Terça-feira, 15 de Abril de 2014

Banksy, um artista com algo a comunicar que fez da rua a sua tela

 Mobile Lovers, nome do mais recente mural de Banksy algures em Inglaterra

 

O anónimo Banksy, o  mais famoso artista de rua da actualidade, acaba de deixar mais uma marca da sua arte em local ainda desconhecido, provavelmente algures numa rua de uma cidade inglesa. A autenticidade do novo mural já foi confirmada pelo seu "PR agent." 

 

Mobile Lovers é o nome do novo trabalho daquele artista, que tem utilizado a sua arte para comunicar de forma subtil e, por vezes, irónica e sarcástica, as temáticas e tendências que afectam o quotidiano das sociedades modernas.

 

Neste mural, um casal de namorados, abraçados, mas em vez de olharem um para o outro, como seria natural, estão, antes, atentos aos seus telemóveis.  

 

 Uma perspectiva do enquadramento do mais recente mural de Banksy

publicado por Alexandre Guerra às 10:14
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Quinta-feira, 27 de Março de 2014

Um hino que vem com três anos de atraso

 

Há cerca de duas semanas, vários meios de comunicação social assinalaram os três anos das manifestações ocorridos no dia 12 de Março de 2011, que juntaram milhares de pessoas em várias cidades do país, num movimento espontâneo e inédito, por ser apolítico e fruto de um descontentamento geral instalado na sociedade portuguesa.

 

A ideia partiu de quatro jovens amigos, que personificavam as dificuldades e as desilusões que qualquer outro jovem português sentiria, longe de imaginarem as repercussões do movimento que lançariam no Facebook.

 

Para a História, aquela iniciativa ficou conhecida como protesto da “Geração à Rasca”, numa alusão ao célebre título de um editorial de 1994 do então director do Público, Vicente Jorge Silva, onde se questionava (ele não afirmava) se a juventude dos tempos finais do cavaquismo era uma “geração rasca”.

 

Em termos comunicacionais, a manifestação “Geração à Rasca” foi uma autêntica "bomba" que apanhou de surpresa todos os actores do sistema político muito distanciados da realidade do povo. Durante alguns dias, a euforia (e a comunicação) foi muita, com milhares de portugueses esperançados na aurora de um tempo novo.  

 

Mas esse tempo não chegou. O protesto massivo e genuíno não deu lugar ao movimento de mudança, como aliás os próprios quatro amigos hoje reconhecem. Eles, de certa forma, desempenharam bem a sua missão, mas não apareceu nenhum líder carismático para pegar nesse trabalho e dar-lhe o corpo necessário para que se tornasse numa força capaz de se imiscuir no debate político monopolizado pelos partidos.

 

Com o passar dos dias, semanas, a comunicação da “Geração à Rasca” foi perdendo força e o fenómeno rapidamente passou a epifenómeno. Apesar da simpatia e solidariedade mostrada por vários quadrantes da sociedade, tudo se dispersou.

 

E porque terá isso acontecido, tendo em conta o descontentamento real que se instalou sobretudo nas gerações mais jovens? A resposta não estará devidamente estudada, mas, tal como já foi aqui referido, teria sido fundamental que a determinado momento a “Geração à Rasca” fosse adoptada por um líder carismático, forte e mobilizador, vindo de um qualquer sector que não da Política.

 

Além disso, faltaram elementos inspiradores, vitais na eclosão de qualquer movimento de massas. Esses mesmos elementos são veículos essenciais para se comunicar simbolicamente determinadas mensagens e estados de espírito. Uma frase, uma imagem, uma música… Recorde-se, por exemplo, que muitos viram na música dos Deolinda, “Que parva que eu sou”, o hino desse possível movimento. Porém, algo faltava a essa música, por modo a dar-lhe um peso dramático e inspirador.

 

Agora, três anos depois, Tiago Bettencourt lança o single “Aquilo que eu não fiz”, do novo álbum a ser lançado no final da Primavera. Para a realização do vídeo clip pediu, através do Facebook, a colaboração dos seus fãs para enviarem os seus próprios vídeos.

 

Ao ouvir esta música, não se pode deixar de pensar que tem todos os ingredientes necessários para se tornar um autêntico hino de uma “geração à rasca”. É pena que tenha chegado com três anos de atraso.    

publicado por Alexandre Guerra às 17:04
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Quarta-feira, 26 de Março de 2014

Bingo de anúncios de novas agências

Aqui há uns tempos circulava pelos mails e, depois, pelos Faces e blogues, uma coisa que se chamava “Bingo das Reuniões”, destinada a levar-se para as ditas e marcar os clichés que eram ditos até se preencher o cartão.

Agora, numa altura em que, como diz o meu amigo e parceiro de blogue, Rodrigo Saraiva, todas as semanas ficamos a conhecer uma nova agência de comunicação, divirto-me com o “bingo dos anúncios de novas agências”.

A lógica é a mesma do outro “bingo”: leio as notícias sobre a nova agência que se anunciou e assinalo as mensagens comuns a todos estes anúncios.

- É uma “agência criativa de comunicação”? Check!

- Tem um “conceito que alia a criatividade à consultoria de comunicação”? Check!

