Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

360º e Macroscópio, ao nível do melhor que se faz no estrangeiro

Num deserto de ideias e de qualidade que, neste momento, invade o panorama jornalístico português, torna-se ainda mais relevante salientar os projectos inovadores que conseguem cativar leitores e, extraordinariamente, meter as pessoas a falar sobre isso. Como já o tinha aqui feito anteriormente, o PiaR só pode elogiar a chegada do Observador ao universo dos meios de comunicação social nacionais, mas gostava agora de destacar, em concreto, os formatos apelativos -- que, nalguns casos, são (bem) importados de jornais e sites internacionais --, tais como as newletters 360º, do David Diniz, enviada ao início da manhã para os seus subscritores, e o Macroscópio, do José Manuel Fernandes, que segue ao final da tarde para as respectivas caixas de e-mail. Duas excelentes ferramentas noticiosas e de análise, ao nível do melhor que se faz no estrangeiro. 

publicado por Alexandre Guerra às 12:13
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Terça-feira, 24 de Março de 2015

Critérios

O Ministério do Interior francês já informou que o mais provável é que as 150 pessoas que estavam a bordo do Airbus 320, que se despenhou esta manhã no sul dos Alpes franceses, estejam mortas. Todos os meios de comunicação social nacionais e internacionais estão a dar natural destaque principal a esta notícia. O Público, no alto da sua sabedoria, mas também da sua cegueira editorial, faz isto: às 11h41, quando já toda a Europa falava no assunto, o on line daquele jornal ainda dava destaque à, certamente, não menos importante notícia da obesidade em Portugal.

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publicado por Alexandre Guerra às 11:29
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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

Contra a corrente

"É assim House of Cards, uma grande série de banalidades e excessos.[...] Por isso, é uma série que nos deixa desconfortáveis: leva-nos a gostar das banalidades porque são excessivas e dos excessos porque são banais. Não é que eles nos queiram iludir. Eles o que querem mesmo é levar-nos a gostar precisamente de nos sentirmos iludidos. O engano, a mentira, o oportunismo, a traição e a falta de ética e de decência são tão comuns a todas as personagens que somos 'forçados' a torcer por aqueles que estão mais convenientemente apetrechados para esse mundo em que triunfam os piores. É o contexto."

 

Luís Paixão Martins em artigo de opinião no Diário de Notícias.

publicado por Alexandre Guerra às 11:56
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015

Sessões de Leitura

De há uns tempos para cá tem-se tornado moda realizar aquilo a que resolveram chamar “conferências de imprensa sem direito a questões”. E as aspas aqui são para citação mas, sobretudo, porque aquilo é mesmo para colocar entre aspas.

Se na política isto está a tornar-se habitual, eu até consigo compreender. Há um determinado assunto sobre o qual o partido (ou determinado agente político) quer emitir uma declaração, tomar uma posição, e chama a imprensa para o fazer. Mas como a posição política foi tomada ali entre dois cafés e uma conversa de corredor, não convém dar espaço para questões, não vá perceber-se a fragilidade da mesma. Ou então, porque o assunto da tomada de posição não interessa a ninguém e não se quer dar espaço para perguntas sobre o que interessa a toda a gente mas sobre o qual não se quer falar.

É preciso passar uma imagem de dinamismo ao eleitorado ou, na maioria das vezes, acalmar as hostes internas e tem que se fazer o papel de ler uma coisita para as câmaras.

Mas esta semana vi a moda estender-se a outros quadrantes. Uma instituição pública, a propósito de um grave incidente, resolve convocar a comunicação social para uma conferência de imprensa. Antes da mesma começar alguém anuncia que a pessoa x irá ler um comunicado e que não há espaço para questões dos jornalistas.

article-2338778-1A3E679B000005DC-374_634x422.jpgO que eu gostava de perceber, pois não consigo profissionalmente entender, é porque raio marcaram então a “conferência de imprensa”? Se era para a pessoa x ler um comunicado de imprensa, não era mais útil para todos enviar o dito para as redacções? Ainda por cima era um comunicado com dados factuais. Não havia tomadas de posição que justificassem a presença de jornalistas. E, ainda por cima, o leitor do comunicado não era um grande leitor.

