Quinta-feira, 20 de Março de 2014

[Word of Mouth] Angola e os novos modelos de relação com o mercado

Angola e os novos modelos de relação com o mercado:

Os desafios de um país que vive o presente

 

Por: Miguel Jerónimo

Director de Comunicação na Lift Consulting, Angola

 

As semelhanças culturais entre Portugal e Angola parecem, à primeira vista, e para quem vem de fora, muitas. A língua portuguesa, talvez a maior herança dos portugueses neste país, aproxima-nos hoje mais do que nunca e coloca-nos numa posição privilegiada face aos países francófonos e anglo-saxónicos, cujos investimentos se sucedem a um ritmo impressionante. Também partilhamos alguns costumes e tradições que, com o tempo e com as novas gerações, vão desaparecendo e dando lugar a novas expressões sociais e culturais que têm ajudado o país a construir a sua identidade. Mas não existe nada mais que nos possa fazer pensar que Angola é hoje um reflexo do Portugal dinâmico e próspero (?) dos velhos tempos. A velocidade furiosa e visível da reconstrução, física e mental, desta nação não está a ser devidamente acompanhada pelas empresas portuguesas em Angola ou multinacionais controladas pelas subsidiárias portuguesas, que insistem em seguir os mesmos modelos de relacionamento com os seus públicos que são usados em Portugal.

 

O seu actual desafio passa por perceber que modelos de relação com o mercado devem adoptar, tendo em conta o padrão invulgar de crescimento que Angola está seguir e o consequente desenvolvimento dos seus públicos, de forma a tornarem-se ainda mais competitivas?

Este movimento de mudança na forma de agir perante os diversos públicos, sejam eles clientes ou potenciais clientes, investidores, colaboradores, fornecedores, associações industriais ou media, tem sido lentamente alimentado por algumas multinacionais em Angola, a maioria gerida a partir das suas sedes ou subsidiárias dos EUA, Brasil, África do Sul ou Emirados Árabes Unidos, que se mostram mais preparadas para gerir e acompanhar a mudança. Uma consequência que resulta do crescimento que estes países viveram e vivem, em diferentes escalas.

 

 

A verdade é que melhoria da qualidade de vida da generalidade da população angolana e a emergência de uma classe média, com poder de compra, que procura um padrão de vida mais moderno e sofisticado, tem vindo a alterar os hábitos de consumo. O mercado é regulado pelo que hoje é tendência e os movimentos de compra ganham novas dinâmicas a cada mês que passa. Infiel às marcas e cada vez mais exigente, o consumidor angolano procura acima de tudo viver o presente, com o que o mercado lhe oferece. Neste sentido, é fundamental que as empresas criem estratégias de relação com este público que façam as marcas acompanhar a curva da procura. Marcas com personalidades fortes, activas, criativas e comunicativas, que ajam no contexto do mercado angolano e dos padrões de consumo do momento, estarão melhor posicionadas para enfrentar este desafio e começar a desenvolver no seu público sentimentos de confiança e estima que garantam a compra e a fidelização. Aplicar em Angola as mesmas estratégias, planos de negócio, marketing ou comunicação desenhados originalmente para o mercado português é estar um passo atrás das empresas que realmente investem no conhecimento do mercado.

 

publicado por Virginia Coutinho às 09:32
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Sábado, 30 de Novembro de 2013

Quando um jornalista não sabe googlar...

Pode ter sido um má execução gráfica (pois custa a acredita que um jornalista não saiba onde fica Maputo), mas que é lamentável lá isso é...

(Imagem partilhada por Pedro Aniceto)

 

publicado por Virginia Coutinho às 20:06
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Segunda-feira, 25 de Março de 2013

Angola e o controlo dos media portugueses

Achei o artigo interessante e não pude deixar de partilhar.

