Domingo, 25 de Janeiro de 2015

Siga a Marinha

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Quem gosta e acompanha os chamados desportos radicais, sabe, com certeza, o que são os X-Games, uma espécie de olimpíadas para aquelas modalidades, que se realizam-se duas vezes por ano, no  Verão e no Inverno. A edição de 2015 dedicada aos desportos "extreme" de neve termina este Domingo, depois de três dias de pura adrenalina na estância de Aspen no estado do Colorado, Estados Unidos.

 

O que traz até aqui esta referência é o patrocínio da Marinha dos Estados Unidos àquele evento. Assim à primeira vista poderá parecer uma relação estranha, sendo a America's Navy uma entidade conservadora e que encorpora valores que estarão muito distantes dos X-Games. Mas, percebendo-se melhor onde a Marinha norte-america se quer posicionar, aí já começa a fazer mais sentido a sua presença nos X-Games. Na verdade, é uma estratégia arrojada e bem pensada pelos responsáveis das "public relations" da America's Navy. 

 

O seu principal objectivo é o recrutamento de jovens com um determinado espírito de aventura e de sacrifício, que são potencialmente os que se encontram no universo de telespectadores dos X-Games. E como a própria Marinha refere, atletas como aqueles que estão nos X-Games provam que os limites dependem apenas da dedicação e empenho que cada um deposita na sua missão. E isto já é um valor em consonância com aquilo que a America's Navy representa.  

publicado por Alexandre Guerra às 13:59
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Um livro obrigatório na comunicação política

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David Axelrod, um dos homens de maior confiança de Barack Obama e um dos principais responsáveis pelo seu sucesso eleitoral em 2008, está prestes a publicar um livro sobre a sua experiência profissional enquanto consultor de comunicação na área da política, onde fez mais de 150 campanhas. Um livro obrigatório para quem trabalha e gosta de comunicação política.

publicado por Alexandre Guerra às 17:52
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015

Nous sommes Charlie

O Obervador partilhou uma fotogaleria com algumas capas de jornais que destacaram o massacre de ontem/ o movimento "Je suis Charlie".

Está muito interessante e podem vê-la aqui.

 

Por cá, acho que a capa do Jornal i foi muito bem conseguida e aqui ficam as minhas felicitações pelo trabalho.

 

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publicado por Virginia Coutinho às 11:55
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

um ano (supostamente) morno no PiaR

Depois de uma longa ausência aqui no PiaR, regresso ainda antes do o ano acabar. Não vou, ao contrário dos anos anteriores, fazer um resumo/balanço extenso do ano, que foi provavelmente o menos intenso do PiaR desde a sua fundação.

Sei as razões individuais e colectivas que nos fizeram estar mais afastados, na sua larga maioria razões positivas e que se prendem com dedicação profissional. Adicionalmente a falta de disciplina de se abrir o back office do blog ao invés de ir postar alguma coisa no facebook ou twitter, que dariam interessantes e adequados posts no PiaR.

Algo que se adensou a partir do segundo trimestre, pois navegando pelo nosso arquivo (para quem ainda não reparou está ali do lado direito separado por meses) no início do ano estivemos todos muito activos. Motivados até pela chegada ao PiaR do Pedro e do Telmo.

Mesmo assim, em 2014 ainda tivemos a realização de um PR After Work, com excelente mobilização, numa co-organização com a equipa da H+K Strategies. E recebemos convidados no PiaR, não deixando falecer a rubrica Word-Of-Mouth. Foi também o ano em que o Alexandre teve uma polémica com as Mummy Bloggers (recebemos visitas tipo pãezinhos quentes).

Mas tudo isto no primeiro trimestre, depois fomos adormecendo e houve meses com apenas (!!!) 2 posts.

Fica aqui um agradecimento ao Alexandre, que foi sendo uma espécie de carregador de piano, pelos posts que foi colocando.

