Quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Brave New World

Aldous Huxley escreveu em 1931 o seu "Admirável Mundo Novo", que foi considerado, há uns tempos atrás, um dos 100 melhores livros em língua inglesa de todo o sempre. Huxley foi buscar à 'Tempestade' de Shakespeare inspiração para o título da sua obra...há quem diga que conceptualmente a obra de Huxley reflecte precisamente sobre a linha narrativa da obra de Shakespeare. O livro aborda a mudança social e a mudança material e as suas implicações, e é uma crítica (positiva/negativa) ao desenvolvimento e ao papel do homem.

 

Não é todavia literatura inglesa que inspira este 'post'. Este post é um complemento ao anterior escrito pela Virginia sobre a realidade com que as agências de RP se estão a confrontar presentemente.

 

Há uns dias atrás uma empresa de RP do Sudoeste Asiático, até há um ou dois anos uma empresa de grande sucesso, fechou portas e a sua 'managing director', escreveu “PR agencies have to provide a suite of services to achieve a client’s objectives these days. You can’t just offer PR in its traditional form anymore. Clients want digital marketing capabilities from PR agencies, they don’t just want PR. It is such a different world now compared to just a few years ago.” 

 

Vivemos num novo mundo, UM ADMIRÁVEL MUNDO NOVO. É minha opinião que as RP como as conhecemos hoje irão desaparecer em não mais de cinco anos. E sem ser um darwinista social, acredito seriamente que só aqueles que se souberem adaptar às circunstâncias deste admirável mundo novo é que irão sobreviver.

 

Para o post não ser insubstancial, acrescento que a minha visão do futuro das RP passa por um novo modelo de negócio de base imaterial, por redes de profissionais com competências diferenciadas em actuação combinada online, por integração de disciplinas até agora afastadas, por perfis profissionais baseados em profunda literacia digital, por 'online events' e 'social movements 'e 'activities', por novos modelos de consumo imaterializado e novos perfis de consumidores de raíz trasnacional e ubermateriais, por novos padrões de ativismo de stakeholders, pela incorporação de uma base teórica alargada e aprofundada, com papel fundamental das neurociências, no desenvolvimento de abordagens corporativas aos mercados e às sociedades.

 

A maioria das agências e consultoras de RP presentes já começaram a morrer, só que alguns ainda não perceberam.

 

publicado por Antonio Marques Mendes às 13:15
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