Terça-feira, 7 de Junho de 2011
estamos sempre a aprender

O Jornal de Negócios publicou ontem uma peça sobre Agências de Comunicação. E uma peça digna de ser lida.

 

Ficamos a saber que o sector em Portugal vai ter uma ligeira queda em 2011.  Mas eu ainda estou curioso por ver os resultados de 2010, em especial o agregado do sector.

 

Ficamos a saber os valores mensais praticados. Desconhecia que existia tabela.

 

E ficamos a saber que Media Relations é “envio de press releases para a imprensa”. What???!!!

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 12:14
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011
assessores e consultores, podia ser um word-of-mouth

"A guerra dos verbos na Comunicação", um interessante texto do amigo Rodrigo Capella, demonstrando a realidade brasileira e as diferenças entre assessor e consultor.

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 11:01
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial III)

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

3. A Comunicação Integrada e o Consultor de Comunicação

 

Após a exposição sobre a comunicação de e das Massas e o surgimento das Redes Sociais apresentando os factos que levam ao desaparecimento do assessor de imprensa tradicional e seguindo a velha máxima de “Rei morto, Rei posto”, convém esclarecer como se resolve a lacuna.

 

As redes sociais provocaram tamanha revolução na comunicação que podemos dividir o tempo comunicacional em duas eras: aRS (antes das Redes Sociais) e dRS (depois das Redes Sociais).

 

Na primeira o assessor de imprensa tradicional reinava. Na segunda ele desapareceu para dar lugar ao Consultor de Comunicação numa lógica de comunicação integrada. A nota informativa, a conferência de imprensa, a criação e manutenção dos diferentes instrumentos de comunicação digital da instituição (facebook, twitter, youtube, site institucional, etc.), as campanhas de publicidade e o marketing, a comunicação interna, a monitorização de todos os meios, as relações públicas, entre outras valências passam a estar integradas numa mesma filosofia de comunicação que não pode, em nome do seu sucesso, ser vista/criada/pensada de forma separada. Ora, por muito bom que seja nenhum ser humano o pode fazer sozinho. Ninguém consegue dominar tantas e tão diversificadas matérias a solo. Simultaneamente, o papel de proximidade entre o assessor de imprensa tradicional e o assessorado não se pode perder.

 

Por isso, hoje, o Consultor de Comunicação e as empresas do ramo são fundamentais para toda a comunicação da instituição, do cliente. Dotadas de vários especialistas nos diferentes “braços” elas substituem o velho assessor de imprensa tradicional através da figura do “consultor de comunicação” que mais não é do que o cérebro deste corpo que, no seu conjunto, vai permitir o correcto funcionamento de toda a comunicação agora perfeitamente integrada e composta por vários elementos especializados nos diferentes meios.

 

A necessidade de transformar a filosofia de comunicação das instituições no âmbito desta verdadeira revolução, passando a prioridade comunicacional de um só sentido (Instituição – OCS – Público) para uma comunicação múltipla (Instituição – Público; Instituição – OCS; Público – Instituição) vai obrigar a implementar esta nova lógica comunicacional empresarial de duplo sentido (Consultor/Empresa). Hoje, a instituição comunica para o seu público através das redes sociais e das campanhas publicitárias independentemente dos tradicionais media (que continuam a ser fundamentais mas que deixaram de ser “o único” meio) e é aqui que reside a mudança.

 

De repente…tudo mudou.

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 09:31
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
vida e morte do Assessor, mais uma acha para a fogueira

Eis mais uma reflexão sobre o assunto com que o Fernando Moreira de Sá fez take over aqui ao poleiro. Desta vez o Luis Spencer Freitas no seu O Segundo Que Passou.

 

 

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 11:21
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Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial II)

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

2. Do Pombo-correio ao Twitter – As Redes Sociais

 

Se no primeiro post escrevi sobre a diferença entre a comunicação de massas e das massas focando a mudança que tal provocou no papel do assessor de imprensa, desta feita são as “Redes Sociais” a provocar uma alteração profunda. É a segunda parte da trilogia.

 

Quando em 1999 surge o blogger, em 2004 o facebook e em 2006 o twitter, o assessor de imprensa tradicional começou a ver a vida a andar para trás e a tornar-se, rapidamente, uma espécie em vias de extinção.

 

Num século passamos do Pombo-correio da Reuters para o passarinho do Twitter e boa parte dos responsáveis de inúmeras instituições ainda nem se aperceberam da mudança – olham pela janela do seu escritório e julgam que as mensagens que a filha envia ao namorado voam na pata daquele pombo que acabou agora de passar. Hoje, quase cinco milhões de portugueses têm acesso à internet passando cerca de 15 horas por semana a navegar e 42% consideram a internet imprescindível (apenas 34% consideram da mesma forma a televisão)*. Segundo dados da Netscope de Julho de 2010, o número de visitas diárias a blogues do Sapo é superior ao número diário de circulação paga dos principais jornais diários portugueses. O caso do Facebook é tão flagrante e esmagador que nem vale a pena atirar com os números.

