Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Ainda sobre a origem do "lobby"

 

A propósito deste post, sugerido pelo It’s PR Stupid, o PiaR relembra o que Martins Lampreia escreveu sobre a origem do lobby no seu livro Lóbi – Ética, Técnica e Aplicação:

 

“Para alguns estudiosos na matéria, a origem dos termos [lobby e lobbyist] remonta à Inglaterra dos finais do século XVIII, onde já nessa altura representantes de diversos interesses comerciais se encontravam com os deputados eleitos, na Câmara dos Comuns, a fim de os convencer a votarem medidas que lhes fossem favoráveis. Como o acesso ao recinto das sessões parlamentares era vedado a estranhos, os encontros tinham lugar nos corredores e nas antecâmaras do Parlamento (em inglês, lobby), daí a designação original que teria subsistido até aos nossos dias. Segundo estes estudiosos, tanto o termo lobby como lobbyist já seriam do uso comum em Inglaterra por volta de 1840, conforme parecem atestar alguns documentos, apesar das suas exactas origens serem imprecisas.

 

Do lado americano sustenta-se que, desde sempre, em todos os locais onde os legisladores (lawmakers) se reuniam, se registou a constante presença de defensores dos mais variados interesses (petitioners), a começar pelo Federal Hall de Nova Iorque, o primeiro assento do Congresso americano em 1789, e no Congress Hall de Filadélfia, nas salas e salões à volta da assembleia. Esses salões eram designados de lobbies e a própria recepção e ponto de encontro da câmara, situada atrás do Capitólio, era já nessa altura referida como speakers lobby. As pessoas que lá esperavam para abordarem os membros do Parlamento e apresentarem-lhes as suas pretensões, rapidamente passaram a designar-se como lobby-agents e posteriormente como lobbyistas.

 

Para outros ainda, a origem da palavra teria tido lugar no século XIX nos Estados Unidos, através do próprio Ulysses Grant, 18º Presidente dos EUA (1869-1877). Segundo estes, Grant tinha por hábito frequentar o Hotel Willard (que ainda hoje existe), distante apenas uma quadra da Casa Branca, para almoçar ou simplesmente descontrair-se no bar, ao fim do dia, para ‘beber’ um whisky e fumar um ‘charuto’.

 

Os representantes dos vários grupos de interesses depressa se aperceberam dessa rotina e passaram então a esperar o Presidente no hall da entrada (lobby), único local público autorizado, a fim de lhe exporem as suas questões.”

 

publicado por Alexandre Guerra às 19:30
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