- Faz aquilo que ninguém mais faz (sendo criativa, obviamente), como “comunicação de marcas e produtos, institucional e financeira, comunicação digital, produção de conteúdos, assessoria de imprensa e organização de eventos”? Check!

- Faz “parcerias estratégicas com as marcas e empresas que representamos”? Check!

- “Criando novos conceitos, acções e ferramentas de comunicação”? Check!

BINGO!!!

(Para ilustrar este texto utilizei algumas frases do último anúncio de nova agência que li. Mas se tivesse utilizado outro qualquer, as frases não seriam muito diferentes…)

publicado por Telmo Carrapa às 18:25
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Sexta-feira, 21 de Março de 2014

Mas ainda havia dúvidas de que a NBA é a liga mais espectacular do mundo?


Projecção inédita 3D no Quicken Loans Arena, onde jogam os Cleveland Cavaliers/8 de Março de 2014

publicado por Alexandre Guerra às 10:35
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Quinta-feira, 13 de Março de 2014

European Communication Monitor 2014

Quais são os principais desafios para um profissional de comunicação na era digital? Como é que se caracteriza o seu envolvimento em redes sociais (on- e offline) e networking? Que papel têm os mentores e orientadores de início de carreira nesse envolvimento? Como é que a liderança deve ser comunicada? Quais são as práticas, oportunidades e desafios da comunicação em dispositivos móveis? Até que ponto as questões de género (gender switch) estão a influenciar a profissão na área das Relações Públicas? Quais são as características dos departamentos de comunicação excelentes? Será que as práticas diferem nos vários países e em distintas organizações? 

 

Estas são as questões da edição 2014 do European Communication Monitor.

 

Fica aqui a divulgação e o apelo para que participem, ajudando a uma excelente radiografia do sector ao nível europeu, sendo possível tirar conclusões para cada país.

 

O European Communication Monitor é uma iniciativa no seio da EUPRERA, em conjunto com a EACD e Communication Director Magazine, e com o apoio da Ketchum.

 

Apelo via Sónia Sebastião.

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:19
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Quarta-feira, 5 de Março de 2014

A importância da Crimeia na génese do jornalismo de guerra

A famosa e icónica (e também mais polémica) foto de Roger Fenton, no "Vale da Sombra da Morte" (Crimeia), supostamente tirada após um bombardeamento de três horas sobre os aliados

 

A propósito dos acontecimentos dos últimos dias na Ucrânia, o autor destas linhas foi recuperar os apontamentos que tinha dos tempos de universidade sobre a Guerra da Crimeia de 1853-56, até porque estava a preparar um post sobre o tema para outro poleiro. E uma das curiosidades que já estava esquecida era o facto daquele conflito ter sido o primeiro a ter uma cobertura mediática verdadeiramente efectiva e diária, através de artigos e fotografias enviadas pelos "correspondentes de guerra" William Russell (1821-1907) e Roger Fenton (1819-1869). 

 

Na verdade, não se trata de uma curiosidade, mas sim de um elemento muito importante naquilo que viria a ser percepção dos povos em relação à evolução diária dos conflitos. A figura do "correspondente de guerra" veio abrir "janelas" (mais tarde seria em tempo real) para os palcos de conflito, permitindo à opinião pública ficar informada sobre os acontecimentos. 

 

No caso da Guerra da Crimeia de 1853-56, o jornalista William Russel, enviado do The Times, e o fotógrafo Roger Fenton, fizeram história ao relatarem diariamente para todas as nações envolvidas no conflito os acontecimentos na pensínsula da Crimeia. Fenton, que se tornou mundialmente famoso precisamente com a cobertura dessa guerra, fez um trabalho exaustivo e extraordinário na cobertura do conflito.

 

Ao contrário de Russel, Fenton foi enviado para a Crimeia por uma editora de Manchester com o objectivo de documentar o conflito. Vendo aqui uma oportunidade para tranquilizar a opinião pública, o Governo britânico apoiou esta iniciativa,já que se esperava uma abordagem mais artística e, de certa forma, parcial da cobertura. No entanto, como mais tarde se viria a constatar, os ecos da guerra acabaram por ter um efeito negativo no Executivo, levando mesmo à sua queda (provavelmente, não há casos de conflitos pós-modernos que sejam benéficos a médio prazo nas sondagens para os governantes envolvidos).

 

William Russell, correspondente do The Times, fotografado por Roger Fenton

 

Fenton desenvolveu o seu trabalho no terreno com grande sacríficio físico e, apesar de não ter sido um trabalho "imparcial", foi um registo histórico e comunicacional de grande valor. Acabou por ser considerado o primeiro trabalho de fotojornalismo de guerra.

 

Também William Russell, jornalista do The Times, é considerado um dos primeiros "correspondentes de guerra", devido ao trabalho que desenvolveu no conflito da Crimeia. Foram quase dois anos de cobertura no terreno. Uma nota curiosa: terá sido durante o relato ao cerco dos aliados ocidentais a Sebastopol que Russell reproduziu o nome de uma operação militar que viria a tornar-se famosa, "the thin red line".

 

Num artigo de opinião do New York Times, de há três anos, Louis P. Masur director do programa de Estudos Americanos no Trinity College (CT) e autor de “The Civil War: A Concise History”, escrevia que Russell tinha regressado a Inglaterra como um "herói" após o fim da guerra. E acrescentava o seguinte: "His dispatches brought the war home to readers. He wrote with clarity and vitality about the grandeur and the horror of battle."