Meus senhores. Isto não são “conferências de imprensa”. São sessões de leitura. E qualquer dia os jornalistas deixam de ir perder tempo a estas sessões de leitura (até porque a maioria deles lê melhor). E, nesse dia, percebem que afinal até era bom quando eles vinham e faziam perguntas que nos deixavam esclarecer melhor o tal do comunicado que se leu.

Pessoalmente, para sessões de leitura, prefiro as que faço todas as noites ao meu filho...

publicado por Telmo Carrapa às 13:39
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015

A obsessão com a cobertura mediática

Um colega meu deu-me a conhecer este texto do Ragan’s PR Daily sobre a obsessão com a cobertura mediática. Kevin York, o autor, lembra que a definição de Relações Públicas não diz nada sobre “cobertura mediática” e que no início da profissão as “media relations” eram um meio e não um fim em si mesmas:

“The PR industry wasn’t founded on getting coverage. Most versions of the profession’s history include two-way communication with the public, along with informing, educating and influencing audiences. Though many early PR practitioners used media coverage as a tactic, coverage was a means to an end. It helped them reach people.”.

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E mesmo a cobertura mediática deve ser vista em função dos públicos. Não enquanto número de notícias:” If coverage appears in a publication your target audience doesn’t actually read, it doesn’t count as coverage. Target the reader, not the publication or the journalist. “.

Costumo dizer que às vezes vale mais uma breve no sítio certo que dez páginas no sítio que não vai fazer mossa nenhuma. Este artigo diz o mesmo.

“The PR industry lost its creativity—and some of its business relevance—when it became too reliant on media coverage. Media is still a valuable communications tactic, but it’s just one piece of our job, one tool in our arsenal.”, deixa em jeito de conclusão o autor.

publicado por Telmo Carrapa às 11:05
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015

Afinal não eram assim tão Charlie Hebdo

É curioso...há pouco mais de um mês, todos eram "Charlie Hebdo", todos eram pela liberdade de expressão e pelo respeito à sátira. Agora, a Liga Portuguesa de Futebol e a FPF estão indignadas com a Sagres, por causa de um vídeo publicitário que aquela empresa fez, precisamente, a fazer humor com um autêntico "frango" dado pelo guarda redes do Sporting, Rui Patrício, num jogo com o Belenenses.

 

Do ponto de vista comercial, percebe-se a decisão da Sagres em pedir desculpa e retirar a campanha, já que foi pressionada por aquelas instituições e tem muitos interesses no mundo do futebol, mas do ponto de vista dos princípios, a empresa fez mal. A verdade é que o vídeo não tinha qualquer ofensa ao jogador Rui Patrício. Mal está a sociedade, se não tem poder de encaixe para um vídeo como este.

 

publicado por Alexandre Guerra às 10:12
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Domingo, 25 de Janeiro de 2015

Siga a Marinha

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Quem gosta e acompanha os chamados desportos radicais, sabe, com certeza, o que são os X-Games, uma espécie de olimpíadas para aquelas modalidades, que se realizam-se duas vezes por ano, no  Verão e no Inverno. A edição de 2015 dedicada aos desportos "extreme" de neve termina este Domingo, depois de três dias de pura adrenalina na estância de Aspen no estado do Colorado, Estados Unidos.

 

O que traz até aqui esta referência é o patrocínio da Marinha dos Estados Unidos àquele evento. Assim à primeira vista poderá parecer uma relação estranha, sendo a America's Navy uma entidade conservadora e que encorpora valores que estarão muito distantes dos X-Games. Mas, percebendo-se melhor onde a Marinha norte-america se quer posicionar, aí já começa a fazer mais sentido a sua presença nos X-Games. Na verdade, é uma estratégia arrojada e bem pensada pelos responsáveis das "public relations" da America's Navy. 

