Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Até quando aguentará a actual direcção do Público?

 

O que ainda há uns dias era um rumor que circulava nalguns corredores, passou agora para o domínio público, noticiando-se hoje eventuais mudanças no jornal Público para o próximo mês de Setembro. 

 

A notícia vem corroborar a informação que chegara aos ouvidos do autor destas linhas, de que a actual direcção encabeçada por José Manuel Fernandes estaria de saída. Confirma-se ainda que o nome de Bárbara Reis é uma possibilidade para ocupar aquele lugar.

 

No entanto, a informação hoje divulgada traz uma novidade chamada Simone Duarte, que seria contratada para a chefia de redacção. Por outro lado, o artigo não refere um nome que já tinha sido mencionado como possível eleito a subir na hierarquia do jornal: Miguel Gaspar.

 

Quando interpelado há uns dias com esta possibilidade, José Manuel Fernandes terá negado qualquer afastamento da direcção do Público, uma posição que pelos vistos manteve ao Jornal de Negócios. Porém, a posição do actual director parece ser cada vez mais insustentável, sobretudo face às dificuldades que o jornal tem vindo a enfrentar de há uns anos a esta parte, sem se ter conseguido inverter uma tendência negativa constante.

 

Além do descalabro editorial e comercial (gerando um gigantesco buraco financeiro), o Público tornou-se ingovernável, com muita contestação interna à própria direcção,  com pessoas afastadas que não deviam ter sido e com outras valorizadas que não o deviam ter sido. Outros casos houve, em que a experiência de jornalistas com mérito foi esbatida por opções de direcção altamente discutíveis. 

 

Perante este cenário, a questão não reside tanto em saber se a actual direcção vai cessar funções, mas antes quando será anunciada essa decisão. Por isso, e nas actuais circunstâncias, é pertinente perguntar-se até quando aguentará José Manuel Fernandes à frente dos desígnios do Público.

 

Seja como for, caso a actual direcção venha a abandonar as suas funções, é também importante referir que as opções conhecidas não geram grandes motivos de satisfação. Com a excepção de Simone Duarte, que este autor desconhece por completo, os nomes que circulam por aí mais parecem adequar-se a uma equipa liquidatária do que propriamente a uma task force com capacidade de fazer rejuvenescer um projecto jornalístico.

 

Não obstante as eventuais qualidades profissionais de Bárbara Reis ou de Miguel Gaspar, estes dificilmente serão os nomes que o Público precisa para se tornar novamente um jornal de qualidade e de referência como em tempos foi.

 

publicado por Alexandre Guerra às 16:10
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