Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
A comunicação em Angola enquanto elemento de "soft power" e influência

A internacionalização de uma empresa, seja ela de que natureza for, tem sempre algo de aventureiro, mas também de estratégico para todos aqueles que têm ambições de crescer e de diversificar investimento.

 

Se, para as empresas de alguns países essa tendência surge naturalmente, atendendo à vitalidade e grandeza da sua economia, já para Estados como Portugal, qualquer tentativa de conquista além fronteiras envolve esforço e talento acrescidos, assim como uma dose de elevado de risco.

 

Em tempos, o politólogo Joaquim Aguiar, e também administrador do Grupo José de Mello, dizia a este autor que Portugal não tinha empresas com dimensão verdadeiramente internacional. Ou seja, o sector privado nacional (verdadeiro sentido da expressão) nunca conseguiu criar empresas com dimensão suficiente para se imporem no estrangeiro (porque empresas "híbridas" como a EDP, a GALP ou a então PT não são mais do que entidades "fabricadas" pelo Estado).

 

A verdade é que nos últimos anos são cada vez mais as PME's, sobretudo de base tecnológica e com forte aposta no conhecimento, que estão a arriscar em novos mercados. Algumas têm tido resultados interessantes e já são referências em sectores específicos.

 

É com particular satisfação que se constata que tal tendência se estendeu mais recentemente às empresas da área da comunicação, quer de meios de informação, quer de agências, para o espaço natural de crescimento além fronteiras: África lusófona. 

 

Um mercado difícil e cheio de "esquemas", mas imenso no seu potencial. E para quem conhece minimamente a história político-diplomática entre Portugal e África sabe que mais nenhum país ou povo conhece tão bem aquele continente como os portugueses. Há uma proximidade emocional e relação natural que nunca se perdeu, que os franceses ou os ingleses nunca conseguiram cultivar no Continente Negro.

 

E é neste contexto que os meios de informação e as agências de comunicação podem assumir particular importância em Luanda, mas apenas se encararem a sua aventura como algo mais do que apenas negócio por negócio.  

 

Em Setembro do ano passado, e a propósito dos projectos em Angola, este autor escrevia aqui  "que  convém distinguir entre aquilo que são negócios de cariz limitado, nos quais ganhar dinheiro e obter lucro é o objectivo (perfeitamente legítimo e aceitável, diga-se) e  investimentos estratégicos de médio e longo prazo".

 

Mais do que uma questão de comunicação corporate, de eventos ou de produtos na realidade local, a presença em Angola de empresas nacionais especialistas em pensar e comunicar é também uma forma de "soft power" e influência de Portugal junto daquele país.

 

Em termos bilaterais, não há qualquer dúvida que se criam pontes entre Luanda e Lisboa e abrem-se canais de comunicação que, em abono da verdade, têm estado praticamente bloqueados desde a independência daquele país africano. Na vertente multilateral, as agências de comunicação, através do seu conhecimento e características, podem ajudar a fomentar e estimular o projecto da lusofonia, que teima em não desabrochar.

 

Ainda quanto ao "soft power" repare-se que há décadas que Paris e Londres, através de diversos canais, comunicam e influenciam em África. Portugal, pelo contrário, apenas agora começou a lançar as primeiras edições locais de jornais portugueses e a abrir sucursais de agências de comunicação (com excepção de uma que já está em Angola há alguns anos). 

 

Daquilo que este autor conhece, há pelo menos três agências já instaladas em Luanda e outra a caminho. O facto de já terem dado esse passo é bastante positivo, esperando-se agora que a sua acção se enquadre numa  visão estratégica em que o papel da comunicação não tenha apenas a finalidade do "business", mas seja vista também como um elemento de projecção dos interesses de Portugal em África e de reforço do projecto da lusofonia.

 



publicado por Alexandre Guerra às 07:23
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Puxar para cima, correndo o risco

A minha aposta falhou e lá se foi a esperança de ganhar uma viagem!

 

A YoungNetwork é o novo player da comunicação em Angola.

 

Apostar e investir em mercados internacionais é sempre um risco e em Angola, é a ideia que tenho, mais ainda. Dependerá muito dos parceiros locais.

 

A YoungNetwork também não parte "às cegas" para esta aventura, visto ter já a experiência na Croácia.

 

Esta jogada do João Duarte não deixa, também, de puxar para cima o sector das Relações Públicas nacional.

 

Boa sorte e sucessos!



publicado por Rodrigo Saraiva às 09:49
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
E por Angola ... II

No seguimento deste post, só hoje descobri uma notícia do Diário Económico que me parece responder a algumas questões, tenham elas origem portuguesa ou angolana.

Ora vejam ... nomeadamente o segundo parágrafo.



publicado por Rodrigo Saraiva às 19:01
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
E por Angola ...

No seguimento destes posts (1 e 2), deixo os links para conhecimento daqueles que ainda não leram as notícias do jornal O País.

 

Há Cunha & Associados no CAN 2010

 

Voos e naufrágios da Cunha Vaz

 

E deixo mais este - "Evitar Embustes", de um artigo de opinião do mesmo jornal, que "descobri" via twitter do Rui Oliveira Marques.

 

Para já, pelos motivos que aqui expliquei, evito comentar. Qualquer coisa que possa escrever sobre este assunto não passaria de uns bitaites.



publicado por Rodrigo Saraiva às 10:17
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Sábado, 4 de Abril de 2009
Verdade sim, mas com conhecimento

O Rui deixou aqui umas questões retóricas relativamente a este meu post, em particular a este parágrafo:

 

Angola também deu em parte o seu contributo para esta semana "agitada". Os agentes locais parece que não terão ficado agradados com a entrega de um projecto relacionado com o CAN 2010 a uma agência / consultora portuguesa e os meios locais disso fizeram nota.
 