 

Chegamos ao fim de 2014, olho para o nosso plantel e vejo 6 profissionais que estão intensamente dedicados aos seus percursos profissionais. Dois deles internacionalmente. O António no UK e a Virginia na América Latina (num ano em que ainda organizou com enorme sucesso mais uma edição do Upload). Podemos andar pouco activos no blog e raramente falarmos, mas mantenho um enorme orgulho em partilhar este poleiro com pessoas e profissionais que admiro e respeito.

 

Não faço promessas de em 2015 estar mais activo no PiaR, mas sei que este não encerrará.

 

Fica o compromisso de continuar a labutar para um 2015 melhor.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:02
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Vai dar que falar...

 

publicado por Alexandre Guerra às 11:27
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014

Também a Justiça deve prestar contas e comunicar com os cidadãos

Por mais óbvio que possa parecer para quem faz da comunicação a sua profissão, a verdade é que nesta Era de Informação em que se vive, existem instituições em Portugal sem a capacidade de se adaptarem aos desafios dos tempos e às exigências de uma sociedade (ocidental e não só) cada vez mais interventiva, consciente e, apesar de tudo, mais informada. Uma sociedade que assimilou o direito de se manter informada, sobretudo, por parte dos seus governantes e das entidades públicas que integram e gerem o Estado ao qual todos pertencem. 

  

Nesta matéria, os Estados Unidos são "a" referência. Podem reconhecer-se muitos defeitos àquele país, mas no que diz respeito à preocupação de se criar pontes de comunicação entre entidades públicas e os cidadãos, as autoridades daquele país não brincam em serviço. E, acima de tudo, há uma sensibilidade comunicacional por parte dos agentes da Justiça relativamente à socidade que os rodeia. A este propósito vale a pena ler o comunicado do "attorney general", Eric Holder, a propósito de uma decisão polémica de um "grande júri" no caso da morte de Eric Garner e que está a inflamar a América. 

 

Qualquer acto público, procedimento administrativo, decisão judicial, gestão de "issue" ou de crise, entre outros, que, de uma maneira ou de outra, tenha repercussão no interesse colectivo, pressupõe, automaticamente, a "comunicação" com o cidadão. Isso é levado muito a sério nos Estados Unidos e também noutros países. É do interesse de todas as partes, porque, por um lado, permite às entidades gerirem o fluxo dos factos validados e, por outro, deposita nos "receptores" informação oficial, não sujeita a especulação. 

 

Regressando a Portugal e numa lógica contrária, o Renato Póvoas faz uma observação pertinente sobre a ausência de "liderança comunicacional" das instituições judiciais na gestão da informação relativa à hiper-mediática detenção de um ex-chefe de Governo. Foi um exemplo que se veio juntar a tantos outros, com consequências muito negativas para as instituições e para a sociedade em geral.

 

É difícil de perceber como é que a Justiça e os tribunais em Portugal se mantêm num tempo de Trevas no que à comunicação diz respeito. É dificil perceber como é que os intervenientes judiciais em Portugal continuam a optar por procedimentos comunicacionais que são de um amadorismo confrangedor e, por vezes, a roçar o ridículo -- veja-se o patético episódio da escrivã do Tribunal Central de Instrução Criminal quando anunciou as medidas de coacção no âmbito da operação "Marquês". E tantos outros exemplos se podiam dar.

 

Num verdadeiro sistema de "check and balances" todos devem explicações a todos e também a Justiça deve prestar contas ao povo. E deve informar os cidadãos dos seus actos judiciais sempre que o interesse colectivo assim o justifique. E deve fazê-lo da forma mais profissional possível. Contrate-se assessores, consultoras de comunicação, criem-se gabinetes de imprensa ou direcções de comunicação, e assuma-se, de uma vez por todas, a figura de "porta voz" nos casos mais mediáticos.

 

PS: É inconcebível que o actual Campus da Justiça em Lisboa, inaugurado há poucos anos, não esteja pensado para acolher jornalistas nas mínimas condições de trabalho. Só este facto, por si só, é revelador da mentalidade que reina nas altas esferas da Justiça portuguesa quando chega a hora de comunicar com o povo. 

publicado por Alexandre Guerra às 11:37
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

E ainda dizem que é "o sabor mais cool de sempre"...

