Terça-feira, 30 de Junho de 2015

Lançamento do livro "Insondáveis Sondagens"

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publicado por Alexandre Guerra às 15:04
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2015

Descobertas improváveis no interior do país

As melhores descobertas são, por vezes, aquelas de que não estamos mesmo à espera, aquelas que surgem nas mais improváveis circunstâncias, nos mais improváveis sítios. No fundo, as melhores descobertas serão aquelas que surgem de surpresa, fruto do acaso, quando num determinado dia, numa determinado hora, estamos num determinado local. E foi precisamente isso que aconteceu no passado Sábado, quando o autor deste poleiro passou fortuitamente pelas aldeias de Juncal do Campo e Freixial do Campo, no distrito de Castelo Branco, e se depara com manifestações artísticas de arte urbana, pela mão de alguns dos mais sonantes "street artists" nacionais. Vhils (Alexandre Farto) é um deles, imagine-se, mas só esta Segunda-feira iria fazer a sua obra, já que vinha de Seul directamente para Juncal do Campo.  

 

Trata-se do projecto "Aldeias Artísticas", promovido pelas associações Ecogerminar e Terceira Pessoa e que conta com o apoio da Fundação EDP. Esta acção em concreto está integrada no programa mais abrangente "Há Festa no Campo", que "promove a dinamização cultural e social das suas aldeias, valorizando o seu património imaterial e cultural. São promovidos encontros, oficinas de formação, assembleias participativas, festas e exposições, mantendo sempre a relação com as tradições, memórias e festividades locais".

 

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Gonçalo Fialho (também conhecido como Uivo)/Freixial do Campo (poste de electricidade). Veja o vídeo.

 

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Ivo Santos em "acção" (também conhecido como Smile)/Juncal do Campo. Veja o vídeo  (peça da SIC).

 

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Projecto Matilha/Juncal do Campo (campo de futebol)

 

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Ricardo Pereira (também conhecido como Skran)/Juncal do Campo

 

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Marco Almeida (também conhecido como 2Carryon)/Juncal do Campo (junto à fonte). Veja o vídeo.

 

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Mauro Carmelino/Freixial do Campo (escola)

 

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Tomás Pires (também conhecido como Ôje)/Freixial do Campo (Junta de Freguesia) 

 

 

publicado por Alexandre Guerra às 16:07
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2015

Incompreensível

Para quem anda nas lides da comunicação política não pode deixar de ficar estupefacto com erros primários que são cometidos por governantes experientes. O mais recente caso envolve Manuel Valls, primeiro-ministro francês, que, após um congresso do PS em Poitiers, apanhou o Falcon do Estado para se deslocar até Berlim para assistir à final da Liga dos Campeões Europeus, num acto classificado como oficial. Até aqui nada de extraordinário, até porque a França se prepara para organizar o Europeu de Futebol no próximo ano.

 

Qual foi então o problema? Não é que Valls decidiu levar dois dos seus filhos no Falcon para assistir também ao jogo... Ora, bastou isto para que a deslocação "oficial" do chefe do Governo francês a Berlim se transformasse num acto privado, de uma ida de um pai ao futebol acompanhado pelos filhos, mas à boleia do jacto do Estado, ou seja, à custa dos contribuintes.

 

Como é possível que hoje em dia um político ainda se sujeite a uma situação destas? É incompreensível, até porque Valls reconheceu de imediato a sensibilidade do assunto e disse que iria pagar do seu bolso a viagem dos seus filhos.

publicado por Alexandre Guerra às 12:32
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2015

Dúvidas existenciais

Que estranhos critérios editoriais dos dois jornais especializados em economia (Negócios e DE) quando, no dia a seguir à apresentação do relatório de gestão e contas de 2014 de uma entidade nacional com um orçamento anual de mais de 200 milhões de euros e que emprega mais de 5500 colaboradores, nem sequer uma breve dedicam ao tema. Talvez a Helena Garrido ou o Raul Vaz possam elucidar os leitores deste poleiro. 

publicado por Alexandre Guerra às 13:10
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

Será o prenúncio de uma fusão entre o SOL e o i?

As movimentações anunciadas por estes dias nos dois jornais do grupo Newshold, com Vítor Rainho e José Cabrita Saraiva a transitarem do SOL para os cargos de director e director-adjunto do i, respectivamente, parecem prenunciar algo que em várias conversas que este poleiro teve com diferentes "fontes" se especulava: a fusão do SOL e do i. De acordo com o que foi dito ao autor destas linhas há uns tempos por um responsável editorial de um daqueles jornais, em cima da mesa poderá estar uma solução que aponte para o modelo inglês, ou seja, um jornal diário, com uma edição própria de fim-de-semana.