 

Já mais recentemente, no The Guardian, Roy Greenslade referia-se a Russell como o "pai do jornalismo de guerra" e que, como tal, também experimentou os problemas que os seus seguidores doravante iriam sentir: "Russell's problems as a war reporter in the Crimea prefigured those that all war reporters have since faced - official hostility, questioning of his honesty and accusations of treachery (for sapping morale and revealing information useful to the enemy)." 

 

A coragem e o espírito de sacrifício de Russell e Fenton foram factores determinantes para que o seu trabalho pudesse chegar às várias opiniões públicas dos países aliados envolvidos no conflito e, assim, abrir um novo período no jornalismo e na comunicação em tempo de guerra.

publicado por Alexandre Guerra às 18:07
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Domingo, 2 de Março de 2014

Mommy blogs, um desinteressante assunto

A revista Notícias Magazine do DN/JN publicou este Domingo uma longa reportagem sobre uma das mais recentes tendências da blogosfera: os "mommy blogs". Ou seja, blogues escritos por mães que acham que têm algo de interessante para dizer à Humanidade sobre a sua experiência da maternidade. Alguma razão devem ter, já que as audiências de alguns daqueles blogues mostram que do outro lado do ecrã há muitas "mãezinhas" (e talvez "paizinhos") que estão ávidas desse conhecimento profundo e de ler as experiências que emanam do quotidiano entre a fêmea e as suas crias.

 

Ao ler os depoimentos das "mamãs" na reportagem da Notícias Magazine dificilmente se retira dali alguma coisa com interesse, mas, por outro lado, nos dias que correm há uma espécie de "febre" comunicacional à volta do tema "maternidade", que tem raízes nos comportamentos obsessivos da maioria dos pais da classe média. A "ditadura" imposta pela criança  no meio que a rodeia e a "infantilização" dos próprios pais (temas amplamente abordados por especialistas) leva a que estes se tornem reféns de uma lógica comunicacional que não vai além dos temas das criancinhas. Tudo para lá disso, é um deserto de ideias e de debate.  

 

Estas "mamãs", supostamente de ar moderno e sofisticado, não são mais do que o reflexo dessa forma de estar em sociedade. Certamente que num jantar entre amigos enunciarão sem hesitar qual o mais recente filme da Disney, mas dificilmente saberão qual o último filme do Woody Allen.. A excitação do seu mundo gira à volta das fraldas, das "roupinhas", dos pediatras, das neuróticas corridas às urgências, das extravagantes festas de aniversário para bebés (imagine-se que até há listas de prendas em lojas da especialidade, como se de um casamento tratasse). Estes "mommy blogs" dão eco a essa vivência e parecem ter cada vez mais seguidores. É caso para dizer que na blogosfera, a maternidade se tornou um tema de comunicação e de grande audiência, tal como o sexo ou o futebol.  

publicado por Alexandre Guerra às 16:56
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

E porque a música também é comunicação...

 

Bruce Springsteen, Eddie Vedder e Tom Morello (guitarrista dos Rage Against The Machine), juntos, no passado dia 15, em Melbourne, imagine-se, a tocar Highway to Hell dos AC/DC. Momentos únicos de comunicação e inspiração...

publicado por Alexandre Guerra às 16:08
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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

Wag the dog

To 'wag the dog' means to purposely divert attention from what would otherwise be of greater importance, to something else of lesser significance. By doing so, the lesser-significant event is catapulted into the limelight, drowning proper attention to what was originally the more important issue. The expression comes from the saying that 'a dog is smarter than its tail', but if the tail were smarter, then the tail would 'wag the dog'.

Wag the Dog - Manobras na Casa BranceO filme que a imagem retrata é, para mim, um “obrigatório” para quem trabalha em comunicação (política ou não). Adaptado da obra homónima de David Mamet, "Manobras na Casa Branca" (“Wag the Dog” no original), conta a história de, a menos de duas semanas das eleições, um escândalo que ameaça a candidatura do presidente a um segundo mandato. Mas antes do escândalo poder causar danos irreversíveis, um misterioso homem é chamado à Casa Branca para resolver o problema.

 

Conrad Brean (Robert DeNiro) tem como profissão manipular a imprensa e, através dela, o povo americano. Brean consegue desviar as atenções do escândalo do presidente para uma história mais importante: uma guerra. Com a ajuda de Stanley Motss (Dustin Hoffman), um famoso produtor de Hollywood, e da sua equipa, Brean reúne uma equipa de crise única, que vai orquestrar um conflito global diferente de todos os que já se viram na CNN.

 

A que propósito me lembrei deste filme? Nem sei. Mas desde que a história das praxes começou (não negando a importância de um debate sobre as mesmas), não tenho ouvido críticas contundentes ao Ministro da Educação…

publicado por Telmo Carrapa às 09:30
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Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

Alguém errou... Henrique Monteiro ou Daniel Oliveira. O Expresso que clarifique

Ao ler os textos de opinião de Henrique Monteiro e de Daniel Oliveira, hoje, no Expresso on line, a propósito da polémica dos “Miró”, este autor ficou confuso perante o que aqueles dois cronistas escreveram. Ora, Monteiro, que ao que parece se tornou um “expert” em arte nas horas vagas, refere o seguinte: “Não creio que 85 Mirós gerem, a médio prazo (10 ou 20 anos) os 36 milhões de euros que são a sua base de licitação.”