 

De tempos a tempos, os génios do marketing e da publicidade lá produzem uma pérola comunicacional e, normalmente, quanto maior é a marca, maior é o disparate. Este Natal, a Fanta brinda os portugueses com um anúncio que se candidata a entrar no top 10 dos piores do ano. Como se não bastasse o facto do anúncio ter pouco ou nada a ver com o espírito da marca, ainda levamos com uma vozinha irritante de uma criancinha, que nem os seus pais deverão conseguir suportar. Mas como é que as mentes brilhantes que dirigem a comunicação e marketing da Fanta poderão pensar que o consumidor ao ver e ouvir este anúncio poderá ficar com vontade de ir beber uma Fanta? E depois ainda dizem que é "o sabor mais cool de sempre"...

publicado por Alexandre Guerra às 15:38
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Sem "degelo", de pouco serve um aperto de mão para as câmaras

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Será difícil quantificar em palavras o valor desta imagem, mas uma coisa é certa, a fotografia tirada esta Segunda-feira aos líderes do Japão e da China, à margem da cimeira da organização Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), é bem elucidativa da frieza que existe, actualmente, nas relações diplomáticas entre aqueles dois países. Foi a primeira vez, em dois anos, que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o Presidente chinês, Xi Jinping, encetaram negociações formais, mas se o resultado era para ser este, mais valia que os seus assessores não tivessem promovido este "aperto de mão", um gesto que nas relações internacionais serve, normalmente, para transmitir uma mensagem de confiança e de aproximação entre os Estados. Sem um "degelo" efectivo, de pouco serve que os dois governantes tenham posado para as câmaras com um aperto de mão feito por obrigação. Um momento comunicacional sem qualquer ganho e facilmente evitável.

publicado por Alexandre Guerra às 15:30
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Parabéns à Special One Comunicação

O Rui Calafate está de parabéns, pois a Special One Comunicação celebra esta Quarta-feira cinco anos de existência, uma idade que permite dizer que o mais difícil já ficou para trás, conseguindo afirmar-se num sector cheio de vicissitudes e onde, por vezes, impera a lógica do "salve-se quem puder". O Rui nunca entrou por esse caminho e sempre teve a noção dos passos que podia e devia dar, construindo com trabalho e empenho uma agência que encontrou o seu rumo, com os seus clientes e projectos. Enquanto antigo consultor da Special One, foi para mim um privilégio poder contribuir para o crescimento desta consultora, da mesma maneira que agradeço ao Rui aquilo que aprendi e as experiências que me foram proporcionadas. 

publicado por Alexandre Guerra às 15:11
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Domingo, 26 de Outubro de 2014

#BoasCapas

Eu teria medo destes fugitivos....

 

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 Fotografia partilhada pelo jornalista Pedro Dias.

publicado por Virginia Coutinho às 15:08
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Sobre esqueletos no armário...

Mas onde é que estão o raio dos documentos? 

 

publicado por Antonio Marques Mendes às 14:32
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

O "papão"

A tenebrosa influência das agências de comunicação na Política, que tudo podem e conseguem, volta a ser tema de "conversa", desta vez no âmbito de um confronto eleitoral intrapartidário em curso. É tema recorrente, mas o problema é que o debate tarda em evoluir nos seus argumentos e, quase sempre, fica amarrado a ideias preconceituosas e formatadas, veiculadas por alguns comentadores e políticos que, pouco ou nada, sabem da realidade em concreto do trabalho quotidiano das consultoras de comunicação ao serviço dos seus clientes, sejam empresas, instituições públicas ou privadas, organizações nacionais ou internacionais, políticos ou partidos.

 

Mas pior, é que esses mesmos comentadores e políticos, num acto de pouca inteligência e sabedoria, parecem não ter interesse em compreender melhor o trabalho das consultoras de comunicação na área da Política. O que, diga-se, não é de estranhar, já que muitos deles descuram a própria essência da comunicação no seu estado mais natural.

