em 2011, dois artistas pintaram a estátua com as cores de vários super-heróis, numa alusão à necessidade de se acompanhar a mudança dos tempos. 

 

Fonte BBC News

publicado por Alexandre Guerra às 23:03
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As bolhas

No que diz respeito ao impacto comunicacional na opinião pública dos congressos partidários, Ricardo Costa, director do Expresso e comentador da SIC, observou algo pertinente no Sábado à noite e que hoje reforça num artigo de opinião: "Os congressos são bolhas em qualquer partido. Este não foi excepção."

publicado por Alexandre Guerra às 11:35
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

Esquizofrenia comunicacional?

Estes dois jornais foram publicados hoje.

Ambas as fotos foram tiradas no SISAB Portugal.

O "objecto" das notícias é o mesmo (tema e protagonista).

Eu sei que tenho problemas de leitura, mas parece-me que a mensagem transmitida em cada uma delas é completamente oposta à outra ("disponível para falar" mas "rejeita apelo (...) para um entendimento").

Isto levanta-me algumas questões: Os jornalistas ouviram mal? Foram ditas coisas diferentes em momentos diferentes? Há nuances linguísticas no discurso, perceptíveis apenas a mentes iluminadas? Ou apenas que está disponível para falar, só para poder transmitir directamente que rejeita entendimentos?

Será que é isto que se chama adaptar a mensagem ao público-alvo? (que claramente não sou eu)

Ò dúvidas...

publicado por Telmo Carrapa às 15:46
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

O "speechwriter" é um elemento fulcral na comunicação dos Presidentes dos EUA

Foto: Pete Souza/The White House

 

O "State of the Union Address" é sempre um dos momentos de comunicação política mais importantes na vida de qualquer Presidente dos Estados Unidos. Cada palavra e mensagem são pensadas cirurgicamente. Ontem, na Sala Oval, Barack Obama via com o seu director de "speechwriting", Cody Keenan, alguns aspectos do discurso que vai ser proferido na próxima Terça-feira.

publicado por Alexandre Guerra às 16:08
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Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

E assim se faz política à séria


Um anúncio que se pode ver esta Quinta-feira no site do New York Times. E assim se faz política à séria.

publicado por Alexandre Guerra às 12:54
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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

Um programa que é como é e nada mais do que isso

 

Ainda mal tinha terminado a programa da RTP 1, "O País Pergunta", estreado esta Quarta-feira à noite, com Pedro Passos Coelho como primeiro convidado, e já estavam os comentadores do costume preparados para lançar as farpas habituais ao formato do programa e à prestação do primeiro-ministro, sem qualquer distanciamento crítico e analítico que se exige a gente que desempenha este tipo de papel.

 

Ao PiaR interessa apenas a matéria relativa à vertente comunicacional do programa. E aqui, diga-se justamente, apenas Ricardo Costa conseguiu olhar para o programa como ele foi: uma simples conversa entre convidado e público. Não se tratava de uma entrevista clássica nem pretendia ser um espaço tradicional jornalístico ou debate televisivo. E isto foi assumido com uma certa naturalidade e até humildade pelo director do Expresso, reconhecendo inclusive que, entre algumas perguntas menos conseguidas, havia outras colocadas por pessoas "normais" que ele jamais se lembraria.

 

Quanto aos outros comentadores que por aquela hora estavam repartidos pela SIC N, TVI24 e RTPI, foi um triste espectáculo ver o seu pensamento toldado e a sua arrogância sem limites, impossibilitando-os de fazer uma análise objectiva e crítica de um formato que nada tem de inovador nem de nefasto, mas que só agora chegou a Portugal. Trata-se, efectivamente, de um modelo experimentado em várias partes do mundo, nomeadamente nos Estados Unidos, e que cumpre com a função para o qual foi idealizado. Apenas isto e só isto.

 

Quando os próprios comentadores se lançam num ataque voraz e cego ao formato do programa para atingir a prestação do convidado acabam por estar a passar a si próprios um atestado de incompetência.

 

Ainda mais estranho quando se ouve da boca de um desses comentadores, no alto de toda a sua sapiência, que as pessoas do público não tinham feito as perguntas que verdadeiramente interessavam.

 

E parece ser também moda, colocar nestes painéis de análise comentadores orientados ideologicamente, mas que ali aparecem transvestidos de pessoas isentas. Pior ainda, são os próprios jornalistas/moderadores a perderem a noção de imparcialidade e a assumirem um juízo de valor em relação ao objecto de análise. 

publicado por Alexandre Guerra às 00:11
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Quarta-feira, 10 de Julho de 2013

The art of political persuasion

Este é o título do artigo da Brunswick, onde Passos Coelho assume um papel central. Do tema título pouco se explora mas não deixa de ser uma interessante entrevista.

 

“Major imbalances that have accumulated over the years have created an image of Portugal that is now being rapidly corrected, and this is very impressive to foreign observers. However, internally this is not as obvious. We use the same language and the same terms with both foreign and domestic audiences, but we often receive a more positive response from those looking at the country from the outside.” 


Artigo aqui.

 

publicado por Virginia Coutinho às 09:39
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Sábado, 15 de Junho de 2013

Que Obama é um Presidente "cool", lá isso é!

Muitos podem criticar as suas políticas e até mesmo não gostar do seu estilo de governação, mas não há dúvida que Barack Obama imprimiu um novo estilo à figura tradicional do político "cinzento" e totalmente ignorante em relação às tendências urbanas.

 

O talentoso Eminem é um dos artistas favoritos de Obama, que certamente gostará bastante desta música Not Afraid, com uma mensagem positiva para a sociedade.

 

Alguém estaria a ver Cavaco Silva, Passos Coelho ou António José Seguro a gostarem, por exemplo, de Samuel Úria, Boss AC ou Sam the Kid?

 

Provavelmente nem sabem quem são.

 

publicado por Alexandre Guerra às 23:49
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Imagens de Campanha, hoje no DE

publicado por Alexandre Guerra às 10:51
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Domingo, 12 de Maio de 2013

Imagens de Campanha de regresso para mais umas eleições

 

Em ano de eleições autárquicas o Imagens de Campanha está de volta, blogue através da qual se tem uma perspectiva muito interessante de uma vertente particular da comunicação política: todo o suporte gráfico das campanhas partidárias, sejam cartazes, folhetos, outdoors, materiais digitais, entre outros.

 

O Imagens de Campanha, lançado pelo Rodrigo Saraiva em 2009, e ao qual se juntou João Gomes de Almeida e Nuno Gouveia, terá esta época o reforço de Carlos Furtado. 

 

publicado por Alexandre Guerra às 21:43
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Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Coerência e decência

Pacheco Pereira, uma espécie de virtuoso e iluminado do comentário nacional, está constantemente a atacar o "espaço mediático", esquecendo-se, certamente, que é nesse mesmo "espaço mediático" que se tem "alimentado" vorazmente ao longo de muitos anos.

 

Enfim, a coerência e a decência são virtudes cada vez mais raras nos intervenientes de sempre que ocupam esse "espaço mediático".

 

PS: O autor deste poleiro considera que o "espaço mediático" em Portugal está moribundo, mas a grande diferença é que não "alinha" e, muito menos, se "alimenta" dele.

publicado por Alexandre Guerra às 13:21
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

boa comunicação e bom marketing

Hoje na Assembleia da República assistiu-se a uma boa acção de marketing de guerrilha (nas galerias) e logo de seguida a um bom momento de comunicação política (resposta do Primeiro-ministro).

  

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:49
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