 

Volto a questionar: perante este cenário para que serve o assessor de imprensa tradicional? Melhor dito, será que uma qualquer instituição para comunicar com o seu público-alvo vai enviar um press? Uma nota informativa? Convocar uma conferência de imprensa? Levar meia dúzia de jornalistas a jantar? Organizar um curso de formação intensiva aos seus colaboradores sobre escrita jornalística?

 

Já sei, num ápice e seguindo uma velha tradição de incompetência muito nossa, a instituição vai contratar um expert em informática para lhe criar uma página no facebook, um blog corporativo e um site todo catita, daqueles que são actualizados quando o Rei faz anos. A seguir, pede ao assessor de imprensa que convoque os senhores jornalistas para mais uma maravilhosa conferência dos sentados explicando que criou umas coisas engraçadas na internet e já está preparada para este novo mundo das redes sociais. Ao estilo daqueles projectos digitais apoiados por fundos comunitários que foram criados como cogumelos no nosso país e que, depois de tudo bem espremido, o resultado foi: sites sempre desactualizados e nada “user-friendly”, incapacidade de criação de múltiplos espaços wi-fi de acesso gratuito, bases de dados criadas nessa altura e que nunca mais foram actualizadas e aquisição maciça de material informático rapidamente obsoleto. Em suma, amadores a tratar de coisas sérias com o dinheiro dos outros. Portugal no seu melhor.

 

Foi aqui, entre 1999 e 2006 (do nascimento do Blogger ao Twitter) que o assessor de imprensa tradicional começou a definhar. A sua função foi ultrapassada pelos acontecimentos. Em suma, morreu. Mesmo sabendo que persistem alguns. A extinção das espécies nunca é instantânea.

 

Porém, parte substancial do seu trabalho continua a ter de ser feito. Como? Quem?

 

(continua… amanhã)

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 09:16
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá (edição especial)

 

 

A Morte do Assessor de Imprensa (em três capítulos).

 

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

Depois de uma discussão de facebook que passou para os blogues (aqui, aquiaqui e aqui ) nada como continuar o debate sobre o tema aqui no PiaR.

 

Um título tenebroso (e o que dizer de dividir a coisa em três partes? Um verdadeiro “The Texas Chainsaw Massacre”) para um tema delicado.

Vou procurar explicar dividindo em três posts aqui no PiaR (graças à amabilidade do Rodrigo): Da Comunicação de Massas à Comunicação das Massas; Do Pombo-correio ao Twitter – as Redes Sociais; A Comunicação Integrada e o Consultor de Comunicação.

 

 

1.Comunicação de Massas vs Comunicação das Massas

 

Os primeiros assessores de imprensa surgem da necessidade de intermediação entre as instituições e os diferentes órgãos de comunicação social de molde a que as primeiras consigam, através das segundas, chegar às massas.

 

Eram tempos de vias de sentido único: Instituição – OCS – Público. Os leitores/ouvintes/espectadores liam/ouviam/viam aquilo que os diferentes órgãos de comunicação social transmitiam. Os Assessores de Imprensa serviam de elo entre o seu cliente e o OCS. As mensagens transmitidas pelas diferentes instituições passaram a adoptar uma linguagem jornalística e o assessor procurava ser uma espécie de nanny. Ainda hoje, em inúmeras instituições, olham para o assessor de imprensa como aquele tipo(a) que vão contratar para “colocar” notícias, apaparicar os jornalistas e, eterno desejo secreto, evitar as más notícias. Acreditando piamente que todos os jornalistas são parvos. Enfim.

 

De repente, tudo muda. As massas ganham poder comunicacional próprio e os OCS deixam de ser o único veículo de transmissão de informação. A “Era Digital” transforma a comunicação de massas em comunicação das massas – o recente caso “Ensitel vs Maria João Nogueira” é disso um bom exemplo:

 

No tempo da “Comunicação de Massas” a Maria João até podia enviar uma “carta do leitor” a contar o seu caso com a Ensitel e, com alguma sorte, a cartita lá seria publicada. Até podia colocar um anúncio de jornal e a coisa duraria um, dois dias com muita sorte e talvez algumas centenas de pessoas tropeçassem no assunto.

 

Neste tempo da “Comunicação das Massas” a Maria João publicou um post no seu blogue, alguns milhares leram e chegou aos ouvidos da empresa em causa. Esta, pensando que ainda vivia nos primórdios da “Comunicação de Massas” utiliza o músculo e processa judicialmente a blogger. Resultado? Um verdadeiro fim do mundo para a Ensitel com a blogosfera e as redes sociais solidárias com a Maria João e milhares, muitos milhares, de consumidores a pintar de negro as cores da empresa. Esta recuou e agora vai procurar, naturalmente, gerir os danos por ter acordado muito tarde para uma nova realidade.

 

O que pode fazer o Assessor de Imprensa tradicional num caso como este? Uma nota informativa? Um press release? Com que tipo de linguagem, jornalística? Para que meios? Onde está o “inimigo”?

 

Pois é, de repente…tudo mudou.

