Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Word of Mouth - Armando Alves

 

 

Há vida para além do Facebook 

 

por: Armando Alves

Web Strategist e Responsável pelo departamento de media social da Fullsix Portugal

 

Com pouco mais de 400 mil utilizadores em 2009 para mais de 2.8 milhões em Novembro de 2010, o Facebook tem vindo a assistir a um notável crescimento em Portugal, com muitas empresas, organizações e celebridades a usarem a o serviço criado por Mark Zuckerberg para comunicação. Mas nem o tão poderoso Facebook consegue ultrapassar a catástrofe de Malthus: a assímptota de crescimento do serviço está a atingir o seu patamar máximo, com uma taxa de penetração na ordem dos 90% nos segmentos demográficos principais.

O crescimento de pessoas pode estabilizar mas aumentam as páginas criadas pelas marcas, os passatempos (a maior parte deles contra os termos de serviço do Facebook), os anúncios. E com cada vez mais ruído, apetece apenas citar Yogi Berra: “Nobody goes there anymore. It's too crowded.”

 

A miopia pelo alcançar do maior número de fãs impede também as marcas de reflectirem sobre o que é realmente importante para essas comunidades e quão relevante é para os objectivos de negócio, agravado pela ilusão que todos os fãs são valiosos, quando muitos deles são extremamente voláteis, motivados por pechinchas e baixa fricção no acto de “Gosto”.

 

 

(clicar para ver maior) 

 

Não deixa de ser irónico que marcas que sempre quiseram controlo sobre a sua comunicação, estejam a entregar de mão beijada toneladas de informação a uma plataforma externa, onde têm poucas capacidades de trabalhar relações com os seus consumidores e qualificar os seus comportamentos, eventualmente criando as bases para o que se poderia chamar de social CRM.

 

Mas há vida para além do Facebook. Perguntem às mommy bloggers, que de ausentes digitais antes da gravidez, alteram o seu comportamento para criadoras de conteúdo regular. Ou para fóruns de tecnologia que geram milhares de comentários por dia, com opiniões qualificadas que ajudam à tomada de decisão por parte dos consumidores. Ou ainda para o 3º maior motor de busca, o YouTube, que além da Katyzinha tem também webcasts de maquilhagem ou reportagens sobre eventos.

 

Pensar fora da caixa do Facebook é assim um dos passos mais importantes para equilibrar o défice de estratégia de media social.

publicado por Rodrigo Saraiva às 15:22
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2 comentários:
De the hidden persuader a 12 de Novembro de 2010 às 17:26
É verdade, há muita vida "social" para além do Facebook ... no Linkedin, Twitter, Foursquare e afins. O problema da saturação Facebookiana prende-se acima de tudo com as mecânicas e tipos de interacções criadas pelas marcas. Estas sim é que estão a ficar estafadas, simplesmente, ou porque são pouco relevantes (falta de insight de produto e de consumidor) ou pouco originais (já não surpreendem).
Há que realmente pensar fora da caixa!
De Virgínia Coutinho a 12 de Novembro de 2010 às 20:23
Não podia estar mais de acordo com o seu post ! As constantes restrições (como o fechar da "porta" a novas aplicações) e mudanças são um reflexo da consciência de "monopólio" por parte do Facebook ! Para além disso, marcas e agências com visão menos alargada (esperando não ser muito dura para essas agências) limitam-se a colocar na proposta de comunicação online o facebook !... E... se amanhã acordássemos e não houvesse facebook ??
São essas reflexões que poderão levar a um avanço neste meio... Mais uma vez, parabéns pelo seu post !

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