Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Barack Obama vai restringir actividade do lobby em Washington durante a transição

 

Por esta altura já deve haver bastantes movimentações em Washington, depois do recém-eleito Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter manifestado intenção de restringir a actividade lobista nesta fase crítica de nomeações políticas.

 

John Podesta, a pessoa nomeada por Obama para chefiar o gabinete de transição, disse claramente que o novo Presidente vai introduzir "as mais restritas e exigentes regras éticas que qualquer equipa de transição na história [americana]) já teve". Tudo em nome da transparência, diz Podesta. 

 

Com esta medida, Obama pretende blindar o máximo possível o processo de nomeações, que envolve milhares de funcionários, de influências externas por parte de grupos de interesse.

 

Por outro lado, esta iniciativa também está a ser interpretada, não apenas de forma transitória, mas como o início de uma nova fase em Washington, na qual os lobistas passarão a enfrentar mais dificuldades no acesso aos "corredores do poder", nomeadamente, aos congressistas.

 

Durante a campanha eleitoral, Obama fez duras acusações ao regime político vigente em Washington, denunciando a existência de um sistema viciado e corrupto, em grande parte devido à forte pressão dos lobistas.

 

Entre as medidas já anunciadas, uma deles proibe os lobistas de trabalharem durante este período de transição numa área política em que tenham estado envolvidos nos últimos 12 meses.

 

Quanto às pessoas que estão actualmente a trabalhar com a equipa de transição, não poderão nos próximos 12 meses vir a lidar com a Administração enquanto lobistas âmbito dos mesmos assuntos. 

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publicado por Alexandre Guerra às 10:55
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