 

Já Oliveira, sendo mais modesto nos seus conhecimentos artísticos, uma vez que recorre a quem “percebe da poda”, escreve que o “galerista Cabral Nunes, director da Casa da Liberdade - Mário Cesariny, considera que, em três ou quatro anos, a colecção gerará mais retorno do que esta venda, no que parece ser acompanhado por quase todos os especialistas”.

 

Perante isto, qual a informação que o leitor deve dar como válida? Aquela que é veiculada pelo "expert" Henrique Monteiro ou aquela que é sublinhada pelo eterno contestatário Daniel Oliveira?

 

Esta é uma daquelas situações em que os editores das secções de opinião dos jornais deveriam ter algum cuidado na gestão da publicação dos textos, porque sendo certo que estes não têm que seguir os critérios de uma notícia, é também razoável que deve haver a preocupação de não se publicar no mesmo jornal informação contraditória ou completamente díspar. Ainda para mais, quando os dois textos estão um a seguir ao outro.

 

Numa situação destas, e no superior interesse dos leitores, convinha que o Expresso viesse clarificar qual dos dois tem razão. Se é que algum deles tem.

 

publicado por Alexandre Guerra às 12:52
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Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

Tudo corre melhor quando a comunicação funciona em dois sentidos

Há cerca de duas semanas, e a propósito de uma falha de um dos serviços fornecido pela ZON IRIS, o PiaR escrevia que “há linhas que separam as boas das más práticas empresariais”, tecendo algumas críticas à estratégia (na verdade, ausência dela) de comunicação que aquela operadora adoptara perante um problema relacionado com a função “timewarp”, que a própria empresa conhecia e reconhecia.

 

Ora, na sequência desse mesmo post do PiaR, e partindo do princípio que é do interesse da própria ZON ir aperfeiçoando as suas práticas empresariais, o autor deste poleiro acabou por ser contactado pela operadora, mais concretamente através da área de “costumer service”.

 

Desta forma, a ZON dava assim um passo importante em direcção àquilo que deve ser um comportamento responsável institucional: estar atenta àquilo que os seus consumidores vão escrevendo na blogosfera e redes sociais e, ao mesmo tempo, promover uma relação bidireccional entre empresa e cliente. Ou seja, a comunicação deve funcionar nos dois sentidos, por forma a encontrar formas de solucionar eventuais problemas e melhorar os serviços.

 

Depois de ter sido alertado para o post do PiaR, o departamento de comunicação da ZON deu indicações ao “customer service” para que entrasse em contacto com o autor deste poleiro. E assim foi. Com simpatia e profissionalismo, o colaborador do “customer service” prontificou-se a pedir desculpas pela situação explanada no post do PiaR e a explicou o que se passava com o serviço “timewarp”.

 

De forma muito resumida, o sistema fica sobrecarregado nalgumas horas do dia, atendendo à mudança acentuada dos hábitos de consumo dos telespectadores que, cada vez menos, se regem pelos horários de programação fixados, para recorrerem mais à “gravação” ou à função “ver do início”. Ora, normalmente o recurso ao “timewarp” acontece nos mesmos picos de horas para a generalidade dos consumidores, provocando a tal sobrecarga no sistema.  

 

Após as explicações, o mesmo colaborador avançou com as soluções que a ZON tem neste momento em curso para a resolução dos problemas que estão a afectar o serviço “timewarp”. E assim, o PiaR deixa aqui o que lhe foi comunicado: nos últimos dias foi feito um “update” na rede que permite aumentar a capacidade de resposta dos servidores em vários pontos do País.

 

Algumas das zonas reforçadas foram na área circundante a Lisboa, com claras melhorias, diga-se, como este poleiro pôde, entretanto, constatar. Segundo o “customer service”, este trabalho de reforço e “ugrapde” da rede é para continuar.

 

Ao contactar o autor deste poleiro e ao avançar com uma explicação e respectiva solução, a ZON foi de encontro àquilo que se espera de uma empresa responsável. Este poleiro ficou esclarecido e agradado com o serviço, o que, de certa forma, contribuiu para a “reconciliação” com a operadora.

 

Perante este caso, o PiaR deixa apenas a sugestão à ZON para que doravante, e face a situações deste género, proceda a uma comunicação proactiva junto dos clientes (site, factura, sms, etc), já que erros e problemas técnicos são compreensíveis e aceites pelos clientes, mas desde que comunicados e explicados convenientemente.

 

publicado por Alexandre Guerra às 17:32
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

O novo site do European Journalism Centre

O European Journalism Centre (EJC) lançou esta Terça-feira o seu novo webiste.

publicado por Alexandre Guerra às 17:57
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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

Sem as ferramentas certas não há boa comunicação

Quantas vezes um consultor de comunicação, no quotidiano da sua profissão, se terá confrontado com altos responsáveis pela gestão de uma empresa ou de uma organização desprovidos dos princípios mais elementares da comunicação? Provavelmente, algumas… Mais do que as que seriam desejáveis.