 

O seu principal objectivo é o recrutamento de jovens com um determinado espírito de aventura e de sacrifício, que são potencialmente os que se encontram no universo de telespectadores dos X-Games. E como a própria Marinha refere, atletas como aqueles que estão nos X-Games provam que os limites dependem apenas da dedicação e empenho que cada um deposita na sua missão. E isto já é um valor em consonância com aquilo que a America's Navy representa.  

publicado por Alexandre Guerra às 13:59
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Um livro obrigatório na comunicação política

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David Axelrod, um dos homens de maior confiança de Barack Obama e um dos principais responsáveis pelo seu sucesso eleitoral em 2008, está prestes a publicar um livro sobre a sua experiência profissional enquanto consultor de comunicação na área da política, onde fez mais de 150 campanhas. Um livro obrigatório para quem trabalha e gosta de comunicação política.

publicado por Alexandre Guerra às 17:52
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015

Nous sommes Charlie

O Obervador partilhou uma fotogaleria com algumas capas de jornais que destacaram o massacre de ontem/ o movimento "Je suis Charlie".

Está muito interessante e podem vê-la aqui.

 

Por cá, acho que a capa do Jornal i foi muito bem conseguida e aqui ficam as minhas felicitações pelo trabalho.

 

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publicado por Virginia Coutinho às 11:55
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

um ano (supostamente) morno no PiaR

Depois de uma longa ausência aqui no PiaR, regresso ainda antes do o ano acabar. Não vou, ao contrário dos anos anteriores, fazer um resumo/balanço extenso do ano, que foi provavelmente o menos intenso do PiaR desde a sua fundação.

Sei as razões individuais e colectivas que nos fizeram estar mais afastados, na sua larga maioria razões positivas e que se prendem com dedicação profissional. Adicionalmente a falta de disciplina de se abrir o back office do blog ao invés de ir postar alguma coisa no facebook ou twitter, que dariam interessantes e adequados posts no PiaR.

Algo que se adensou a partir do segundo trimestre, pois navegando pelo nosso arquivo (para quem ainda não reparou está ali do lado direito separado por meses) no início do ano estivemos todos muito activos. Motivados até pela chegada ao PiaR do Pedro e do Telmo.

Mesmo assim, em 2014 ainda tivemos a realização de um PR After Work, com excelente mobilização, numa co-organização com a equipa da H+K Strategies. E recebemos convidados no PiaR, não deixando falecer a rubrica Word-Of-Mouth. Foi também o ano em que o Alexandre teve uma polémica com as Mummy Bloggers (recebemos visitas tipo pãezinhos quentes).

Mas tudo isto no primeiro trimestre, depois fomos adormecendo e houve meses com apenas (!!!) 2 posts.

Fica aqui um agradecimento ao Alexandre, que foi sendo uma espécie de carregador de piano, pelos posts que foi colocando.

 

Chegamos ao fim de 2014, olho para o nosso plantel e vejo 6 profissionais que estão intensamente dedicados aos seus percursos profissionais. Dois deles internacionalmente. O António no UK e a Virginia na América Latina (num ano em que ainda organizou com enorme sucesso mais uma edição do Upload). Podemos andar pouco activos no blog e raramente falarmos, mas mantenho um enorme orgulho em partilhar este poleiro com pessoas e profissionais que admiro e respeito.

 

Não faço promessas de em 2015 estar mais activo no PiaR, mas sei que este não encerrará.

 

Fica o compromisso de continuar a labutar para um 2015 melhor.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:02
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Vai dar que falar...

 

publicado por Alexandre Guerra às 11:27
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014

Também a Justiça deve prestar contas e comunicar com os cidadãos

Por mais óbvio que possa parecer para quem faz da comunicação a sua profissão, a verdade é que nesta Era de Informação em que se vive, existem instituições em Portugal sem a capacidade de se adaptarem aos desafios dos tempos e às exigências de uma sociedade (ocidental e não só) cada vez mais interventiva, consciente e, apesar de tudo, mais informada. Uma sociedade que assimilou o direito de se manter informada, sobretudo, por parte dos seus governantes e das entidades públicas que integram e gerem o Estado ao qual todos pertencem. 

  

Nesta matéria, os Estados Unidos são "a" referência. Podem reconhecer-se muitos defeitos àquele país, mas no que diz respeito à preocupação de se criar pontes de comunicação entre entidades públicas e os cidadãos, as autoridades daquele país não brincam em serviço. E, acima de tudo, há uma sensibilidade comunicacional por parte dos agentes da Justiça relativamente à socidade que os rodeia. A este propósito vale a pena ler o comunicado do "attorney general", Eric Holder, a propósito de uma decisão polémica de um "grande júri" no caso da morte de Eric Garner e que está a inflamar a América. 

