Jornal da Noite de 27 de Janeiro de 2012
Tantos anos ao serviço do sindicalismo português e na hora da despedida Car(v)alho da Silva é traído pelas perversidades da dinâmica comunicacional.
Num registo agora mais a sério, está-se perante mais um momento infeliz na televisão portuguesa, desta vez na SIC, minutos antes de ir para o ar, precisamente, uma reportagem de vida daquele sindicalista.
É vergonhosa a forma como os rodapés e oráculos são tratados pelas televisões nacionais. Um atentado àquilo que deve ser o jornalismo televisivo e a informação de rigor, e que é cada vez mais recorrente, perante a passividade de editores e directores dos principais canais do País.
E vão dois...a Edp (já há algum tempo) e a Mcdonalds (recentemente) tiveram que suspender a sua presença nas redes. Querem fazer "engagement" e tal e ser modernos e activos e tornar os negócios "social businesses" e depois sai-lhes a fava...chama-se badvocacy...e é nisto que os estrategas podem ajudar.
Tem sido muito interessante analisar o pós apresentação do ranking da APAP. Embora as reacções estejam a ser quase apenas focadas nas agências e profissionais da publicidade deve-se recordar que a APAP tem como associadas diversas agências / consultoras de comunicação. Mas para além das palavras, que me parecem certeiras, da Sofia Barros, secretária-geral da APAP, foquemo-nos então apenas na publicidade e nas reacções.
"Como em todos os negócios temos de evoluir para sobreviver. Mas há um perigo muito real que a pressão conjunta de um enorme push para a poupança de custos do lado dos clientes e o dumping de preço feito por agências irresponsáveis irá simplesmente levar a que a nossa indústria seja vista como fornecedor genérico de conteúdos para canais diversos, desvalorizando a contribuição que as ideias e a inovação podem trazer para as marcas e serviços". – Tim Solomon, CEO da Ogilvy & Mather Portugal
"Há agências (…) a mais em Portugal" - Lourenço Thomaz, director criativo e fundador da Partners
"Em momentos económicos difíceis como os de hoje, onde uma enorme retração está a ter lugar, infelizmente, é expectável que algumas agências estejam a lutar pela sobrevivência." - Anthony Gibson, presidente do grupo Publicis Portugal
"Só duas ou três 'verdadeiras' agências (…) sairão da crise incólumes" – Ricardo Monteiro, Vice-presidente mundial da Euro RSCG e CEO de Portugal
Porque é que isto me soa a familiar?
Há sensivelmente 1 ano e 1 mês escrevi para o blog do Telmo, o texto que abaixo reproduzo. Ao tempo chamei-lhe jardim das (pr)osas. O texto era sobre os blogs de comunicação da nossa blogosfera, e decidi apresentá-lo aqui novamente devido ao post da Alda e à iniciativa do Aventar. Confesso que esta coisa dos blogs do ano, agências do ano, consultoras do ano e dos rankings, me provoca alguma erzipela. Não sendo irrelevantes, são para mim indiferentes, embora reconheça que para quem "emprenha pelos ouvidos" isto dos prémios é um sinalizador importante. Sinceramente não sei o que são blogs de comunicação e media, categoria em que aparentemente o PiaR foi incluído no referido concurso do Aventar. Acho que facilmente poderíamos (nós e qualquer outro dos indicados) ter sido incluídos em qualquer outra categoria, e se tivéssemos sido incluídos no leque dos "eróticos" não ficaria surpreendido: provavelmente teríamos mais votos do que temos agora (que sinceramente não sei quantos são). Dito isto, aqui fica o referido texto, esperando que o jardim, no futuro, se torne relevante e incontornável para a vida da cidade que o alberga.
"há um jardim no meio da cidade onde as comadres se encontram e falam de trivialidades. e as comadres por lá se passeiam, conforme as artroses as deixam. o jardim está por vezes repleto, como se fora dia de procissão. noutros dias nem tanto, tamanho é o desalento. nos dias de canícula o jardim enche-se, e as comadres não param de falar dos seus calos e dos seus rebentos. é um jardim engraçado que mais parece de aldeia, e do muito que acontece pouco é o que se diz: a Jacinta, arrastada pelo Cocas, rafeiro de pelagem curta, não diz a ninguém que o seu homem lhe chega a casa todos os dias entornado pelo vinho, nem que a Amélia compra Tena todas as semanas. guarda para si estes apartes "que não ficam bem dizer às gentes". a Amélia odeia a Rebeca "essa espanhola desconfiada que canta à janela pela manhã". a espanhola toma normalmente um garoto lá no café do jardim e apesar de antes de chegar a esta cidade portuguesa, nunca ter saído da sua badajoz natal, fala de barcelona e de madrid, como se tivesse passado toda a sua vida no bairro gótico ou na chueca. a Filomena é a mais nova das "raparigas" daquela geração, embora já tropece por vezes na combinação e a Felismina é distraída e revela segredos sem intenção. a Gertrudes é a Gertrudes e toda a gente lhe desculpa os truques. é um jardim igual a tantos outros da cidade. só com a diferença que a Jacinta, a Amélia, a Rebeca, a Gertrudes, a Filomena, a Felismina lhe chamam seu."
NOTA 1: Quando o autor escreve sobre "Jardim" não pretende dar qualquer subliminar sinal de actualidade
NOTA 2: O autor não escreve de acordo com o acordo ortográfico porque não sabe, não quer e porque se está a borrifar.