Deixo um pequeno exerto deste interessante artigo para aguçar o apetite:

 

O capital angolano investido em Portugal aumentou 35 vezes na última década, segundo as informações da imprensa.(...) Na verdade, Angola é um dos piores infratores em termos de liberdade de expressão. A mídia é estritamente controlada pelo partido no poder e os jornalistas independentes são perseguidos regularmente. Dez jornalistas foram assassinados por seu trabalho, com absoluta impunidade, desde que o CPJ começou a manter registros em 1992.


Podem ler o artigo integral aqui.

 

 

 

publicado por Virginia Coutinho às 15:44
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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Dia de eleições gerais em Angola

É importante assinalar que hoje os angolanos vão às urnas. Os eleitores, que se prevê que sejam mais de 9 milhões, participarão naquelas que são as terceiras eleições desde a independência do País.

 

As eleições estão a decorrer sem problemas, mas a UNITA já anunciou que as irá impugnar.

 

Com isto, e porque estamos a falar de Angola, partilho aqui duas antigas notícias que mereceram a minha atenção (e retenção):

 

A notícia do(s) limpa neves de Angola: http://bit.ly/knItDW

E a dos prédios no Estoril Sol: http://bit.ly/R0DG1c

publicado por Virginia Coutinho às 15:21
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A comunicação em Angola enquanto elemento de "soft power" e influência

A internacionalização de uma empresa, seja ela de que natureza for, tem sempre algo de aventureiro, mas também de estratégico para todos aqueles que têm ambições de crescer e de diversificar investimento.

 

Se, para as empresas de alguns países essa tendência surge naturalmente, atendendo à vitalidade e grandeza da sua economia, já para Estados como Portugal, qualquer tentativa de conquista além fronteiras envolve esforço e talento acrescidos, assim como uma dose de elevado de risco.

 

Em tempos, o politólogo Joaquim Aguiar, e também administrador do Grupo José de Mello, dizia a este autor que Portugal não tinha empresas com dimensão verdadeiramente internacional. Ou seja, o sector privado nacional (verdadeiro sentido da expressão) nunca conseguiu criar empresas com dimensão suficiente para se imporem no estrangeiro (porque empresas "híbridas" como a EDP, a GALP ou a então PT não são mais do que entidades "fabricadas" pelo Estado).

 

A verdade é que nos últimos anos são cada vez mais as PME's, sobretudo de base tecnológica e com forte aposta no conhecimento, que estão a arriscar em novos mercados. Algumas têm tido resultados interessantes e já são referências em sectores específicos.

 

É com particular satisfação que se constata que tal tendência se estendeu mais recentemente às empresas da área da comunicação, quer de meios de informação, quer de agências, para o espaço natural de crescimento além fronteiras: África lusófona. 

 

Um mercado difícil e cheio de "esquemas", mas imenso no seu potencial. E para quem conhece minimamente a história político-diplomática entre Portugal e África sabe que mais nenhum país ou povo conhece tão bem aquele continente como os portugueses. Há uma proximidade emocional e relação natural que nunca se perdeu, que os franceses ou os ingleses nunca conseguiram cultivar no Continente Negro.

 

E é neste contexto que os meios de informação e as agências de comunicação podem assumir particular importância em Luanda, mas apenas se encararem a sua aventura como algo mais do que apenas negócio por negócio.  

 

Em Setembro do ano passado, e a propósito dos projectos em Angola, este autor escrevia aqui  "que  convém distinguir entre aquilo que são negócios de cariz limitado, nos quais ganhar dinheiro e obter lucro é o objectivo (perfeitamente legítimo e aceitável, diga-se) e  investimentos estratégicos de médio e longo prazo".

 

Mais do que uma questão de comunicação corporate, de eventos ou de produtos na realidade local, a presença em Angola de empresas nacionais especialistas em pensar e comunicar é também uma forma de "soft power" e influência de Portugal junto daquele país.

 

Em termos bilaterais, não há qualquer dúvida que se criam pontes entre Luanda e Lisboa e abrem-se canais de comunicação que, em abono da verdade, têm estado praticamente bloqueados desde a independência daquele país africano. Na vertente multilateral, as agências de comunicação, através do seu conhecimento e características, podem ajudar a fomentar e estimular o projecto da lusofonia, que teima em não desabrochar.