 

Não ficaria nada mal a estes comentadores e políticos (que de tempos a tempos evocam o"papão" das agências de comunicação) informarem-se um pouco sobre o que é a disciplina da comunicação política e qual o papel profissional das empresas de "public relations" nesta área. Já agora, podiam começar por ler os textos escritos por Luís Paixão Martins e Rui Calafate, que falam do assunto com toda a propriedade. São, aliás, dos poucos que o podem fazer em Portugal enquanto "players" neste sector de actividade. 

 

Sobre a intervenção das consultoras de comunicação na Política, nada melhor do que estudar a realidade anglo-saxónica, embora haja outros exemplos que mereçam atenção, nomeadamente, o micro-sistema político de Bruxelas. Além do mais, há muitos manuais e literatura sobre o assunto. É que por mais excitante que seja associar o trabalho das agências de comunicação a parques de estacionamento subterrâneos obscuros, onde protagonistas vestidos de gabardine trocam dossiers secretos, a realidade é bem menos hollywoodesca.

 

Parte do trabalho de comunicação política feito por consultores e agências prende-se com assessoria de imprensa, gestão de redes sociais, produção de conteúdos, elaboração de material gráfico e edição de imagem com a respectiva propagação digital, entre outras coisas que em nada se distinguem daquilo que pode ser uma tradicional comunicação empresarial. Claro está que depois existe todo um espectro de actividade que, quando há "know how" para isso, passará, por exemplo, por aconselhamento estratégico, sondagens, pesquisa, contactos formais e informais...por diante. E se noutros países este é um trabalho altamente valorizado, infelizmente, em Portugal, às vezes contratam-se agências por valores que deveriam envergonhar todo um sector, já que a relação preço/hora ficará pouco mais acima do que aquilo que uma "mulher a dias" cobra (passe o eventual exagero e com todo o respeito por esta digna e necessária actividade).   

 

A questão do valor da actividade da consultoria em comunicação política (tal como noutros sectores) está directamente relacionada com a "importância" que os supostos clientes lhe dão. E aqui, ao contrário do que acontece na lei de mercado e na sua relação entre "oferta" e "procura", a questão coloca-se, mesmo, ao nível da "importância" que lhe é atribuída por um determinado cliente e não tanto ao nível da "procura". Porque, é efectivamente verdade que são cada vez mais os políticos a contratarem agências de comunicação em Portugal, mas isto não significa que valorizem esse serviço e que o vejam do modo profissional que o deviam ver. E aqui, muitos actores da área política em Portugal, ainda não perceberam os custos significativos de uma má comunicação. Não perceberam que numa sociedade cada vez mais exigente, não há espaço para amadorismos. Um político não tem necessariamente de brilhar, não pode é cometer erros. 

 

Um consultor de comunicação não deve ser contratado para fazer milagres, tal como de um treinador de futebol nunca se deve esperar que transforme um jogador mediano num génio da bola. Porém, isso não quer dizer que este mesmo jogador não seja vitorioso nas organizações onde esteja inserido. O mesmo acontece com políticos. Quantos não houve que de carisma tinham pouco, e de genialidade ainda menos, e não foi por isso que deixaram de fazer Política ao mais alto nível. Com trabalho e profissionalismo, pode-se chegar lá. Mas o inverso também pode ser verdade: o talento está lá, mas depois falta todo o apoio profissional para desenvolver e trabalhar esse mesmo talento. Normalmente, isso acaba naquilo que se chama "passar ao lado de uma grande carreira".

 

Os políticos devem perceber que uma má comunicação não acarreta apenas custos políticos, implica também custos para Portugal, que se reflectem na forma como as pessoas percepcionam todo o sistema político e os actos daqueles que as governam.

publicado por Alexandre Guerra às 16:14
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Domingo, 7 de Setembro de 2014

Com mais espectáculo nas estradas mais as marcas saem a ganhar

 Rodríguez (esq.), Contador (cent.) e Valverde (dir.) nos quilómetros finais na mítica subida dos Lagos de Covadonga/Foto: La Vuelta

 

O final da etapa deste Domingo da La Vuelta, na mítica subida dos Lagos de Covadonga, explica bem por que é que o ciclismo é uma modalidade que ganha cada vez mais adeptos e espaço nas televisões de todo o mundo. Explica também por que é que grandes marcas continuam a investir parte dos seus orçamentos de marketing no patrocínio de equipas.

