Domingo, 1 de Dezembro de 2013

Critérios editoriais incompreensíveis

O jornal Público há muito que deixou de ser uma referência no jornalismo português. Não há outra forma de o dizer. Na opinião deste poleiro, isso não se deve tanto às restrições financeiras que o sector da imprensa tradicional atravessa, mas antes à linha editorial que aquele diário tem seguido nos últimos anos. 

 

Uma linha editorial que reflecte as limitações jornalísticas da sua directora. Na verdade, o PiaR nunca percebeu por que razão Belmiro (ou qualquer outro Azevedo) terá escolhido Bárbara Reis para assumir a direcção daquele diário. Na altura, em Agosto de 2009, este autor escrevia neste blogue o seguinte: "Não obstante as eventuais qualidades profissionais de Bárbara Reis ou de Miguel Gaspar, estes dificilmente serão os nomes que o Público precisa para se tornar novamente um jornal de qualidade e de referência como em tempos foi."

 

Não só esta afirmação veio revelar-se certeira (e não era difícil acertar), como Bárbara Reis nem sequer conseguiu "arrumar" a casa como devia ter feito, deixando, por um lado, sair bons jornalistas ao mesmo tempo que foi convivendo com "grandes repórteres" que nunca saem em reportagem e "vedetas" completamente desactualizadas.

 

Além disso, Bárbara Reis tem manifestado um profundo desrespeito por regras básicas do jornalismo, tratando, por vezes, de uma forma menor temáticas absolutamente incontornáveis, em prol de temas que vão de encontro à vontade de uma corrente arrogante e elitista que ainda se faz sentir nos corredores do Público. Talvez nos tempos áureos do Vicente Jorge Silva se compreendesse essa tal arrogância, onde tudo era "à grande" e, de facto, o Público era composto por uma redacção de luxo (e também de vícios que vieram a ser fatais para o jornal). 

 

A primeira página do Público deste Domingo é mais um exemplo dessa deriva e irresponsabilidade editorial. Na Sexta (soube-se ontem), morreram, pelo menos, seis portugueses num acidente aéreo na Namíbia. Uma notícia destas teria grande destaque em qualquer primeira página de qualquer jornal do mundo se envolvesse cidadãos seus (como aliás o fizeram o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e o Correio da Manhã), mas o que faz o Público? Remete a notícia para uma pequena "chamada", enquanto o grande destaque vai para uma foto com Pedro Burmester e para mais uma história sobre a "crise". 

 

 

Quem tiver visto esta primeira página nas bancas este Domingo nem se terá apercebido que na Sexta (soube-se ontem) morreram seis portugueses num acidente aéreo.

 

publicado por Alexandre Guerra às 14:32
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