Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

o "bode expiatório" que não o foi

 

 

Vários sentenciaram-na à partida como “bode expiatório” para uma derrota eleitoral do PSD que outros vaticinavam.

 

No final, o PSD venceu. E os resultados das outras forças políticas, com excepção da CDU, foram inferiores ao que as sondagens iam prevendo.

 

Perante este cenário seria normal assistir a marqueteiros envolvidos na campanha laranja a puxar de galões e a açambarcar louros.

 

Muito se falou de Alessandra Augusto, mas ela manteve-se na sombra. Agora, no final, deu uma entrevista. E os louros da vitória deixa-os para o candidato.

 

Ainda na pré-campanha tive oportunidade, por mero acaso, de almoçar com a Alessandra e o Marcos, que a acompanhou neste desafio. Fiquei então com boa percepção de ambos. Já conheci outros brasileiros que vieram cá trabalhar e assisti a posturas algo arrogantes. Nesse almoço assisti a dois profissionais que com humildade mostravam vontade em conhecer e saber mais, nomeadamente sobre o fenómeno na disputa política na blogosfera e redes sociais.

 

Durante estes meses que passaram tive muitas conversas com pessoas amigas sobre a campanha. Muitos me questionavam o porquê da “falta de marketing” de Pedro Passos Coelho, do porquê de ele, por vezes, falar de temas que não eram propriamente simpáticos à opinião pública. Repeti vezes sem conta o seguinte: vou caricaturar. Se Passos Coelho, depois de analisar a situação do país, vir que a única solução para isto se endireitar é despedir 100 mil funcionários públicos, ele vai dizê-lo. E pode de um lado o politólogo e do outro o comunicólogo dizerem-lhe que assim perde eleições, que ele lhes vai dizer “então que as perca”.

É assim Passos Coelho. Sempre foi. E por isso o titulo da entrevista diz tudo “Passos ganhou eleições dizendo o que pensa”.

 

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 18:35
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1 comentário:
De Ricardo Reis a 10 de Junho de 2011 às 15:21
Ele venceu porque não havia adversário, simples! Sócrates era demasiado contestado para que até um Passos Coelho não vencesse.

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