E deixou também a questão directa de qual a agência?

 

O facto de não ter referido qual a agência, mas principalmente não ter emitido opinião, não foi por deixar a verdade para segunda escolha, apenas e só porque o soube por ler dois artigos de jornais angolanos. Embora descendente de angolanos nunca lá estive e não sei o que por lá se passa. Também nunca falei sobre o assunto com quem está por lá. E para falar com tudo em cima da mesa, ou como lhe chama o Rui, com verdade, apenas o faço com real conhecimento. Não apenas pelo que li nos jornais.

 

Mas também sem qualquer problema refiro que a empresa em questão é a Cunha Vaz & Associados.



publicado por Rodrigo Saraiva às 00:19
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
Semana "agitada"

Na passada sexta-feira escrevi no twitter o seguinte: "O inicio da próxima semana será positivamente agitado nas PR portuguesas com iniciativas de partilha de conhecimentos!"

A essa data fiz essa afirmação tendo em conta dois eventos que iriam ter lugar e que, por isso, eram do conhecimento público. Falo da conferência com David Plouffe, promovida pela Cunha Vaz & Associados, e da conferência de apresentação do Trust Barometer da Edelman, promovida pelo Grupo GCI em parceria com a APEME, contando com a presença de Augusto Mateus.

Mas mais acontecimentos marcaram esta semana, demonstrando que o mercado das consultoras e agências de comunicação em Portugal está animado. Algumas já eram faladas em surdina nos "corredores" e outras foram surpresas, sendo que agora caberá ao mercado, provavelmente estranhar de inicio, mas depois entranhar.

Ora vejamos em resumo.

Aproveitando a conferência de David Plouffe, António Cunha Vaz aproveitou para anunciar que este ano não trabalhará a comunicação de campanhas políticas. Não querendo duvidar, mas recordo-me de uma expressão bem conhecida do mundo futebolístico "o que hoje é verdade, amanhã é mentira". Veremos o que acontece. 

 

A mesma CV&A anuncia hoje a abertura de escritório em São Paulo, através da aquisição de uma empresa local, bem como o aumento do seu capital.

 

Depois da aposta em África, nomeadamente Angola onde também está em força a LPM Comunicação, António Cunha Vaz atira lanças para o outro lado do Atlântico, estendendo os braços lusos da comunicação por esse mundo depois de apostas em outras geografias, como da Youngnetwork na Croácia.

 

Angola também deu em parte o seu contributo para esta semana "agitada". Os agentes locais parece que não terão ficado agradados com a entrega de um projecto relacionado com o CAN 2010 a uma agência / consultora portuguesa e os meios locais disso fizeram nota.

Voltando ao marketing político a Meios e Publicidade preparou um trabalho sobre o tema para a sua edição impressa de hoje. Veremos o que descobriu.

O Grupo GCI continuando o seu processo de aumento de competências e reforço dos recursos humanos, anunciou a contratação de Rui Camarinha e Rui Ventura. Dois "tiros" surpreendentes de José Manuel Costa.

E para uma época de crise em que se houve falar de cortes nos budgets de comunicação é bastante positivo ver diversas agências / consultoras a anunciar novos clientes! É só passar os olhos pela Briefing e pela M&P e contar. Um sinal de dinamismo do mercado e isto, claro, sem contar com as novas contas que não são tornadas públicas.
 



publicado por Rodrigo Saraiva às 12:51
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
Os grandes projectos de comunicação em África ainda estão para vir

Nas últimas semanas muito se tem falado de Angola, das suas potencialidades e do seu crescimento efectivo, dois vectores que não devem ser questionados por quem esteja minimamente esclarecido.

 

No entanto, convém distinguir entre aquilo que são negócios de cariz limitado, nos quais ganhar dinheiro e obter lucro é o objectivo (perfeitamente legítimo e aceitável, diga-se) e  investimentos estratégicos de médio e longo prazo.

 

Para o autor destas linhas, o que se discute é uma questão de estilo e de objectivos e não de mérito. Por isso, quando se tem falado de investir em Angola está-se quase sempre a aludir a "meros" interesses comerciais sem qualquer enquadramento estratégico.

 

A este propósito, deverá estar agora a fazer um ano onde num almoço com mais duas pessoas, o autor destas linhas percebeu que afinal havia pessoas em Lisboa (com ligações de alto nível em Luanda, em Maputo e em Pretória) com uma "visão" estratégica para África.

 

Ver mais... )


publicado por Alexandre Guerra às 22:18
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Domingo, 21 de Setembro de 2008
Déjà vu

 

O Partido Socialista apresentou hoje, no comício em Guimarães o seu novo slogan "Força de Mudança".

 

Ao ver / ler este novo slogan logo senti uma sensação de Déjà vu!

 

Um partido que está no poder a usar a palavra "M"?

 

 



publicado por Rodrigo Saraiva às 00:58
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
"Nós Acreditamos"

Rui, será que o artigo já teve mão portuguesa?


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publicado por Rodrigo Saraiva às 23:37
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Domingo, 10 de Agosto de 2008
Puxar para cima

A notícia que já se esperava ...

 

Governo de Angola contrata LPM

 

 

Nota: o titulo deste post é, descaradamente, "roubado" ao próprio LPM



publicado por Rodrigo Saraiva às 00:58
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