 

Hoje, tranquilamente sentado no sofá, o telespectador viu um extraordinário cenário e um desempenho emocionante por parte de Alberto Contador, de Alejandro Valverde e de Joaquin Rodríguez que, de contra-ataque em contra-ataque, galgaram os quilómetros finais.

 

As marcas que lá estavam saíram todas a ganhar.

publicado por Alexandre Guerra às 20:40
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Uma rentrée jornalística turbulenta

A rentrée jornalística está a ser turbulenta, com várias movimentações ao nível das cúpulas de alguns jornais. Há quem diga que não vai ficar por aqui e é muito provável que este sector venha a conhecer mais novidades nos próximos tempos. Quem sabe, a criação de novos projectos ou a reformulação de outros já existentes.

 

Para já, as novidades que se conhecem referem-se ao DN, ao semanário Sol, ao jornal i e ao Record. Porém, é expectável que mais coisas aconteçam nestes meios, por exemplo, ao nível da dinâmica entre o DN e o JN ou entre o Sol e o i. Refira-se que, embora seja praticamente inexistente comercialmente, o i é um produto muito interessante e que poderá ter futuro se for bem pensado e orientado.   

 

Quanto ao Record, tem a dupla vantagem de se alimentar do filão do futebol (bem mais rentável do que o da política ou da economia) e de ter a poderosa Cofina por trás. 

 

À parte destes meios, também outros deverão (ou deveriam) vir a passar por algumas mudanças.

 

Além disso, vai ser muito interessante ver se o projecto Expresso Diário se afirmará categoricamente, porque, caso contrário, corre o risco de morrer ainda durante o primeiro ano da sua existência. 

 

Por outro lado, o Observador terá nos próximos meses uma fase importante do seu crescimento, já que parece estar a "entrar bem" num tipo de leitor mais jovem e urbano. Mas a questão principal é perceber se aquele projecto terá capacidade financeira para se manter operacional, independentemdente das receitas, sem compromoter a sua qualidade. 

publicado por Alexandre Guerra às 13:15
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Sábado, 9 de Agosto de 2014

Quem não tem cão ...

Acabado de ler o caderno principal do Expresso, certamente derivado de defeito profissional, o que mais se destaca são dois comunicados publicados enquanto publicidade. Comunicados pagos. Cada qual em página inteira.

Um da Associação Portuguesa de Casinos e outro do Automóvel Club de Portugal.

Quem não tem cão, caça com gato??

Au au au auuuu

publicado por Rodrigo Saraiva às 19:41
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Comunicação de Oportunidade (Ou será de oportunismo?...)

Gosto de tomadas de posição! Gosto mesmo. Daquelas em que alguém diz que foi prejudicado por alguma coisa. E que não pode ser assim. E gosto mais quando o faz audivelmente e tem eco na comunicação social. No fundo, é também para isso que trabalhamos.

 

E quando as tomadas de posição servem para uma promoçãozita, em cima de um tema que é altamente mediático, então ainda melhor.

 

Vem esta reflexão a propósito da tomada de posição da “Adega Monte Branco”. Muito indignados por “a utilização desta sua denominação pode colocar em causa as trocas comerciais colocando em risco o seu bom nome e do seu produto".

 

Acredito que os responsáveis devem estar indignados por esta usurpação judicial do nome há muito tempo (afinal o processo “Monte Branco” já existe há algum tempo) mas só agora é que tiveram coragem para se manifestarem publicamente. Quer dizer… Acredito?… Vou fazer de contas que sim.

 

Acho que a Adega do Monte Branco se deveria juntar à Herdade do Monte Branco, à Confeitaria Monte Branco e, porque não, às autoridades francesas e italianas para criarem uma associação dos prejudicados pelo processo Monte Branco e lutarem pela alteração do nome do referido processo.