 

E é por isso que o mais recente livro de J. Martins Lampreia, “Ferramentas de Comunicação para Gestores”, pode ser uma grande ajuda para esses profissionais, porque de forma muito objectiva e concisa proporciona um conhecimento sistematizado dos princípios e das normas da comunicação institucional.   

 

J. Martins Lampreia recorre à sua experiência de mais de 30 anos no sector da comunicação empresarial, sendo uma das principais referências na área do Lóbi em Portugal e na Europa, trabalhando há muito em Bruxelas junto das instituições europeias.

 

Com os temas bem arrumados em quatro capítulos – “comunicação interpessoal”, “comunicação empresarial”, “gestão de crise” e “relações institucionais e lóbi” –, o livro tem o prefácio de Pedro Luiz de Castro, também ele um homem da comunicação, com quem, aliás, o autor deste poleiro já teve o privilégio de trabalhar.

 

E a pergunta de partida não podia ser mais pertinente: “Acha mesmo que sabe comunicar?” Porque, efectivamente, e ao contrário do que muitos gestores pensam, comunicar é uma área de especialização como tantas outras que são fundamentais para o sucesso de qualquer empresa. O problema, lê-se ainda no prefácio, é que muitos gestores e decisores vêem a comunicação com uma “disciplina menor, no vasto universo empresarial, institucional ou até político”. A questão é que “a comunicação deve ser, hoje em dia, uma actividade transversal a toda a empresa”.

 

De tal forma que J. Martins Lampreia fala em “subsectores de especialização” dentro da comunicação. No entanto, é compreensível que um gestor no topo da pirâmide queira obter um conhecimento mais abrangente do processo de comunicação, sobretudo por quatro razões: para o gestor ter “um certo controlo do processo” dentro da empresa; por haver um“envolvimento cada vez maior por parte do gestor”; pelo facto da imagem da empresa ser “cada vez mais indissociável da imagem do seu responsável máximo”; e por causa da evolução dos meios de comunicação digitais, ou seja, “o responsável máximo não pode estar arredado desta tendência, sendo mesmo ‘obrigado’ a participar”.  

 

As primeiras “ferramentas” que J. Martins Lampreia apresenta são focadas para relação que o gestor tem com os seus colaboradores ou outros interlocutores. Ferramentas, por exemplo, para gerir a distância física entre pessoas, para ler a linguagem corporal, para falar em público, para fazer melhor uso das técnicas de neuromarketing, ou para, simplesmente, tirar o melhor partido de reuniões.

 

Já no campo da comunicação empresarial, J. Martins Lampreia avança com noções que devem ser dominadas pelos gestores, nomeadamente, ao nível da estrutura das organizações que lideram e das suas dinâmicas internas. É muito interessante ler sobre a dinâmica de relacionamento entre a comunicação interna e a esfera do endomarketing.

 

Com aquelas ferramentas apreendidas, o gestor poderá e deverá então ficar a conhecer os princípios e normas que norteiam sub-sectores da comunicação tão importantes para uma empresa, como é a “gestão de crise”, as “relações institucionais” e o “lóbi”. Porque, como escreve J. Martins Lampreia, "nos dias de hoje, qualquer pessoa com uma posição de liderança precisa não apenas de ser um bom comunicador, como também de entender toda a engrenagem e as regras básicas, que moldam o universo da comunicação".

publicado por Alexandre Guerra às 08:46
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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014

O nomeado



Trailer da Feral, curta realizada por Daniel Sousa, e entrou na restrita lista dos nomeados para os Óscares.

É um feito. Um grande feito. Daniel Sousa, realizador português de origem cabo-verdiana e há muitos anos radicado nos Estados Unidos, entrou num clube restrito, o dos "nomeados" para Óscar. Neste caso, para a categoria de melhor curta-metragem de animação, com Feral. Uma curta que, segundo Daniel Sousa, conta "a história de uma criança selvagem e outros temas universais que definem o ser humano – a diferença entre os humanos e os animais, a diferença entre a inteligência e os instintos.”

O estatuto de "nomeado" para Óscar é, por si só, um prémio de grande prestígio que catapulta a carreira de qualquer cineasta, mas também  acarreta mais responsabilidades para alguém que fez da animação a sua forma preferida de comunicação cinematográfica. 

publicado por Alexandre Guerra às 15:20
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Estudo: Trabalhos em comunicação

No ano passado fiz um pequeno estudo para poder apresentar os resultados numa conferência, dirigida a estudantes de comunicação. 

Analisei todos os anúncios de emprego da Carga de Trabalhos de Junho e Julho (local preferencial para se recrutar pessoas com pouca experiência) e partilho alguns dos dados:

  • Foram identificados 138 anúncios para profissionais de comunicação e marketing, dos quais 100 pediam conhecimentos em marketing digital ou social media.
  • Dos 100 anúncios, 57 eram para agências e 43 para o cliente.
  • 80% dos anúncios pediam pessoas sem experiência ou não especificavam a mesma (12% pediam 1 anos de experiência e 7% mais de 2 anos).
  • Desses anúncios, 38% pediam "conhecimentos em Marketing Digital" e 36%, "conhecimentos em social media".
  • Dos anúncios que pediam pessoas sem experiência, ou não especificavam a experiência pretendida, 87% pediam um dos 3 perfis "com conhecimentos em gestão de páginas de Facebook", "com conhecimentos de social media", "com conhecimentos de marketing digital".