 

Qualquer acto público, procedimento administrativo, decisão judicial, gestão de "issue" ou de crise, entre outros, que, de uma maneira ou de outra, tenha repercussão no interesse colectivo, pressupõe, automaticamente, a "comunicação" com o cidadão. Isso é levado muito a sério nos Estados Unidos e também noutros países. É do interesse de todas as partes, porque, por um lado, permite às entidades gerirem o fluxo dos factos validados e, por outro, deposita nos "receptores" informação oficial, não sujeita a especulação. 

 

Regressando a Portugal e numa lógica contrária, o Renato Póvoas faz uma observação pertinente sobre a ausência de "liderança comunicacional" das instituições judiciais na gestão da informação relativa à hiper-mediática detenção de um ex-chefe de Governo. Foi um exemplo que se veio juntar a tantos outros, com consequências muito negativas para as instituições e para a sociedade em geral.

 

É difícil de perceber como é que a Justiça e os tribunais em Portugal se mantêm num tempo de Trevas no que à comunicação diz respeito. É dificil perceber como é que os intervenientes judiciais em Portugal continuam a optar por procedimentos comunicacionais que são de um amadorismo confrangedor e, por vezes, a roçar o ridículo -- veja-se o patético episódio da escrivã do Tribunal Central de Instrução Criminal quando anunciou as medidas de coacção no âmbito da operação "Marquês". E tantos outros exemplos se podiam dar.

 

Num verdadeiro sistema de "check and balances" todos devem explicações a todos e também a Justiça deve prestar contas ao povo. E deve informar os cidadãos dos seus actos judiciais sempre que o interesse colectivo assim o justifique. E deve fazê-lo da forma mais profissional possível. Contrate-se assessores, consultoras de comunicação, criem-se gabinetes de imprensa ou direcções de comunicação, e assuma-se, de uma vez por todas, a figura de "porta voz" nos casos mais mediáticos.

 

PS: É inconcebível que o actual Campus da Justiça em Lisboa, inaugurado há poucos anos, não esteja pensado para acolher jornalistas nas mínimas condições de trabalho. Só este facto, por si só, é revelador da mentalidade que reina nas altas esferas da Justiça portuguesa quando chega a hora de comunicar com o povo. 

publicado por Alexandre Guerra às 11:37
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

E ainda dizem que é "o sabor mais cool de sempre"...

 

De tempos a tempos, os génios do marketing e da publicidade lá produzem uma pérola comunicacional e, normalmente, quanto maior é a marca, maior é o disparate. Este Natal, a Fanta brinda os portugueses com um anúncio que se candidata a entrar no top 10 dos piores do ano. Como se não bastasse o facto do anúncio ter pouco ou nada a ver com o espírito da marca, ainda levamos com uma vozinha irritante de uma criancinha, que nem os seus pais deverão conseguir suportar. Mas como é que as mentes brilhantes que dirigem a comunicação e marketing da Fanta poderão pensar que o consumidor ao ver e ouvir este anúncio poderá ficar com vontade de ir beber uma Fanta? E depois ainda dizem que é "o sabor mais cool de sempre"...

publicado por Alexandre Guerra às 15:38
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Sem "degelo", de pouco serve um aperto de mão para as câmaras

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Será difícil quantificar em palavras o valor desta imagem, mas uma coisa é certa, a fotografia tirada esta Segunda-feira aos líderes do Japão e da China, à margem da cimeira da organização Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), é bem elucidativa da frieza que existe, actualmente, nas relações diplomáticas entre aqueles dois países. Foi a primeira vez, em dois anos, que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o Presidente chinês, Xi Jinping, encetaram negociações formais, mas se o resultado era para ser este, mais valia que os seus assessores não tivessem promovido este "aperto de mão", um gesto que nas relações internacionais serve, normalmente, para transmitir uma mensagem de confiança e de aproximação entre os Estados. Sem um "degelo" efectivo, de pouco serve que os dois governantes tenham posado para as câmaras com um aperto de mão feito por obrigação. Um momento comunicacional sem qualquer ganho e facilmente evitável.

publicado por Alexandre Guerra às 15:30
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Parabéns à Special One Comunicação