 

E nesse sentido é interessante analisar-se a troca que Luís Osório faz entre a direcção interina do i pela direcção executivo do SOL. Sem dúvida que Osório tem um perfil jornalístico mais adequado a uma edição de fim-de-semana, mais virado para os artigos longos, de tendências, mais reflectivos e culturais. Por outro lado, Vítor Rainho parece ter uma atitude mais dinâmica e pragmática, requisitos essenciais para quem diariamente procura notícias e tem de lidar com a pressão da agenda mediática. 

 

Para já, trata-se apenas de uma palpite do PiaR, mas vendo bem as coisas, e atendendo aos tímidos números das vendas efectivas em banca (e não daquilo que se diz que se vende) e à necessidade de se optimizar recursos e dinamizar dois produtos que, claramente, têm vindo a perder gás desde que apareceram no mercado, talvez a fusão entre os dois jornais fosse o melhor caminho a seguir.

publicado por Alexandre Guerra às 16:19
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2015

Será por causa do acordo ortográfico?

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Mais um lamentável exemplo dos já muito comuns erros nos oráculos e rodapés. Desta vez no Telejornal da RTP.

publicado por Alexandre Guerra às 20:35
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2015

Contradições

Pedro Mexia é, na opinão deste poleiro, um pensador de valor. Daquilo que se lhe conhece -- exclusivamente da suas aparições na comunicação social --, parece ser um tipo calmo, tranquilo e intelectualmente honesto. Amanhã, no i, sairá uma grande entrevista dele, mas, talvez seja algo presunço apresentá-lo como "o mais reconhecido pensador da sua geração". Além disso, não deixa de ser curioso que Mexia se auto caracterize como uma pessoa que gosta muito de fazer a sua vida sem que ninguém dê por ele. Palavras proferidas pelo próprio, não num ambiente recatado de convívio intímo, mas na referida entrevista de jornal, um meio de comunicação social que é, por definição, um "amplificador" de notoriedade junto da opinião pública. E para quem gosta tanto "da ideia de anonimato", não se pode dizer que Pedro Mexia contribua propriamente para a concretização da mesma, tendo presença assídua na televisão, rádio e imprensa. 

publicado por Alexandre Guerra às 13:11
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

360º e Macroscópio, ao nível do melhor que se faz no estrangeiro

Num deserto de ideias e de qualidade que, neste momento, invade o panorama jornalístico português, torna-se ainda mais relevante salientar os projectos inovadores que conseguem cativar leitores e, extraordinariamente, meter as pessoas a falar sobre isso. Como já o tinha aqui feito anteriormente, o PiaR só pode elogiar a chegada do Observador ao universo dos meios de comunicação social nacionais, mas gostava agora de destacar, em concreto, os formatos apelativos -- que, nalguns casos, são (bem) importados de jornais e sites internacionais --, tais como as newletters 360º, do David Diniz, enviada ao início da manhã para os seus subscritores, e o Macroscópio, do José Manuel Fernandes, que segue ao final da tarde para as respectivas caixas de e-mail. Duas excelentes ferramentas noticiosas e de análise, ao nível do melhor que se faz no estrangeiro. 

publicado por Alexandre Guerra às 12:13
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Terça-feira, 24 de Março de 2015

Critérios

O Ministério do Interior francês já informou que o mais provável é que as 150 pessoas que estavam a bordo do Airbus 320, que se despenhou esta manhã no sul dos Alpes franceses, estejam mortas. Todos os meios de comunicação social nacionais e internacionais estão a dar natural destaque principal a esta notícia. O Público, no alto da sua sabedoria, mas também da sua cegueira editorial, faz isto: às 11h41, quando já toda a Europa falava no assunto, o on line daquele jornal ainda dava destaque à, certamente, não menos importante notícia da obesidade em Portugal.

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publicado por Alexandre Guerra às 11:29
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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

Contra a corrente

"É assim House of Cards, uma grande série de banalidades e excessos.[...] Por isso, é uma série que nos deixa desconfortáveis: leva-nos a gostar das banalidades porque são excessivas e dos excessos porque são banais. Não é que eles nos queiram iludir. Eles o que querem mesmo é levar-nos a gostar precisamente de nos sentirmos iludidos. O engano, a mentira, o oportunismo, a traição e a falta de ética e de decência são tão comuns a todas as personagens que somos 'forçados' a torcer por aqueles que estão mais convenientemente apetrechados para esse mundo em que triunfam os piores. É o contexto."