Gráfico dos pedidos em agência:

 

 

Com isto só me interrogo como estão as instituições de ensino, e os recém-licenciados, tão mal preparados para esta realidade....

publicado por Virginia Coutinho às 12:19
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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2014

Há linhas que separam as boas das más práticas empresariais

“Há uma linha que separa a boa prestação de serviços da péssima, ao desrespeito total com os seus clientes, com o serviço o qual pagam, esta é a linha da Zon, mais um filme com saltos, e no fim erro 05....”. Esta é das muitas mensagens críticas ao serviço da ZON que é possível encontrar numa das suas páginas institucionais de Facebook. Neste caso em concreto, trata-se da página da ZON Life com mais de 81 mil seguidores.

 

O comentário acima foi publicado a 5 Janeiro por um cliente desagradado com o serviço da box de televisão daquela operadora. Muitos outros comentários do género podem ser ali encontrados, reportando, igualmente, os mesmos problemas. Críticas que o próprio autor desde poleiro partilha, desde que a ZON disponibilizou, já há algum tempo e com toda a pompa, um serviço que permite ao cliente gerir o visionamento e gravação de programas, séries e filmes, de acordo com as suas necessidades e disponibilidade. 

 

Para o lançamento deste serviço, a ZON não poupou nos euros em campanhas de marketing e de comunicação, para dizer aos portugueses que, supostamente, “há uma linha que separa” os serviços que aquela operadora providencia dos da concorrência.

 

Até aqui, tudo bem… E em tese era o cliente quem ficaria a ganhar com este novo e útil serviço da ZON. O problema é que, aparentemente, o serviço foi colocado no “mercado” sem estar devidamente testado e preparado para corresponder àquilo que a empresa apregoava oferecer. O serviço funcional mal, no entanto, é “vendido” como se estivesse a 100 por cento. E é aqui que surge uma questão grave em termos de ética empresarial, porque a ZON, segundo o PiaR apurou, há muito que terá conhecimento da deficiência do serviço, sem que, entretanto, tivesse tido a decência de o comunicar aos seus clientes, que pagam por um produto que, efectivamente, não está em condições perfeitas. Problemas que se estendem ao visionamento dos filmes do ZON Vídeoclube, pagos à parte da assinatura mensal.

 

Segundo foi possível saber junto da própria ZON, e após alguma insistência perante aquilo que era uma falha óbvia do serviço, esta operadora admitiu que está com um problema no “servidor de multimédia”, que gere, precisamente, as tais opções que os clientes têm de visionamento. De acordo com o que foi dito pela ZON, o servidor está sem capacidade de resposta para o serviço que aquela operadora anuncia e vende. Há uma “sobrecarga de funcionamento” que provoca inúmeras falhas naquele serviço.

 

Ao PiaR foram, inclusive, enumerados todos os problemas que podem surgir: “imagem a parar” constantemente; aparecimento de “mensagens de erro”; de repente “voltar ao programa do momento”.

 

Esta é uma situação que se arrasta há muito tempo e que, pelos vistos, a ZON tem conhecimento. No entanto, apesar de saber que está a comercializar um produto defeituoso, a ZON nada disse aos seus clientes, mantendo-se em silêncio, e continuando a publicitar o seu serviço.

 

Perante isto, o PiaR perguntou ao seu interlocutor na ZON se considerava esta situação aceitável. Não teve resposta. Foi apenas dito que neste momento existe uma “equipa interna” a tratar do assunto, embora, não haja qualquer previsão de quando o problema esteja resolvido. Pode ser “daqui a algum tempo”, disse a mesma fonte.

 

Este caso da ZON é mais um exemplo das péssimas práticas empresariais que algumas das grandes empresas nacionais ainda teimam em seguir. Há uma lógica subjacente de engano que só pode ser repudiada, sobretudo, quando em sentido contrário existem empresas com tão bons exemplos.

 

Nos dias que correm, qualquer empresa responsável que detecte que um dos seus produtos colocados no mercado possa ter algum problema, imediatamente faz uma comunicação aos consumidores. Em último caso, essa mesma empresa procede a um “recall” do produto em causa. Uma situação que acontece muito na indústria automóvel ou alimentar e que deve ser encarada com naturalidade, porque há um assumir de responsabilidade e uma lógica de transparência junto dos consumidores. Neste campo, o IKEA é uma empresa muito interessante e eficiente na comunicação deste tipo de problemas. Basta ir ao seu site, e ver que às vezes surgem alertas informativos sobre produtos que possam ter saído da fábrica com algum defeito ou falha.

 

Bastava que as chefias da ZON e o seu departamento de comunicação tivessem tido aquele tipo de comportamento e, muito provavelmente, o PiaR não teria publicado este post.

