Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Quando se fala em "gurus", nomes como Friedman, Gladwell ou Florida é que contam

Thomas Friedman

 

Ao ler um artigo bastante interessante na revista Intelligent Life, publicada pelo mesmo grupo da The Economist,  o autor destas linhas pôde confirmar uma ideia que já há algum tempo vinha cultivando: um novo tipo de "gurus" está a assumir a vanguarda das ideias na América e, consequentemente, no mundo.

 

Ao mesmo tempo que se verifica a ascensão desse nova classe de pensadores e de fazedores de opinião, os tradicionais "gurus", como CEO's, gestores ou economistas, são cada vez menos requisitados e menos apelativos para a opinião pública. 

 

Se, por um lado, os primeiros vão estimulando a sua capacidade criativa e intelectual, os segundos estagnaram num modelo de pensamento confinado sobretudo à realidade empresarial.

 

Ou seja, o mero requisito de comandar uma empresa, por maior que ela seja, ou gerir um negócio, por mais milhões que ele contabilize, deixou de ser factor para que tal pessoa se "venda" como "guru". É preciso mais do que isso. É necessário pensar, ser criativo e apresentar novas perspectivas sobre os assuntos e de forma integrada. 

 

São homens ou mulheres que olham, por exemplo, para os negócios ou para a economia de uma forma descomplexada e transversal, sem estarem condicionados nem enclausurados na redoma empresarial. Tudo serve de inspiração e todos os factores devem ser tidos em conta no momento de análise às situações. 

 

 

Malcolm Gladwell

 

Não é por isso de estranhar que no artigo aqui referido seja mencionado Thomas Friedman como um dos "gurus" mais influentes da actualidade. Não sendo Friedman do mundo empresarial, já que é um jornalista (também escritor) que foi correspondente no Médio Oriente, não há CEO ou gestor que não leia o que aquele "guru" tem para dizer. 

 

Outro dos nomes avançados é Malcolm Gladwell, que escreve para a revista New Yorker e é autor do famoso livro "The Tipping Point", no qual aborda uma série de questões sociais da actualidade, que vão desde o mundo dos negócios à cultura, passando pelo desporto e pela segurança. A sua abordagem arrojada  e criativa colocaram-no na galeria dos "gurus" que se podem dar ao luxo de pedir 50 mil dólares ou mais por conferência.

 

 

Richard Florida

 

Nessa fileira encontra-se também, por exemplo, Richard Florida, outro "guru" da actualidade, que não é referido no artigo da Intelligent Life, mas que é aqui mencionado, já que esteve recentemente em Portugal e o autor destas linhas teve o privilégio de o ver, ouvir e trocar umas impressões com ele.

 

Florida participou numa das conferências de um Ciclo organizado pela CCDR-LVT e pela Ordem dos Economistas e que contou com o apoio da GCI, arrastando até ao auditório principal da Gulbenkian vários CEO's, gestores e empresários para ver alguém que tinha um estilo bem mais próximo de um surfista do que do deles.

publicado por Alexandre Guerra às 00:31
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1 comentário:
De Rui Calafate a 7 de Novembro de 2008 às 11:35
Bom post
abço
Rui Calafate

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