NOTA 3: O autor afirma que não existe qualquer ligação entre as personagens do seu pequeno conto e os blogs (seguindo a terminologia aventaresca) de "comunicação e media"
A figura da mãe tem estado no centro de muitas campanhas de sensibilização e até mesmo de processos de recrutamento, pelo papel de destaque que estas ocupam na vida e educação dos seus filhos.
Desta vez é a Procter & Gamble que, em parceria com o Comité Olímpico Internacional (COI), vai homenagear as mães dos atletas nos Jogos Olímpicos de Londres, intitulando-se assim como o "Orgulhoso Patrocinador das Mães"
Para além deste apoio merecido e desta parceria com a COI por 5 edições dos Jogos Olímpicos, a P&G tem ainda o objectivo de angariar, em 2012, 5 mil milhões de dólares em vendas de produtos para apoiar o desporto juvenil.
[Clap clap! É importante que em época de crise as empresas não deixem de lado a sua responsabilidade social e este deverá ser um excelente exemplo para todas as multinacionais!]
Já está a decorrer, até dia 28, a segunda fase da votação "Blogs do Ano 2011", iniciativa do Aventar.
O PiaR está na short list de 5 da categoria "Comunicação e Media" e neste momento está em último. Pelo que se aplica totalmente a palavra INVERTER. Ora metam lá o PiaR em primeiro. É só ir aqui e descer até à categoria e votar.
Consumo: 10 L(ikes) / 100km
por: Miguel Reis
Account na Parceiros de Comunicação
Há uma mística no mundo automóvel. É inegável. A eterna combinação homem - máquina move paixões. A procura da afinação perfeita. Os cabelos ao vento, a liberdade. O domínio absoluto.
Há um brilho que fica nos olhos sempre que (re)vemos Steve McQueen em Bullitt.
Algo mexeu connosco quando vimos o MadMax. pela primeira vez. Há algo que nos faz sentir vivos quando vemos a volta perfeita de Airton Senna em Donington Park. Mais recentemente em Death Proof ou nos vídeos virais da DC Shoes centrados na arte de condução do Ken Block. Estes e tantos outros episódios ajudaram a posicionar o automóvel como um objecto de culto e respeito e a construir heróis em seu redor.
Mas como será o futuro? Será que os teenagers de hoje ainda sentem esta adrenalina? Será que a relação de idolatração se mantém?
De acordo com este artigo da Business Insider, a relação dos teenagers norte-americanos face aos automóveis tem vindo a mudar. Há cada vez menos jovens a adquirir a licença de condução e conduz-se cada vez menos no país de forma geral. A culpa tem fundamentos económicos, pois claro, mas uma análise ao tema revela uma curiosa tendência que demonstra o impacto das redes sociais em sectores tão emotivos como o automóvel. Refira-se que este impacto é ainda mais supreendente pela ligação histórica do país ao mundo automóvel... olhe-se para o peso da GM ou Ford no país.
O estudo refere que esta tendência deve-se também à internet. A deslocação já não é assim tão essencial para manterem contacto com os amigos. A vida dos jovens é vivida online. A sociabilização faz-se cada vez mais ao computador, no telemóvel, tablets e afins, sem que tenha de haver uma deslocação física. As 4 rodas são substituídas pelas 2 mãos.
O consumo vai deixar de ser feito em gasolina, mas em tempo e não será medido em litros, mas em likes. Será esse o preço a pagar para manter e reforçar a estrutura sociológica do grupo.
Será em likes que os teenagers visitam os seus amigos, os seus ídolos e os seus heróis.
Curiosamente, o Facebook, esteve presente na Consumer Electronics Show onde apresentou uma versão da rede social optimizada para automóveis. A nova versão do Facebook foi desenvolvida em conjunto com a Mercedes e vai ser integrada no sistema de navegação de alguns modelos da fabricante automóvel alemã.
Times of change...
Apollo Theatre, New York, January 19, 2012
Dividido entre algumas visões optimistas e outras visões mais pessimistas, o primeiro painel teve como tema "Um futuro para a economia nacional", contando com prestigiados oradores de diferentes áreas: Daniel Bessa, professor e economista; António Lobo Xavier, advogado e gestor; Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas; e Artur Santos Silva, Chairman do BPI.
Das várias intervenções, realço a do Professor Daniel Bessa.
Ao contrário de muitas teorias e pontos de vista, este economista defende que Portugal não se pode centrar numa especialização/ imagem coesa de produção de um tipo de produto, mas de um conjunto deles. Sublinha que todos sabemos que temos de produzir mais, a questão passa por "produzir o quê?".
Daniel Bessa falou ainda da importância da progressão tecnológica do nosso país, sendo que as empresas que contribuam para esta balança tecnológica deveriam ser recompensadas, independentemente da área de actuação.
Outro ponto de vista interessante é o de que Portugal deverá apostar na prestação de serviços, procurando ter a oferta mais qualificada e barata da zona Euro. O objectivo seria atrair várias empresas para o nosso país para usufruírem dos mais variados serviços, tais como assistência pós-venda ou mesmo serviços call center.
Estes foram apenas alguns dos pertinentes pontos desta intervenção.
Realcei esta intervenção do primeiro painel mas não posso deixar de mencionar que a qualidade foi constante ao longo do dia.
Durante esta semana partilharei um conjunto de dados/números mencionados nas conferências.
do métier
o que é nacional é bom
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