 

É caso para dizer que há linhas que separam as boas das más práticas empresariais. 

publicado por Alexandre Guerra às 16:18
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

A galeria dos imprescindíveis

São várias as histórias desprestigiantes que vão chegando ao autor deste poleiro sobre os contornos caricatos de alguns concursos (públicos e privados) para a contratação de consultoras de comunicação. Luís Paixão Martins conta aqui mais uma dessas histórias mortais para o sector das Public Relations

 

De um lado estão as "gentes" das entidades contratantes -- dotadas de uma ignorância crónica e sem qualquer visão esclarecida de como funcionam as sociedades democráticas ocidentais do XXI -- que apresentam cadernos de encargos totalmente desajustados à realidade do valor do que é pedido. Mas, do outro lado, estão as agências -- muitas delas asfixiadas e desesperadas para "agarrar" qualquer conta -- a aceitar, por vezes, condições draconianas, que as empurram para o pantanoso mundo do "dumping".

 

Se isto já acontecia antes da tristemente célebre"crise", a verdade é que se acentuou nos últimos tempos de forma descarada. Descaramento esse, por exemplo, bem visível no texto que LPM assina ou no tão badalado concurso -- entretanto abortado -- lançado há uns tempos pela empresa Metro. E já antes a CP tinha feito uma "brincadeira" do género para um concurso na área da publicidade. Apenas para citar alguns casos que vieram a público.

 

Visto deste ângulo parece que  se está perante uma "pescadinha de rabo na boca": As empresas e entidades vão diminuindo os orçamentos e as agências vão aceitando o que lhes dão. Está-se, assim, perante uma situação sem solução? Não necessariamente.

 

Acima de tudo é preciso perceber que a evolução do sector das Public Relations estará sempre dependente da evolução das próprias mentalidades, e não apenas dos decisores das entidades contratantes, mas também de quem está à frente das agências.

 

Os primeiros devem perceber o valor acrescido para o seu negócio de ter um serviço profissional de consultoria de comunicação.. Como aliás, já há muitos anos perceberam a mais valia de ter uma boa consultora financeira ou jurídica (aqui os preços não se discutem nem se impõem pelas entidades contratantes, quanto muito negoceiam-se).

 

Quanto aos líderes das agências, têm que interiorizar, precisamente, a importância crescente da sua profissão no seio das organizações e não ter medo de assumir essa responsabilidade na hora das grandes decisões. E aqui é preciso ser-se arrojado e destemido para fazer valer o "conselho" do consultor em situações de incerteza, onde, por vezes, outros actores se impõe no processso de decisão, com resultados catastróficos. Quantos casos não resultaram em crise de reputação porque os decisores das empresas deram primazia a todas opiniões menos àquela que deviam ter ouvido: a do consultor de comunicação.

 

É claro que nestas coisas das mentalidades, cada um segue o seu caminho e ao seu ritmo. Mas uma coisa é certa, qualquer entidade ou empresa que queira estar ajustada às exigências das sociedades vai ter que, obrigatoriamente, fazer esse caminho... mais cedo ou mais tarde. Mas também do lado das agências há muito caminho a percorrer.

 

Acima de tudo, devem tornar-se mais exigentes e conscientes daquilo que representam para uma entidade ou empresa. Além do mais, os líderes das agências devem também perceber, de uma vez por todas, que o mais importante são os seus recursos humanos. Porque é o seu consultor que anda no "terreno" e é esse que "agarra" os clientes" (e que também os pode levar quando muda de agência).

 

O consultor, por seu lado, deve estar num processo evolutivo constante e deve aspirar a passar para a galeria dos imprescindíveis da organização para a qual fornece serviços. E será nesse momento, em que se torna imprescindível, que a empresa ou entidade contratante dos seus serviços lhe reconhecerá o seu verdadeiro valor. E a partir daí, tudo será diferente.

publicado por Alexandre Guerra às 12:54
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Domingo, 8 de Dezembro de 2013

“As PR têm de ser mais ambiciosas e puxar pelo seu lado criativo”

Auditório principal do Cinema São Jorge durante o Eurobest 2013/Foto: Eurobest

 

O PiaR esteve este ano no Festival Eurobest, que pela terceira e última vez se realizou em Lisboa, e não podia perder a oportunidade de falar com Colin Byrne, uma das grandes referências internacionais das Public Relations, com quase 30 anos de experiência, nomeadamente em Public Affairs e campanhas políticas. Byrne é CEO da Weber Shandwick para o Reino Unido e região EMEA.

 

Byrne esteve no Eurobest 2013 enquanto presidente do júri na categoria de PR e, apesar da sua preenchida agenda, aceitou de imediato o convite que o PiaR lhe fez para uma conversa bem cedo no Tivoli, no último dia de festival.

 

Por motivos de força maior [leia-se gripe], acabou por ser o Rodrigo o único privilegiado deste poleiro a falar com Byrne. E, daquilo que o Rodrigo contou, parece ter sido uma conversa imperdível… Sobretudo, porque Byrne desafia a imagem estereotipada um pouco acinzentada dos “patrões” da comunicação. A boina e o estilo cool dão-lhe um registo altamente descontraído e genuinamente interessado em estar à conversa com alguém que ele não conhecia de lado algum, de um blogue do qual nunca tinha ouvido falar.

 

Para lá do simpático convívio social entre dois profissionais da comunicação, o mais importante da conversa entre o Colin e o Rodrigo foram algumas das considerações que o CEO da Weber teceu em relação ao sector das Public Relations.

 

O PiaR deixa aqui alguns excertos dessa conversa.

