Terça-feira, 24 de Julho de 2012

dos prémios ... e da eficácia

Gosto de Prémios. Daqueles que premeiam campanhas, acções, agências. Mesmo que os critique. E já o disse, quem promove / organiza prémios sabe, à partida, que ouvirá críticas.

 

Na área do marketing e comunicação temos vários prémios, cada um com as suas metodologias de análise e votação. Há quem lance votações online, há quem faça um misto de votação do “público” com júri e quem apenas tenha júri.

 

Nos Prémios à Eficácia gosto que não seja apenas um concurso de “simpatia”. Existe um júri que analisa, principalmente, resultados. Em termos criativos pode nem ser a campanha ou acção mais original e engraçada, mas ganha se foi aquela que demonstrou melhor atingir os seus objectivos. Lá está, ganha a mais eficaz.

 

Onde me parece que estes prémios pequem é mais na candidatura. Mais culpa de quem se candidata, a agência e o anunciante. E embora a génese dos prémios, como se pode ler nas Bases de Participação, esteja numa necessidade comum do sector publicitário, também se pode ler no mesmo documento que a força destes prémios radica na utilização eficaz e eficiente dos recursos do marketing e que avaliam  detalhadamente as acções da comunicação. Reforçando ainda que esta é uma oportunidade única de valorizar o papel primordial da comunicação.

 

Ora, olhando, mais uma vez, para a lista de casos inscritos, e tirando honrosas excepções, repara-se que há players (neste caso os ditos “anunciantes”) que ainda não perceberam bem uma de duas coisas (ou ambas): 1- os objectivos dos Prémios; 2- aquilo que pedem a todas as suas agências (publicidade, meios, comunicação, digital, ponto de venda, entre outras).

 

De todos os casos inscritos há uns que conheço melhor que outros, mas não haja dúvidas que a larga maioria, na sua implementação, não se limitou a ser uma campanha publicitária. A não ser que a agência de publicidade faça de tudo um pouco, o que também começa a acontecer. Mas como bem sabemos e basta olhar para os casos inscritos, mesmo que a ideia criativa seja made in agência de publicidade, na sua implementação há outras agências envolvidas. Sim, para além da agência de meios. E falando mais da área que este blog versa, sabemos bem que muitas daquelas campanhas foram activadas em e através das Public Relations. O que faz todo o sentido nos tempos da comunicação integrada. Embora para alguns seja só mais uma buzzword que fica bem.

 

Vá, nem que seja por uma questão de poupança (olha a oportunidade na crise). É que com mais agências sempre podiam dividir o custo de inscrição. Para além de pensar fora da caixa, é preciso ver para fora da caixinha.

 

Embora esta análise crítica não seja para a organização dos Prémios, fica a sugestão para que adaptem o processo de candidatura de forma a que estes sejam mais, digamos, eficazes. O Maomé tem que ir à Montanha.

publicado por Rodrigo Saraiva às 08:49
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