 

Ainda quanto ao "soft power" repare-se que há décadas que Paris e Londres, através de diversos canais, comunicam e influenciam em África. Portugal, pelo contrário, apenas agora começou a lançar as primeiras edições locais de jornais portugueses e a abrir sucursais de agências de comunicação (com excepção de uma que já está em Angola há alguns anos). 

 

Daquilo que este autor conhece, há pelo menos três agências já instaladas em Luanda e outra a caminho. O facto de já terem dado esse passo é bastante positivo, esperando-se agora que a sua acção se enquadre numa  visão estratégica em que o papel da comunicação não tenha apenas a finalidade do "business", mas seja vista também como um elemento de projecção dos interesses de Portugal em África e de reforço do projecto da lusofonia.

 

publicado por Alexandre Guerra às 07:23
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Puxar para cima, correndo o risco

A minha aposta falhou e lá se foi a esperança de ganhar uma viagem!

 

A YoungNetwork é o novo player da comunicação em Angola.

 

Apostar e investir em mercados internacionais é sempre um risco e em Angola, é a ideia que tenho, mais ainda. Dependerá muito dos parceiros locais.

 

A YoungNetwork também não parte "às cegas" para esta aventura, visto ter já a experiência na Croácia.

 

Esta jogada do João Duarte não deixa, também, de puxar para cima o sector das Relações Públicas nacional.

 

Boa sorte e sucessos!

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:49
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

E por Angola ... II

No seguimento deste post, só hoje descobri uma notícia do Diário Económico que me parece responder a algumas questões, tenham elas origem portuguesa ou angolana.

Ora vejam ... nomeadamente o segundo parágrafo.

publicado por Rodrigo Saraiva às 19:01
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

E por Angola ...

No seguimento destes posts (1 e 2), deixo os links para conhecimento daqueles que ainda não leram as notícias do jornal O País.

 

Há Cunha & Associados no CAN 2010

 

Voos e naufrágios da Cunha Vaz

 

E deixo mais este - "Evitar Embustes", de um artigo de opinião do mesmo jornal, que "descobri" via twitter do Rui Oliveira Marques.

 

Para já, pelos motivos que aqui expliquei, evito comentar. Qualquer coisa que possa escrever sobre este assunto não passaria de uns bitaites.

publicado por Rodrigo Saraiva às 10:17
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Sábado, 4 de Abril de 2009

Verdade sim, mas com conhecimento

O Rui deixou aqui umas questões retóricas relativamente a este meu post, em particular a este parágrafo:

 

Angola também deu em parte o seu contributo para esta semana "agitada". Os agentes locais parece que não terão ficado agradados com a entrega de um projecto relacionado com o CAN 2010 a uma agência / consultora portuguesa e os meios locais disso fizeram nota.
 

E deixou também a questão directa de qual a agência?

 

O facto de não ter referido qual a agência, mas principalmente não ter emitido opinião, não foi por deixar a verdade para segunda escolha, apenas e só porque o soube por ler dois artigos de jornais angolanos. Embora descendente de angolanos nunca lá estive e não sei o que por lá se passa. Também nunca falei sobre o assunto com quem está por lá. E para falar com tudo em cima da mesa, ou como lhe chama o Rui, com verdade, apenas o faço com real conhecimento. Não apenas pelo que li nos jornais.

 

Mas também sem qualquer problema refiro que a empresa em questão é a Cunha Vaz & Associados.

publicado por Rodrigo Saraiva às 00:19
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Semana "agitada"

Na passada sexta-feira escrevi no twitter o seguinte: "O inicio da próxima semana será positivamente agitado nas PR portuguesas com iniciativas de partilha de conhecimentos!"

A essa data fiz essa afirmação tendo em conta dois eventos que iriam ter lugar e que, por isso, eram do conhecimento público. Falo da conferência com David Plouffe, promovida pela Cunha Vaz & Associados, e da conferência de apresentação do Trust Barometer da Edelman, promovida pelo Grupo GCI em parceria com a APEME, contando com a presença de Augusto Mateus.