 

Colin Byrne

 

Rodrigo: Alguns festivais de criatividade, como Cannes ou o Eurobest, abriram-se às PR, mas aquilo a que se assiste é que há agências de advertising a ganharem os prémios de PR. Porquê? Prémios nunca foram o nosso foco? O "problema" está na criatividade do nosso sector?

 

Colin: Temos prémios e eventos apenas dedicados às PR, como os Sabre, mas olhando para Cannes ou para o Eurobest, que têm uma outra dimensão e realidade, a Publicidade (as pessoas e agências) sempre teve o seu foco, está no coração da sua actividade, na criatividade. Agora, nos últimos anos, as PR começam a valorizar a criatividade. Por exemplo, este ano na Weber Shandwick criámos a função de Chief Criativity Officer.

 

Depois, as pessoas da Publicidade são melhores a contar as histórias das suas campanhas. É o que fazem… e fazem bons filmes.

 

O trabalho das PR é mais below the line, menos visível. O trabalho das PR é mais difícil de contar e muito dele, especialmente ao nível corporate, é confidencial e não podemos andar a falar dele. Mas as coisas estão a mudar.

 

E as agências, as pessoas da publicidade trabalham para e com o director de marketing, que são mais focados e valorizam mais os prémios. Mas as coisas estão a mudar, as PR estão a saber ocupar o território da criatividade, especialmente em digital e consumo, e há jovens acabados de tirar um curso, que há 10 anos iriam para Publicidade (ou para Jornalismo), e hoje vêm para as PR.

 

As PR devem focar-se nos festivais e prémios?

 

Claro que sim, mas não apenas pelos prémios, sobretudo pelos festivais em si mesmo. Pela realidade de partilha de conhecimento e experiências: para aprender, para estar com outras áreas e beber deste “mix” de culturas, de ideias, de mentalidades. Cannes sim. Eurobest também. Participem. Envolvam-se. As PR têm de ser mais ambiciosas e puxar pelo seu lado criativo.

 

Deixando a luta entre Publicidade e PR em festivais e prémios, como vês a luta no dia a dia?

 

A Publicidade sempre conseguiu mostrar/demonstrar melhor o seu trabalho. Sempre conseguiram demonstrar melhor os resultados. O desafio está na medição, na demonstração do ROI, e isso tem que mudar. Tem que haver mais criatividade e mais números, mais informação. Temos que aprender a trabalhar com números. É o único caminho… e em digital, que não é território de ninguém. É mesmo fulcral. Neste momento as agências de PR já contratam especialistas em research e data analysis. E se em termos corporate ainda podemos ir por outras opções, pois o trabalho é mais "silencioso", em consumo é mesmo preciso ter medição e poder demonstrar que as PR influenciam comportamentos e vendas.

 

Ao contrário da realidade anglo-saxónica, em Portugal, o sector das PR não é valorizado, como se constatou ainda há uns dias quando uma empresa, neste caso pública, lançou um concurso para a contratação de uma agência de comunicação com valores inacreditáveis para os serviços solicitados. Trata-se de um sector "personalizado", em que mesmo as grandes agências são conhecidas e escolhidas pelo seu dono.

 

A problemática custos/preços baixos é uma realidade noutros países. Infelizmente, combate-se com "concorrência" de agências pequenas, muitas de apenas uma pessoa e quando o trabalho é apenas de media relations isso é uma realidade ainda mais difícil de esconder esconder. Porém, quando envolve outras áreas, como digital, criatividade, em que é preciso uma equipa, com outras valências e mais pessoas, isso já não é bem assim e aí as grandes agências têm mais espaço de manobra de fazerem vingar a sua posição e preço e poder mostrar o seu real valor.

 

Não esquecer que o negócio das PR começou com pessoas. Edelman, Burston, Shandwick... As grandes multinacionais começaram por ser a agência “daquela” pessoa. E as agências não se podem esquecer onde e como nasceram. Isto é um negócio de pessoas. O Edelman e o Al Golin (o da Golin Harris) ainda hoje trabalham junto de clientes.

publicado por Alexandre Guerra às 17:00

editado por Rodrigo Saraiva às 21:55
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Quinta-feira, 5 de Dezembro de 2013

Os portugueses finalistas do Eurobest 2013

Radio

Categoria "Travel, Entertainment & Leisure"

Agência: Fuel Lisboa

Projecto: Pink Hollywood

 

Film

Categoria "Entertainment & Leisure"

Agência: Fuel Lisboa

Produtora: SYNC Lisbon

Projecto: Pride Heart 

 

Categoria "Fundraising & Appeals"

Agência: MSTF Partners Lisbon

Produtora: Garage Films Lisbon

Projecto: First Time

 

Design

Categoria "Stationery"

Agência: MSTF Partners Lisbon

Projecto: Tell a Story

 

Promo & Activation

Categoria "Best New Product Launch/Re-Launch/Shopper Marketing)"

Agência: O Escritório Estoril

Projecto: A Small Demonstration

publicado por Alexandre Guerra às 13:37
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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013

Portugal, um país que encara a crise de saltos altos

 

"Portugal is walking the crisis in high heels."

 

Rodney Collins, director da McCann Truth Central para a região EMEA, durante uma apresentação no Festival Eurobest 2013, a propósito da capacidade de Portugal de afirmação internacional e exportadora na indústria do calçado em pleno ambiente de crise. 

publicado por Alexandre Guerra às 19:59
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