 

Luís Paixão Martins em artigo de opinião no Diário de Notícias.

publicado por Alexandre Guerra às 11:56
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015

Sessões de Leitura

De há uns tempos para cá tem-se tornado moda realizar aquilo a que resolveram chamar “conferências de imprensa sem direito a questões”. E as aspas aqui são para citação mas, sobretudo, porque aquilo é mesmo para colocar entre aspas.

Se na política isto está a tornar-se habitual, eu até consigo compreender. Há um determinado assunto sobre o qual o partido (ou determinado agente político) quer emitir uma declaração, tomar uma posição, e chama a imprensa para o fazer. Mas como a posição política foi tomada ali entre dois cafés e uma conversa de corredor, não convém dar espaço para questões, não vá perceber-se a fragilidade da mesma. Ou então, porque o assunto da tomada de posição não interessa a ninguém e não se quer dar espaço para perguntas sobre o que interessa a toda a gente mas sobre o qual não se quer falar.

É preciso passar uma imagem de dinamismo ao eleitorado ou, na maioria das vezes, acalmar as hostes internas e tem que se fazer o papel de ler uma coisita para as câmaras.

Mas esta semana vi a moda estender-se a outros quadrantes. Uma instituição pública, a propósito de um grave incidente, resolve convocar a comunicação social para uma conferência de imprensa. Antes da mesma começar alguém anuncia que a pessoa x irá ler um comunicado e que não há espaço para questões dos jornalistas.

article-2338778-1A3E679B000005DC-374_634x422.jpgO que eu gostava de perceber, pois não consigo profissionalmente entender, é porque raio marcaram então a “conferência de imprensa”? Se era para a pessoa x ler um comunicado de imprensa, não era mais útil para todos enviar o dito para as redacções? Ainda por cima era um comunicado com dados factuais. Não havia tomadas de posição que justificassem a presença de jornalistas. E, ainda por cima, o leitor do comunicado não era um grande leitor.

Meus senhores. Isto não são “conferências de imprensa”. São sessões de leitura. E qualquer dia os jornalistas deixam de ir perder tempo a estas sessões de leitura (até porque a maioria deles lê melhor). E, nesse dia, percebem que afinal até era bom quando eles vinham e faziam perguntas que nos deixavam esclarecer melhor o tal do comunicado que se leu.

Pessoalmente, para sessões de leitura, prefiro as que faço todas as noites ao meu filho...

publicado por Telmo Carrapa às 13:39
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015

A obsessão com a cobertura mediática

Um colega meu deu-me a conhecer este texto do Ragan’s PR Daily sobre a obsessão com a cobertura mediática. Kevin York, o autor, lembra que a definição de Relações Públicas não diz nada sobre “cobertura mediática” e que no início da profissão as “media relations” eram um meio e não um fim em si mesmas:

“The PR industry wasn’t founded on getting coverage. Most versions of the profession’s history include two-way communication with the public, along with informing, educating and influencing audiences. Though many early PR practitioners used media coverage as a tactic, coverage was a means to an end. It helped them reach people.”.

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E mesmo a cobertura mediática deve ser vista em função dos públicos. Não enquanto número de notícias:” If coverage appears in a publication your target audience doesn’t actually read, it doesn’t count as coverage. Target the reader, not the publication or the journalist. “.

Costumo dizer que às vezes vale mais uma breve no sítio certo que dez páginas no sítio que não vai fazer mossa nenhuma. Este artigo diz o mesmo.

“The PR industry lost its creativity—and some of its business relevance—when it became too reliant on media coverage. Media is still a valuable communications tactic, but it’s just one piece of our job, one tool in our arsenal.”, deixa em jeito de conclusão o autor.

publicado por Telmo Carrapa às 11:05
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015

Afinal não eram assim tão Charlie Hebdo

É curioso...há pouco mais de um mês, todos eram "Charlie Hebdo", todos eram pela liberdade de expressão e pelo respeito à sátira. Agora, a Liga Portuguesa de Futebol e a FPF estão indignadas com a Sagres, por causa de um vídeo publicitário que aquela empresa fez, precisamente, a fazer humor com um autêntico "frango" dado pelo guarda redes do Sporting, Rui Patrício, num jogo com o Belenenses.

 

Do ponto de vista comercial, percebe-se a decisão da Sagres em pedir desculpa e retirar a campanha, já que foi pressionada por aquelas instituições e tem muitos interesses no mundo do futebol, mas do ponto de vista dos princípios, a empresa fez mal. A verdade é que o vídeo não tinha qualquer ofensa ao jogador Rui Patrício. Mal está a sociedade, se não tem poder de encaixe para um vídeo como este.

