O Jornal de Negócios publicou ontem uma peça sobre Agências de Comunicação. E uma peça digna de ser lida.
Ficamos a saber que o sector em Portugal vai ter uma ligeira queda em 2011. Mas eu ainda estou curioso por ver os resultados de 2010, em especial o agregado do sector.
Ficamos a saber os valores mensais praticados. Desconhecia que existia tabela.
E ficamos a saber que Media Relations é “envio de press releases para a imprensa”. What???!!!
Pelo facto de estar envolvido na dinamização da Associação de Profissionais, e mesmo tendo esta um âmbito distinto, tenho evitado comentar o que se passa na associação patronal do sector, a APECOM, nomeadamente a saída do Salvador da Cunha / Lift da presidência e a inerente necessidade de preencher essa vacatura. Mais que preencher vacatura, foi a própria APECOM a anunciar que realizaria eleições.
Recentemente foi noticiado o que já era assunto de conversas, a dificuldade de encontrar alguém que assumisse a Presidência ou a vontade de muitos associados de chancelarem quem se disponibilizava e de integrar os órgãos sociais.
Ficamos hoje a saber que afinal não houve eleições e que apenas foi preenchido o lugar de Presidente da Direcção, tendo sido escolhido Alexandre Cordeiro / C&C.
Não conheço pessoalmente Alexandre Cordeiro, mas pela história e percurso, quer o seu próprio como o da empresa, é alguém que quem está neste sector deve respeitar e considerar.
E talvez seja pelo respeito que muitos dos seus pares lhe têm que foi esta a solução encontrada. Alexandre Cordeiro era o Presidente da Assembleia Geral depois de ter presidido à Direcção da APECOM durante alguns mandatos. Recorde-se que recentemente, na primeira edição dos Prémios Reputação, foi-lhe atribuído o Prémio Carreira, com todo o significado que isso tem.
É por estes motivos e não pelas capacidades do próprio Alexandre Cordeiro que considero esta notícia como negativa. Os associados da APECOM fizeram uma maldade ao Alexandre Cordeiro. Aquilo que temos é um regresso, não houve capacidade de renovação. A imagem que a APECOM dá para fora é de que foi preciso recorrer aos “cabelos brancos” para que a Associação não caísse de vez, depois da saída de vários associados.
Aquilo que agora deverá acontecer é o preparar a Associação para a tal renovação e refrescamento que se impõe. Porque o sector precisa de uma associação patronal activa e consensual.
Salvador da Cunha, CEO da Lift Consulting, abdicou hoje do seu cargo na Direcção da APECOM - Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação. Presidente da APECOM, desde Fevereiro de 2008, Salvador da Cunha abdica do cargo por “falta de tempo."
Numa altura em que uma nova entidade que “possa representar e defender os profissionais, logo a profissão, junto de instituições públicas e privadas” anda a ser “cozinhada”, a APECOM, associação que reúne mais de 20 empresas do sector, fica assim sem presidente.
Não se sabe quem o substituirá, nem qual o futuro da APECOM, mas já foram dados alguns palpites.
A título pessoal, e sendo totalmente imparcial quanto ao desempenho do Salvador da Cunha na APECOM, não posso deixar de o felicitar, tanto pela dedicação de mais de 3 anos em prol do sector, como pela sensatez da sua demissão.
Não tenho tido tempo para grandes posts, nomeadamente sobre algumas coisas que se passaram neste sector nos últimpos tempos, como é o caso dos Prémios Reputação. Como o tempo continua a ser curto e outros há que vão fazendo interessantes análises, deixo o link para o post do Jorge Azevedo sobre os Prémios Reputação.
O Salvador decidiu, num post, falar do tal Spin Doutor que pulula no twitter e responder ao Rui Calafate. E pelo meio falou de mim num misto de elogio, que até tenho piada e sou refinado, com alguma desconsideração, sou intriguista e escrevo a soldo. Não é a primeira vez, pelo que começo a ficar moído. A parte da coscuvilhice, obviamente, incluo-a nos elogios. É a tal costela costureira.
Cada vez que o Salvador me acusa de escrever a soldo, assim tipo mercenário, fico sem perceber se em tempos quis contratar o Rodrigo profissional de comunicação ou o Rodrigo do PiaR? Eu cá sempre tive a confiança que transportaríamos para a vertente profissional a boa ligação conseguida nos repastos de sushi, um gosto comum a ambos. Outros foram mais eficazes. Tiveram mais vontade. Deve ser por isso que lideram o sector.
Mas no post do Salvador houve algo que gostei. Ver o Salvador a referir-se, a citar, a Susana Monteiro. Só tenho pena que o faça por causa de um anónimo e não o tenha feito quando a Susana foi alvo de um ataque cobarde e mentiroso por parte de outro profissional, também associado da APECOM e seu dirigente. Talvez o assunto tenha sido tratado dentro de portas da associação (normalmente a fuga quando não se quer falar de certos assuntos), dirá o Salvador. Estar eu a falar disto é ser intriguista? Eu cá acho que é ser justo.
A APECOM – Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas lançou no passado dia 18 um inquérito a 39 empresas, associadas e não associadas, com volume de negócios em 2009 superior a 120.000 euros.
Não deixa de ser curioso que no dia em que o blog da APECOM está em destaque na homepage dos Blogs Sapo (que pare quem conhece significa um forte aumento de visitas) o post inicial seja este.

No seguimento deste episódio, que envolveu o professor Adriano Duarte Rodrigues, foram várias as opiniões publicadas:
e a Alda Telles (ver também comentários).
Uma última nota sobre a tomada de posição ou actuação das Associações. Percebo o que refere o António Marques Mendes, não sabemos se algo foi feito em termos institucionais, sendo um facto que as associações têm muito de public affairs. Mas imagino que como profissionais de comunicação que são / somos não se pode deixar de ver aqui uma oportunidade de defesa e promoção do sector e profissão. Acredito, por isso, que nos próximos dias veremos, pelo menos, um artigo de opinião. Recordo, por exemplo, o pertinente artigo do Luís Rosendo, enquanto Vice-presidente da APECOM, no jornal i em resposta ao Pedro Bidarra.
Numa troca de tweets entre o @brunoamaral, o @malbano e o @NunoMendao, começou-se a falar se existe, ou não, diferença entre Agência e Consultora (de comunicação, pois claro).
Isto não é uma discussão nova. Recordo-me de já ter sido falada em blogs. E por alguma razão a associação sectorial – APECOM, se designa como de Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas.
Podia até nem existir problema na designação Agência, muitas das empresas ainda adoptam essa denominação, não fosse a percepção, independentemente de comportamentos a longo prazo, criada. Agência remete inicialmente para uma ideia de prestação de serviço pura e dura. Os “agentes” são comissionistas. E a quem eu me limito a pagar uma comissão, uma agência de viagens, por exemplo, não o verei como parceiro.
Não nos podemos esquecer, por exemplo, a famosa expressão que existe / existia no mundo da publicidade: “comissão de agência”.
Empregar o conceito “agência” proporciona uma percepção errada da nossa actividade. Esta deve ser retribuída através de honorários previamente acordados. Depois é trabalhar. Em conjunto. E não vou falar da questão dos honorários à hora.
O Bruno diz, a certa altura, «Se querem mudar percepções q mudem o comportamento». Também é (muito) verdade. É deixarem de ser agentes e assumirem-se como Consultores.
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