 

(continua… na segunda-feira)



publicado por Rodrigo Saraiva às 15:10
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
podia ser um word-of-mouth

O Assessor de Imprensa e o Emplastro”, uma interessante posta do Fernando Moreira de Sá no Albergue Espanhol.

 

E já agora, o Albergue, outro poleiro blogosférico onde também escrevo, festeja hoje o seu primeiro aniversário.

 

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 17:28
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
relacionamento entre public relations e jornalista by Dilbert

Dilbert.com

 

daqui



publicado por Rodrigo Saraiva às 08:52
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
Word of Mouth - Fernando Moreira de Sá

  

  

 

 

O Assessor Morreu. E depois?..

 

por: Fernando Moreira de Sá

Consultor de Comunicação e Blogger

 

 

Nem de propósito, meu caro Rodrigo. Primeiro foi aquele Fernando e agora é este Fernando a analisar a tua entrevista. Uns melgas estes “fernandos”, uns melgas.

 

PR Interview: E como é o trabalho do assessor de imprensa?

Rodrigo Saraiva: As agências de assessoria de imprensa de Portugal começam a conquistar um espaço que vai além da assessoria, tornando-se agências consultoras, com uma dimensão crítica relevante. Neste contexto, os profissionais trabalham no modelo “dois em um”, ou seja, como assessores e consultores, demonstrando pró-atividade e não se limitando somente ao repasse de informações.

PR Interview: Esta pró-atividade contempla a atuação nos blogs?

Rodrigo Saraiva: Qualquer profissional de comunicação que queira prestar o melhor e mais atual serviço a seus clientes precisa contemplar em suas estratégias os blogs e novas mídias. Isso porque pesquisas indicam que as pessoas passam cada vez mais tempo na Internet, seja para procurar ou compartilhar informação. Qualquer pessoa é hoje em dia um formador de opinião. Em Portugal, temos um interessante fenômeno em que muitos dos colunistas e jornalistas da imprensa escrita tradicional têm presença em blogs e redes sociais.

 

No início da semana, a convite da Professora Fábia Ortega do ISMAI, fui fazer uma apresentação/palestra sobre “Assessoria de Imprensa” aos finalistas das licenciaturas de Relações Públicas e de Ciências da Comunicação. E o que lhes fui eu dizer? Algo muito simples: informar que o “Assessor de Imprensa” morreu. Uma morte macabra às mãos do universo comunicacional 2.0 que, por sua vez, fez gerar uma nova figura, um rebento chamado Consultor de Comunicação.

 

Olhemos então para o defunto e façamos a devida autópsia dividindo as eras: a.RS e d.RS.

 


Antes das Redes Sociais (a.RS):

 

O Assessor de Imprensa era o profissional responsável por fazer a ponte entre a Instituição/Organização para a qual prestava o seu serviço e os Órgãos de Comunicação Social que a rodeavam.

 

Preparava os press releases, os comunicados, as notas à imprensa e contactava com os OCS, servindo de intermediário. Não tratava nem tão pouco coordenava as campanhas de publicidade nem a área das chamadas relações públicas.

 

Depois das Redes Sociais (d.RS):

 

Tal como os dinossauros, extinguiu-se. Quer dizer, está prestes a extinguir-se. O motivo? O surgimento de uma espécie mais evoluída e adaptada à nova realidade, o Consultor de Comunicação.

 

O Consultor faz exactamente o mesmo que fazia o Assessor de Imprensa mas acresce a coordenação das campanhas de marketing, a estratégia comunicacional global da organização e a supervisão das chamadas Relações Públicas. Sem esquecer a velha e temível “Gestão de crises” e um domínio dos novos instrumentos de comunicação 2.0

 

É um verdadeiro “Processo de Comunicação Integrado” ou de comunicação global. O tempo do assessor de imprensa que se limitava a intermediar entre a instituição que representava e os diferentes órgãos de comunicação social e pelo caminho fazia umas jantaradas (fossem no Pabe ou no Pajú) com jornalistas foi chão que deu uvas. E o tempo não volta para trás.

 

Nos tempos que correm, nesta dRS, dificilmente se concebe a existência de um assessor de imprensa nem tão pouco se pode acreditar que uma só pessoa, sozinha, consiga tocar todos os instrumentos de uma orquestra. Pode existir um, um “special one”, mas é tão raro e tão único que já está tomado. Por isso mesmo, existem as empresas de comunicação, as consultoras, com diferentes equipas especializadas e que podem prestar um verdadeiro serviço completo, chave na mão.

 

A Comunicação mudou. O Mundo mudou.

 

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 11:10
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
Rodrigo entrevista Rodrigo

E já está online a entrevista que dei ao Rodrigo Capella para o seu blog.

 

Tirando os exageros de simpatia do meu homónimo na apresentação, o destaque vai para como as pessoas, marcas e instituições devem marcar presença no twitter, um tema que está no topo da agenda comunicacional do Brasil. Tanto assim é que no fim da entrevista foi colocada uma sondagem perguntando “Em um projeto de PR 2.0, o perfil do Twitter deve ter um número limitado de mensagens por dia? (Sem contar RTs e DMs).”.

 

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 08:21
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