 

publicado por Alexandre Guerra às 10:12
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Domingo, 25 de Janeiro de 2015

Siga a Marinha

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Quem gosta e acompanha os chamados desportos radicais, sabe, com certeza, o que são os X-Games, uma espécie de olimpíadas para aquelas modalidades, que se realizam-se duas vezes por ano, no  Verão e no Inverno. A edição de 2015 dedicada aos desportos "extreme" de neve termina este Domingo, depois de três dias de pura adrenalina na estância de Aspen no estado do Colorado, Estados Unidos.

 

O que traz até aqui esta referência é o patrocínio da Marinha dos Estados Unidos àquele evento. Assim à primeira vista poderá parecer uma relação estranha, sendo a America's Navy uma entidade conservadora e que encorpora valores que estarão muito distantes dos X-Games. Mas, percebendo-se melhor onde a Marinha norte-america se quer posicionar, aí já começa a fazer mais sentido a sua presença nos X-Games. Na verdade, é uma estratégia arrojada e bem pensada pelos responsáveis das "public relations" da America's Navy. 

 

O seu principal objectivo é o recrutamento de jovens com um determinado espírito de aventura e de sacrifício, que são potencialmente os que se encontram no universo de telespectadores dos X-Games. E como a própria Marinha refere, atletas como aqueles que estão nos X-Games provam que os limites dependem apenas da dedicação e empenho que cada um deposita na sua missão. E isto já é um valor em consonância com aquilo que a America's Navy representa.  

publicado por Alexandre Guerra às 13:59
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Um livro obrigatório na comunicação política

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David Axelrod, um dos homens de maior confiança de Barack Obama e um dos principais responsáveis pelo seu sucesso eleitoral em 2008, está prestes a publicar um livro sobre a sua experiência profissional enquanto consultor de comunicação na área da política, onde fez mais de 150 campanhas. Um livro obrigatório para quem trabalha e gosta de comunicação política.

publicado por Alexandre Guerra às 17:52
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015

Nous sommes Charlie

O Obervador partilhou uma fotogaleria com algumas capas de jornais que destacaram o massacre de ontem/ o movimento "Je suis Charlie".

Está muito interessante e podem vê-la aqui.

 

Por cá, acho que a capa do Jornal i foi muito bem conseguida e aqui ficam as minhas felicitações pelo trabalho.

 

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publicado por Virginia Coutinho às 11:55
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

um ano (supostamente) morno no PiaR

Depois de uma longa ausência aqui no PiaR, regresso ainda antes do o ano acabar. Não vou, ao contrário dos anos anteriores, fazer um resumo/balanço extenso do ano, que foi provavelmente o menos intenso do PiaR desde a sua fundação.

Sei as razões individuais e colectivas que nos fizeram estar mais afastados, na sua larga maioria razões positivas e que se prendem com dedicação profissional. Adicionalmente a falta de disciplina de se abrir o back office do blog ao invés de ir postar alguma coisa no facebook ou twitter, que dariam interessantes e adequados posts no PiaR.

Algo que se adensou a partir do segundo trimestre, pois navegando pelo nosso arquivo (para quem ainda não reparou está ali do lado direito separado por meses) no início do ano estivemos todos muito activos. Motivados até pela chegada ao PiaR do Pedro e do Telmo.

Mesmo assim, em 2014 ainda tivemos a realização de um PR After Work, com excelente mobilização, numa co-organização com a equipa da H+K Strategies. E recebemos convidados no PiaR, não deixando falecer a rubrica Word-Of-Mouth. Foi também o ano em que o Alexandre teve uma polémica com as Mummy Bloggers (recebemos visitas tipo pãezinhos quentes).

Mas tudo isto no primeiro trimestre, depois fomos adormecendo e houve meses com apenas (!!!) 2 posts.

Fica aqui um agradecimento ao Alexandre, que foi sendo uma espécie de carregador de piano, pelos posts que foi colocando.

 

Chegamos ao fim de 2014, olho para o nosso plantel e vejo 6 profissionais que estão intensamente dedicados aos seus percursos profissionais. Dois deles internacionalmente. O António no UK e a Virginia na América Latina (num ano em que ainda organizou com enorme sucesso mais uma edição do Upload). Podemos andar pouco activos no blog e raramente falarmos, mas mantenho um enorme orgulho em partilhar este poleiro com pessoas e profissionais que admiro e respeito.

 

Não faço promessas de em 2015 estar mais activo no PiaR, mas sei que este não encerrará.