O Rui Calafate está de parabéns, pois a Special One Comunicação celebra esta Quarta-feira cinco anos de existência, uma idade que permite dizer que o mais difícil já ficou para trás, conseguindo afirmar-se num sector cheio de vicissitudes e onde, por vezes, impera a lógica do "salve-se quem puder". O Rui nunca entrou por esse caminho e sempre teve a noção dos passos que podia e devia dar, construindo com trabalho e empenho uma agência que encontrou o seu rumo, com os seus clientes e projectos. Enquanto antigo consultor da Special One, foi para mim um privilégio poder contribuir para o crescimento desta consultora, da mesma maneira que agradeço ao Rui aquilo que aprendi e as experiências que me foram proporcionadas. 

publicado por Alexandre Guerra às 15:11
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Domingo, 26 de Outubro de 2014

#BoasCapas

Eu teria medo destes fugitivos....

 

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 Fotografia partilhada pelo jornalista Pedro Dias.

publicado por Virginia Coutinho às 15:08
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Sobre esqueletos no armário...

Mas onde é que estão o raio dos documentos? 

 

publicado por Antonio Marques Mendes às 14:32
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

O "papão"

A tenebrosa influência das agências de comunicação na Política, que tudo podem e conseguem, volta a ser tema de "conversa", desta vez no âmbito de um confronto eleitoral intrapartidário em curso. É tema recorrente, mas o problema é que o debate tarda em evoluir nos seus argumentos e, quase sempre, fica amarrado a ideias preconceituosas e formatadas, veiculadas por alguns comentadores e políticos que, pouco ou nada, sabem da realidade em concreto do trabalho quotidiano das consultoras de comunicação ao serviço dos seus clientes, sejam empresas, instituições públicas ou privadas, organizações nacionais ou internacionais, políticos ou partidos.

 

Mas pior, é que esses mesmos comentadores e políticos, num acto de pouca inteligência e sabedoria, parecem não ter interesse em compreender melhor o trabalho das consultoras de comunicação na área da Política. O que, diga-se, não é de estranhar, já que muitos deles descuram a própria essência da comunicação no seu estado mais natural.

 

Não ficaria nada mal a estes comentadores e políticos (que de tempos a tempos evocam o"papão" das agências de comunicação) informarem-se um pouco sobre o que é a disciplina da comunicação política e qual o papel profissional das empresas de "public relations" nesta área. Já agora, podiam começar por ler os textos escritos por Luís Paixão Martins e Rui Calafate, que falam do assunto com toda a propriedade. São, aliás, dos poucos que o podem fazer em Portugal enquanto "players" neste sector de actividade. 

 

Sobre a intervenção das consultoras de comunicação na Política, nada melhor do que estudar a realidade anglo-saxónica, embora haja outros exemplos que mereçam atenção, nomeadamente, o micro-sistema político de Bruxelas. Além do mais, há muitos manuais e literatura sobre o assunto. É que por mais excitante que seja associar o trabalho das agências de comunicação a parques de estacionamento subterrâneos obscuros, onde protagonistas vestidos de gabardine trocam dossiers secretos, a realidade é bem menos hollywoodesca.

 

Parte do trabalho de comunicação política feito por consultores e agências prende-se com assessoria de imprensa, gestão de redes sociais, produção de conteúdos, elaboração de material gráfico e edição de imagem com a respectiva propagação digital, entre outras coisas que em nada se distinguem daquilo que pode ser uma tradicional comunicação empresarial. Claro está que depois existe todo um espectro de actividade que, quando há "know how" para isso, passará, por exemplo, por aconselhamento estratégico, sondagens, pesquisa, contactos formais e informais...por diante. E se noutros países este é um trabalho altamente valorizado, infelizmente, em Portugal, às vezes contratam-se agências por valores que deveriam envergonhar todo um sector, já que a relação preço/hora ficará pouco mais acima do que aquilo que uma "mulher a dias" cobra (passe o eventual exagero e com todo o respeito por esta digna e necessária actividade).   