Mas mais acontecimentos marcaram esta semana, demonstrando que o mercado das consultoras e agências de comunicação em Portugal está animado. Algumas já eram faladas em surdina nos "corredores" e outras foram surpresas, sendo que agora caberá ao mercado, provavelmente estranhar de inicio, mas depois entranhar.

Ora vejamos em resumo.

Aproveitando a conferência de David Plouffe, António Cunha Vaz aproveitou para anunciar que este ano não trabalhará a comunicação de campanhas políticas. Não querendo duvidar, mas recordo-me de uma expressão bem conhecida do mundo futebolístico "o que hoje é verdade, amanhã é mentira". Veremos o que acontece. 

 

A mesma CV&A anuncia hoje a abertura de escritório em São Paulo, através da aquisição de uma empresa local, bem como o aumento do seu capital.

 

Depois da aposta em África, nomeadamente Angola onde também está em força a LPM Comunicação, António Cunha Vaz atira lanças para o outro lado do Atlântico, estendendo os braços lusos da comunicação por esse mundo depois de apostas em outras geografias, como da Youngnetwork na Croácia.

 

Angola também deu em parte o seu contributo para esta semana "agitada". Os agentes locais parece que não terão ficado agradados com a entrega de um projecto relacionado com o CAN 2010 a uma agência / consultora portuguesa e os meios locais disso fizeram nota.

Voltando ao marketing político a Meios e Publicidade preparou um trabalho sobre o tema para a sua edição impressa de hoje. Veremos o que descobriu.

O Grupo GCI continuando o seu processo de aumento de competências e reforço dos recursos humanos, anunciou a contratação de Rui Camarinha e Rui Ventura. Dois "tiros" surpreendentes de José Manuel Costa.

E para uma época de crise em que se houve falar de cortes nos budgets de comunicação é bastante positivo ver diversas agências / consultoras a anunciar novos clientes! É só passar os olhos pela Briefing e pela M&P e contar. Um sinal de dinamismo do mercado e isto, claro, sem contar com as novas contas que não são tornadas públicas.
 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:51
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Os grandes projectos de comunicação em África ainda estão para vir

Nas últimas semanas muito se tem falado de Angola, das suas potencialidades e do seu crescimento efectivo, dois vectores que não devem ser questionados por quem esteja minimamente esclarecido.

 

No entanto, convém distinguir entre aquilo que são negócios de cariz limitado, nos quais ganhar dinheiro e obter lucro é o objectivo (perfeitamente legítimo e aceitável, diga-se) e  investimentos estratégicos de médio e longo prazo.

 

Para o autor destas linhas, o que se discute é uma questão de estilo e de objectivos e não de mérito. Por isso, quando se tem falado de investir em Angola está-se quase sempre a aludir a "meros" interesses comerciais sem qualquer enquadramento estratégico.

 

A este propósito, deverá estar agora a fazer um ano onde num almoço com mais duas pessoas, o autor destas linhas percebeu que afinal havia pessoas em Lisboa (com ligações de alto nível em Luanda, em Maputo e em Pretória) com uma "visão" estratégica para África.

 

publicado por Alexandre Guerra às 22:18
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Domingo, 21 de Setembro de 2008

Déjà vu

 

O Partido Socialista apresentou hoje, no comício em Guimarães o seu novo slogan "Força de Mudança".

 

Ao ver / ler este novo slogan logo senti uma sensação de Déjà vu!

 

Um partido que está no poder a usar a palavra "M"?

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 00:58
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

"Nós Acreditamos"

Rui, será que o artigo já teve mão portuguesa?

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publicado por Rodrigo Saraiva às 23:37
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Domingo, 10 de Agosto de 2008

Puxar para cima

A notícia que já se esperava ...

 

Governo de Angola contrata LPM

 

 

Nota: o titulo deste post é, descaradamente, "roubado" ao próprio LPM

publicado por Rodrigo Saraiva às 00:58
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