Quinta-feira, 14 de Março de 2013

Força Zé

 

Não é segredo para os que me acompanham e conhecem que gosto de associativismo e lhe dou relevância. E à partida respeito e admiro quem se disponibiliza para exercer funções dirigentes, em especial quando não o fará em regime de exclusividade, o que implica esforço e dedicação redobrados. Vem isto a propósito da notícia de que existem novos órgãos sociais na APECOM, sendo o novo Presidente o José Quintela.

 

Não conheço pessoalmente o José Quintela, mas desejo-lhe sinceramente sucesso neste desafio, pois se tudo lhe correr bem quem ganhará é o sector do Conselho em Comunicação. E o desafio é grande. Mesmo existindo um pormenor que me faz estar céptico, há outros que me fazem acreditar.

 

O primeiro desafio prende-se com a vida recente da APECOM. Com a saída do Salvador da Cunha a associação hibernou (é a palavra mais simpática que se pode encontrar). Mesmo discordando de algumas acções e posições que o Salvador tomou é justo reconhecer que dinamizou a APECOM. E para além deste adormecimento, existiram alguns conflitos que originaram a saída de associados. O José Quintela terá o desafio de voltar a agitar positivamente a APECOM e de ser agregador conseguindo recuperar associados e conquistar outros.

 

Mas para mim o maior desafio, e admito que os novos órgãos sociais possam não estar de acordo (veja-se o slogan), é fazer a APECOM “sair da caixinha”. Sim, a APECOM é uma associação de empresas. Deve em primeira instância defender as empresas. Claro que se o fizer bem estará a defender e promover a actividade. Mas não chega. E foi isso que levou em tempos um conjunto de pessoas ponderar (e chegou a ser anunciado) a criação de uma associação que fosse para além das empresas, ou seja, das agências. Abrir a APECOM aos profissionais e à Academia (é fundamental intervir junto das escolas) é o grande desafio. E faze-lo não obriga a que o envolvimento seja formal. A APECOM não precisa de mudar o seu âmbito, pode (e talvez deva) manter-se uma associação de agências.

 

E como associação de agências que é não pode deixar de promover e defender a actividade, de promover e verificar (aqui aos seus associados) boas práticas. A APECOM não deve ser reguladora em determinadas matérias pois somos um sector onde existe concorrência, mas não se deve inibir de ser a patrona de práticas que valorizem o sector e a actividade, bem como a ponta de lança na crítica ao oposto, nomeadamente se o tiver que fazer dentro da própria associação.

 

Que o José Quintela tenha a mestria e a diplomacia para gerir as diversas sensibilidades que existem, dentro e fora da APECOM. Que tenha a bravura de dar bons murros na mesa na defesa de todos nós, profissionais desta estimulante actividade. Eu sou daqueles que quero o sucesso do novo presidente da APECOM.

publicado por Rodrigo Saraiva às 09:49
link do post | comentar | favorito

autores

Contacto

piar@sapo.pt

tags

todas as tags

links

twitter wall @blog_PiaR

arquivos

pesquisar

subscrever feeds

Visitas ao poleiro