Terça-feira, 28 de Junho de 2011

O jogo da percepção na comunicação política

Na actividade política uma das peças fundamentais é a percepção. Seja numa decisão política ou numa atitude, existe sempre uma imagem que se transmite, directa ou indirectamente, propositadamente ou não.

 

Por isso, um político que tenha noção deste ponto, tem mais possibilidade de sucesso, se não se deixar condicionar em exagero por ele.

 

O actual Primeiro-ministro, desde que venceu as eleições tem tomado várias decisões que têm consequência na imagem que os eleitores estão a construir dele. Aqui já não se fala da imagem apenas enquanto candidato, nem apenas dos eleitores que nele votaram. O novo cargo exige outros cuidados e o público-alvo é mais abrangente.

 

Seja na constituição do elenco governativo, mais pequeno e com diversos independentes, nos convites e até nos “desconvites”, no discurso da tomada de posse, na indicação que não nomearia Governadores Civis, e após atitude destes a decisão de Conselho de Ministros em exonerar todos estes, na indicação de máxima reserva no uso de viaturas  e até na decisão de continuar a viajar em classe económica em voos europeus, em todas fica subjacente uma imagem, cria-se uma percepção. Será a mesma em todas as pessoas? Claro que não. Mas daqui a pouco tempo os estudos de opinião dirão o que a maioria valida.

 

É costume dizer que não há uma segunda oportunidade para criar uma boa primeira impressão e na Comunicação Política esta frase não é de desdenhar.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 16:34
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