 

Ou então, como alternativa, podem sempre aproveitar para se promoverem um bocadinho à boleia do mesmo. Mas não, isto não. Nem pensar…

publicado por Telmo Carrapa às 10:10
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Terça-feira, 29 de Julho de 2014

A morte em directo

 

Foi o primeiro filme de grande impacto que nos mostra um estadista assassinado quase em directo. Aconteceu a 9 de Outubro de 1934, em Marselha, momentos após o desembarque na segunda maior cidade francesa do Rei Alexandre da Jugoslávia. O cortejo automóvel em que seguia, ao lado do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, rodara poucas centenas de metros quando o monarca foi assassinado à queima-roupa por um anarquista búlgaro, no banco traseiro de uma viatura parcialmente aberta.

Tudo aconteceu a curtíssima distância de um operador de câmara da Pathé, que colhia imagens para um cinejornal (precursor dos telejornais naquela época). O facto de o motorista ter também morrido de imediato, com o pé pressionando o travão do automóvel, facilitou a recolha de imagens, que não tardaram a dar a volta ao mundo, exibidas nas salas de cinema.

Tudo isto aconteceu, note-se, três décadas antes de outro magnicídio com imagens captadas em directo: o do presidente norte-americano John Kennedy, em 22 de Novembro de 1963. Apesar de haver dezenas de fotorrepórteres e operadores de câmara profissionais no local, apenas um cineasta amador, chamado Abraham Zapruder, captou o preciso instante em que o crânio do inquilino da Casa Branca era estilhaçado pelo terceiro tiro disparado da mortífera carabina de Lee Oswald.

Vinte e seis segundos que a América jamais esquecerá. Mas que só foram vistos na íntegra em 1975: na altura, as imagens foram consideradas demasiado chocantes para serem exibidas na televisão.

 

publicado por Pedro Correia às 17:50
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Quando a Via Verde faz perder tempo, está a manchar a sua reputação

 

A Via Verde Portugal tem sido, durante os últimos anos, uma das bandeiras tecnológicas deste País. Empresa inovadora numa tecnologia que se revelou de grande utilidade no âmbito da "gestão do pagamento electrónico de serviços". Uma tecnologia que, entre outras coisas, proporciona maior comodidade e permite a poupança de tempo a quem anda por essas auto-estradas fora e, desde há uns tempos, também nas ex-Scuts. As suas virtudes são inquestionáveis. É sem dúvida um excelente produto, com notoriedade reconhecida.

 

O problema é quando essa boa reputação fica manchada com uma simples ida a uma das suas lojas para resolver um problema técnico. Neste caso em concreto, tratou-se de uma deslocação à loja do Saldanha (uma das três que servem a grande área metropolitana de Lisboa). 

 

Depois de ter recebido um e-mail da Via Verde para se deslocar a uma das suas lojas para trocar o equipamento, visto que este estava avariado, o autor destas linhas foi até à loja do Saldanha e tirou a senha da "assistência técnica" (havia outras opções e filas de espera). Eram 11h59 e a senha tinha o número 65. No monitor, a opção escolhida ainda ia no 45. Contas feitas, o autor destas linhas foi atendido às 12h57, praticamente uma hora depois.

 

Ou seja, vendo bem as coisas, todo o tempo que andou a "poupar" ao utilizar os corredores da Via Verde nas portagens e nos parques de estacionamento com aquela tecnologia foi "gasto" numa cadeira de uma loja daquela empresa à espera que chamassem pelo número 65. 

 

O autor destas linhas teve este desabafo com a senhora que atendia e perguntou-lhe se costumava ser sempre assim. E a resposta foi clara: "Sim, de manhã à noite, todos os dias." E aqui este poleiro voltou a questioná-la: "E a administração da Via Verde acha isso normal? Nunca ouviu falar de bom serviço ao cliente?" Mas aqui já não houve resposta, apenas um encolher de ombros.  