 

Fica o compromisso de continuar a labutar para um 2015 melhor.

 

publicado por Rodrigo Saraiva às 12:02
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Vai dar que falar...

 

publicado por Alexandre Guerra às 11:27
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014

Também a Justiça deve prestar contas e comunicar com os cidadãos

Por mais óbvio que possa parecer para quem faz da comunicação a sua profissão, a verdade é que nesta Era de Informação em que se vive, existem instituições em Portugal sem a capacidade de se adaptarem aos desafios dos tempos e às exigências de uma sociedade (ocidental e não só) cada vez mais interventiva, consciente e, apesar de tudo, mais informada. Uma sociedade que assimilou o direito de se manter informada, sobretudo, por parte dos seus governantes e das entidades públicas que integram e gerem o Estado ao qual todos pertencem. 

  

Nesta matéria, os Estados Unidos são "a" referência. Podem reconhecer-se muitos defeitos àquele país, mas no que diz respeito à preocupação de se criar pontes de comunicação entre entidades públicas e os cidadãos, as autoridades daquele país não brincam em serviço. E, acima de tudo, há uma sensibilidade comunicacional por parte dos agentes da Justiça relativamente à socidade que os rodeia. A este propósito vale a pena ler o comunicado do "attorney general", Eric Holder, a propósito de uma decisão polémica de um "grande júri" no caso da morte de Eric Garner e que está a inflamar a América. 

 

Qualquer acto público, procedimento administrativo, decisão judicial, gestão de "issue" ou de crise, entre outros, que, de uma maneira ou de outra, tenha repercussão no interesse colectivo, pressupõe, automaticamente, a "comunicação" com o cidadão. Isso é levado muito a sério nos Estados Unidos e também noutros países. É do interesse de todas as partes, porque, por um lado, permite às entidades gerirem o fluxo dos factos validados e, por outro, deposita nos "receptores" informação oficial, não sujeita a especulação. 

 

Regressando a Portugal e numa lógica contrária, o Renato Póvoas faz uma observação pertinente sobre a ausência de "liderança comunicacional" das instituições judiciais na gestão da informação relativa à hiper-mediática detenção de um ex-chefe de Governo. Foi um exemplo que se veio juntar a tantos outros, com consequências muito negativas para as instituições e para a sociedade em geral.

 

É difícil de perceber como é que a Justiça e os tribunais em Portugal se mantêm num tempo de Trevas no que à comunicação diz respeito. É dificil perceber como é que os intervenientes judiciais em Portugal continuam a optar por procedimentos comunicacionais que são de um amadorismo confrangedor e, por vezes, a roçar o ridículo -- veja-se o patético episódio da escrivã do Tribunal Central de Instrução Criminal quando anunciou as medidas de coacção no âmbito da operação "Marquês". E tantos outros exemplos se podiam dar.

 

Num verdadeiro sistema de "check and balances" todos devem explicações a todos e também a Justiça deve prestar contas ao povo. E deve informar os cidadãos dos seus actos judiciais sempre que o interesse colectivo assim o justifique. E deve fazê-lo da forma mais profissional possível. Contrate-se assessores, consultoras de comunicação, criem-se gabinetes de imprensa ou direcções de comunicação, e assuma-se, de uma vez por todas, a figura de "porta voz" nos casos mais mediáticos.

 

PS: É inconcebível que o actual Campus da Justiça em Lisboa, inaugurado há poucos anos, não esteja pensado para acolher jornalistas nas mínimas condições de trabalho. Só este facto, por si só, é revelador da mentalidade que reina nas altas esferas da Justiça portuguesa quando chega a hora de comunicar com o povo. 

publicado por Alexandre Guerra às 11:37
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

E ainda dizem que é "o sabor mais cool de sempre"...

 

De tempos a tempos, os génios do marketing e da publicidade lá produzem uma pérola comunicacional e, normalmente, quanto maior é a marca, maior é o disparate. Este Natal, a Fanta brinda os portugueses com um anúncio que se candidata a entrar no top 10 dos piores do ano. Como se não bastasse o facto do anúncio ter pouco ou nada a ver com o espírito da marca, ainda levamos com uma vozinha irritante de uma criancinha, que nem os seus pais deverão conseguir suportar. Mas como é que as mentes brilhantes que dirigem a comunicação e marketing da Fanta poderão pensar que o consumidor ao ver e ouvir este anúncio poderá ficar com vontade de ir beber uma Fanta? E depois ainda dizem que é "o sabor mais cool de sempre"...

publicado por Alexandre Guerra às 15:38
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