 

A questão do valor da actividade da consultoria em comunicação política (tal como noutros sectores) está directamente relacionada com a "importância" que os supostos clientes lhe dão. E aqui, ao contrário do que acontece na lei de mercado e na sua relação entre "oferta" e "procura", a questão coloca-se, mesmo, ao nível da "importância" que lhe é atribuída por um determinado cliente e não tanto ao nível da "procura". Porque, é efectivamente verdade que são cada vez mais os políticos a contratarem agências de comunicação em Portugal, mas isto não significa que valorizem esse serviço e que o vejam do modo profissional que o deviam ver. E aqui, muitos actores da área política em Portugal, ainda não perceberam os custos significativos de uma má comunicação. Não perceberam que numa sociedade cada vez mais exigente, não há espaço para amadorismos. Um político não tem necessariamente de brilhar, não pode é cometer erros. 

 

Um consultor de comunicação não deve ser contratado para fazer milagres, tal como de um treinador de futebol nunca se deve esperar que transforme um jogador mediano num génio da bola. Porém, isso não quer dizer que este mesmo jogador não seja vitorioso nas organizações onde esteja inserido. O mesmo acontece com políticos. Quantos não houve que de carisma tinham pouco, e de genialidade ainda menos, e não foi por isso que deixaram de fazer Política ao mais alto nível. Com trabalho e profissionalismo, pode-se chegar lá. Mas o inverso também pode ser verdade: o talento está lá, mas depois falta todo o apoio profissional para desenvolver e trabalhar esse mesmo talento. Normalmente, isso acaba naquilo que se chama "passar ao lado de uma grande carreira".

 

Os políticos devem perceber que uma má comunicação não acarreta apenas custos políticos, implica também custos para Portugal, que se reflectem na forma como as pessoas percepcionam todo o sistema político e os actos daqueles que as governam.

publicado por Alexandre Guerra às 16:14
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Domingo, 7 de Setembro de 2014

Com mais espectáculo nas estradas mais as marcas saem a ganhar

 Rodríguez (esq.), Contador (cent.) e Valverde (dir.) nos quilómetros finais na mítica subida dos Lagos de Covadonga/Foto: La Vuelta

 

O final da etapa deste Domingo da La Vuelta, na mítica subida dos Lagos de Covadonga, explica bem por que é que o ciclismo é uma modalidade que ganha cada vez mais adeptos e espaço nas televisões de todo o mundo. Explica também por que é que grandes marcas continuam a investir parte dos seus orçamentos de marketing no patrocínio de equipas.

 

Hoje, tranquilamente sentado no sofá, o telespectador viu um extraordinário cenário e um desempenho emocionante por parte de Alberto Contador, de Alejandro Valverde e de Joaquin Rodríguez que, de contra-ataque em contra-ataque, galgaram os quilómetros finais.

 

As marcas que lá estavam saíram todas a ganhar.

publicado por Alexandre Guerra às 20:40
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Uma rentrée jornalística turbulenta

A rentrée jornalística está a ser turbulenta, com várias movimentações ao nível das cúpulas de alguns jornais. Há quem diga que não vai ficar por aqui e é muito provável que este sector venha a conhecer mais novidades nos próximos tempos. Quem sabe, a criação de novos projectos ou a reformulação de outros já existentes.

 

Para já, as novidades que se conhecem referem-se ao DN, ao semanário Sol, ao jornal i e ao Record. Porém, é expectável que mais coisas aconteçam nestes meios, por exemplo, ao nível da dinâmica entre o DN e o JN ou entre o Sol e o i. Refira-se que, embora seja praticamente inexistente comercialmente, o i é um produto muito interessante e que poderá ter futuro se for bem pensado e orientado.   

 

Quanto ao Record, tem a dupla vantagem de se alimentar do filão do futebol (bem mais rentável do que o da política ou da economia) e de ter a poderosa Cofina por trás. 

 

À parte destes meios, também outros deverão (ou deveriam) vir a passar por algumas mudanças.

 

Além disso, vai ser muito interessante ver se o projecto Expresso Diário se afirmará categoricamente, porque, caso contrário, corre o risco de morrer ainda durante o primeiro ano da sua existência. 

 

Por outro lado, o Observador terá nos próximos meses uma fase importante do seu crescimento, já que parece estar a "entrar bem" num tipo de leitor mais jovem e urbano. Mas a questão principal é perceber se aquele projecto terá capacidade financeira para se manter operacional, independentemdente das receitas, sem compromoter a sua qualidade. 

publicado por Alexandre Guerra às 13:15
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