 

Este episódio só veio reforçar ainda mais a convicção deste poleiro: Há uma coisa que muitas empresas em Portugal ainda não perceberam... tudo é comunicação e tudo afecta a reputação de uma organização. 

publicado por Alexandre Guerra às 14:56
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Domingo, 20 de Julho de 2014

Sem vedetismos nem snobismos

Ao ouvir a convidada de Rita Ferro no programa "Conta me tudo" deste Domingo na Antena 3, este poleiro ficou a conhecer mais uma história de vida que foge aos standards do quotidiano da maioria das pessoas. Com 31 anos, Mariana Moura Santos, designer de media digital, lá foi contando o seu percurso profissional... Do mestrado na Suécia ao trabalho no Reino Unido, passando pelas palestras na América do Sul às novas funções em Miami. Além da perseverança e resiliência, Mariana contou um episódio que acabou por lhe abrir as portas no jornal britânico The Guardian. E o curioso deste episódio é que jamais poderia acontecer em Portugal.

 

Conta então a Mariana que, no âmbito de entrevistas que estava a fazer em Londres para um trabalho de mestrado, "teve a sorte" de estar três horas a falar com o director de tecnologia do The Guardian. E no seguimento dessa conversa, Mariana percebeu que naquele momento poderia haver a possibilidade de concretizar um sonho: fazer parte da equipa do jornal britânico na área das tecnologias. O director acabou por convidar Mariana a estagiar no jornal e no fim da história, os dois acabaram por criar o Guardian Interactive Team. 

 

Aquilo que o autor destas linhas pensou de imediato ao ouvir esta história, foi tentar perceber se tal história seria possível acontecer entre uma estudante nas mesmas condições da Mariana e um director/editor de um jornal português. A resposta é clara: dificilmente. Além de um snobismo e arrogância muito característicos de uma boa parte das chefias da imprensa nacional (felizmente cada vez menos), quantos se dariam ao trabalho de ter uma conversa de "igual para igual" com uma estudante? 

 

Quem tem experiência de jornalismo e aqueles que, enquanto consultores de comunicação ou assessores, lidam com editores e chefias, provavelmente compreenderão o que aqui se escreve.  

 

A primeira vez que o autor destas linhas, então como jornalista, teve uma clara percepção da diferença de comportamentos entre as "estrelas" desta praça, quase inacessíveis, e repórteres de referência internacional, foi há já uns bons anos no Médio Oriente. Primeiro, em Gaza, com Miguel Ángel Bastenier, um nome incontornável do El País. Na altura, em 2002, o autor deste poleiro ficou supreendido pela simpatia e disponibilidade que Bastenier demonstrou para com este, então, jovem jornalista. Sem vedetismos nem snobismos, Bastenier fez sempre questão de manter uma relação de igual para igual. Ora, só quem desconhece profundamente os comportamentos de algumas "vedetas" do nosso jornalismo, estranhará esta comparação.

 

Mas este poleiro poderá fazer ainda uma outra referência. Ainda no mesmo ano, mas desta vez em Ramallah, o autor destas linhas lembra-se da simplicidade com que a conhecidíssima Barbara Plett, da BBC, convivia com os restantes colegas de profissão, sem qualquer presunção ou arrogância.

 

Duas histórias relembradas por este poleiro a propósito da conversa de três horas que a Mariana teve com um director de um dos mais prestigiados jornais do mundo.

publicado por Alexandre Guerra às 14:45
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Horrível

É o melhor adjectivo para o que se passou ontem... e também serve para descrever esta capa do Correio da Manhã.

Como é possível colocarem uma imagem com cadáveres na capa? Onde está a ética e respeito, essencialmente pelos familiares das famílias.

Muito mau, CM, muito mau...

 

Aproveito ainda para realçar que este acontecimento foi capa por todo o mundo. Nos jornais em que vi a página não havia um corpo ou uma imagem chocante ( El Pais, La vanguardia, El Correo, Le Figaro, Daily Mail, Metro, La Presse, Correio do Brasil, O Globo, Estado de São Paulo, Jakarta Post, ClarinX, El Universal, Folha de Pernambuco).

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publicado por Virginia Coutinho às 09:40
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