Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Um comunicador nato, nas tribunas e através da escrita

Em Portugal existem alguns (poucos) actores políticos que se destacam pela sua capacidade comunicacional. Goste-se ou não das suas opções políticas, concorde-se ou não com os seus alinhamentos ideológicos, é legítimo reconhecer que Pedro Santana Lopes é um dos políticos que domina a arte de comunicar.

 

São conhecidos os seus dotes oratórios, a sua capacidade combativa e a forma como nunca, com os custos inerentes, se inibiu de dar a sua opinião, mesmo em momentos que supostamente não faria sentido puxar por determinado tema.

 

E mais uma vez assim é. Chega hoje às livrarias o seu mais recente livro, “Pecado Original: O Choque Constitucional entre Belém e São Bento”. Um trabalho que iniciou há dois anos e “pretende compreender o sistema de Governo português, tradicionalmente definido como semipresidencialista, com particularidades únicas, quando comparado com os restantes casos europeus. Depois de 37 anos de vigência da Constituição, é tempo de questionar os impasses que este sistema misto origina. Afinal, o Presidente da República e o Primeiro-Ministro têm sensivelmente os mesmos poderes constitucionais desde 1982, ou seja, há mais de 30 anos”.

 

É um livro que propõe a clarificação do sistema político português, porque “enquanto nada for feito, o equívoco constitucional continuará a ser gerado por este braço de ferro, certamente com períodos de maior acalmia. Mas, pela história destas mais de três décadas de sistema constitucional, em Portugal, o mais certo é a instabilidade permanente, real ou potencial”.

 

Esta terça-feira, na Fundação Arpad Szense-Vieira da Silva, às 18h30, haverá um debate de apresentação do livro com a presença de Pedro Santana Lopes, do Professor Manuel Braga da Cruz, ex-reitor da Universidade Católica, e da jornalista do Expresso, Luísa Meireles.

 

Se Pedro Santana Lopes é reconhecido como um tribuno de excelência, recordo diversos discursos seus em congressos do PSD, não se pode deixar de o reconhecer como um Comunicador nato fora dos palcos de um congresso. Seja na rua em campanha, seja num estúdio de televisão a comentar, seja a postar no seu blog ou numa crónica num jornal, seja, cá está, através de um livro.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 14:22
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